Destaques
Em Caso de Pandemia
Posted onAuthorJoão LacerdaLeave a comment
Um assunto tem monopolizado a pauta da grande mídia ao redor do mundo. A famosa gripe suína, do vírus influenza H1N1. Nas redes sociais reais e virtuais não se fala de outra coisa. Da mesa do bar ao twitter comenta-se sobre os espirros e a febre que se espalharam desde o México.
O Globe and Mail de Toronto no Canadá trouxe uma lista de recomendações para o caso de uma pandemia. A primeira precaução adicional: compre uma bicicleta. Ela não irá manter-lhe tão isolado das outras pessoas (uma aparente desvantagem), mas pedalando pode-se chegar longe sem depender de combustíveis fósseis.
Afinal nada pior do que perder tempo em quilométricas filas em postos de gasolina, ou pior em gigantescos congestionamentos. Para ir, sair, ou fugir o melhor é pedalar.
Para o caso de nunca chegarmos a uma pandemia, vale comprar uma bicicleta do mesmo jeito. Afinal um veículo recomendável em tempos de crise é comprovadamente eficiente para viver na calmaria.
(via Twitter – @realcycling)
O Papel dos Ônibus
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Apesar da eficiência em transportar grandes volumes de passageiros, os trens costumam ser responsáveis por menos viagens do que os ônibus. Seja em Londres ou em São Paulo. A dinâmica da cidade e o planejamento urbano das últimas décadas acabaram por favorecer o transporte sobre pneus.
No entanto o mesmo asfalto por onde passam os ônibus, fica congestionado com um volume crescente de veículos motorizados particulares. A perda para a cidade é evidente, já que um transporte público lento e superlotado acaba levando mais pessoas a optar pelo transporte individual motorizado. Um círculo vicioso que pode e deve ser quebrado.
Uma solução encampada por Curitiba nos anos 1970 e que ganhou o mundo já está no papel na cidade de São Paulo. Tendo sido posto em prática em algumas partes da capital. São os chamados corredores exclusivos de ônibus, ou Bus Rapid Transit (BRT) como ficaram famosos ao redor do mundo os ônibus em canaletas exclusivas de Curitiba.
Priorizar o transporte público para grandes distâncias e integra-lo as bicicletas é sem sombra de dúvidas o melhor caminho para a construção da sustentabilidade urbana. Planejamento Cicloviário é a solução para inserir a bicicleta nas cidades e os corredores de ônibus são a melhor maneira de racionalizar o transporte motorizado sobre pneus. Tudo sempre na lógica de custos menores e resultados maiores, onde a meta maior é a qualidade de vida da população.
Saiba Mais:
– O corredor de Ônibus na Berrini (ecologiaurbana)
– Ônibus mais rápido que automóvel (Jornal Destak)
Encruzilhada Urbana
Posted onAuthorJoão Lacerda1 Comment

Foto André Pasqualini.
Um acostamento a beira da Marginal Pinheiros acabou gerando grande repercussão e um debate dentro da esfera municipal e entre os cicloativistas. A discussão foi além da transformação de uma faixa de acostamento da via expressa em faixa de rolamento.
Vias expressas são locais inadequados para o compartilhamento entre ciclistas e o restante do tráfego, mas para os “apocalípticos” o acostamento acabava sendo o único caminho. E como tem sido notório, o número de ciclistas que pedalam “apesar de qualquer condição desfavorável” tem aumentado constamente em São Paulo.
A evidência da presença crescente das bicicletas nas ruas e a notória imobilidade urbana que acomete São Paulo aos poucos colocam a cidade diante de uma escolha que remete a mesma encruzilhada macroeconomica mundial. Qual o tipo de desenvolvimento que podemos e queremos ter?
Economicamente o automóvel a a indústria automobilística tiveram um importante papel para a geração de riqueza para o Brasil e principalmente para a região metropolitana de São Paulo. Hoje o mesmo dinheiro que fez e faz girar a economia na cidade é responsável pelos congestionamentos que imobilizam a população, independente do meio de transporte escolhido.
Bogotá nos provou que mais do que dinheiro, o desenvolvimento urbano precisa de vontade política para traçar seus rumos. São Paulo e seus administradores precisam decidir se seguem rumo a promoção da qualidade de vida e da mobilidade sustentável ou se irá continuar a ser privilegiada a “Velha Mobilidade” e os efeitos negativos que conhecemos.
Saiba Mais:
Carta Aberta aos Secretários de Transporte e Meio Ambiente da cidade de São Paulo.
Le Bikeour
Posted onAuthorJoão Lacerda1 Comment
Seria o Biketrial a versão ciclística do Le Parkour? O nome do artista é Danny MacAskill.
Utilizar o mobiliário urbano, gradis, bancos escadarias, cancelas. Voar por cima de tudo pedalar em lugares inimagináveis. Não é um uso comum a bicicleta, requer muita prática e habilidade, mas a plasticidade das imagens é acessível a todos.
Pedalar como meio de transporte é uma atividade bem mais acessível, mas o vídeo apenas comprova que não é também o único uso para as magrelas.
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Via @lucianocoelho, visto no blog Update or Die.
Bicicletas no Coração de Brasília
Posted onAuthorDenir3 Comments
Brasília, com suas superquadras, escolas classes, calçadas largas e comércios locais, é uma cidade planejada para pedestres.
Apesar disto, a idéia inicial de Lúcio Costa foi e vem sendo corrompida por políticas públicas equivocadas, centradas no automóvel. Hoje, o que era uma utopia no papel, virou um caos. Contudo, a cada dia mais e mais pessoas descobrem que o caminho tem volta, e que há outras opções.
O Conjunto Nacional é o shopping mais antigo da cidade, até tornou-se referência. Está localizado ao lado da Rodoviária, bem no centro de Brasília, onde o Eixo Monumental cruza com o Eixo Rodoviário. Não é à toa que usa como slogan “o shopping do coração de Brasília”.
Há muitos anos o Conjunto Nacional tinha um bicicletário. Era só uma barra na parede. Depois houve uma reforma na garagem e o bicicletário sumiu. Reapareceu como um cantinho e uns ganchos para pendurar, onde mal cabiam duas bicicletas. Alguns meses atrás até este cantinho sumiu. E o coração de Brasília se fechou para bicicletas.
Agora, o Conjunto Nacional dá um presente para os ciclistas de Brasília. Construíram um bicicletário ótimo, gratuito, com bons suportes para prender a bicicleta. Fica na área do estacionamento para motos, próximo da saída.

O patinho feio virou um cisne! Atualmente é o melhor bicicletário do DF, falta apenas sinalização adequada.

Agora são três shoppings em Brasília que possuem bicicletários: além do Conjunto, o Pier (os suportes são inadequados) e o Brasília (para usar o bicicletário paga-se a mesma taxa de estacionamento para carros). De outro lado, shoppings bem mais novos que o CNB não oferecem bicicletários e alguns chegam a expulsar os ciclistas da sua área.
Antiguidade, neste caso, é sinônimo de sabedoria. Oferecer estacionamentos adequados para bicicletas é uma das formas mais eficientes para incentivar o uso deste transporte que colabora com o planeta, desafoga as cidades, tonifica os músculos e fortalece o coração. Agora o coração de Brasília bate mais forte com bicicletas.
