Destaques
Ouro Preto para Pedestres
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Cidades históricas sofrem duplamente com automóveis. Além de congestionamento, poluição, isolamento das pessoas e devoração do espaço urbano, comum nas demais cidades, as ruas, casas e prédios das cidades históricas não foram projetados para suportar o abalo diário causado pelo trânsito de carros. Ao longo dos anos têm sido registrados vários casos de danos irreversíveis em paredes e alicerces.
Alguns centros históricos tombados, como Paraty e Olinda, já protegem o patrimônio arquitetônico, impondo restrições ao trânsito motorizado.
Ouro Preto vinha sofrendo com o excesso de carros e caminhões. Um de seus chafarizes foi destruído duas vezes. Esta tragédia fez a cidade acordar para o problema. Pouco depois, o trânsito de caminhões foi proibido no centro.
Agora, notícia do Portal Uai informa que a Prefeitura adotou medidas sérias para disciplinar o trânsito na cidade e impor restriçoes aos carros, inclusive devolvendo aos pedestres o espaço da Praça Tiradentes, com forte apoio da população. Foi construído um calçadão, que restituiu a amplidão da Praça e a beleza sem interferências do Museu dos Inconfidentes e o antigo Palácio dos Governadores.
Um decisão que merece muitos elogios e deve servir de exemplo para todas as cidades que querem proteger suas construções, humanizar suas ruas e proporcionar melhor qualidade de vida às pessoas.
A Cidade Invisível
“Eram multidões que passavam às pressas, sem desgrudar os olhos do chão, parecendo saber exatamente para onde iam, subindo e descendo ruas inexistentes, entrando e saindo de edifícios invisíveis.
– Não vejo cidade nenhuma, disse Milo baixinho.
– Nem eles, observou Alex com tristeza, mas não faz a menor diferença, porque não sentem a falta dela.
Muitos anos atrás, aqui mesmo neste lugar, havia uma linda cidade com casas agradáveis e parques convidativos. Seus habitantes nunca estavam com pressa. As ruas eram cheias de coisas interessantes para ver e as pessoas frequentemente paravam para contemplá-las.
– Eles não tinham nenhum lugar para ir? perguntou Milo.
– Claro que sim, continuou Alex, mas, como você sabe, a razão mais importante para se ir de um lugar a outro é ver o que existe entre eles, e as pessoas tinham grande prazer em fazer exatamente isso. Certo dia, contudo, alguém descobriu que, se andasse tão depressa quanto possível e só olhasse para os sapatos, chegaria muito mais rápido a seu destino. Logo, logo todo mundo estava fazendo o mesmo. Todos corriam pelas avenidas sem reparar nas belezas e maravilhas da cidade ao passar por elas.
Ninguém dava a menor pelota para o aspecto das coisas e, à medida que andavam mais e mais depressa, tudo foi ficando mais feio e mais sujo. Quanto mais feio e mais sujo, mais depressa andavam, até que por fim começou a acontecer algo muito estranho. Como ninguém ligava para nada, a cidade começou pouco a pouco a desaparecer. Dia após dia os edifícios foram ficando menos nítidos e as ruas desbotaram, até que tudo se tornou invisível. Não havia mais nada para ser visto.
– O que é que eles fizeram? indagou Mausquito, de repente se interessando pelo relato.
– Nadinha, continuou Alex. Continuaram a viver aqui como sempre haviam vivido, nas casas que não podiam mais ver e nas ruas que haviam desaparecido, porque ninguém tinha prestado atenção em nada. E é assim que vivem até hoje.
– Ninguém contou para eles? perguntou Milo.
– Não adianta, respondeu Alex, porque, andando sempre tão depressa, nunca conseguem ver aquilo que nem se interessam em olhar.”
trecho do livro Tudo depende de como você vê as coisas, de Norton Juster, pela Cia das Letras
Bicicletas no Banco Central
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O uso da bicicleta pelos servidores do Banco Central, em Brasília, aumentou bastante nos últimos anos.
Por meio de uma rede informal de comunicação entre colegas da instituição, o uso da bicicleta tem sido discutido e difundido. Havia um bicicletário tipo “escorredor de prato”, muito inadequado, preferíamos amarrar as bicicletas na grade. Juntamos forças e começamos a pressionar a administração predial do BC para reformar o bicicletário antigo.
Reclama daqui, conversa dali, conseguimos inserir a reforma do bicicletário dentro da reforma geral do estacionamento externo do Banco. Por uma conspiração do destino, o engenheiro à frente das obras no BC é ciclista e topou o desafio. Faz uns dois anos que estamos nesta lida, que passou por processo de licitação, discussão do melhor modelo, demora da empresa contratada para entregar os suportes…
O novo bicicletário foi matéria de capa na intranet do Banco Central.

Este bicicletário foi uma sucessão de força, persistência, sorte e oportunidades. Sempre na base do pensamento positivo e atitudes positivas. Atualmente é um dos melhores do DF, o primeiro que usou o suporte em U invertido. Foram instalados 3 conjuntos de suportes: 2 no estacionamento do Banco e um conjunto aberto ao público, no canteiro central em frente ao Edifício-Sede.
A novidade foi divulgada por um vídeo muito interessante, feito pela TV Bacen, e que pode ser conferido clicando aqui.
Primeiros Vestígios
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Rua Rodolfo Dantas, Copacabana. A mágica da tinta asfáltica começa a ganhar as ruas o plano cicloviário já está sendo posto no asfalto e em breve as bicicletas irão circular em massa por ali.
Seja na Suécia ou no Brasil, a população, os técnicos e a administração pública estão redescobrindo a bicicleta.
Upptäck cykeln igen – Göteborgs stad from ljudbilden on Vimeo.
Seja a Mudança
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Um texto curto escrito pelo colega Palmas na lista de discussão da bicicletada paulista:
Sou uma pessoa que tenho sobrando uma vontade tremenda de mudar o mundo para melhor e por livre e espontânea vontade, faço a doação, gratuitamente, de um pouco dessa boa vontade, transferindo desde já a você toda posse, ação e domínio para que seja a diferença que você quer ver no mundo, em vez de esperar que algum poder externo faça o trabalho por nós.
Fica o convite, sejamos um pouco como Ghandi que moldou seu mundo. Fica um outro exemplo em vídeo do Doutores da Alegria.