As Mulheres que fazem parte da história da Transporte Ativo

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Ao longo dos seus 13 anos de existência a Transporte Ativo sempre contou com a participação ativa e imprescindível de muitas mulheres. Voluntárias, diretoras, apoiadoras, mães, avós, conselheiras, contadoras, representantes, parceiras, elas são muitas e merecem nossa homenagem.

A começar pelo começo, não existe contar a história da TA sem ter em mente a nossa querida patinadora Erika Cordeiro. Ela que foi a primeira financiadora da organização e é, até hoje, uma das nossas maiores incentivadoras.

E a Zélia? Ah, “A Zélia”! Presente na história da associação desde que ela era um apenas um sonho, sempre deu apoio fundamental e é nossa Diretora Administrativa desde 2011.

E o que dizer da Claudilea Pinto? Ela que veio para somar esforços pessoais logo no início, foi diretora e conselheira, e em 2004 fez a apresentação que deu origem ao CTB de Bolso, nosso maior sucesso de downloads e distribuição da TA!

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Tem a Vera Pinto, nossa contadora – Desde o começo! -, com ou sem patrocínio, com ou sem verba, ela sempre esteve ali, disponível para nos atender e colaborar.

Não podemos deixar de mencionar nossas “voluntarias ferrenhas”: Caroline Porto – desde sempre, até hoje – , Érica Sepúlveda, Carol Souza e Taís Queiroz. Nossa apoiadora Vera Chevalier da Recicloteca. Sirlei Ninki que foi nossa representante no RS durante um período. Nossas Coordenadoras de patrocínio – Sempre mulheres! – : Marieke de Wild do ICE e Carolina Rivas, Maira Moreno e Gabriela Gomes de Almeida do Banco Itaú.

E o que dizer da atual e ex Coordenadoras do GT ciclovias? Claudia Tavares – grande amiga e parceira até os dias atuais -; Anette Carvalho; e Maria Lucia Navarro Maranhão – atual coordenadora e parceira – sempre presente em nosso eventos – .

Tem também a Clarisse Cunha Linke, Conselheira e parceira da TA desde que retornou ao Brasil. A Dandarah, nossa colaboradora – Que vai ser mamãe! – . E nossas queridas – e super divertidas – parceiras Monicat (Mônica Bentes) e Michelinha (Michelle Castilho), as vezes voluntárias, as vezes contratadas, mas sempre presentes e a disposição.

Por fim eu, Blé (Gabriela Binatti), que cheguei em 2010 me associando a TA e que em 2012 comecei a participar ativamente e: Nunca mais quis sair de perto! Atualmente ocupo o cargo de Conselheira além de representar a TA em projetos e eventos na América Latina. Só posso dizer uma coisa: Participar das atividades e trabalhar com a TA é como estar em família, acolhimento, aprendizado e trocas constantes.

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Um salve a todas nós – MULHERES – !

E como diz o mestre: Pedalemos!


Este post é uma homenagem as TODAS as mulheres que fazem parte – ou não – da história da Transporte Ativo. Escrito a quatro mãos por mim (Blé Binatti) e nosso grande mestre Zé Lobo.

Campanhas Educativas

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Para ler a mensagem do painel clique na imagem.

Se todos fossemos cordiais e educados no trânsito, certamente as infraestruturas segregadas para bicicletas só seriam necessárias em vias expressas. Mas não é o caso. Daí a importância das campanhas educativas. Elas até ocorrem, mas são muito pontuais quando deveriam ser permanentes. Em geral acontecem apenas aos finais de semana, com orçamento restrito e curta duração, alcançando seu objetivo por apenas um breve período de tempo para um público pequeno. A seguir, um panorama de boas campanhas que vem rolado no Rio de Janeiro ao longo deste século. Algumas mais abrangentes, outras menos, todas com potencial para serem permanentes, mas sempre transitórias.

Vamos começar pela campanha Pedale Legal de 2006, talvez uma das mais completas. Foi realizada em diferentes bairros, com uma rodada no domingo e outra na quarta feira, atingindo diferentes tipos de público. Foi direcionada para ciclistas, pedestres e motoristas, buscando educar todos aqueles que fazem parte do trânsito da cidade. Setenta painéis como o da foto acima foram expostos pela cidade, pena que durou apenas 60 dias. A TA deu prosseguimento à campanha por alguns anos, levando o painel para diversas atividades, além de imprimir e distribuir os folhetos. Como o poder público tem data e hora pra encerrar as campanhas, a sociedade civil tenta preencher esta lacuna.

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2006                                                                                 2009

Em 2011, a campanha educativa Rio Capital da Bicicleta percorreu diversos bairros. Foram mais de 10 edições, mas sempre na orla ou em áreas de lazer e apenas aos domingos. As barracas eram bem completas, e as atividades iam desde brincadeiras para crianças até dicas de manutenção para ciclistas. A iniciativa uniu os centros de educação da Secretaria de Meio Ambiente e da CET Rio, com participação permanente da TA. Quando novas ciclovias eram inauguradas na cidade, a campanha era realizada lá no dia da inauguração. Mais uma vez o mesmo problema, apesar de ir a vários bairros, se restringia aos domingos e áreas de lazer, passava por lá uma vez e nunca mais voltava. Apesar de ser muito boa, teve alcance pequeno e restrito a algumas áreas. Uma pena!

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2011 – Para ver a mensagem do cartaz, clique na imagem.

Em 2012, através do programa Rio Estado da Bicicleta, a Secretaria Estadual de Transportes fez uma campanha simples e barata voltada aos motoristas, e que poderia ser permanente. Além dos 300 BusDoors que circularam bem à vista dos motoristas, 10.000 adesivos forma impressos e distribuídos pela cidade.

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2012

Em 2013 o departamento de educação para o trânsito da CET Rio programou diversos painéis eletrônicos com uma mensagem simples e importante. Mais uma campanha que poderia ser permanente.

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2013

A CET Rio voltou a usar BusDoors, uma mídia bastante eficiente para este tipo de campanha, pois circula pela cidade e o motorista pode apreciar seu conteúdo enquanto está engarrafado.

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2014

Mais uma campanha da CET Rio voltada aos motoristas, nesta houveram conversas com motoristas de ônibus e cartilha educativa para eles, ciclistas puderam conhecer os pontos cegos dos ônibus, onde devem evitar se posicionar. Estas faixas também foram usadas por um periodo, por agentes de trânsito em alguns cruzamentos da cidade, que as expunham aos motoristas quando o sinal fechava.

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2015

As campanhas pontuais do Dia Mundial sem Carro poderiam causar efeito pois eram realizadas anualmente em setembro, mas infelizmente sumiram há alguns anos. As atividades do Dia Mundial sem Carro já foram grandes no Rio de Janeiro, novas Zonas 30 chegaram a ser lançadas anualmente nestas datas, mas a cada ano vem diminuindo seu alcance e aparentemente o interesse em se manter a campanha.

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Campanhas permanentes, por toda a cidade, todos os dias do ano, seriam um sonho. De certa forma algumas empresas vem fazendo isso, como em mais um exemplo simples e eficiente deste ônibus executivo abaixo, que roda o ano inteiro e divulga a mensagem em todo o seu trajeto.

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A sociedade civil também faz a sua parte, e às vezes é mais eficiente que o poder público. É o caso da iniciativa premiada da ONG Ciclourbano Bike Blitz e do CTB de Bolso da Transporte Ativo, que distribuiu 180 mil livretos e ainda teve mais de 130 mil downloads do pdf pelo site e mais de 10 mil do aplicativo para android.

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Seguimos em busca de um trânsito mais humano e seguro, divulgando informações para o maior número possível de pessoas. Além de sensibilizar o poder público para que invista em campanhas permanentes voltadas a todos os atores do trânsito de nossas cidades.

Enquanto isso não acontece, relembramos alguns BusDoors de Carnaval elaborados pela CET Rio. Eles não estão mais por aí, como as campanhas pontuais, mas destacamos aqui para que a mensagem siga adiante e cada vez mais pessoas usem meios de transporte com menor impacto em nossa cidade!

Um carnaval 2017 com trânsito seguro para todos! E que mais campanhas educativas, eficientes e duradouras surjam por aí!

A Transporte Ativo quer sua ajuda para pedalar mais longe

Foto: Milla Scramignon

Todo o aprendizado da Transporte Ativo nesses mais de 13 anos sempre esteve disponível gratuitamente para todas as pessoas e assim continuará por muitos anos. E para fazer ainda mais, contamos agora com uma plataforma de doações através do PayPal, simples e direto para quem valoriza o nosso trabalho poder apoiar sua continuidade e principalmente garantir nossa independência.

Mais importante do que valores, queremos parcerias. O manual de bicicletários ajudou na instalação de um no seu trabalho? Uma publicação nossa foi aquele empurrão final para (re)descobrir as pedaladas? O CTB de Bolso era a informação perfeita para entregar ao taxista que deu lhe deu uma fechada? O conteúdo do nosso site ajudou na monografia de fim de curso?

Cada ação nas ruas, cada entrevista dada, cada material produzido, cada post nesse blog, foi sempre com a missão de promover o uso da bicicleta para que mais gente tenham informação capaz de ajudar mais pessoas a pedalarem mais bicicletas mais vezes.

Felizmente, temos ainda um número maior de idéias e ações a serem feitas do que recursos financeiros para realizar tudo, por isso buscamos expandir os meios de doação, para que cada pessoa que apóia nosso trabalho possa investir qualquer quantia e garantir que sigamos mais fortes e ainda mais longe.

Durante os meses de fevereiro e março de 2017, todos os recursos recebidos serão destinados à realização de uma pesquisa sobre grupos de ciclistas no Rio de Janeiro. E os valores serão integralmente dirigidos para a remuneração de pesquisadores, produção do relatório e sua divulgação.

As doações podem ser únicas ou recorrentes, sem valores pré-estabelecidos. E para quem quiser saber o histórico da Transporte Ativo, inclusive os patrocínios recebidos e seus resultados, vale ir na página de Relatórios Anuais.

Você pode doar via PagSeguro também e quem quiser doar por outros meios (transferência bancária ou cheque nominal), entre em contato.

Seis razões porque as bicicletas de carga são uma grande ideia

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Foto: Chris Bruntlett

Tradução e adaptação do artigo: 6 reasons why cargo bikes are the next big thing, de Chris Bruntlett and Melissa Bruntlett publicado originalmente em grist.org

Há cinco anos sem automóvel, os canadenses Chris e Melissa começaram a experimentar diversas maneiras de usar a bicicleta na cidade, inclusive o hábito de viajar com toda família usando a bicicleta como modo de transporte. Nesse contexto, nada tem sido tão transformador como a compra de uma bicicleta de carga. Com ela é possível não só levar as crianças, mas também as compras, os alimentos, eletrodomésticos e, até mesmo, a árvore de Natal da família.

Chris e Melissa moram em Vancouver, cidade que oferece estrutura cicloviária. Nos últimos cinco anos, a experiência de pedalar pela cidade os fez pensar sobre como o uso de bicicletas de carga poderia mudar a vida de outras pessoas, especialmente em cidades que estão investindo no desenvolvimento de infraestrutura para bicicletas. Com isso em mente, reuniram uma lista com seis motivos que apontam para uma grande revolução nos modos de transporte a partir da popularização das bicicletas de carga.

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Foto: Mikael Colville-Andersen

  1. Bicicletas de carga: Os novos caminhões de entrega
Um estudo realizado em 2013 pelo Cyclelogistics estimou que 51% de todas as viagens motorizadas para transporte de bens poderiam ser efetivamente realizadas por bicicletas de carga. Diante desse cenário, a DHL, empresa de logística que atua em diversos países, substitui 10% da frota holandesa (33 vans) por bicicletas de carga. Com essa ação, cerca de 152 toneladas de CO2 deixaram de ser lançados na atmosfera gerando uma economia de 485 mil dólares por ano. Dá pra pensar o quanto mais segura e agradável seria uma cidade se 10% dos caminhões de entrega fossem substituídos por bicicletas?

 

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Foto: Melissa Bruntlett

  1. A minivan da próxima geração
Com duas crianças, as bicicletas de carga se mostram como uma excelente opção de deslocamento na cidade, podendo, em muitos casos, dispensar o uso de um carro da família. Com uma bicicleta de carga não é preciso gastar com combustível, seguro e a baixa manutenção pode, muitas vezes, ser realizada pelo próprio dono. Na experiência de Chris e Melissa, a bicicleta de carga se mostra mais eficiente do que um reboque para levar uma criança pequena. “Basta colocar seus sapatos, sentar as crianças no bagageiro e começar a pedalar. As vezes, encontrar estacionamento seguro pode ser um desafio, mas algumas cidades estão começando a oferecer soluções criativas, e com certeza, é muito mais barato do que estacionar um carro”, explicam.

 

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Foto: Mo

  1. Eles já não custam tão caro
Encontrar uma boa bicicleta de carga não é uma tarefa fácil e o preço alto é uma barreira para muitas pessoas. Todavia, o mercado está oferecendo uma variedade cada vez maior de modelos e preços. Uma boa bicicleta de carga pode custar caro, mas nem se compara ao preço e custos de manutenção de um automóvel como oficina, estacionamento e combustível. Em alguns países como o Canadá, e cidades como Munique, é possível alugar bicicletas de carga através de um sistema de compartilhamento como o Spinlister, que tem funcionamento semelhante ao do Airbnb, que vincula pessoas com bicicletas para alugar, incluindo bicicletas de carga, com interessados em locações. Essa pode ser a solução para quem pretende usar esporadicamente uma bicicleta de carga.

 

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Foto: Butchers and Bicycles

  1. A melhor maneira de viajar
Uma bicicleta de carga pode proporcionar uma experiência incrível para conhecer lugares como Copenhague, quem nunca desejou conhecer a cidade como um morador local? Mas se estiver com duas crianças pequenas, o que fazer? Existem modelos de bicicleta de carga específicos para o transporte de crianças, elas vão bem acomodadas dentro de um grande cesto e podem desfrutar da viagem e aprender mais sobre as cidades ao redor do mundo.

 

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Foto: Elly Blue

  1. Refeições em rodas
Os truck foods, caminhões que vendem comida,  tem seus dias de fama,  são  considerados uma alternativa mais barata aos restaurantes tradicionais. Agora, a próxima tendência na venda de alimentos de rua é a bicicleta, ela consegue superá-los em todos os níveis. Diversos novos negócios sob duas rodas estão surgindo em todos os lugares – seja para vender café, cerveja, pizza, sorvetes e produtos frescos direto do produtor. Com custo inicial baixo, um pequeno empreendedor pode entrar no mercado e começar a ganhar dinheiro imediatamente. Um sonho para novos empresários.

 

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Foto: Will Vanlue

  1. A bicicleta de carga como veículo de emergência

Bicicletas de carga oferecem resposta rápida em situações de emergência, guerra ou até mesmo colapsos climáticos. Em 2012, quando o furacão Sandy devastou a costa leste dos Estados Unidos e outros países como a Jamaica, Cuba, Bahamas, Haiti, República Dominicana, fotos de pessoas usando bicicletas para fugir de áreas atingidas circularam a Internet. Em antecipação ao “Big One”, o possível terremoto que poderá destruir a Costa do Pacífico, cidades canadenses como Portland e Victoria, estão organizando ensaios com a população sobre como usar bicicletas de carga para buscar suprimentos médicos, alimentos, água e até mesmo pessoas feridas. A revolução das bicicletas de carga está chegando! Agora tudo o que precisamos são de políticas públicas para incentivar seu uso, como o desenvolvimento de infraestrutura segura para o deslocamento de quem prefere ir de bicicleta.

O Contexto brasileiro

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Foto: Fábio Nazareth

O uso de bicicletas de carga no Brasil está praticamente relacionado ao comércio, que há tempos já descobriu que, no cenário urbano, elas são muito mais eficientes e economicamente mais rentáveis do que outros modos de transporte. Nesse contexto, os triciclos de carga, muito usados por lojas que vendem colchões, gelo e material de contrução, conseguem transporter cargas com volumes maiores e mais pesadas do que a capacidade de uma motocicleta e ainda não disputam vagas de estacionamento.
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Foto: Zé Lobo

O que ainda falta por aqui é o cidadão comum, usuário de bicicletas ou não, despertar o interesse no uso de bicicletas de carga no ambiente familiar. Entretanto, já é possível perceber novos modelos de bicicletas de carga rodando pelas cidades. Algumas pessoas estão incorporando as bicicletas de carga em suas rotinas, como idas ao supermercado, à feira e no transporte de crianças no trajeto de casa para escola.
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Monitoramento da Poluição do Ar com bicicletas

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Podemos passar uns 30 dias sem comida, apenas 7 sem água, mas poucos conseguem ficar mais que 2 minutos sem respirar. Sim, nossa respiração é fundamental e ao mesmo tempo que o ato involuntário de respirar nos mantém vivos, também é a porta de entrada de poluentes para o nosso corpo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a poluição do ar é um dos mais importantes perigos à saúde humana. Os veículos são as principais fontes de poluição atmosférica e quanto mais pessoas deixam o carro em casa para usar a bicicleta em seus deslocamentos diários, melhor será a qualidade do ar. No entanto, os mesmos usuários da bicicleta que ajudam o planeta se expõem à fumaça dos motores e a uma série de doenças decorrentes da inalação de poluentes, em especial o Dióxido de Nitrogênio (NO2) e o Monóxido de Carbono (CO). Saiba mais sobe esses compostos na página do Ministério do Meio Ambiente.

Numa parceria com a Swissnex no Brasil, recebemos um BeMap sensor de poluição para bicicletas desenvolvido na Escola Politécnica Federal de Lausanne na Suíça. Simples e prático, o aparelho instalado no guidon da bicicleta mede a concentração de CO, NO2, além de temperatura e umidade. Dotado de um GPS interno esses dados são geolocalizados e podem ser visualizados através de um software instalado no computador pessoal do ciclista. Assim ele pode descobrir quais ruas são menos poluídos e traçar uma rota mais saudável para seus deslocamentos diários.

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Nosso sensor BeMap devidamente personalizado e instalado na bicicleta

No alto um dos mapas e gráficos de poluição atmosférica criados com a ajuda do aparelho. Os mapeamentos ainda estão no início mas em breve teremos dados suficientes para indicar não só as rotas mais seguras como as menos poluídas. Esperamos contribuir para uma experiência de deslocamento urbano mais saudável e prazerosa, afinal de contas pedalar é uma atividade tão gratificante para quem pratica quanto para a cidade. Nada mais justo que a saúde de ambos seja igualmente melhorada.