Nova Contagem de Ciclistas na Paulista

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Acontece nesse momento mais uma contagem de ciclistas em São Paulo. Dessa vez a escolhida foi a Avenida Paulista.

O laventamento, que está sendo realizado pela Ciclocidade, tem como objetivo ajudar a planejar políticas públicas em favor dos ciclistas urbanos de São Paulo. Está sendo realizado na Avenida Paulista das 6h às 20h e os resultados serão divulgados na semana do Dia Sem Carro.

Veja os resultados de outra contagem realizada pela Ciclocidade.
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E as bicicletas dominam as curtas distâncias

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A partir dos dados obtidos no Desafio Intermodal Carioca 2010 construímos a tabela abaixo, onde fica clara a superioridade das bicicletas sobre outros modais em distancias curtas.

Nas longas o ideal é mesmo a integração dela com o Transporte Público, confira no recém lançado relatório do V Desafio Intermodal Carioca.

E se você está preocupado com o tempo, escolha aqui a melhor forma de se deslocar no Rio de Janeiro.

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Tempos obtidos em 2 de setembro de 2010 no Rio de Janeiro, partindo às 18 horas. Os tempos considerados são da viagem completa, do ponto A ao ponto B, incluídos os deslocamentos de A até o modo de transporte e do modo de transporte até B, saindo e chegando como pedestres.

V Desafio Intermodal Carioca

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Mais um ano, mais um Desafio Intermodal Carioca e mais surpresas. Desta vez a integração Metrô Pedestre foi mais rápida que Metrô Ônibus; Metrô Patins completou o percurso em terceiro e o carro praticamente empatou com o ônibus.
Nesta edição contamos com apoio do ITDP e a participação da Secretaria Estadual de Transportes: duas pessoas da equipe do projeto Rio o Estado da Bicicleta foram de Carro, e o Coordenador do projeto, Mauro Tavares, participou na integração Metrô Bicicleta Pública, mas não completou. Saiba mais conferindo os resultados abaixo e em breve no relatório completo.

Moto: 49 min
Metrô + bicicleta: 49 min
Metrô + patins: 57 min
Bicicleta Masc.: 63 min
Metrô + Pedestre: 64 min
Metrô + ônbus Integração: 67 min
Metrô + ônibus Comum: 70 min
Táxi: 72 min
Bicicleta Fem.: 74 min
Bicicleta Ciclovia 1: 78min
Ônibus: 84 min
Carro: 86 min
Bicicleta ciclovia II: 97 min
Pedestre: 122 min
Metrô Bicicleta Pública: Não havia bicicleta disponível na estação.

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Conheça o percurso da Bicicleta, do Pedestre e do Carro.

Álbum de fotos
Blog Recicloteca: A imobilidade no trânsito
O Globo: Em desafio de transportes, carro perdeu de bicicleta…

Outros Desafios Intermodais no blog.

Vinte é o suficiente

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Na Inglaterra o lema é: “20 é o bastante”. Diversas cidades tem unificado o limite de velocidade das ruas residenciais para 20 milhas por hora, o equivalente a 32 km/h. O maior benefício da unificação é a universalização do comportamento.

Motoristas que vivem em ruas mais tranquilas onde crianças podem caminhar e pedalar com segurança entendem melhor porque é bom ir devagar. A segurança viária passa a ser portanto um conceito comunitário para além de placas e sinalização não respeitada.

Violações aos limites de velocidade tem um forte componente de coerção social. A campanha “20’s Plenty” trata com extremo louvor o princípio de que as pessoas respeitam mais regras que “fazem sentido”. Afinal cada motorista tem como parâmetro a conduta em “sua rua” e passa a universalizar o comportamento cortês na “rua dos outros”.

Um grande problema da mobilidade urbana é a atitude dos condutores e para reverter comportamentos detrutivos, novas idéias são o único caminho. A universalização das Zonas 30 por trás do lema “20 é o bastante” é certamente uma abordagem que trabalha não só com a informação estática, mas principalmente com a mudança de comportamento.

No Brasil, o Rio de Janeiro já criou as suas “Zonas 30”, que teve sucesso e adesão por parte dos motoristas. Para o exemplo de Copacabana se espalhar, já fica a sugestão de slogan: 30 é bom pra gente!

Relacionados:

Em favor das reduções de velocidade
Um Número Mágico
Princesinha do Mar, Rainha das Bicicletas
A Lapa dos Pedestres

Bicicleta com cano de descarga

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Poluição atmosférica e sonora em um passeio ciclístico. Foto: André G. Soares

Meu sobrinho teve uma bicicleta que imitava uma moto. Tinha acelerador e tanque de gasolina de plástico (falso, claro), mas não tinha cano de descarga e mesmo que tivesse seria falso também e não emitiria fumaça nenhuma.

Mas tem surgido e, infelizmente se firmado nas grandes cidades uma atividade que faz as bicicletas serem co-responsáveis pela emissão de gases poluentes: os grandes passeios promocionais. Uma seguradora, um supermercado, uma lanchonete e até loja de bicicleta tem organizado passeios em que a ‘infra-estrutura’ inclui carros, motos, caminhões, trio-elétricos e até ônibus numa clara incoerência entre a bicicleta, o veículo convidado e a ser promovido, e um dos seus maiores trunfos que é ser um meio de transporte limpo, de emissões zero.

Uma grande massa de ciclistas ajuda a chamar atenção das pessoas pra bicicleta, mas parece mais uma grande festa pelo aspecto lazer do que o incentivo ao uso das magrelas como transporte no cotidiano. Sim, porque se para usar a bicicleta na rua, como nesses passeios, é preciso fechar o trânsito, colocar um trio elétrico a diesel na frente e um cortejo de carros, motos e ambulâncias atrás e aos lados, é preferível ir a pé! Acho mais honesto.

Sejamos francos, mega eventos com uma enorme massa de bicicletas envoltas por veículos poluentes não ajudam a promover o uso da bicicleta como transporte nem tão pouco a melhorar a aceitação delas nas ruas. Eles se resumem a ações de marketing que se aproveitam da simpatia das bicicletas para promover esta ou aquela empresa como amiga da bicicleta.

Em setembro, por conta da celebração do Dia Mundial sem Carro, as atenções da mídia e da sociedade vão se virar para o veículo a propulsão humana que pode não resolver o problema dos engarrafamentos, mas ajuda a melhorar a mobilidade de muitas pessoas em curtas e médias distâncias. De quebra ocupa pouco espaço, é limpo, silencioso e melhora a saúde do pedalante. Nada a ver ter carros e caminhões num evento para estimular a reflexão em torno da poluição pelo uso exagerado dos meios de transporte motorizados, especialmente os individuais.

Quem pedala com caminhão de som e frota de veículos no apoio está compactuando justamente com o mau uso do veículo motorizado. Isso deveria ser repensado. Como bandeira promotora do transporte saudável e sustentável a bicicleta basta a si mesma. É com a cabeça no lugar e os pés nos pedais que o mundo vai girar na direção da sustentabilidade. Vamos juntos?

Passeios limpos, silenciosos e sustentáveis são possíveis. Veja como fazer nesse ÁLBUM DE FOTOS:

banda de musica movida a pedal