Destaques
Terremoto, Tsunami, Japão e Bicicletas
Posted onAuthorDenirLeave a comment
Bicicletas são um meio de transporte especialmente útil após desastres naturais. Quando falta combustível, energia elétrica e as ruas foram destruídas, as bicicletas mostram sua força e flexibilidade. Pois sua funcionalidade depende apenas da energia humana. Seu espaço útil é a dimensão do corpo humano. Onde uma pessoa passa caminhando, uma bicicleta também passa.
Veja no blog Livros e Bicicletas uma seleção de fotos com sobreviventes no Japão utilizando a bicicleta após o terremoto e o tsunami.
Em 2005, a Trek e a SRAM fundaram o World Bicycle Relief, com o objetivo de incrementar o uso da bicicleta em situações de pobreza e após desastres. Já foram distribuídas mais de 20 mil bicicletas, muitas das quais continuam sendo usadas até hoje. Veja mais em: http://www.worldbicyclerelief.org/
Espaço público e demanda reprimida
Posted onAuthorJoão Lacerda1 Comment

Carnaval é festa da carne, mas também festa das ruas. Os pequenos, grandes e gigantescos blocos ao redor do país mostraram isso.
Durante os quatro dias de festa e folia as ruas tornam-se espaços exclusivos para a circulação, ou simples presença de uma massa de pedestres. Os dois milhões do cordão do Bola Preta no Rio de Janeiro evidenciam que turistas e moradores das cidades anseiam por espaços públicos para a celebração.
Apesar da beleza das festas e das ruas exclusivamente para as pessoas, o carnaval concentra gente demais em um espaço físico muito restrito e em pouco tempo. Os banheiros químicos que não atendem à demanda e a quantidade de lixo nas ruas que o digam.
Passada a festa, fica a lição para o dia a dia. Com espaços públicos de qualidade ou simplesmente abertos e seguros para as pessoas, teremos ruas mais vivas. Uma população mais feliz e saudável.

No Rio de Janeiro os blocos se espalharam por toda a cidade, abrindo ruas para as pessoas e impondo restrições à circulação de veículos motorizados. Ainda assim, o intenso ir e vir de foliões pode seguir sempre. O transporte público e os táxis ajudaram nos deslocamentos, mas o número de viagens à pé em tempos de folia foi representativo, como sempre.

As dificuldades para a circulação motorizada não precisam ser tão grandes e nem a quantidade de pessoas a tomar as ruas. Mas nossas cidades precisam entender que o carnaval pode e deve se espalhar para além da quarta-feira de cinzas. Com espaços públicos de qualidade a total prioridade para a circulação de cidadãos.
– Posts relacionados:
– Carnaval, democracia nas ruas
– Folia e Demanda nos Transportes
– Crônica Carioca
– O valor de andar a pé
Sinais dos tempos II
Posted onAuthorZe Lobo2 Comments
Ano passado publicamos um post mostrando as mudanças que vêm ocorrendo na cidade.
Um anos após, a CET-Rio nos mostra que está amadurencendo e coloca nas ruas novamente suas dicas para o carnaval.
Confira na foto abaixo, divirta-se e bom Carnaval, com o carro em casa é lógico.

Vale citar que o atual coordenador do Centro de Educação para o Trânsito da CET-Rio, Mauro Ferreira, foi nosso aluno na primeira edição do curso Introdução ao Mundo Cicloviário.
Da mobilização nas ruas à mudança de paradigma
Posted onAuthorJoão Lacerda3 Comments
Já escrevemos aqui antes condenando a pequena capacidade dos movimentos de Massa Crítica de implementar mudanças reais nas cidades. Mas no olho do furacão que passou por Porto Alegre cabe abrir uma nova porta, visualizar um lado positivo e principalmente um caminho para o futuro.
A imagem que ilustra esse post mostra o lado mais positivo. Ciclistas em Buenos Aires prestarem solidariedade aos brasileiros é indício de uma integração multilateral possível, necessária e ainda incipiente.
Por conta de um ato criminoso, classificado de tentativa de homicídio pela justiça, um único homem inspirou revolta de milhões e ações de milhares. No curto espaço desde a sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011, um fato negativo envolvendo o trânsito de bicicletas nas cidades ficou em evidência. Felizmente nenhum assunto é o mais comentado para sempre. A pauta da mobilidade em bicicleta acelerou bastante, mas é devagar e sempre que chegamos longe.
A impunidade no Brasil não se muda em dias e, principalmente, não se constrói mobilidade urbana sustentável com “arroubos de velocidade” dependentes de cobertura midiática.
Outros acontecimentos virão e seguiremos. Se nada for feito para que um “code de la rue” seja implantado, o que leva tempo e requer trabalho dedicado, terá sido apenas mais uma semana de bicicletadas e posts. Só nos resta confiar que o exercício da cidadania consiga ir além das palavras e passeatas.
Ao que tudo indica quem promove a bicicleta no Brasil tem sido capaz de se apropriar muito bem da pauta negativa para gerar debate e comoção. O maior desafio para o futuro é qualificar a discussão e promover a bicicleta de maneira positiva. Afinal, toda vez que falamos em acidentes e motoristas insandecidos corremos o risco de desincentivar uma grande massa de ciclistas em potencial a temerem a bicicleta.
Leia mais:
– Reunião com a prefeitura após o protesto de ontem
– A mobilidade urbana e ciclovias: um balanço e uma agenda
– What can we learn from the murderous attack on cyclists in Porto Alegre on Friday?
– A “Street Code” for Porto Alegre
Post relacionados:
– Massa Crítica ou Falha Crítica?
– Ciclistas Apocalípticos e Integrados
– Pelo fim do cicloativismo
– Caminhos da Massa Crítica
Paz sobre 2 rodas
Posted onAuthorEduLeave a comment
Algumas vezes ouço falar que pedalar no trânsito é temeroso.
Mas nós sabemos que nas grandes cidades há algo mais perigoso.
Dizem que algumas vias podem ser pouco convidativas aos que pedalam.
Mas quem o faz, bem sabe que muitas pessoas não sabem do que falam.
A bicicleta é uma invenção realmente muito curiosa.
Quando criança ela nos conquista feliz e garbosa.
Vento no rosto é a mais pura liberdade,
Pelas próprias pernas o prazer da velocidade .
Mas aí crescemos e o encanto desaparece?
Será que dá medo usufruir do que se merece?
A bicicleta é cheia de simplicidade,
Bom senso, silêncio e praticidade
É lógica de mobilidade superior as meios motorizados,
Especialmente quando eles estão engarrafados.
Nas Guerras Mundiais a bicicleta já foi usada por combatentes
Mas não há mais guerra e hoje ela só nos deixa mais contentes.
Ela aproxima os cidadãos apressados
Alivia a tensão sobre os estressados
Afinal dizem que no trânsito somos todos pedestres
E a bicicleta é um instrumento de paz.
De carro ou de bicicleta dê passagem, faça o teste!
Sorria e agradeça! É assim que se faz!
Ciclistas ‘conversam’ com o trânsito, humanizando-o e já conquistam motoristas para esta missão de humanização.
Acidentes são evitados, a pressa é minimizada, tudo fica mais leve quando a bicicleta é usada como meio de transporte não importa por quem nem onde, pode ser em qualquer cidade Rio, São Paulo, Brasília ou em Porto Alegre.
