Destaques
Reflexões Urbanas
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Uma profunda reflexão na revista Carta Capital número 441 trata sobre uma das mais importantes invenções humanas, o automóvel. A maneira como essa invenção moldou a economia e a vida social no entanto é motivo de ressalvas para a revista. De maneira resumida:
O automóvel é um dos propulsores do desenvolvimento contemporâneo, mas a paixão desvairada por ele ameaça a natureza e a civilização
Durante todo o século XX, os processos industriais foram os responsáveis por moldar a economia e também o comportamento humano. O imperativo da expansão econômica sem freios nos trouxe uma nova necessidade evolutiva, escolher como e quais ferramentas humanas usar sabendo o custo de cada uma delas, seja social ou ambiental.
Nos anos 20, Henry Ford provocou a maior revolução nos métodos de produção, gestão e regulação do capitalismo desde a invenção da máquina a vapor.
Cinqüenta anos depois a revolução fordista foi substituída pela revolução do toyotismo. Símbolos maiores do poderio da indústria automobilística, essas evoluções na maneira de fabricar bens materiais infelizmente não servem mais de modelo para as mudanças necessárias a sociedade humana do século XXI.
O futuro nunca chega e a necessidade de evolução nunca termina. Por isso, é no presente que se constrói o mundo como ele será amanhã. Os erros e acertos dos caminhos traçados no passado nos ajudarão a ajustar a rota para que a maneira que vivemos seja cada vez melhor.
Atualmente o bicho homem é um ser majoritariamente urbano. Assim, a trajetória para o futuro certamente será na direção de cidades voltadas para as pessoas e não para os processos industriais que moldaram o século XX.
- Mais
> “Piada Pronta”
Texto do Apocalipse Motorizado sobre os caminhos urbanos
> O totem do capital – Revista Carta Capital. 25 de Abril de 2007 – Ano XIII – Número 441
50.000 em Budapeste
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Dia 22 de abril convencionou-se chamar de “O Dia da Terra”. Budapeste, capital da Hungria nessa data leva as ruas milhares de ciclistas numa Massa Crítica. Nas comemorações de ontem, foram aproximadamente 50 mil que ao final, levantaram ao ar suas bicicletas.
Tal e qual uma bandeira hasteada, a bicicleta é hoje um símbolo. A melhor invenção do século XIX para o meio ambiente do século XXI.
- Mais
> O conceito de Massa Crítica.
> Massa Crítica de 22 de abril em Critical Mass.hu
> Outro video (no final da página)
Seminário em Santos – Conclusões
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Nos dias 19 e 20 de abril foi promovido pela ANTP o seminário ” A Bicicleta e a Mobilidade Urbana no Brasil”. Compareceram ao todo 150 participantes de 10 estados e 38 cidades brasileiras, além de 4 estrangeiros.
A Transporte Ativo, apresentou uma das 15 palestras. O tema só poderia ser “Mobilizando para o Uso da Bicicleta”. Parabéns a ANTP pelo evento e pela excelência dos palestrantes. Dentre eles, Antonio Miranda, Reginaldo Paiva (CPTM) e Augusto Valeri (Ministério das Cidades).
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As autoridades intelectuais e executivas de trânsito e urbanismo que estiveram presentes valorizaram a importância do trabalho desenvolvido pela TA tecendo elogios antes e depois da apresentação.
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O reconhecimento naturalmente se expande a todos que promovem a bicicleta nas cidades. Estarmos todos juntos nesta luta, e o resultado de Santos é uma comprovação efetiva da importância dos ciclistas. As cidades mais humanas não virão como fruto de esforços individuais, mas serão construídas por todos os que prezam pela qualidade de vida urbana e trabalham para isso. Seja nas pranchetas e escritórios, seja nos pedais.
> Baixe a palestra da TA: “Mobilizando para o Uso da Bicicleta”
> Mais sobre o seminário.
Direitos Ciclísticos
Posted onAuthorJoão Lacerda1 Comment
A constituição brasileira estabelece em seu artigo 225 que:
Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
Baseado nesse preceito universal, um grupo de defesa da bicicleta em Toronto no Canadá defende uma efetiva prioridade orçamentária para a infra-estrutura cicloviária na cidade.
São 3 pontos fundamentais:
1. Ciclistas pagam impostos e tem direitos iguais ao uso das ruas. O dinheiro público deve portanto ser aplicado proporcionalmente aos usuários de cada meio de transporte.
2. Custear uma infra-estrutura ciclística de qualidade reflete um sistema de transportes bem balanceado que privilegia proporcionalmente o uso do espaço urbano para os diferentes meios de transporte.
3. O direito fundamental dos ciclistas à mobilidade segura e saudável tem de ser devidamente assistido pela administração municipal.
São feitas também 3 recomendações que visam aumentar o uso das bicicletas por parte da população. Propõe-se que o orçamento da pasta de transportes para a bicicleta passe dos atuais 3,25% para 20% até 2020. Ao mesmo tempo fica estabelecida a meta de aumentar o uso da bicicleta para 20% dos deslocamentos totais, como já é a realidade em cidades amigas da bicicleta.
É preciso corrigir a desigualdade social e econômica imposta aos usuários da bicicleta. Ir e vir é um direito fundamental para todos e em Toronto os ciclistas e pedestres precisam ser melhor atendidos.
O benefício social e econômico de uma bem desenhada rede cicloviária é um pré-requisito fundamental para a mobilidade sustentável e para um ambiente urbano mais verde.
- Mais
> Cyclists’ Rights And Responsible Governance
> Toronto Transportation Services
> CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Outra Mobilidade é Possível
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Ciclovias funcionam como berçários para quem quer usar mais a bicicleta em seu dia a dia. Quando bem planejadas dentro de um contexto que repense a mobilidade urbana como um todo, são uma excelente maneira de aumentar o número de ciclistas. Assim tem sido em Sevilha na Espanha.
Notícia do site 20minutos.es informa que desde janeiro de 2007 as vendas de bicicletas de passeio e dobráveis aumentaram 20% em Sevilha. As mulheres foram as que mais se animaram a pedalar pela cidade. Os números favoráveis foram causados pela implementação de uma rede cicloviária na cidade, que quando concluída, deve impulsionar ainda mais o mercado local de bicicletas.
Dia 15 de abril foi celebrado o X Dia Metropolitano da Bicicleta na Capital Andaluz. Em nome da celebração o jornal “El Correo de Andalucía” publicou um artigo intitulado “Otra Moviludad Es Posible”, segue um parágrafo traduzido livremente:
Os aspectos mais chamativos dessas novas tendências são sem dúvida: o início das obras da linha 1 do metro; o calçadão da Avenida de la Constituición e outras zonas importantes do centro de Sevilha; e a criação de uma rede de ciclovias voltadas claramente para o uso da bicicleta como transporte. Outros aspectos menos chamativos, mas igualmente importantes, foram a criação do Consórcio de Transporte Metropolitano e o surgimento, dentro e fora da Administração, de uma uma consciência cada vez mais clara de se abandonar ou limitar o modelo de cidade dispersa que predomina na região metropolitana de Sevilha.
- Mais
> Sevilla celebra con una marcha la fiesta del carril-bici
> La venta de bicis crece un 20% con los nuevos carriles
> CONSORCIO DE TRANSPORTES
> Asamblea Ciclista de Sevilla
