Projeto Cicloviário

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Foto Denir

Com vistas a estreitar o diálogo com a prefeitura de Montes Claros no norte de Minas Gerais, a Transporte Ativo elaborou uma “Proposta de Projeto Cicloviário” para a cidade.

O documento contém algumas especificidades locais, mas pode e deve ser enviado para qualquer administração municipal. A idéia é sensibilizar de maneira simples e direta apontando caminhos capazes de apresentar resultados valorosos.

Quatro pontos fundamentais merecem destaque na elaboração de um bom projeto cicloviário:
1. Facilidade para guardar a bicicleta – estacionamentos seguros (bicicletários) em vários pontos do espaço urbano.
2. Campanhas educativas – educação dos atuais ciclistas e promoção da bicicleta como meio de transporte econômico e ecológico;
3. Integração da bicicleta com outros modos – essencial para ampliar a mobilidade dos ciclistas;
4. Investimento em infra-estrutura – sinalização vertical (placas) e horizontal, construção de ciclovias e ciclofaixas.

Os que tiverem interesse em receber uma cópia editável para ser mandada para outros municípios basta entrar em contato. Via formulário no site da TA ou deixando um comentário.

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  • >Proposta de Projeto Cicloviário para Montes Claros

    Anexos:
    – Guia “estacionamento para bicicletas” da Sustrans

    Lei que criou o programa cicloviário em São Paulo

    – Série de cartazes “Pedalando para o Trabalho

    Folheto da campanha “Pedale legal”

    Parceria Transporte Ativo

    Alternation2

    Consolidamos oficialmente a parceria com a Alternation (representante Dahon no Brasil). Eles nos doaram uma bicicleta Eco zerada que será personalizada para ser rifada. Com o dinheiro arrecadado pagaremos as despesas da Transporte Ativo por um período. A partir de agora o logo da Alternation já aparece em diversos pontos do site TA.

    A bicicleta está em processo de liberação alfandegária e em breve será entregue à TA.

    EcoTAseF

    O custo de cada bilhete da rifa será de R$ 10,00 e além da bicicleta o ganhador ainda vai levar uma garrafinha de alumínio e um bordado da Transporte Ativo.

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    > Como colaborar com a Transporte Ativo no site.

    Artista Urbano

    Todo administrador urbano deve antes de mais nada amar a cidade em que vive. Andar pelas ruas, sentir a alma urbana, a mistura de espaços vazios, construídos e principalmente dos usos que os habitantes dão a todos esses espaços.

    Antanas Mockus foi por duas vezes prefeito de Bogotá e essa semana visitou a cidade de São Paulo. Espera-se que as idéias e ações eficientes na metrópole colombiana possam inspirar os administradores da maior cidade brasileira. Certamente alguns trechos da entrevista de Mockus são inspiradores para qualquer cidadão urbano. Principalmente aqueles que vivenciam o trânsito, problema atacado com enorme inteligência pelo ex-prefeito.

    Para valorizar o espaço público, precisamos melhorar o encontro dos desconhecidos. Então comecei a tentar melhorar o convívio entre pedestres e motoristas. Descobrir o porquê da agressividade e o que piorava a lentidão.

    Começamos pelos mímicos, que atuavam nas principais avenidas, onde muitos motoristas bloqueavam os cruzamentos ou paravam em cima da faixa de segurança.

    Quatrocentos atores e mímicos interagiram por alguns meses com os motoristas, implorando, chorando ou fazendo cara de bravo aos infratores. Sem falar uma palavra, nem agressividade. Virou uma brincadeira. Quando um motorista parava de forma errada, as pessoas até vaiavam. Se o motorista insistia no erro, o policial aparecia para multar ou advertir o infrator. O policial também saiu mais valorizado.

    Mockus também seguiu valorizando a iniciativa bogotana de fechar grandes avenidas para as bicicletas, patinadores e transportes ativos em geral.

    Quando eu era reitor da Universidade, eu ia de bicicleta para a reitoria, chamava atenção que a minha escolta usava carro e eu na bici. Quando prefeito, andei de bicicleta várias vezes.

    Aos domingos, fechamos as principais avenidas de Bogotá por várias horas e elas se transformam em um grande parque. É um dia de mais exercício físico, as pessoas ficam de melhor humor, a poluição diminui.

    Dentre outras razões, é por isso que administrar uma cidade é também uma singela forma de arte, enxergar além de todos os outros.

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    Entrevista completa de Antanas Mockus

    Ciclos do Diamante

    Uma viagem de bicicleta durante 7 dias pela Serra Geral (do Espinhaço), no Norte de Minas. Agora, quase 12 meses depois, ficou pronta a página que mistura muitas fotos com bastante informação sobre a cicloviagem e as cidades visitadas.

    Só para aguçar a curiosidade:

    – Itacambira, primeira cidade, foi uma feitoria do bandeirante Fernão Dias. A cidade fica incrustada na Serra Resplandecente. Uma serra lendária que brilhava ouro e esmeraldas e que atraiu o bandeirante para a região.

    – A Lagoa Vapabussu fica ali. O terreno de quartzito da serra fez com que os corpos enterrados se mumificassem naturalmente; múmias na Matriz de Itacambira – a mesma igreja de batismo de Diadorim, que está nas últimas páginas do “Grande Sertão: Veredas” de João Guimarães Rosa.

    Foram 7 dias na estrada, mas em aproximadamente 20 minutos pode-se ler tudo e ver algumas das fotos do trio. Vale o convite para os que tiverem a oportunidade algum dia, repitam a aventura. Pedalando serra acima, morro abaixo, vida adentro.

    Visite a página da viagem “Ciclos do Diamante“.

    “Não se tem onde se acostumar os olhos, toda firmeza se dissolve. Isto é assim. Desde o raiar da aurora, o sertão tonteia.”

    João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas

    Pedal do Silêncio

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    Texto de Humberto Guerra
    Fotos Martuse Fornaciari

    No dia 16 de maio o grupo de ciclistas Mountain Bike BH organizou em Belo Horizonte sua versão do Ride of Silence (Pedal do Silêncio), uma pedalada que já acontece em diversas cidades do mundo na mesma data. O objetivo é homenagear ciclistas que já foram vítimas de acidentes de trânsito e lembrar à sociedade que as bicicletas são veículos e têm direito de fazer uso compartilhado das vias públicas.

    O movimento, que teve sua primeira edição na cidade americana de Dallas em 16/05/2003, em homenagem ao ciclista de endurance Larry Schwartz, morto em um acidente com um ônibus meses antes, prevê um passeio silencioso por alguns quilômetros na cidade, com os ciclistas trajando uma camiseta branca e uma tarja preta em algum dos braços. A história e o propósito do evento estão em rideofsilence.org.

    Em Belo Horizonte, a pedalada contou com cerca de oitenta ciclistas, que saíram da Praça da Liberdade no começo da noite e percorreram algumas ruas dos bairros Funcionários e São Pedro, para então seguirem pela BR-040 – saída da cidade para o Rio de Janeiro e local onde acidentes fatais envolvendo ciclistas já tiveram lugar. O grupo Le Vélo, que realiza um tradicional passeio ciclístico por Belo Horizonte todas as quartas-feiras, juntou-se ao MTB-BH para o evento, e vários ciclistas “avulsos” também resolveram aderir. O bairro São Pedro, onde o trânsito é menor e as ruas são geralmente silenciosas, foi palco do momento mais marcante para os participantes. Eles demorarão a esquecer a imagem do pelotão de ciclistas em silêncio ocupando uma faixa das ruas, tendo como único som produzido o “clique” do encaixe e desencaixe dos taquinhos nos pedais ao parar nos semáforos. Também causou muito impacto o pelotão de luzes vermelhas piscantes subindo a rodovia escura. Vários motoristas não entendiam o que estava acontecendo, e paravam os carros ou reduziam a velocidade para perguntar de que se tratava. Dois canais de televisão (Alterosa e o Rede Minas – programa Mais Ação) enviaram repórteres para cobrir o evento. O percurso total percorrido pelos ciclistas foi de cerca de 35 quilômetros.

    A avaliação dos organizadores é de que o evento foi extremamente bem-sucedido, teve boa visibilidade na mídia e nas ruas, e conseguiu passar o recado para muitas pessoas. Foi a primeira vez que ele foi realizado em Belo Horizonte, e o comparecimento foi considerado satisfatório, sobretudo porque toda a convocação foi feita via internet (e-mails e fóruns de discussão) e em apenas uma semana. Pretende-se repetir o manifesto todos os anos.

    Nos links abaixo estão alguns registros do Ride of Silence belo-horizontino, feitos pelo fotógrafo-ciclista Martuse Fornaciari.

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  • Pedal do Silêncio 1
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