Grande Fluxo, Baixo Impacto

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As contagens fotográficas feitas pela Transporte Ativo visam acima de tudo dar visibilidade as bicicletas. Durante as tradicionais 12 horas em fotos, estivemos agora na esquina das Ruas Figueiredo de Magalhães e Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Muitas bicicletas eram esperadas e muita gente pedalou por lá. Exatamente 1420 ciclistas computados em uma média de 118 por hora.

Os cliques foram constantes, mas a surpresa maior ficou na comparação com os dados da CET-Rio para o número de deslocamentos em automóvel.

No pico da manhã (para os automóveis) (de 8 às 9 horas)
– pessoas se deslocando por automóvel (considerando 1,4 pessoa por automóvel): 1364
– por bicicleta: 72
– relação ciclistas / automobilistas : 5%

No pico da tarde (para as bicicletas) (17 às 18 horas):
– pessoas se deslocando por automóvel (considerando 1,4 pessoa por automóvel): 1552
– por bicicleta: 192
– relação ciclistas / automobilistas :12%

Ficou muito claro o potencial para o uso da bicicleta. São duas ruas muito movimentadas com trânsito pesado de ônibus e automóveis e sem qualquer tratamento cicloviário. Mas a infraestrutura para as bicicletas está a caminho e 3 meses depois de sua instalação a Transporte Ativo estará de volta, máquinas fotográficas em punho.

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Mais:
– Leia o relatório da Contagem na Figueiredo. (PDF)
– Albúm de fotos.
– Conheça outras contagens fotográficas de ciclistas.

Arte e Planejamento Cicloviário

A rua Clinton em Portland já é uma famosa rota ciclística na cidade mais ciclável dos Estados Unidos. Segundo contagem da própria agência de trânsito (PDOT) foram 1.800 bicicletas e 2.600 veículos motorizados em um único cruzamento durante um dia em 2007. Mas as condições podem ser melhoradas e serão.

Para contribuir pela “sensação de segurança” o PDOT resolveu reunir a comunidade ciclística da cidade para pensar soluções. A idéia é resolver alguns dos problemas: a quantidade e velocidade do fluxo motorizado, cruzamentos perigosos, falta de sinalização para os motoristas indicando tratar-se de um “cicloboulervard”

Com o Projeto de Melhorias da Rua Clinton, o PDOT está buscando algo novo. Eles irão trabalhar com um time de artistas locais para criar “ferramentas de comunicação poderosas e criativas que informem ao motorista que ele está em um cicloboulevard”.

Promover o uso da bicicleta e a mobilidade sustentável em geral não é um modelo que se compra, é um solução em eterna adaptação e melhora. Planejar a cidade é repensá-la e readequá-la diariamente em um ciclo incessante. Cidades para a bicicleta são como a própria bicicleta, não se pode parar nunca, ou caímos.

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Via:bikeportland.org

Pontes Paulistanas

O planejamento urbano e viário para o pedestre na cidade de São Paulo não está a altura da grandeza da metrópole, haja vista o número expressivo de viagens a pé segundo a pesquisa Origem/Destino do Metrô. Em mais de um terço das viagens realizadas na região metropolitana diariamente, o paulistano caminha.

Mesmo sendo um “meio de transporte” largamente utilizado, o ato de caminhar tem alguns pontos em que são necessárias melhorias urgentes. Recentemente a repórter Renata Falzoni afirmou em seu blog que não existe nenhuma ponte paulistana sobre os rios Tietê ou Pinheiros onde o pedestre possa cruzar com segurança. Os rios nesse caso acabam representando verdadeiras barreiras geográficas para quem vai a pé ou de bicicleta em São Paulo.

A falta de atratividade para se caminhar de uma margem a outra nos grandes rios paulistanos contribui para aumentar a pressão sobre o sistema de transporte de ônibus, já sobrecarregado e também incentiva um número maior de viagens motorizadas.

Repensar as pontes paulistanas é uma solução que irá trazer enorme benefícios para a mobilidade urbana da cidade. Priorizar o fluxo de pedestres e ciclistas que cruzam diariamente os grandes rios paulistanos é resolver um grande nó para o fluxo dos transportes ativos. Ao mesmo tempo irá passar a clara mensagem para toda a população sobre o valor que o pedestre e o ciclista tem para a cidade.

Mais:
Álbum de fotos na Ponte Cidade Universitária – ta.org.br
O Valor Econômico de Andar a Pé – blog.ta.org.br

As reportagens no blog da Renata Falzoni:
Boas Noticias do Cicloativismo
Tecnologia a serviço da cidadania

Espaço Compartilhado na Floresta

Estrada Dona Castorina

Meca dos subidores de montanha, cariocas, as estradas Dona Castorina e da Vista Chinesa são rotas bastante utilizadas por ciclistas há muitos anos. As ladeiras íngremes em meio a Mata Atlântica dentro da Floresta da Tijuca atraem atletas amadores, profissionais e muitos turistas. O asfalto que corta a maior floresta urbana do mundo é um grande facilitador para que cariocas e visitantes possam desfrutar e aprender a valorizar esse espaço verde.

O movimento de ciclistas em todas as estradas da Floresta da Tijuca é intenso, a maioria deles está lá por esporte ou por lazer. Nos dias de semana o fluxo é menor, mas aos finais de semana fica bastante movimentado. Por ser uma via estreita de mão dupla e sem calçada, a Estrada da Dona Castorina e a da Vista Chinesa são necessariamente “espaços compartilhados”. No entanto esse conceito ainda é novo tanto para pedestres e ciclistas, quanto principalmente para os motoristas.

A velocidade máxima permitida nas estradas dentro do parque sempre foi de 40km/h ainda que ocasionalmente desrespeitada. A falta de sinalização indicando a presença de ciclistas e existência da faixa divisória de pista, favoreciam um deslocamento mais livre para os automóveis. Para promover a segurança viária e ordenar o uso desse espaço compartilhado, a prefeitura optou por instalar uma nova sinalização horizontal e vertical. Inicialmente serão demarcados os 7,5km do Horto até a Gávea Pequena. Felizmente, a direção do Parque já pediu à Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) que a sinalize todas as áreas do Parque Nacional da Floresta da Tijuca.

Uma Solução Pronta

São Paulo já tem alguns bairros que tem toda a infraestrutura preparada para o compartilhamento seguro das vias entre o trânsito motorizado e os ciclistas. No Jardins, basta apenas sinalizar e divulgar rotas por dentro do bairro. Será um enorme incentivo para os ciclistas acessarem o parque do Ibirapuera, interligando a região de Pinheiros com o bairro de Moema e outros. Uma solução expansível por toda a baixada do rio Pinheiros, uma região perfeita para deslocamentos de bicicleta e que conta com diversas rotas seguras que não envolvem percursos por grandes avenidas.

O Rio de Janeiro tem investido em um programa piloto de sinalização viária em prol das bicicletas. Algo simples, rápido e que traz grandes resultados para a mobilidade urbana. Basta sinalizar algumas rotas ciclísticas em ruas por onde já se pedala e avisar a todos. Naturalmente mais ciclistas serão induzidos a ir pelos caminhos sinalizados e o trecho vai se tornar cada dia mais popular e por isso mesmo seguro para pedalar.

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Dispositivos de acalmia de trânsito já estão implantados e um projeto simples na região tem grande potencial de mostrar a viabilidade e os benefícios da bicicleta na cidade de São Paulo. Seguindo o modelo sugerido pelo Alfredo Sirkis no Rio de Janeiro durante os anos 1990: “Na hora de começar o faça sempre pelo ponto de maior visibilidade da cidade.

O que foi feito em Berkeley na Califórnia e está exemplificado no vídeo abaixo merece uma tradução a altura na maior cidade brasileira. Certamente um exemplo capaz de inspirar o país inteiro.