Destaques
Bicicleta entrega o que promete: Liberdade
Posted onAuthorJoão LacerdaLeave a comment
Nos tempos de mudanças velozes em que vivemos, a bicicleta é o único veículo que cumpre tudo aquilo que promete. A velocidade que vale mais é a média, nada de grandes arrancadas entre cada semáforo ou no intervalo dos congestionamentos. O ciclistas urbano é o único capaz de ir e vir constante e livre.
Chega setembro e mais uma vez desafios intermodais são promovidos Brasil afora. O Rio de Janeiro teve sua quinta edição, Curitiba a quarta (Resultado do IV Desafio Intermodal de Curitiba). A conclusão é sempre uma só, a bicicleta cumpre tudo aquilo que promete.
Para além dos desafios, é no dia a dia que o ciclista comprova os melhores resultados obtidos pelo melhor veículo de transporte jamais inventado. Eficiência, alegria, prazer, liberdade, etc. Mas podemos focar apenas na noção de liberdade.
Mesmo em um mundo sem fronteiras a maioria absoluta dos habitantes das cidades restringe sua vida a uma distância perfeita para ser percorrida de bicicleta, os famosos “até 7 km”. Ainda assim, os desafios intermodais comprovam a eficiência da bicicleta para além da distância ideal. No Rio de Janeiro, por exemplo, foram aproxidamente 15 km.
Essa liberdade cotidiana só a bicicleta é capaz de cumprir. Por ser individual é capaz de realizar trajetos de acordo com a escolha do usuário. Por ser pequena, permite transitar livremente mesmo durante congestionamentos motorizados.
Promover o uso da bicicleta é entregar à população um anseio ancestral por percorrer distâncias. Mas a liberdade da bicicleta é derivada do caminhar e beneficiar pedestres é necessidade paralela de uma cidade amiga da bicicleta.
Mais liberdade em bicicleta:
– Símbolo de Liberdade
– A Liberdade da Propulsão Humana
– Vida, Liberdade e a Busca pela Felicidade
– A Revolução Será Pedalada
V Desafio Intermodal Carioca
Posted onAuthorZe Lobo3 Comments

Mais um ano, mais um Desafio Intermodal Carioca e mais surpresas. Desta vez a integração Metrô Pedestre foi mais rápida que Metrô Ônibus; Metrô Patins completou o percurso em terceiro e o carro praticamente empatou com o ônibus.
Nesta edição contamos com apoio do ITDP e a participação da Secretaria Estadual de Transportes: duas pessoas da equipe do projeto Rio o Estado da Bicicleta foram de Carro, e o Coordenador do projeto, Mauro Tavares, participou na integração Metrô Bicicleta Pública, mas não completou. Saiba mais conferindo os resultados abaixo e em breve no relatório completo.
Moto: 49 min
Metrô + bicicleta: 49 min
Metrô + patins: 57 min
Bicicleta Masc.: 63 min
Metrô + Pedestre: 64 min
Metrô + ônbus Integração: 67 min
Metrô + ônibus Comum: 70 min
Táxi: 72 min
Bicicleta Fem.: 74 min
Bicicleta Ciclovia 1: 78min
Ônibus: 84 min
Carro: 86 min
Bicicleta ciclovia II: 97 min
Pedestre: 122 min
Metrô Bicicleta Pública: Não havia bicicleta disponível na estação.

Conheça o percurso da Bicicleta, do Pedestre e do Carro.
Álbum de fotos
Blog Recicloteca: A imobilidade no trânsito
O Globo: Em desafio de transportes, carro perdeu de bicicleta…
Valores democráticos nas ruas
Posted onAuthorJoão Lacerda2 Comments
As ruas são o espaço público por excelência, onde todos tem de circular. Já foi dito que a largura das calçadas são a medida da democracia de uma cidade. Afinal todos são pedestres, podendo transitoriamente estar de bicicleta, no transporte público ou dentro de um automóvel particular. Curioso no entanto como a mobilidade é arena para debates em que a propriedade particular é posta acima de interesses públicos.
Vale traduzir para a realidade das ruas três principíos democráticos fundamentais:
– Liberdade de expressão
– Alternância de poder
– Pluraridade
As ruas devem poder garantir a todos que se manifestem livremente, falar o que pensam e ouvir a opinião dos outros em medo de represálias. Nas ruas isso implica que os meios de transporte maiores devem zelar pela segurança dos menores e todos pelo pedestre. Tal princípio já está previsto no CTB, vitória para a democracia.
Quando o mais forte tem o monopólio do uso da força sem alternância de poder, uma sociedade se engessa e não progride. Alternância de poder é adequar que diferentes fluxos tenham garantido o acesso seguro as vias. Em que cada um a seu tempo e respeitando a presença do outro, todos possam utilizar as ruas.
Cidades plurais são sempre melhores. Cidades onde existe uma enorme quantidade de opções de transporte e em que a escolha depende de cada um. O transporte individual, seja bicicleta, motocicleta ou automóvel, tem vantagens em relação ao transporte público, mas não podem orientar políticas públicas de mobilidade urbana.
Meios de transporte público diversificados e que sejam uma alternativa eficaz ao transporte individual são a melhor maneira de garantir que os cidadãos possam escolher a maneira como irão se deslocar. E que uma divisão heterogênea entre os diferentes modais seja possível.
Todos os princípios democráticos aplicáveis as ruas já estão previstos em lei. No entanto, a realidade prática ainda não contempla uma democracia efetiva. As pressões para adequar as cidades aos meios de transporte individuais e motorizados ainda seguem com um grande poder de influência. No entanto essa distorção histórica está também no curso de ser corrigida.
Para que as ruas possam efetivamente ser um espaço para todos. Independente da classe social, credo, ou meio de transporte escolhido.
Vinte é o suficiente
Posted onAuthorJoão Lacerda2 Comments

Na Inglaterra o lema é: “20 é o bastante”. Diversas cidades tem unificado o limite de velocidade das ruas residenciais para 20 milhas por hora, o equivalente a 32 km/h. O maior benefício da unificação é a universalização do comportamento.
Motoristas que vivem em ruas mais tranquilas onde crianças podem caminhar e pedalar com segurança entendem melhor porque é bom ir devagar. A segurança viária passa a ser portanto um conceito comunitário para além de placas e sinalização não respeitada.
Violações aos limites de velocidade tem um forte componente de coerção social. A campanha “20’s Plenty” trata com extremo louvor o princípio de que as pessoas respeitam mais regras que “fazem sentido”. Afinal cada motorista tem como parâmetro a conduta em “sua rua” e passa a universalizar o comportamento cortês na “rua dos outros”.
Um grande problema da mobilidade urbana é a atitude dos condutores e para reverter comportamentos detrutivos, novas idéias são o único caminho. A universalização das Zonas 30 por trás do lema “20 é o bastante” é certamente uma abordagem que trabalha não só com a informação estática, mas principalmente com a mudança de comportamento.
No Brasil, o Rio de Janeiro já criou as suas “Zonas 30”, que teve sucesso e adesão por parte dos motoristas. Para o exemplo de Copacabana se espalhar, já fica a sugestão de slogan: 30 é bom pra gente!
Relacionados:
– Em favor das reduções de velocidade
– Um Número Mágico
– Princesinha do Mar, Rainha das Bicicletas
– A Lapa dos Pedestres
Manual de contagem, em inglês
Posted onAuthorDenirLeave a comment
A contagem fotográfica de bicicleta é uma metodologia inovadora criada pela Transporte Ativo, para preencher uma lacuna que havia entre as contagens automáticas e manuais.
O ITDP reconheceu a importância do manual, publicado em junho, e patrocinou a edição do Manual em inglês.

A tradução ficou a cargo de Jaqueline Torres, com revisão de Tom Bertulis, ambos do ITDP.
As contribuições do Tom Bertulis melhoraram significativamente o texto anterior. Desta forma, também em parceira com o ITDP, vertemos as modificações para o português e lançamos a segunda edição do Manual de Contagem Fotográfica, que pode ser acessado aqui.
Em breve sairá a versão em espanhol, cuja tradução está a cargo do ITDP-México.
O ITDP dá suporte a atividades e projetos da Transporte Ativo.
