Comunicação em prol da mobilidade

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A mobilidade sustentável e a readequação das cidades brasileiras acaba de ganhar um incentivo a mais.

ITDP (Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento) lança o 1o Prêmio de Jornalismo de Mobilidade Urbana Sustentável. A iniciativa irá premiar jornalistas brasileiros que publicaram matérias que buscaram “conscientizar as pessoas sobre a necessidade de melhorar a qualidade de vida nas grandes cidades, por meio de políticas adequadas de transporte sustentável.”

Jornalistas deverão inscrever suas reportagens entre os dias 15 de maio e 15 de julho de 2013 através do email premio@itdp.org. O material inscrito deve ter sido publicado em meios de grande circulação nacional ou regional, entre 1 de janeiro de 2012 e 14 de julho de 2013, no Brasil.

Os inscritos serão selecionados por um comitê de especialistas que irá escolher 3 finalistas. Dentre os três haverá um vencedor e duas menções honrosas. O jornalista escolhido ganhará uma viagem para Nova Iorque para participar de uma visita técnica às iniciativas de mobilidade sustentável em outubro de 2013.

Capacete ou turbante

Na Austrália o uso de capacetes é obrigatório para ciclistas. Sem amparo em pesquisas científicas, mas baseado na cultura do medo, os legisladores australianos aprovaram há alguns anos esse tipo de legislação.

Só houveram malefícios, o principal deles a diminuição do uso da bicicleta. Além é claro de propagar a noção de que a bicicleta em si é um veículo perigoso, e que cabe ao ciclista se proteger do trânsito. Quando toda legislação de trânsito sensata, a brasileira inclusive, apregoa que a responsabilidade pela incolumidade dos veículos mais vulneráveis e dos pedestres cabe aos veículos maiores.

Mas um novo elemento entrou em debate no estado de Queensland. Em nome da liberdade religiosa, fiéis sikhs podem abrir mão do boné de isopor e utilizarem seus turbantes enquanto pedalam sem ficarem sujeitos a uma multa de 100 dólares australianos.

Agora, um ciclista com um simples turbante, que nada mais é do que um pedaço de tecido, está desobrigado de usar o capacete. Fica claro com isso que a função do capacete não é para a “segurança do cidadão” ou uma questão de “saúde pública”, mas sim um capricho legislativo que reforça o medo nas ruas e o falso paradigma do automóvel como veículo dono do espaço de circulação viário.

Leia a notícia em inglês: Queensland govt exempt Sikhs from wearing helmet while riding bicycle

Fórum Internacional de Mobilidade Urbana

Nos dias 03 e 04 de abril de 2013, a Transporte Ativo esteve presente no Fórum Internacional de Mobilidade Urbana que aconteceu no Hotel Majestic em Florianópolis, Santa Catarina.

O Fórum contou com a participação de Gil Peñalosa do 8-80 Cities, do Canadá, e Ton Daggers da rede Cities for Mobility, da Holanda, além de outros especialistas e representantes de empresas do ramo.

Ambos os dias foram repletos de palestras onde foram relatados exemplos e estudos de caso sobre mobilidade urbana em diferentes localidades. Também foram realizadas apresentações sobre variadas soluções de transporte de massa aplicadas em diversos lugares do mundo e novas possibilidades para velhas e já conhecidas tecnologias, como monotrilhos e teleféricos.

A mobilidade por bicicletas foi tema central da palestra proferida pelo holandês Ton Raggers que apresentou e defendeu a utilização das bicicletas PEDELC, as “elétricas de pedal assistido” como são conhecidas aqui no Brasil, para a promoção e difusão da bicicleta como meio de transporte de cargas e pessoas. Tratou também da importância da bicicleta como parte de um sistema de transporte público, falou sobre as rodovias para bicicletas e encerrou sua explanação concluindo que é necessário treinamento e capacitação, dos técnicos e decisores públicos, para implantação de um cenário favorável a mobilidade por bicicleta nas cidades.

A bicicleta como alternativa

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O metrô do Rio de Janeiro está em expansão em direção à Barra, as obras já impactam diretamente a circulação no Leblon. Como forma de diminuir os impactos, a Prefeitura e o consórcio responsável pelas obras estão com uma campanha nas ruas para encorajar o uso da bicicleta como alternativa.

Pelos custos e prazos, as infraestruturas metroviárias representam um enorme impacto nas cidades, mas a presença do transporte sobre trilhos ao redor da cidade representa um enorme ganho depois que as obras são concluídas.

De acordo com o consórcio responsável:

A campanha procura não só amenizar os transtornos com as obras, mas deixar um legado importante para a cidade, com menos poluição e mais mobilidade.

Afinal, quem descobre a bicicleta, tende a se acostumar com sua eficiência para os deslocamentos urbanos e a cada ciclista a mais nas ruas, o ganho maior é da cidade.

Por outro lado, a campanha também foi alvo de críticas por conta do texto do cartaz que busca incentivar o uso do transporte público e traz a imagem de um ônibus.

De acordo com Ivan Acciolly, que compartilhou a foto do cartaz, há um grave erro no texto, de se referir ao transporte público por ônibus como alternativa ao metrô. Com isso, dá-se a entender que o metrô não é transporte público.

Essa e outras polêmicas ainda renderão muito assunto. Mas até que os trilhos estejam assentados nos subterrâneos cariocas, o melhor mesmo é seguir tranquilamente de bicicleta pela superficie.

Transporte ativo e planejamento urbano

A vida urbana é a organização humana padrão dos nossos tempos. Não é novidade morarmos em cidades, a novidade é morarmos tantos em cidades.

Da pressão por espaço urbano, surge uma cidade que deverá buscar novas e melhores maneiras de se adequar a necessidade de seus moradores. E é sobre o planejamento urbano para essa nova cidade que fala o vídeo acima. E não é coincidência que o autor do vídeo menciona os transportes ativos, nossa maneira preferida de definir todos que dependem do próprio esforço para se locomoverem.

Visto primeiro no Bicyclop.