Trilhos abertos para Bicicleta


Foto Sergio Giusti

Desde o dia 17 de setembro de 2008, os ciclistas podem viajar com suas bicicletas nos trens do Metrô em todos os dias da semana, a partir das 20h30. O acesso é para no máximo 4 bicicletas por trem, embarcadas sempre no último vagão. O horário para os ciclistas usarem o sistema metroviário também foi ampliado. Com início previsto para o dia 20 de setembro de 2008, o novo horário dos sábados irá das 14h até o final da operação comercial (uma hora da manhã de domingo). Aos domingos e feriados, está garantido o acesso dos ciclistas durante todo o funcionamento do sistema: de 4h40 à meia-noite.

Fonte: Metrô-SP

A iniciativa é parte do plano de incentivo do Metrô que inclui ainda estacionamentos e bicicletas públicas. Quem já pedala por São Paulo certamente irá se beneficiar da medida. Infelizmente os trens da CPTM ainda não irão aceitar as bicicletas durante a semana, mas ao menos o horário foi estendido nos fins de semana.

Cada vez mais bicicletas nas ruas em São Paulo e integradas ao Transporte Público é a melhor maneira de fazer com que todos os habitantes da cidade possam se deslocar mais facilmente.

Parceria SulAmérica

A SulAmérica Seguros desde o começo de 2008 tem incentivado cada vez mais o uso da bicicleta no Rio de Janeiro. Por conta disso houve uma aproximação natural entre a empresa e a Transporte Ativo. Desde julho, essa parceria se formalizou. A idéia é que os esforços de ambas as organizações se somem para que o carioca possa pedalar mais e melhor pela Cidade Maravilhosa.

Entre as ações já implementadas pela SulAmérica estão a instalação de bicicletários na Orla, além de uma ampla campanha na mídia para incentivar “A melhor alternativa ao carro”. Para que esse slogan se concretize, está sendo feita a reforma do bicicletário da PUC-Rio e novos estacionamentos para bicicleta em estações do metrô e trem. Além disso, a empresa patrocionou o Concurso de Arte da CET-Rio.

Confira mais sobre a SulAmérica e acompanhe as novidades no blog.

Bicicleta para Todos

O que explica o fato que Holanda, Dinamarca e Alemanha são países repletos de bicicletas nas ruas? O biotipo majoritariamente loiro, os idiomas estranhos com sons guturais? Ou será culpa da neve no inverno?

O Prof. John Pucher, da Rutgers University (Nova Jérsei, EUA), têm estudado esta questão nos últimos 12 anos. Em julho de 2008, Pucher publicou o artigo Making Cycling Irresistible, com base em dados estatísticos agregados, além de estudos de caso diretamente em cidades daqueles 3 países. O que ele encontrou pouco tem a ver com cor dos cabelos, fonética ou clima.

As conclusões encontradas no artigo estão resumidas na apresentação Cycling for Everyone, que o professor fez em Vancouver no Canadá.

Essa apresentação foi gentilmente cedida à TA que traduziu para o português e disponibiliza, em primeira mão: Bicicleta para todos, são 91 slides e cerca de 15MB.

As pesquisas do Prof. Pucher mostram que o sucesso da Holanda, Alemanha e Dinamarca em incentivar o uso da bicicleta decorre de uma implementação coordenada de várias políticas multi-facetadas que se reforçam mutuamente.

A íntegra da pesquisa Making Cycling Irresistible está sendo traduzida pela Transporte Ativo.

Saiba mais:

Desafios Auto Impostos

Um cano cortado ao meio onde se realizam manobras de skate. O termo em inglês half-pipe evoca uma modalidade esportiva que ganhou notoriedade e ajudou a popularizar a cultura das “pranchas sobre rodas”.

Hoje atletas do skate são conhecidos ao redor do mundo e em um festival de rock realizado em São Paulo a pequena prancha e seus artistas estavam presentes na condição de astros. “Palcos” exclusivos em uma disputa de igual para igual com os músicos pela atenção do público.

No half pipe música alta e um locutor era tudo que se ouvia. A ação e os olhares do público estavam centrados na pista onde os skatistas se lançavam sem medo em vôos cada vez mais altos. A meta subia em relação a borda. Primeiro 1,80 depois 2,40 e assim até os 4 metros. Aos poucos o número de atletas que superava as marcas diminuía. Até que apenas Sandro Dias (ou Mineirinho) foi capaz dos 3,60 m. Incitado pelo público Sandro levantou a marca. Todos pediram 4 metros, o atleta foi prudente e tentou primeiro 3,80 m. Superada mais essa marca, era a hora de agradar aos fãs.

Ao contrário da maioria dos atletas, Sandro não descia do Canion, uma rampa elevada que ajuda o atleta a ganhar velocidade, o Mineirinho descia a rampa da parte mais baixa e fazia pequenos saltos para ganhar velocidade. Assim foi mais uma vez na tentativa para os 4 metros. Pequenos vôos velozes que culminaram com o salto visando a marca imposta apenas pelo atleta e o público.

No momento exato Sandro usa as duas mãos para gentilmente levar o skate além dos 4 metros. Delírio do público.