445 anos de belezas naturais

Pedra da Gávea, através dos raios

Cidade desde sempre rica em belezas naturais que aos poucos descobre como facilitar a vida dos que usam o melhor meio de transporte já inventado desde antes da Cidade Maravilhosa ser uma cidade. Parabéns Rio de Janeiro por mais esse aniversário de sua fundação e que muitas bicicletas continuem povoando suas ruas, avenidas, ciclovias e ciclofaixas.

E porque não, o Samba do Avião:

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Diversão para o fim de semana em SP

Festival Ciclobr

Vai ter bike-polo, bikester e prova do cotonete. Vale passar pelo Parque das Bicicletas a partir das 9h desse sábado, 27 de fevereiro e no domingo 28.

Quanto as definições, bike-polo é um pouco como o tradicional polo, mas com bicicletas no lugar dos cavalos. Bikester é um campeonato de arrancada com bicicletas infantis em que não valer se levantar do selim. Já a prova do cotonete é similar ao desafios medievais em que cada cavaleiro tinha que derrubar seu adversário com uma lança. Nesse caso, novamente saem os cavalos e no lugar das lanças, tubos de papelão com luvas de boxe.

Haverá também infraestrutura para os espectadores com direito inclusive a manobrista de bicicletas no local.

Mais informações sobre o Festival Ciclobr.

Uma homenagem

A bicicleta Branca de Brasília

Pedro Davidson estudava biologia e pedalava por Brasília. Foi morto por um motorista em excesso de velocidade, que havia ingerido álcool, trafegou em local proibido e não prestou socorro. No julgamento em primeira instância o júri aceitou a acusação de homicídio com dolo eventual. O motorista foi condenado a cumprir pena de 6 anos em regime semi-aberto.

A jurisprudência de crimes de trânsito no Brasil ainda é complicada e prevalece o entendimento de dolo eventual. A tese é polêmica e também um entrave para que motoristas que tiram vidas sejam punidos com mais rigor.

Nesse contexto é importante a união da comunidade ciclística de Brasília em torno do caso de Pedro. Através da perspectiva daqueles que utilizam a bicicleta no trânsito será possível espalhar a noção de que do lado de fora dos veículos motorizados as vidas são muito frágeis e qualquer risco é grande demais. Por hora esse discurso ainda não ecoou nos tribunais.

Mas é chegado o tempo da bicicleta e com mais ciclistas nas ruas, mais motoristas serão também ciclistas e mais bicicletas serão vistas. Nas palavras de Bob Dylan:

“(…)
Porque a roda ainda gira
e não há como saber para quem
Ela está apontando.
Porque o perdedor agora
Será mais tarde vencedor
Porque os tempos estão a mudar.

(…)

A antiga estrada
Rapidamente envelhece”.

Enquanto se constroem as novas, que Brasília não tenha mais nenhuma bicicleta branca.

Saiba mais:
Resultado do júri popular – assassino do ciclista Pedro Davison
Motorista é condenado a cumprir pena de 6 anos

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Em favor das reduções de velocidade

A Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) reduziu o limite de velocidade no eixo composto pelas avenidas Rubem Berta e 23 de maio. Antes a velocidade máxima permitida podia chegar a 80 km/h em alguns trechos e agora passa a ser de 70 km/h nos quase 8,3 quilômetros em questão. Nas palavras do comunicado da CET:

Medida visa padronizar velocidade no corredor Norte/Sul e proporcionar maior segurança

São dois pontos em que os interesses dos condutores de veículos a motor e ciclistas são afetados positivamente. Ainda que o eixo das avenidas seja inadequado para a circulação de bicicletas.

Muitos motoristas reclamam, com razão, da dificuldade de respeitar os limites de velocidade que variam em uma mesma via. Igualar o limite dentro em um eixo viário resolve o problema. A medida implementada por hora somente no eixo norte/sul, poderia ser expandida para as ruas locais e outras avenidas de São Paulo, uniformizando as velocidades máximas e encorajando os motoristas a conduzir de maneira uniforme e em acordo com a segurança viária.

Ainda em relação a segurança, as avenidas Rubem Berta e 23 de maio concentram um grande fluxo de motoqueiros que, na maior parte do dia, trafegam por entre os carros. Reduzir o limite irá beneficiar portanto os condutores e passageiros desses frágeis motorizados. Limites de velocidade condizentes com a segurança de todos e que sejam fáceis de respeitar são portanto uma medida extremamente positiva.

Incrivelmente, ainda ecoa entre alguns motoristas e na mídia opiniões contrárias a redução da velocidade. Opiniões que carecem de um mínimo de bom senso e tem uma visão extremamente estreita da realidade das ruas. Durante a maior parte do dia a velocidade máxima da via, ou de qualquer via em São Paulo, é irrelevante. A quantidade de veículos motorizados impede o fluxo de todos. Reduzir o limite portanto implica em uma pequena perda nos horários de trânsito livre.

Dois comentários no blog do Luís Nassif, que tratou sobre o assunto, resumem a questão. No primeiro a distância percorrida em metros em cada uma das velocidades e a segurança.

Numa velocidade de 80km/h vc a cada segundo vc avança 22,5 metros e a 70km/h vc avança 19,5 metros, parece pouca diferença, mas considerando que o tempo de reação é de 3/4 de segundo e que a distancia de frenagem após a reação será de 39,5 metros em pista seca para um veiculo a 80km/h e de 34,5 metros se estiver a 70km/h, teremos um total de 56 metros para 80km/h e de 49 metros para 70km/h, são sete metros de diferença, basicamente uma vez e meia o tamanho de um automóvel.

O segundo comentário, trata de uma situação imaginária caso todo o trecho pudesse ser percorrido a uma velocidade constante.

O trajeto do aeroporto de Congonhas até o vale do Anhangabau tem 8,4 km. Os tempos para percorrer este trajeto serão:
70 km/h = 7,2 min
80 km/h = 6,3 min
A diferença é 0,9 min, ou 54 segundos.

Parcela ínfima dos mais de 17.000 quilômetros de ruas e avenidas, esses 8.300 metros passam a ser representativos em relação ao que pode ser feito na cidade. Regular a velocidade tendo a segurança como prioridade é uma medida que salva vidas sem trazer perdas a fluidez motorizada, já tão comprometida. Facilitar a vida do condutor motorizado pode beneficiar a todos, independente do veículo escolhido.

Mais:
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Cultura pró-bicicleta

From Bicicletário Laura Alvim

Ir ao cinema, ao teatro, tomar um café ou comprar livros, tudo em plena orla de Ipanema na Casa de Cultura Laura Alvim. Agora com um belo bicicletário feito a partir de sucata reaproveitada.

Em uma parceria do centro cultural com o programa “Rio, o estado da Bicicleta”, foi instalado esse bicicletário que tende a ser mais um marco cultural carioca. Não só pela comodidade de ter vaga na porta para ciclistas, mas por ser uma das áreas mais nobres da cidade. A iniciativa valoriza ao mesmo tempo a Casa de Cultura e a bicicleta.

From Bicicletário Laura Alvim

Que outros espaços culturais tenham a mesma iniciativa da Casa de Cultura Laura Alvin, qualificando o espaço público com estacionamentos para nossas queridas bicicletas.

From Bicicletário Laura Alvim

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