Destaques
Em caso de conflito
Posted onAuthorJoão Lacerda4 Comments
Um pequeno manual do que fazer quando um ciclista for ameaçado pelo motorista em seu possante. A sugestão é de Marcelo Mig, participante da Bicicletada-SP.
Antes de tudo, jamais se envolver em discussões com motoristas no calor dos acontecimentos. Aguardar a chegada da polícia e ai então:
Ato 1- Perguntar educadamente ao PM o seu nome. Para que? Estabelecer algum nível de diálogo amistoso com ele, e lembrá-lo que ele não está anônimo na parada. Se fizer besteira, eu sei seu nome e vou poder denunciá-lo aos seus superiores.
Ato 2 – Mostrar ao PM qual o artigo da lei deveria ser aplicado no motorista
Ameaçar o ciclista com o carro é infração gravíssima, passível de suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo e da habilitação:
Art. 170. Dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando a via pública, ou os demais veículos:
Infração – gravíssima;
Penalidade – multa e suspensão do direito de dirigir;
Medida administrativa – retenção do veículo e recolhimento do documento de habilitação.
Ato 3 – O PM pode querer argumentar: “Deixa disso, não aconteceu nada!”.
Resposta possível: um carro em alta velocidade é multado pelo risco maior de se envolver em um acidente, mesmo que não tenha a intenção de causá-lo e mesmo se nem houve acidente algum. É uma multa fácil de compreender. Já neste caso, houve ameaça concreta ao ciclista. E é um caso doloso, e não culposo, e portanto muito mais grave. Que exige uma providência.
Ato 4 – Se mesmo assim o PM não concordar, argumentar que ele estará incorrendo no crime de prevaricação. A definição é esta: “É um dos crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral que consiste em retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. A pena prevista é de detenção, de 3 meses a 1 ano, e multa. Veja Art. 319 do Código Penal.”
Ato 5 – Fazer o BO, para reter o veículo e tirar a CNH do potencial assassino.
Uma outra maneira de agir:
Ao invés de esperar pela chegada da PM ou outro agente, você pode ir diretamente a delegacia prestar queixa. Um dos artigos a citar é o nº 129 do Código Penal, que versa sobre lesão corporal e solicitar que seja registrado no Boletim de Ocorrência uma tentativa de lesão corporal. Pode ser que o próprio policial opte por enquadrar no código penal, já que o artigo 170 do CTB prevê apenas medidas administrativas e não criminais. Mas atenção, para ambos é fundamental ter uma testemunha e se puder consiga duas ou mais, para confrontar o contraventor com segurança.
Mais:
– Código de Trânsito Brasileiro para ciclistas em formato de Bolso.
– O que o Código de Trânsito diz sobre nós ciclistas.
– A importância de se fazer o Boletim de Ocorrência (na visão do motorista).
Mutirão deixa a ciclovia limpa
Posted onAuthorDenir2 Comments
Foi um sucesso o mutirão de limpeza da ciclovia Varjão-Paranoá, em Brasília.
Convocado pela Transporte Ativo para cuidar de 3 trechos críticos, o mutirão limpou completamente o trecho 1, onde grande quantidade de terra solta tomava uma das pistas da ciclovia.
O trecho 2 era o mais sujo dos três e exigiu muito trabalho braçal.
Cinco pessoas trabalharam sob o tempo seco de agosto no Planalto Central. Mesmo com todo esforço, não fomos capazes de limpar completamente o local, pois o barro endurecido estava fortemente colado ao asfalto da ciclovia. Tiramos todas as pedras, brita e grande parte da terra solta.
No dia seguinte, os ciclistas já não usavam o desvio de terra e preferiam passar pela parte limpa da ciclovia.
Voltaremos no dia 31 de agosto para finalizar a limpeza nos trechos 2 e 3.
Veja mais no Relatório fotográfico do mutirão.
Tijuca, um Bairro Ciclável
Posted onAuthorJoão Lacerda3 Comments

Bicicletas em todas as direções na Tijuca. Fotos Zé Lobo
A Tijuca é um bairro tradicional da Zona Norte do Rio de Janeiro. De urbanização antiga, conta com ruas estreitas e um trânsito motorizado bastante complicado. Ainda assim, as bicicletas são um meio de transporte bastante popular. Além disso, diversas empresas economizam tempo e dinheiro através das entregas movidas a pedal.
Foi lançado o anteprojeto da Rota Cicloviária da Barão de Mesquita. O plano é melhorar as condições de quem trafega por lá, viabilizar o plano de bicicletas públicas e aumentar o número de viagens por bicicleta na região. O plano tem tudo para aumentar a fluidez viária e dar mais qualidade de vida a todos os tijucanos e a população flutuante do bairro. Afinal nada melhor do que pedalar com segurança em uma região planejada para abrigar o trânsito de transportes ativos.
Mas a Tijuca é apenas o começo. O decreto nº 29693 de 14 de Agosto de 2008, marca o início de uma nova fase na mobilidade por bicicleta no Rio de Janeiro. Através dele:
” Fica instituído o Programa Rede de Ciclo-Faixas da Cidade do Rio de Janeiro, sendo iniciado na área de Planejamento, inicialmente no bairro da Tijuca.
(…)
Fica autorizada a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos – SMO, a, imediatamente, orçar e executar ações relativas à implementação da primeira Rota de Ciclo-Faixas a ser chamada “RCF Barão de Mesquita”, interligando a Praça Saens Peña a rua General Canabarro (…).”
O plano a ser feito na Tijuca já conta com medidas que aos poucos serão replicadas pela cidade. Será a primeira vez que se adota na cidade o conceito de “Zona 30”. Trata-se de uma medida simples de redução da velocidade dos automóveis para dar mais segurança viária aos ciclistas e pedestres. Sem grandes intervenções é possível garantir que motorizados e transportes ativos convivam harmonicamente.
A RCF Barão de Mesquita no entanto é apenas a primeira rota que irá estruturar o planejamento cicloviário na região. Serão pelo menos mais oito, sempre para beneficiar os atuais e futuros usuários da bicicleta.
Todo o projeto é fruto do trabalho dos técnicos do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP), da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) e da Secretaria do Meio Ambiente, com o apoio da Transporte Ativo. Todos os órgãos e a TA fazem parte do Grupo de Trabalho Ciclovia, que se reune regularmente para promover melhorias no sistema cicloviário carioca.
Mais:
Confira a íntegra do Decreto e do Plano das Rotas Cicloviárias para a Tijuca.
Sábado de sol em Ipanema.
Ainda é inverno, mas o sol carioca convida a todos para aproveitar a praia. O resultado é o corriqueiro caos motorizado. Engarrafamentos, carros estacionados por todos os lados, inclusive nas calçadas.
Já que o automóvel particular não é uma opção viável, qual o melhor meio de transporte para ir a praia?
Muitos cariocas já descobriram, confira:
A mobilidade da cidade do Rio de Janeiro cada dia mais se beneficia da utilização crescente de bicicletas. Os ciclistas conseguem a liberdade de chegar ao mar sem impactar negativamente as ruas já congestionadas e a Cidade Maravilhosa agradece.
– Veja o álbum de fotos.
– Sobre a necessidade de tornar o lazer de domingo um evento mais corriqueiro. Com os exemplos do inverno ensoralado em São Paulo e em Copacabana.
Futuro das Cidades
Posted onAuthorJoão Lacerda1 Comment
Em 2006 divulgamos aqui no blog a cidade de Freiburg na Alemanha. Cidade onde cada vez menos as pessoas utilizam o automóvel particular. Além disso, foi lá onde primeiro surgiu um empreendimento modelo na área de urbanismo. Recentemente a mesma cidade foi motivo de reportagem na televisão.
Freiburg certamente está mais perto da cidade que sonhamos, com mais qualidade de vida e menos poluição. Uma cidade onde a bicicleta está inserida na mobilidade de maneira quase imperceptível, pedalar é apenas uma atividade corriqueira.
– Confira mais no blog sobre Freiburg.
– Fantástico visita cidade onde não há desperdícios – Rede Globo.
