XII Prêmio Promovendo a Mobilidade por Bicicleta no Brasil | Resultados

TA2025-Diploma-POST-01Em sua décima segunda edição, o prêmio “Promovendo a Mobilidade por Bicicleta” novamente homenageia iniciativas brasileiras em prol do uso das bicicletas, pois boas ideias merecem e precisam ser reconhecidas e bonificadas!

Outro ano e vários projetos interessantes, bastante diversidade, pouca inovação, mas projetos cada vez mais consistentes. A seleção não foi fácil e a tarefa de deixar tanta coisa boa de fora foi árdua.

As organizações premiadas receberão dez mil reais para darem continuidade ou aprimorarem seus projetos.
A entrega de Prêmios acontecerá no Shimano Fest, em São Paulo no mês de agosto!

Conheça as melhores iniciativas deste ano:

1º Lugar Categoria Ação Educativa e de Sensibilização:

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AMECICLO

5 anos do Fundo de Ações Livres
O Fundo de Ações Livres (FAL) é um edital auto gerido da Ameciclo que, desde 2019, fomenta ações educativas e de sensibilização em mobilidade urbana ativa na Região Metropolitana do Recife. Criado com o objetivo de descentralizar recursos e impulsionar o protagonismo de territórios e coletivos periféricos, o FAL já apoiou 24 iniciativas com até R$ 1.000,00 cada, totalizando cinco anos de incentivo a projetos criativos, populares e diversos. Voltado a pessoas físicas, coletivos não formalizados, pequenos empreendedores (MEI/ME) e organizações sem fins lucrativos, o FAL aposta em formatos flexíveis e processos simplificados de inscrição e prestação de contas. As ações contempladas envolvem oficinas, jogos, produção audiovisual, arte urbana, homenagens a vítimas do trânsito, formações em escolas e intervenções no espaço público. Mais do que apoiar financeiramente, o FAL cria redes de afeto e solidariedade, amplia o debate sobre mobilidade e possibilita que ideias locais ganhem força e visibilidade. Relatos de participantes mostram que o fundo é muitas vezes a primeira oportunidade para transformar projetos em realidade, alcançando públicos diversos e promovendo o uso da bicicleta como ferramenta de educação, inclusão e transformação social.

Menções Honrosas Categoria Ação Educativa e de Sensibilização:

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Coletivo ParáCiclo

Circuito de Mobilidade
Circuito de Mobilidade de Belém – composto por mini fóruns, realizados em territórios periféricos; atividade pensada para colocar a população no centro do debate climático. A ideia é construir juntos propostas que melhorem a   vida em nossas periferias, a partir das nossas vivências na Amazônia urbana. Com objetivo de dialogar sobre quais políticas públicas cada território deseja, tendo a mobilidade como pauta principal, a proposta é levar a demanda da população ao poder público, a partir das vozes de quem é mais impactado pelos efeitos da crise climática. Trocamos experiências de como a falta de transporte público digno, ciclovias, ciclofaixas e calçadas de qualidade nos tiram o acesso a direitos básicos como lazer, educação, saúde e atravessam nossas rotinas; do quanto estas ausências afetam nosso pleno direito a cidade. Ainda dentro da programação do Circuito de Mobilidade, contamos com artistas que fizeram a facilitação gráfica, estratégia para ter uma relatoria lúdica do evento; e com grafiteiros, que deixaram nas paredes dos territórios artes como legados da nossa passagem por lá. Dentro de todo este contexto, queremos ser parte da solução e não parte do problema.

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Pedala Manaus

NƗRAƗRIDE
Inspirado na iniciativa das bicicletas brancas, promovida pelo grupo PROVOS na década de 60 na Holanda e no Bota pra Rodar da AMECICLO de Recife, o Pedala Manaus recolhe bicicletas sem uso que são doadas, recondiciona em oficinas de manutenção e pintura e as entrega para as comunidades indígenas, dentro de um sistema de compartilhamento. Ou seja, as bicicletas se tornam públicas para uso de toda a comunidade, estimulando também a economia circular. O projeto tem uma segunda etapa que é de desenvolver o empreendedorismo na comunidade capacitando e realizando oficinas de mecânicas com os jovens. Também faz parte desenvolver um aplicativo que possa fazer a gestão do sistema e torná-lo mais funcional para a comunidade.

1º Lugar Categoria Levantamento de Dados e Pesquisas:

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AMECICLO

IDECICLO – Consolidando uma metodologia nacional
O IDECICLO Nacional desenvolve um índice padronizado para avaliar a infraestrutura cicloviária em cidades brasileiras. Na fase piloto (até dez/2024), o projeto integrou 15 municípios de 4 regiões, auditando 31,2 km de vias, divididos em 44 trechos e mobilizando 31 avaliadores treinados no protocolo de planejamento, projeto, urbanidade e manutenção. A governança incluiu 19 reuniões nacionais e 7 consultorias técnicas com ITDP e WRI, assegurando rigor metodológico e adesão ao Manual original do IDECICLO (2018) para eixos e indicadores. Durante o Bicicultura 2024, 47 participantes priorizaram fatores de avaliação, informando ajustes no Manual de Aplicação (prévia de 50 págs.) atualmente em revisão final. Financeiramente, R$25.419,11 de um total de R$50.000,00 foram aplicados em equipe técnica, consultorias e design, com transparência de custos. O IDECICLO Nacional oferecerá, em breve, um guia gráfico definitivo e uma ferramenta computacional para cálculo automatizado do índice, facilitando a auditoria cidadã e o monitoramento contínuo da qualidade cicloviária. Esta abordagem robusta e participativa fornece subsídios empíricos para orientar políticas públicas cicláveis e promover cidades mais seguras e inclusivas para o uso da bicicleta.

Menções Honrosas Categoria Levantamento de Dados e Pesquisas:

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AMECICLO

Análise das Consequências do Desligamento das Lombadas Eletrônicas
Esta pesquisa compara dois ciclos de 12 meses no Recife antes e depois do desligamento noturno das lombadas eletrônicas (jul/22–jun/23 vs. jul/23–jun/24), usando dados oficiais do Portal de Dados Abertos e da CTTU. Após junho de 2023, as multas por lombadas caíram de média de 3.843 por mês para zero, sem aumento compensatório em outras infrações, o que indica perda de efetividade fiscalizadora. Durante o desligamento noturno, constatou-se aumento de seis vezes na proporção de motoristas acima do limite, alcançando até 7% de infrações às 3h. No mesmo período, os sinistros com vítimas subiram 77,6% (2.196 para 3.901), evidenciando correlação direta entre fiscalização e segurança. A queda de 23% na arrecadação (R$76,6M → R$58,9M) comprometeu recursos para manutenção viária e educação no trânsito. Estes resultados reforçam a necessidade de reativar integralmente a fiscalização eletrônica de velocidade, garantindo operação 24h e participação social no monitoramento, a fim de reduzir sinistros e preservar receitas destinadas à mobilidade urbana

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AMECICLO

Ciclodados – A plataforma da bicicleta no Recife
O CICLODADOS é uma iniciativa de pesquisa aplicada que desenvolve uma plataforma unificada para centralizar e analisar dados de mobilidade cicloviária no Recife e Região Metropolitana. Em sua fase piloto (janeiro–maio 2025), o projeto integrou > 5 fontes distintas — incluindo contagens manuais de ciclistas, bancos de dados do SUS e CTTU, e informações geoespaciais da Prefeitura e do IBGE — utilizando PostgreSQL/PostGIS e Drizzle ORM para padronização e georreferenciamento. A prototipagem em Remix (frontend) e Express.js (backend), aliada ao Strapi CMS e ao Ameciclobot (Telegram), viabilizou a publicação de dashboards interativos em Metabase e Figma, com métricas de uso em tempo real e indicadores de desempenho (cronograma, funcionalidades e integração de dados) em fase de validação. Metodologicamente, foram adotadas rotinas automatizadas de ETL e testes de usabilidade que garantem qualidade e confiabilidade na captura e apresentação dos dados. O uso de inteligência artificial (ChatGPT e Whisper) no fluxo de relatórios preliminares destaca-se como inovação para acelerar análises qualitativas e quantitativas. O CICLODADOS oferece subsídios robustos para pesquisas urbanas, orientando políticas cicloviárias baseadas em evidências e promovendo maior transparência e participação comunitária na gestão da mobilidade por bicicleta.

1º Lugar Categoria Empreendedorismo:

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Projeto Social Pedalar

Projeto Social Pedalar
O Projeto Social Pedalar atua em Maria Paula, Niterói (RJ), promovendo inclusão social e acesso à mobilidade por bicicleta para crianças, jovens e famílias de baixa renda. Iniciado com passeios e atividades físicas, o projeto evoluiu para uma forte atuação comunitária, onde a bicicleta é entendida como ferramenta de direito à cidade, autonomia e transformação de vidas. Seu eixo central é a arrecadação, recuperação e doação de bicicletas. Parcerias com ciclistas e oficinas locais viabilizam a restauração de bikes usadas, que são doadas a jovens que, muitas vezes, recebem sua primeira bicicleta. Cada doação é acompanhada de orientação em segurança, manutenção e educação para o trânsito. Mais de 100 bicicletas já foram entregues, ampliando a mobilidade de quem passa a ter acesso facilitado a escola, trabalho e atividades culturais. As entregas ocorrem em eventos comunitários, que também envolvem feiras de artesanato e economia solidária, fortalecendo redes econômicas locais. O Pedalar demonstra como o empreendedorismo social e a bicicleta podem, juntos, gerar oportunidades reais, ampliar o pertencimento à cidade e transformar trajetórias de vida, especialmente na juventude periférica.

Menções Honrosas Categoria Empreendedorismo:

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Atelier Bicicine

Ciclo Oficina
O Atelier nasceu em 2012 na galeria Carmo Sion, idealizado e criado pelo apaixonado por bicicletas João Ziller. A ideia era fazer um ponto de encontro de tribos da cultura ciclística de BH. Com o foco em ciclismo urbano e para incentivar que mais pessoas adote o bicicletas como meio de transporte na cidade, os preços são mais justos e uma mão de obra de qualidade e personalizada. Ao contrario das outras oficinas de BH, na qual a maioria esconde a área onde é feita os serviços na bicicleta e foca em vendas de novas bicicletas e acessórios, no atalier este espaço é o nosso cartão de visitas, onde o cliente pode entrar, acompanhar e participar no processo de serviços que estão sendo realizados em sua bicicleta, sendo um atendimento mais próximo, sem esconder os detalhes ao cliente.

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Trio – Caminhos Sustentáveis

Bicitaxi Solar Rio de Janeiro
Oferecemos transporte sustentável – bicitáxis com assistência elétrica e painéis solares — para turismo cultural no centro, Lapa e Zona Portuária. Realizamos passeios guiados, e trajetos curtos entre museus, centros culturais e pontos históricos. Nossos veículos são conduzidos por operadores treinados, conhecedores das ofertas culturais da região. A velocidade dos veículos é limitada a 20 km/h, e contam com freios hidráulicos a disco e cintos de segurança para garantir a proteção dos passageiros, pedestres e ciclistas. Nosso serviço é especialmente útil para pessoas com deficiência de mobilidade, idosos, e pessoas com deficiência visual. Operamos até cinco veículos dependendo da demanda sazonal, mas planejamos expandir nossa frota e, eventualmente, oferecer um serviço gratuito na zona portuária para estimular visitas à região. Já percorremos mais de 17.500 km em trajetos, atendemos um número estimado de 40.000 passageiros e mantemos uma classificação cinco estrelas no Viator, TripAdvisor, Google Maps e Airbnb Experiences. Desenvolvemos um laboratório de baterias de lítio, garantindo a máxima vida útil de nossos equipamentos, e as baterias são recicladas ao fim de sua vida útil. Doamos nosso espaço de oficina e mão de obra para coletar e reformar bicicletas usadas, destinando-as aos moradores da favela da Providência.

Agradecemos a todos os que se inscreveram, pela participação e por estarem Promovendo a Mobilidade por Bicicletas no Brasil, ao comitê que avaliou os projetos e ao Itaú-Unibanco por financiar a iniciativa, acreditando no potencial das bicicletas!

XII Prêmio Promovendo a Mobilidade por Bicicleta no Brasil | Inscrições Encerradas

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Foram 54 inscrições nas 3 categorias, com destaque para a região sudeste que enviou 52% dos projetos e para a categoria Ação Educativa e de Conscientização com 54%.

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O comitê de avaliação já está com os formulários e em julho teremos os resultados.
A entrega dos prêmios será no Shimano Fest em agosto, em São Paulo.

Para saber mais sobre o prêmio e suas edições anteriores, clique aqui.

Pesquisa Perfil Ciclista 2024 – Resultados

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Em tempos de eventos climáticos cada vez mais extremos, mais de 70% dos ciclistas brasileiros usam a bicicleta cinco ou mais vezes na semana

 A quarta edição da Pesquisa Nacional sobre o Perfil d@ Ciclista traz dados importantes sobre a bicicleta em 18 cidades sendo 9 capitais.

 Nas cidades participantes da pesquisa, 78% das pessoas que utilizam a bicicleta como meio de transporte pedalam cinco ou mais vezes por semana, enquanto 70% levam até 30 minutos em sues percursos mais frequentes. Estas são algumas das conclusões da quarta edição da Pesquisa Nacional sobre o Perfil do Ciclista Brasileiro, organizada pela Transporte Ativo e Observatório das Metrópoles, com apoio do Itaú Unibanco. A pesquisa ficou em primeiro lugar no Prêmio Bicicleta Brasil 2024, do Ministério das Cidades, na categoria “Fomento à Cultura da Bicicleta”.

Ao todo, mais de 11 mil ciclistas foram entrevistados em 18 cidades de diferentes tamanhos, distribuídas por quatro regiões do país: Araucária PR, Belém PA, Campos dos Goytacazes RJ, Cruzeiro do Sul AC, Fortaleza CE, João Pessoa PB, Juazeiro BA, Manaus AM, Natal RN, Niterói RJ, Paranaguá PR, Petrolina PE, Recife PE, Rio de Janeiro RJ, Salvador BA, São Paulo SP, Seropédica RJ e Volta Redonda RJ.

A publicação ganha relevância em função do momento atual, com conflitos e eventos climáticos extremos surgindo a todo momento em um mundo no qual poucos países se mostram interessados em uma transição econômica de baixo carbono, e a indústria dos combustíveis fósseis (setor no qual estão grande parte dos carros, ônibus e caminhões, e que é o maior emissor de gases de efeito estufa) permanece intocada nas negociações climáticas.

Para além da gravíssima crise humanitária, social e ambiental recentes, anuncia-se uma extensiva crise. Considerando que 2024 foi o ano mais quente da história da medição humana, atingindo uma temperatura 1,5°C mais alta, em média, do que aquela registrada na pré-revolução industrial, as bicicletas merecem ainda mais atenção devido às suas características singulares: são transportes limpos, sem qualquer emissão de poluentes, fundamentais para a saúde individual e coletiva, e que se adaptam muito bem a diferentes situações.

A pesquisa demonstra que, dentre os respondentes, 41,4% preferem a bicicleta pela rapidez e praticidade, enquanto 26,1% optam pela saúde e outros 21,5% pelo custo. Apenas 3,8% escolheram, no entanto, a consciência ambiental, o que sugere a necessidade de uma comunicação mais assertiva sobre o potencial da bicicleta no enfrentamento da emergência climática. Já em relação aos estímulos para pedalar mais, a infraestrutura adequada foi a opção mais escolhida (54,8%), seguida por segurança no trânsito (26,6%).

Entre as capitais, algumas particularidades se destacam:

  • Em Belém (PA), 95,3% das pessoas pedalam 5 ou mais vezes por semana, e apenas 32% utilizam a bicicleta como meio de transporte há menos de cinco anos.
  • Em São Paulo (SP), o público que pedala como meio de transporte há menos de cinco anos é muito maior: 86,9%.
  • Em Fortaleza (CE), pessoas que usam a bicicleta como meio de transporte para ir e voltar do trabalho são predominantes: 95,5%. São maioria também aqueles que citam a praticidade como principal estímulo para pedalar (60,6%).
  • Em João Pessoa (PB), o principal estímulo para pedalar mais são mais infraestruturas para Bicicletas 74,8%, seguida por Recife (PE), com 64%, e Natal (RN), com 63,6%.
  • No Rio, 78,3% dos entrevistados levam até 30 minutos em seu percurso mais frequente, o que equivale a aproximadamente 7km.
  • Salvador (BA) é a cidade que mais se preocupa com a Segurança Pública com 22,2% dos entrevistados, contra 2,3% em Petrolina (PE).

Mais de 250 entrevistadores saíram a campo entre os meses de agosto e novembro de 2024 para coletar as respostas. No total, foram 12 meses de preparação, busca, organização, encontros, revisões de documentos e finalização para a publicação da pesquisa.

Confira este esforço na íntegra clicando aqui!

Perfil Ciclista 2024 | Ultrapassamos a marca de 2000 entrevistas

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Diversas cidades já estão em campo coletando dados para a Pesquisa Perfil Ciclista 2024. Das 21 cidades que estão envolvidas, dez já estão em campo e dentre estas, oito já estão subindo os dados para a plataforma onde eles serão compilados.

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Esta semana chegamos à marca de 2600 entrevistas inseridas na plataforma, outras tantas estão a caminho! Enquanto isso, os mais de 250 entrevistadores já cadastrados vão documentando e fotografando as ações, que estão acontecendo de Norte a Sul do país.

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Em breve mais notícias, fotos e um pouco mais adiante muitos dados!

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XI Prêmio Promovendo a Mobilidade por Bicicleta no Brasil | Resultados

TA2024-POST-SiteEm sua décima primeira edição, o prêmio “Promovendo a Mobilidade por Bicicleta” novamente selecionou excelentes iniciativas brasileiras em prol do uso das bicicletas. Boas ideias merecem e precisam ser reconhecidas e homenageadas.

A entrega de Prêmios acontecerá no 13º Fórum Mundial da Bicicleta e 11º Bicicultura!

Conheça as melhores iniciativas:

1º Lugar Categoria Ação Educativa e de Sensibilização:
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O projeto foi desenvolvido e permanece em atividade na Ilha de Cotijuba (Trilha Dourada em Tupi), em Belém do Pará e divide-se em 3 etapas:
1. Ação educativa: Iniciado nas aulas de Arte na Unidade Pedagógica Faveira, vinculada à Fundação Escola Bosque-FUNBOSQUE, o projeto abordou a problemática do trânsito na referida ilha, que é tomada por motocicletas. O pensamento crítico é provocado a partir da apreciação das reivindicações de organizações cicloativistas. Iniciou-se uma campanha de doação de Bicicletas na parceria do Coletivo ParáCiclo e Movimento de Mulheres das ilhas de Belém, que arrecadou inicialmente 9 bicicletas, pintadas de dourado em alusão ao nome da ínsula.
2. Ação artística: Em posse das bicicletas e tomando como referência o Plano das Bicicletas Brancas, do grupo artístico e ativista Provos (1965), os alunos percorreram a ilha pedalando as bicicletas douradas, causando impacto visual para os moradores.
3. Ação socioambiental: A partir do aporte financeiro do Coletivo ParáCiclo, conseguimos estruturar um Sistema Comunitário de Empréstimo de bicicletas inicialmente com 9 pontos guardiões das bicicletas, distribuídos na ilha ao longo de aproximadamente 18 km. Hoje contamos com 20 bicicletas e 11 pontos, que ajudam a comunidade no deslocamento e fomentam o turismo de base comunitária na ilha.

Menções Honrosas Categoria Ação Educativa e de Sensibilização:
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O Giro Preto nasce em 2018, na cidade de São Paulo, inicialmente como um grupo de pedal exclusivo para pessoas negras, tendo como objetivo principal, reunir essas pessoas para além de pedalar, proporcionar a troca de vivências, experiências, autonomia e não somente sobre pedalar, mas também sobre pessoas negras pedalando na cidade. Nasce como questionamento à falta de diversidade racial nos grupos de pedais urbanos da cidade. Mas os horizontes se ampliaram e viram que não ficariam restritos apenas a um grupo de pedal. Hoje se debate, além da falta de diversidade no cicloativismo, que é hétero, branco e masculino, a questão do direito à cidade e da mobilidade ativa. Além dos pedais aos finais de semana, organizado roteiros de memória negra na cidade, tem participado de debates sobre os temas citados, atuado com ações diretas de intervenções urbanas na cidade (campanha “Onde estão as pessoas negras no seu pedal?”) e também pedais culturais com outras instituições e organizações. Foram inspiração para outros grupos e seguem com sua luta, ocupando os espaços.

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O projeto Perifa na Pista tem o objetivo de potencializar o uso da bicicleta por mulheres nos territórios periféricos e de baixa renda. Muitas mulheres do bairro usam a bicicleta como meio de transporte e não são levadas em consideração no planejamento da cidade. A ideia do projeto é levar essas mulheres para o debate, para que juntas sejam ouvidas pelo poder público. O resultado tem sido positivo, levando várias mulheres da periferia para dentro da SEMOB em uma visita técnica resultando num compromisso de terem um retorno sobre a demanda levada.
Tem realizado dias de convivência, de trocas e de escuta dentro do território para incetivar e engajar cada vez mais mulheres no processo de cidadania e tomada de decisões sobre as políticas públicas, além de mobiliza-las mais também para pautar a crise climática já que os deslocamentos delas são os mais afetados. Organizam bicicletadas dentro do território, distribuindo plaquinhas, campainhas e adesivos. Fazem rodas de conversas e falam sobre o CTB e as leis que já existem, o direito a cidade e principalmente a rua quando não há infraestrutura cicloviária.
*juntas somos MAIS fortes e alcançamos MAIS*

1º Lugar Categoria Levantamento de Dados e Pesquisas:
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A Prefeitura de Niterói, através da Coordenadoria Niterói de Bicicleta, iniciou em janeiro de 2024 a instalação do sistema Contabike, um avanço significativo na coleta de dados sobre o uso de bicicletas na cidade. O Sistema de monitoramento automático de ciclistas desenvolvido pela empresa Eco-Counter é composto por 11 contadores automáticos, estrategicamente posicionados em locais-chave. Através do Contabike, foi possível identificar que Niterói tem duas das ciclovias mais movimentadas do país na Av. Marquês do Paraná e na Av. Roberto Silveira.
Com um registro detalhado do fluxo de ciclistas, a Coordenadoria poderá fazer análises precisas e planejar intervenções e melhorias de maneira mais informatizada. A instalação do sistema de contagem é um reflexo do compromisso contínuo de Niterói com a mobilidade urbana sustentável. Nos últimos anos, a cidade tem visto um aumento consistente no número de ciclistas, graças às políticas de incentivo, fomento à cultura da bicicleta, programas de educação e comunicação e expansão da infraestrutura cicloviária. A introdução do sistema Contabike é um passo importante para entender melhor o comportamento e as necessidades dos ciclistas em Niterói.

Menções Honrosas Categoria Levantamento de Dados e Pesquisas:
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O CycleRAP é um modelo criado pelo iRAP voltado para analisar infraestruturas utilizadas por ciclistas quanto ao risco de acidentes. A ferramenta usa dados sobre as estruturas e seu contexto viário, resultando em uma graduação sobre o risco potencial de colisões de ciclistas com veículos, pedestres e outros ciclistas, ou mesmo acidentes solos. Baseado na literatura científica internacional, identifica também as principais recomendações de tratamento para cada trecho, que podem ser adotadas pelas cidades para melhorar a segurança dos ciclistas. Em 2023, o CycleRap se juntou com a Ciclocidade e a SMT – Secretaria de Mobilidade e Trânsito, para aplicar o modelo na capital paulista. Foram utilizadas 1.115 fotografias originárias da Auditoria Cidadã de 2022, da Ciclocidade, que representavam diversas das situações mais típicas encontradas por ciclistas nas ruas. Os maiores riscos identificados referem-se a potenciais conflitos com veículos motorizados. As recomendações principais para o município são as de aumentar a separação entre os modos (alargar as estruturas cicloviárias, instalar segregação leve em ciclofaixas) e reduzir o risco e a gravidade de potenciais sinistros (adequação de velocidades máximas, principalmente nos casos de ciclofaixas). No momento, a CET vem estudando os resultados de forma a incorporá-los no desenho de novas estruturas.

LD243b
O Observatório Cicloviário é uma central de monitoramento que acompanha, de forma automatizada, a evolução da estrutura cicloviária da Região Metropolitana do Recife. O sistema compara com a execução cicloviária em cada uma das cidades com a estrutura projetada pelo Plano Diretor Cicloviário da região. Para facilitar a demonstração dos dados, considera-se EXECUTADA o local onde havia previsão de estrutura e foi implantado algo lá, não necessariamente da mesma tipologia. Com o Observatório é possível confrontar a narrativa da Prefeitura do Recife que contabilizava ter contemplado quase 90%, quando constatamos que menos 30% foi realizado e com tipologia divergente e mais insegura que a planejada. O Observatório também ranqueia os municípios da RMR pelo percentual contemplado do PDC-RMR e os totais de estrutura cicloviária projetadas, realizadas e realizadas dentro do PDC. Também é possível ver a lista de estrutura planejadas e qual a extensão já executada.

.1º Lugar Categoria Empreendedorismo:
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A Oficina Escola ofereceu um curso profissionalizante de mecânica de bicicleta para pessoas das três comunidades periféricas contempladas do projeto Bota Pra Rodar, no Recife. O curso durou 5 meses, com aulas diárias de 6 horas e formou 6 mecânicos, de forma gratuita aos alunos. As bicicletas para o aprendizado foram as do sistema compartilhado Bota Pra Rodar instalado nas comunidades de Caranguejo Tabaiares, Santa Luzia, Entra Apulso e da própria sede da Ameciclo. Com o uso intensivo das bicicletas, havia um grande desgaste físico de suas peças, tornando-se necessária uma rotina de revisão mecânica nas unidades do projeto. Assim, a formação de profissionais para o mercado de mecânica, estimulando a inserção de pessoas na economia local. O foco do projeto foi a empregabilidade, desenvolvimento comunitário e pessoal, realizando isso através da formação técnica e política sobre mobilidade, com atravessamentos necessários das pautas de desenvolvimento urbano sustentável e direito à cidade.

Menções Honrosas Categoria Empreendedorismo:
EM242b
Pedala-se* uma empresa de cicloturismo urbano com foco de atuação na região de  São Miguel Paulista, periferia da Zona Leste de São Paulo. Uma das iniciativas de trabalho da empresa é o projeto “Pedalada Histórica” que tem por objetivo promover o desenvolvimento da cultura, pertencimento e fortalecimento da identidade local, contribuindo para a construção de conhecimento e para a reflexão crítica acerca dos patrimônios culturais e ambientais das periferias da Zona Leste de São Paulo, utilizando a bicicleta como instrumento de circulação de pessoas e saberes nesses territórios.

EM243b
O uso do leito das antigas ferrovias do século XIX, na utilização das estações ativas em pontos de apoio para ciclistas e na restauração das estações que se encontram desativadas para uso turístico, preservando a história e a promovendo meios saudáveis de ligar lugares e pessoas através do cicloturismo. Serão utilizados trechos da antiga Dom Pedro II – Central do Brasil e da Estrada de Ferro Oeste de Minas, interligando 18 municípios.
Pelo caminho, encontrará grande diversidade de atrativos naturais e culturais, além de um contato com as memórias e histórias que envolvem antigas estações e paradas do trem. A contemplação de belas paisagens e a interatividade com gente hospitaleira e a típica culinária mineira pode ser encontrada ao longo da rota, com quitandas que rememoram o antigo costume de vendas de biscoitos, rosquinhas, broas e bolos nas estações ferroviárias, garantia de um cafezinho saboroso, típico de cidades do interior mineiro. A rota traz em si mesma um tripé de sustentabilidade: Econômico – estimula a economia regional e local, com geração de trabalho e renda; Ambiental – deslocamentos não poluentes e saudáveis; Cultural – pela ressignificação das estações, com a reutilização do espaço para diversos fins.

 

É muito bom conhecer tantas iniciativas de qualidade acontecendo pelo país afora!
Agradecemos os projetos enviados e parabenizamos todas as iniciativas inscritas!
Agradecemos também ao comitê de avaliação e ao Itaú Unibanco, que torna possível a realização deste Prêmio.

Para saber mais sobre o Prêmio e suas edições e premiações anteriores, clique aqui.