Ecologia Urbana

Meio ambiente e ecologia são um assunto cada vez mais recorrente. Isto é muito importante, pois ainda dá tempo de salvar o planeta, as áreas verdes e os animais. Porém, ecologia não é só bicho no mato, onça na floresta.

No entanto, cerca de 80% da população brasileira hoje vive em cidades. Então, precisamos falar também de ecologia urbana.
Os problemas ambientais urbanos são muitos: desperdício de energia, lixo, poluição do ar e das águas, destruição das áreas verdes para dar espaço aos automóveis, e sistemas de transporte ineficiente.

Assim como precisamos preservar matas, nascentes e animais selvagens, precisamos de cidades sustentáveis. Andar a pé ou de bicicleta é uma atitude ecológica tão importante quanto conservar a Amazônia ou repovoar o mar de tartarugas marinhas.
Com esta atitude simples de deixar o carro na garagem e ir para o trabalho ou para a academia de bicicleta, você polui menos o ar, não gera pressão por mais estacionamentos e vias – que destroem a área verde das cidades, não gera demanda por petróleo, fonte de energia não renovável.

Novos hábitos, novas tecnologias, novas idéias. É o que mostra este vídeo da WWF:

Veja os outros dois filmes da trilogia Pense de Novo.

Paradoxo no Trânsito

Durante muitos anos acreditou-se que a solução para melhorar a fluidez do trânsito rodoviário passava pela construção de novas vias. No entanto esse conceito não tem mais valor. Inclusive, ao aumentar a infra-estrutura viária pode-se até piorar as condições do tráfego.

Dada a natureza anárquica do trânsito e a escolha individual de cada motorista, temos que muitas vezes não há qualquer incentivo a que uma rota seja escolhida em detrimento de outra. Milhares de pessoas tomam decisões baseadas na sua própria conveniência e na presunção de que a rota escolhida é a melhor e mais rápida. Com isso o trânsito não fica distribuído de uma maneira que garanta o menor tempo de viagem possível.

Os físicos responsáveis pela pesquisa apresentam o seguinte exemplo para explicar a teoria: um motorista pode fazer um caminho mais curto por uma ponte estreita ou um trajeto mais longo por uma via expressa. Na melhor conjuntura, o tempo de viagem de todos seria menor se metade das pessoas escolhesse cada um dos caminhos. Mas não é assim que acontece. Alguns motoristas irão usar a ponte estreita para ir mais rápido e a medida que se formem engarrafamentos, muitos optam pela pista expressa. Assim, ela também fica engarrafada e alguns motoristas optam novamente pela ponte estreita. Gradualmente o fluxo nos dois trajetos atinge o “equilíbrio de nash”, quando nenhum motorista iria chegar mais rápido se mudasse seu trajeto.

A solução para a má distribuição do fluxo motorizado foge ao senso comum. Ao fechar algumas ruas, é possível se aproximar do tempo ótimo de viagem. O motivo é simples, uma distribuição mais homogênea de veículos nas vias que continuariam disponíveis a circulação motorizada.

Surgiriam naturalmente benefícios além da simples melhora na fluidez. Ao invés de uma via congestionada, ruas exclusivas para ciclistas e pedestres.

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Para quem quiser saber mais:
– If You Build, They Will Clog.
– Queuing conundrums

Transporte Ativo em São Paulo

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A Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) contou essa semana com a presença da Transporte Ativo. Estivemos presentes para levar o Workshop de Introdução ao Mundo Cicloviário. No auditório diversos órgãos da administração municipal e o próprio secretário do Verde e Meio Ambiente (SVMA) Eduardo Jorge esteve presente.

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O curso foi feito com base no conteúdo apresentado a CET-Rio. Devido ao sucesso em terras cariocas, a iniciativa veio para São Paulo.

As duas turmas paulistanas sairam extremamente satisfeitas e puderam conhecer um pouco da realidade da bicicleta. Esse workshop marca uma importante fase de transição na visão da mobilidade nessa grande metrópole. Atualmente a bicicleta e sua promoção ainda se concentra na SVMA. Para o secretário Eduardo Jorge, o papel de sua pasta é acima de tudo mostrar novos caminhos. A mudança aos poucos tende a ganhar corpo e se espalhar por toda a administração municipal e dentro dessa perspectiva, é fundamental que toda a área de transportes esteja devidamente sensibilizada para a necessidade de se promover o uso da bicicleta dentro do contexto da nova mobilidade necessária à cidade de São Paulo.

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O curso será repetido e só foi possível graças a parceria entre a Transporte Ativo, o ITDP a Clinton Foundation e a Prefeitura da Cidade de São Paulo.

Sim, eles Podem

O domínio do transporte individual motorizado se alastrou dos Estados Unidos para o mundo. Mas os contornos mais dramáticos do desenvolvimento centrado no automóvel está em terras estadunidenses.

Movida a gasolina, a classe média norte-americana não está sendo mais capaz de arcar com a escalada no preço do petróleo. A isso soma-se a desvalorização das casas, o endividamento e tem-se um cenário de desespero.

O canal de televisão PBS apresentou um documentário chamado “Dirigido ao Desespero” que mostra como no sul da California a dependência do automóvel afetou negativamente a vida de pessoas que sonharam com uma vida tranquila longe dos grandes centros urbanos. Ainda que as oportunidades de trabalho e lazer sejam maiores dentro das cidades.

No entanto, há esperança até mesmo na verdadeira “sociedade do automóvel”. O novo presidente Barack Obama já mostrou-se a favor de investimentos em transporte público durante sua campanha e certamente a mudança de paradigma necessária nos Estados Unidos passa por incentivos e investimentos em transporte eficiente para as pessoas.

Mais:
– Driven to Despair – PBS.org
– Reconecting America.org
– Barack Obama sobre Transporte.
– Sociedade do Automóvel
– Custos Reais dos Motorizados – blog.ta.org.br

A Bicicleta da Mudança

Todo ciclista tem uma bicicleta memorável, aquela que marcou as primeiras pedaladas na infância, a primeira ida até a escola, a guerreira dos tempos de faculdade.

Aprendi a pedalar numa Monareta aro 20″, lembro de cruzar em frente a minha casa sem as rodinhas, livre. Mas uma outra bicicleta marcou a fase mais recente da minha vida. As rodas têm a mesma medida o que há 4 anos atrás despertava curiosidade nas ruas e ciclovias do Rio de Janeiro. Um homem de 1,70 pedalando uma bici pequena.
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Minha Dahon Vitesse foi a primeira bicicleta que usei como veículo, com ela passei a ir de casa à faculdade e depois ao trabalho. Pedalando ela aprendi a “dirigir” uma bicicleta e a me portar nas ruas de uma grande cidade. Por conta dela reformei a minha outra bicicleta que estava largada e quebrada na garagem. Com esses dois maravilhosos veículos meu automóvel particular começou a ficar empoeirado na garagem.

A transição para usar só a bicicleta foi gradual e depois que meu segundo carro foi roubado comprei mais duas magrela e segui pedalando.

Um concurso nos EUA oferece uma premiação para quem desenhar a bicicleta de transporte perfeita. Não sei como vai ser a ganhadora, posso apenas me lembrar como a minha Dahon Vitesse em 2004 me fez ganhar as ruas do Rio de Janeiro e não me deixou parar mais. Ela tinha paralamas que me protegiam da chuva que vinha de baixo, bagageiro para carregar minha bagagem sem deixar minhas costas suadas. Além de ser confortável e nem um pouco esportiva.

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Mais:
– A Commuter Bike for the Masses – treehugger.com
– Commuter Bike for the Masses – bicycledesign.blogspot.com
– Relato de um novo ciclista – blog.ta.org.br