Mais uma vez Copacabana

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Acontece nesse momento mais uma contagem em Copacabana no Rio de Janeiro. Dessa vez a escolhida foi a rua Figueiredo de Magalhães, esquina com a Nossa Senhora de Copacabana. Uma esquina de trânsito intenso de motorizados com a presença massiva de ônibus. Local por onde passam bicicletas em todos os sentidos e que precisa de um bom tratamento cicloviário.

Em parceria com o ITDP, a contagem está sendo feita antes da implementação da estrutura cicloviária que virá nos próximos meses. Depois de implementadas as melhorias, haverá uma nova contagem para medir o impacto delas no fluxo de ciclistas na área.

Por hora os dados já impressionam. Foram 325 bicicletas nas primeiras 4 horas, ou 1,35 por minuto.

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Novos Rumos em Copacabana

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As novas rotas cicloviárias de Copacabana são apenas um projeto piloto, mas os poucos quarteirões no bairro representam muito mais. A pintura no asfalto serve para informar da presença das bicicletas nas ruas e de seu direito de estar ali. Servem também para incentivar os ciclistas a se concentrarem nesses caminhos reforçando o conceito de “segurança pela quantidade.

Durante a inauguração, o prefeito Eduardo Paes aproveitou para pedalar um SAMBA ao lado do secretário estadual de Transportes Julio Lopes. Como não poderia deixar de ser, Paes se empolgou com o sistema. Essa empolgação, espera-se, será traduzida numa futura expansão para além das 50 estações inicialmente previstas. A praticidade e deficiência das bicicletas públicas as tornam excelentes aliadas do transporte público, mas para o efetivo sucesso, o número de estações e a proximidade delas tem de ser grande.

O futuro da cidade do Rio de Janeiro se desenha cada dia mais sobre duas rodas. Complementares ao transporte público e acima de tudo, indutoras da promoção a qualidade de vida urbana.

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Saiba mais:
Princesinha do Mar, Rainha das Bicicletas
Melhor a cada Por do Sol
Primeiros Vestígios
Infraestrutura como Incentivo

Reportagem na Tv Globo, que infelizmente utilizada o termo “ciclofaixa”, uma definição incorreta para o que foi implantado.

Pessoas gostam de Água

Cidades costumam estar a beira mar ou na convergência de rios. O motivo não poderia ser mais óbvio, o bicho homem precisa de água para sobreviver e procurou sempre fixar-se em áreas em que esse recurso natural estivesse amplamente disponível. Mas os rios e o mar tem um valor a mais que não se pode beber. A paisagem.

Duas estações do ano, dois continentes e a mesma presença massiva das bicicletas a beira mar.

Copenhague no verão:

Rio de Janeiro no inverno:A Media Player is required.

Cidade que Queremos

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A cidade que os paulistanos querem, é uma cidade na qual elas possam se movimentar, ir e vir sem ficarem presas em meio ao mar de automóveis “estacionados”. É a cidade de São Paulo dos ciclistas apocalípticos de hoje. Afinal de bicicleta nunca se está “preso no trânsito”. No entanto, a percepção de cidade enquanto ciclista ainda é minoritária. A “inveja” que os motoristas sentem de saber que os ciclistas nunca ficam parados no trânsito ainda não é o suficiente para fazer aumentar exponencialmente da noite para o dia o número de ciclistas nas ruas. Mas felizmente eles vem aumentando, e muito.

Para que o discurso da promoção ao uso da bicicleta e dos transportes sustentáveis seja aceito como “senso comum” ainda há muito trabalho a ser feito. A cidade de Los Angeles é o maior exemplo do mundo de como num universo de recursos abundantes a mobilidade urbana não se resolve com mais investimentos no sistema viário. A cada ano a cidade californiana é sempre a campeã norte-americana de congestionamentos. Ao mesmo tempo Nova Iorque, tem a menor taxa de automóveis por habitante, um sistema de transporte de massa bem estruturado e para resolver os problemas de congestionamento motorizado tem promovido cada vez mais a bicicleta e a qualidade dos espaços públicos.

A cidade almejada pelos ciclistas precisa ser a cidade almejada pela população em geral. A pressão pela acessibilidade tornou nossas calçadas mais amigáveis para os pedestres. Da mesma forma, a promoção ao uso da bicicleta é capaz de promover a “acessibilidade” de nossas ruas, tornando-as aptas a outros fluxos e até mesmo outros usos. Precisa mudar a cidade, mudar a percepção de que cidade queremos.

Por hora investimentos no viário ainda são vistos como um “mau necessário“. No entanto, o político que tiver a coragem de ousar e trabalhar em prol de uma nova mobilidade, irá certamente receber um retorno político maior pelo ineditismo. Afinal em cima de cada bicicleta, vai um voto, se for uma criança, são dois votos. Pensando assim, uma cidade em que todos possam pedalar com conforto e segurança é uma cidade com mais eleitores felizes.

Mas não basta apenas pensar nas bicicletas. Seoul foi capaz de provar que um viaduto a menos é capaz de eleger um presidente. Os benefícios sociais e financeiros do investimento em qualidade de vida serão os que garantirão competitividade as cidades. E por consequência, viabilidade política para seus líderes democraticamente eleitos.

Bicicletas aos Montes

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Acontece em Montes Claros (MG), neste domingo 28 de junho, um passeio ciclístico organizado pela Universidade Estadual Unimontes.

Em 2007, a Transporte Ativo elaborou uma proposta concreta para começar a introduzir a bicicleta na política de transporte e mobilidade da cidade. Talvez o projeto saia do papel quando ciclistas e setores atuantes da sociedade aceitarem o desafio de quebrar paradigmas e preconceitos. Nada mais propício do que o ambiente universitário para que isto aconteça.
A Unimontes tem todas as credenciais para discutir e revelar o valor das bicicletas para o trânsito e as pessoas de Montes Claros. Que este Passeio Ciclístico seja o começo deste caminho.