Campeã da Regularidade

O III Desafio Intermodal Carioca serviu para comprovar a mais famosa das qualidades da bicicleta, sua regularidade. Independente das condições do tráfego motorizado nas abarrotadas ruas cariocas, quem pedala sempre sabe quanto tempo irá levar.

Basta ao ciclista saber a distância e sua média de velocidade será sempre a mesma, uma faceta que tem cheiro de novidade para quem costuma transitar no anda e pára dos congestionamentos urbanos. De certa forma a bicicleta é a tartaruga da fábula de Esopo. Segue devagar e sempre e chega primeiro. Já o automóvel particular nas cidades é como uma lebre com excesso de confiança e carregando um enorme casco. Altas velocidades finais, mas uma média abaixo da crítica.

Confira no relatório a superioridade da bicicleta. Há também o álbum de fotos e a planilha com os resultados objetivos e subjetivos.

Como diria Esopo: “Devagar se vai longe”.

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Qual Cidade Queremos?

Ribeirão Preto no interior de São Paulo é uma das cidades mais ricas do estado. No entanto essa riqueza tem produzido um efeito nefasto para seus cidadãos. Ao invés de mais qualidade de vida para todos, o crescimento econômico tem trazido enormes transtornos.

O motivo é muito simples, o crescimento do transporte individual motorizado somado a diminuição do número de viagens no transporte público. As conseqüências são famosas, congestionamentos, poluição, horas perdidas e piora na saúde da população.

A única maneira de não fazer do crescimento econômico um problema crônico para a mobilidade urbana é através da priorização do transporte público, dos pedestres e ciclistas. Uma cidade onde se caminha e onde andar de moto ou automóvel é apenas mais um opção é uma cidade melhor para todos.

Fica a esperança de que Ribeirão Preto siga pelo caminho do crescimento sustentável, da priorização da qualidade de vida da sua população, essa sim, a maior riqueza de qualquer cidade.

Mais:
RP “desiste” do transporte coletivo.
Velha Mobilidade.

Sacode Ossos

Um Pouco de história segundo a Escola de Bicicleta:

James Starley, um apaixonado por máquinas, decidiu repensar o biciclo e criou um modelo completamente diferente.

Tinha construção em aço, com roda raiada, pneus em borracha maciça e um sistema de freios inovador. Sua grande roda dianteira, de 50 polegadas ou aproximadamente 125 cm, fazia dela a máquina de propulsão humana mais rápida até então fabricada.

Isso foi nos idos de 1868 e essas velozes máquinas fizeram sucesso sacudindo os ossos dos homens ricos que podiam pagar oito libras pelas excêntricas “Big Wheels”. O preço era equivalente a mais ou menos 6 meses de salário de um operário inglês da época.

Na Austrália intépridos ciclistas ainda competem nesses inseguros veículos de duas rodas.

Via: Ecovelo