Lenda Sem Marchas

A Lenda da Rainha Poti

Era uma vez, um reino muito distante, ao sul das terras de Dom João. Um lugar mágico com ruas de pedra, casas de terra e o chamego diário do mar. Nesse lugar, por muitos conhecido como Paraíso, reinava a doce e bondosa rainha Poti. Que apesar de doce e bondosa, tinha a sanha de proteger seu povo dos inimigos que porventura surgissem. Isso eu diria, se fosse um escritor.

Trata-se da cidade de Parati, no litoral sul do Rio de Janeiro. O fenômeno, no entanto, é característico de diversas cidades no interior do Brasil. O exemplo vem de longe. Na Holanda, país que é referência mundial em relação a mobilidade por bicicleta, a simplicidade domina.

Um vídeo (em inglês) mostra em Amsterdam a preferência pelas bicicletas simples e úteis. A mesma tecnologia desenvolvida no século XIX, mas que por ter seu uso incentivado e levado a sério, é capaz de revolucionar e valorizar imensamente o ambiente urbano.

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> Sobre Bicicletas Holandesas

> Cidades Amigas da Bicicleta

União de Ciclistas

UCB site

Já esta no ar e o site definitivo da UCB, União de Ciclistas do Brasil, o endereço é www.uniaodeciclistas.org.br.
Visitem e se cadastrem para conhecer as novidades desse novo canal de informação.

Vale sempre lembrar que:

A União de Ciclistas do Brasil (UCB) tem como objetivos:

– Representar e apoiar os ciclistas
– Apoiar ações e iniciativas pró-ciclistas e para o uso da bicicleta
– Promover a educação para a mobilidade por bicicleta no trânsito.
– Servir como canal de comunicação
– Construir banco de dados
– Atentar a qualquer instrumento jurídico em relação à bicicleta.

Melhores Taxis

Nem sempre usar o próprio veículo em um deslocamento urbano é interessante. Em todas as cidades do mundo, existe a conveniência do transporte por táxi. Em Nova Iorque, cada vez mais se popularizam os táxis à propulsão humana.

A crescente demanda pelo serviço tem feito aumentar a visibilidade dos “pedicabs” ou “táxis-a-pedal” o que fez surgir um embate entre o poder executivo e o legislativo em Nova Iorque. A idéia é regulamentar os “pedicabs” vistos como um problema para os taxistas tradicionais e outros setores da sociedade.

Um vídeo (em inglês) fala de uma empresa de triciclos novaiorquina que trabalha para baratear as tecnologias existentes. A idéia é tornar possível que os táxis-a-pedal tenham também motores não poluentes, elétricos ou a hidrogênio. Espera-se com isso popularizar essa alternativa de transporte, mais amigável com o ambiente urbano e capaz de ser mais rápida nas ruas congestionadas da megalópole norte-americana.

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> Informações em inglês:
As últimas notícias sobre pedicabs no Streetblog.org

Uma Mobilidade mais Saudável

Investir em melhorias na mobilidade dentro e fora das cidades é também uma necessidade de saúde pública. Os motivos extrapolam a qualidade do ar urbano. Precisamos cada vez mais investir em maneiras de transportar melhor não só as pessoas e bens dentro da nossa cidade, precisamos de meios que exponham a população a um risco menor de se envolver em acidentes rodoviários.

No ano de 1896 ocorreu a primeira morte por acidente automotivo no mundo. Hoje são 1,2 milhão de vidas humanas perdidas anualmente nas ruas e estradas do planeta. São dados da Organização Mundial de Saúde. No Brasil, aproximadamente 35 mil vítimas todos os anos, mais de 80% do sexo masculino e metade do total tem até 25 anos.

Além da perda de vidas, no ano de 2006 os custos econômicos e sociais dos acidentes de trânsito no Brasil chegaram a R$ 24,6 bilhões. A solução para o problema requer uma mudança de paradigma na mobilidade. O fator humano é o maior responsável pelo aumento do número de acidentes de trânsito. É fundamental portanto educar a população em geral e os motoristas em particular acerca da responsabilidade de manejar um veículo automotor. Compartilhar a rua, zelar pela segurança de trânsito é dever de todos.

O Código de Trânsito Brasileiro já estabelece que cabe ao veículo de maior porte zelar pela segurança dos menores e todos, pela segurança dos pedestres. Já temos os requisitos legais, o caminho a seguir é reforçar a importância de cumprir-se a legislação de trânsito.

  • Mais

> Agência Brasil:Acidentes de trânsito são uma das principais causas de mortes no país, aponta pesquisa.
> Organização Mundial da Saúde:
Semana Mundial de Segurança no Trânsito
World Youth Assembly meets to tackle road safety

A Liberdade da Propulsão Humana

A cidade nunca é uma só, são muitas. Para quem voluntariamente abriu mão de usar um automóvel particular como meio de transporte fazem já quase 2 anos, o ambiente urbano conhecido tornou-se outro.

Como diria Kevin Lynch em “A Imagem da Cidade”:

Todo o cidadão possui numerosas relações com algumas partes da sua cidade e a sua imagem está impregnada de memórias e significações.

Uma das principais conseqüências práticas de não ter carro e morar numa metrópole é conhecer as alternativas. A primeira delas é caminhar. Nem sempre a maneira mais eficiente e rápida de ir a algum lugar, mas certamente uma excelente maneira de voltar para casa. Todo andarilho é antes de tudo um pensador, haja vista a imagem do “flaneur” como o ser urbano por excelência.

Em um único dia, tendo apenas um único destino é possível utilizar-se de 4 meios de transportes distintos cada um deles com suas peculiariedades.

Pedalar até o metrô na hora do rush é antes de mais nada sentir a liberdade possível hoje a quem anda de bicicleta. Não existe engarrafamento e a cidade tem sempre o mesmo tamanho. Não há o trânsito parado que alonga distâncias.

Bicicleta é veículo que se empresta e depois de entregue a um amigo, a viagem continua através da maneira mais rápida de deslocar um grande número de pessoas, o metrô. Pausa para ler uma revista e antes que se torne enfadonha a leitura, estação de desembarque.

A volta para casa foi através do transporte solidário. A boa e velha carona que nem sempre deixa na porta de casa. Bom motivo para uma bela caminhada noturna. É andando a pé que se pode ter, sem mediação, o contato por inteiro com a cidade. Prédios, plantas, a rua e calçada. Um passo de cada vez para conhecer e reconhecer cada metro.

Há uma cidade especial a ser descoberta por cada um que se dispuser a conhece-la.

  • Mais

> Alguns trechos do Livro “A Imagem da Cidade” de Kevin Lynch.

> O FLANEUR E A VERTIGEM (em pdf)
Metrópole e subjetividade na obra de João do Rio

> Georg Simmel autor de “A Metrópole e a Vida Mental”

> Sobre flaneur
Em inglês:
Manifesto Flaneur
Definição no Wiki para Flaneur