Contagem fotográfica de bicicletas


capa do Manual de contagem

A contagem fotográfica de bicicletas foi desenvolvida pela Transporte Ativo para proporcionar um método fácil, barato e alternativo, que une o baixo custo e a flexibilidade das contagens manuais e a confiabilidade dos processos automáticos.

Como forma de facilitar a execução deste tipo de contagem, por outras organizações, em qualquer lugar do Brasil, decidimos produzir e publicar o Manual de Contagem Fotográfica. Ao mesmo tempo, construímos um mini-site, onde colocamos o Manual online (faça o download do pdf), mais os modelos base de planilhas, do relatório e o formulário para contagem.

É ideal que o uso da bicicleta seja mensurado antes e depois da introdução de novas medidas. Isso se aplica tanto a campanhas educativas, construção de infraestruturas, ou mudanças em políticas cicloviárias. Contagens posteriores ajudam a justificar despesas e/ou atividades e também contribuem para demonstrar o valor de investimentos adicionais.

Contagens de bicicleta são interessantes não somente para engenheiros de trânsito e planejadores urbanos. Os dados podem ser úteis também para agentes de saúde, interessados em promover estilos de vida saudáveis. O número de ciclistas em idade escolar é fundamental para programas de educação para o trânsito ou implantação de rotas seguras para a escola. A polícia pode encontrar, nos dados coletados, bons motivos para reforço do policiamento e da segurança na região. Os benefícios são incontáveis.

Nosso objetivo final é que ciclistas possam ter um diálogo produtivo com técnicos da prefeitura, balizado em números e imagens irrefutáveis.

  • Faça o download do material para as contagens fotográficas .
  • Mais: o que já foi publicado aqui sobre contagens.

    Enxurradas urbanas

    Quando a bicicleta é a opção, devagar e sempre, vão todos.

    De trem, movem-se no ritmo das composições que vem e vão.

    Congestionamento, originally uploaded by kassá.

    Na enxurrada de carros, ninguém se move.

    Cento e cinquenta pessoas em de Bogotá. Com ruas inteligentes a cidade pode ser de poucos, de muitos, ou de todos.

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    Estilo para promover a bicicleta

    Pessoas bem vestidas, pedalando. Um premissa simples que se alastrou pelo mundo. “Cycle chic” produz mais de 150.000 resultados de busca na internet. O termo se espalhou e para além das palavras, tornou-se comum defender o ato de pedalar como atitude estilosa.

    Tudo começou com a foto acima, tirada em Copenhague, onde pedalar é norma e não exceção. Onde não existem cicloativistas, apenas ciclistas. Cidade onde a bicicleta está consolidada há muitos anos como veículo urbano e exatamente por isso é comum na paisagem.

    Quase três anos depois dessa primeira foto, a Dinamarca tem embaixada das bicicletas e o mundo a cada dia pedala mais um pouco.

    O “movimento” cycle chic e sua incipiante transposição para o Brasil traz uma renovação necessária para o esteriótipo de ciclistas como esportistas, excentricos ou miseráveis.

    Pedalar é simples, é prazeroso, é para todos e não requer manual de instrução. Basta apenas que a cada dia, poder público, iniciativa privada e sociedade civil incentivem facilidades para quem pedala.

    Os benefícios irão além de simplesmente termos mais ciclistas. Bicicletas são capazes de fabricar cidades melhores, e mais bonitas.

    Leia mais:
    Cycle Chic – Copenhagen Girls on Bikes
    Cycle Chic: bicicleta com elegância (iG)

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    Linhas de desejo e representatividade

    Rios sempre foram obstáculos naturais. Em São Paulo são a grande barreira para os meios de transporte ativos. Os rios Pinheiros e Tietê formam uma linha real que separa o centro expandido da capital do resto da mancha urbana metropolitana.

    Alças de acesso que permitem velocidades altas para os motorizados e a ausência de faixas de pedestres acabam por desencorajar viagens a pé e de bicicleta nas pontes. Em algumas delas caminhar e pedalar é até proibido.

    Como forma de reforçar o desejo de pedalar em segurança sobre o rio Pinheiros, ciclistas pintaram uma ciclofaixa na ponte Cidade Universitária. O fluxo de pedestres é enorme por conta da USP de um lado e da estação de trem do outro lado do rio. Some-se a isso a grande oferta de empregos de um lado e moradias do outro.

    O “cicloativismo apocalíptico” exemplificado na sinalização não-oficial carrega consigo o desejo ancestral de traçar o caminho mais curto e seguir por ele. Nas palavras do filósofo Gaston Bachelard, é a linha de desejo, ou trilha social. Foi desse modo humano de viajar que se fizeram caminhos na mata, que viraram trilhas, estradas. Por onde passaram boiadas, trilhos e estradas.

    Caminhos em qualquer cidade, ou espaço humano habitado, serão sempre os mais curtos e fáceis. Durante as últimas décadas esse caminho era pensado para a utilização de veículos motorizados. A demanda e ineficiência em deslocar pessoas provaram a falência desse modelo. Para mitigar o colapso, resta investir em alternativas que encoragem o uso de meios de transporte inteligentes para as inúmeras demandas humanas por ir e vir.

    Leia mais:
    atos de amor e coragem (pedaline)
    23 de maio (apocalipse motorizado)
    Desire path (wikipedia)
    Subconscious Democracy and Desire (Copenhagenize)

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    Asfalto para a vida

    Quando vagas vivas tornam-se política pública, o resultado é impressionante. O espaço coberto de asfalto, de uso exclusivo para circulação e estacionamento de veículos motorizados, ganha uma enorme variedade de usos. Gera-se um círculo virtuoso em que o comércio local tem benefícios imediatos e também a longo prazo.

    Nossas cidades devem comportar a maior diversidade de usos possível e incentivar que o asfalto vire praça e estacionamento mesa de bar é estimular cidades melhores. Para as pessoas e para os comerciantes.

    Leia mais na categoria “Vaga Viva“.

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