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Dê Uma Chance à Bicicleta
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“Give peace a chance” foi a primeira canção solo de John Lennon, ainda quando os Beatles tocavam juntos. A música marcou a entrada de Lennon no ativismo e foi usada como hino do movimento contra a Guerra do Vietnam, em 1969. Ao lado de Happy Xmas tornou-se um dos maiores sucessos da dupla Lennon&Yoko e continua tão atual e necessária quanto naquela época.
Se o trânsito nas cidades tornou-se uma “guerra” todo dia, tudo o que a gente diz nesta releitura da canção é: dê uma chance para as bicicletas.
Ev’rybody’s talking about
Traffic jam, pollution, road rage, climate change, global warming
This-ism, that-ism
Isn’t it the most
All we are saying is give bicycle a chance
All we are saying is give bicycle a chance
Ev’rybody’s talking about
Lung cancer, obesity, car crash, children killed, women crying,
run over, man injured, quadriplegic, tetraplegic, paraplegic,
And bye bye, bye byes.
All we are saying is give bicycle a chance
All we are saying is give bicycle a chance
Let me tell you now
Ev’rybody’s talking about
motorway, highway, SUV, green cars, biofuel, pavement parking
crisis, industry, IPI, buy cars and save the nation!
All we are saying is give bicycle a chance
All we are saying is give bicycle a chance
Ouça a canção original aqui..
A Importância dos Apocalípticos
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Os dados completos da pesquisa de Origem e Destino em São Paulo (Especial no Estadão) foram divulgados na semana passada. Através dele, ficou comprovado o enorme crescimento da bicicleta como meio de transporte principal de milhares de paulistanos irem e voltarem do trabalho.
Os motivos para o uso da bicicleta são os mais diversos, mas cada ciclista que ganha as ruas evidencia o quanto a cidade precisa pensar e planejar uma nova mobilidade.
O trânsito e o simples “ir e vir” na maior cidade brasileira se tornaram dramas cotidianos que atingem a todas as camadas da população. E nas palavras de Enrique Peñalosa, a mobilidade é um problema que não se resolve com mais dinheiro. Quanto mais rica é uma sociedade melhor tende a ser seu sistema de saúde, mas o mesmo não se aplica a mobilidade de sua população. Investimentos milionários em infraestrutura viária acabam não sendo a melhor solução.
A melhoria da qualidade de vida e da mobilidade dos cidadãos é do interesse de todos mas em São Paulo tem ganho força cada dia mais a união de ciclistas que utilizam as magrelas para ir e vir por toda a cidade. Apesar das deficiências estruturais, das dificuldades enfrentadas pedalar tem feito parte de cada dia mais paulistanos. Eles e elas são os “apocalípticos”, aqueles que já contabilizaram os ganhos que a bicicleta traz para suas vidas e ganharam as ruas em cima do selim.
Todo grupo minoritário deseja ser ouvido e respeitado. Por hora os ciclistas paulistanos ainda são poucos, mas uma ruidosa minoria que ao pedalar no dia a dia reforça que a cidade é possível. Eles e elas mostram que agir em prol da bicicleta é agir olhando para um grupo que hoje é pequeno, mas cujo crescimento leva a um horizonte de melhoria na qualidade das cidades.
Um grande cidade com mais ciclistas é automaticamente uma cidade melhor para todos. Pedalar é arejar o ambiente urbano. É pensar a cidade pela sua maior riqueza, o contato com outros seres humanos. É valorizar o contato das pessoas com os espaços construídos sejam parques, praças, belos prédios ou o horizonte.

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Aproveite o Dia
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Entramos em novo mês. Como diz o provérbio latino, tempus fugit. Os dias passam, os dias voam. Muita coisa já foi feita, muito há o que fazer.
Fazendo uma releitura de outro ditado latino, ars longa vita brevis, a vida é breve, mas as bicicletas vieram para ficar.
E para acompanhar a mudança dos dias com bicicletas, instale na tela do seu computador o wallpaper de abril, da série Benefícios da bicicleta o ano todo.
Veja aqui.
Pedala, Coelhinho!
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Decoração de Páscoa dos Supermercados Zona Sul, no Rio.

Além de lembrar a data, os coelhinhos retratam o dia-a-dia da cidade, que já incorporou a bicicleta como meio de transporte – para carregar as crianças, a prancha de surfe, as compras.

Na verdade, só mesmo indo de bicicleta o Coelhinho da Páscoa consegue entregar todos os ovos de chocolate. Tudo na maior tranquilidade, sem engarrafamentos.
Boa Páscoa a todos!
Buenos Aires, Europa Sulamericana
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Buenos Aires apresenta características marcadamente européias. Uma mistura de Barcelona, Madri e Paris. Os prédios, as amplas avenidas, os parques. Até mesmo os portenhos são fisicamente mais europeus do que a população brasileira.
O perfil histórico é complexo mas estão lá os traços europeus no urbanismo, na fisionomia das pessoas e em suas roupas. Mas nada disso é “puro” ou simples mimetismo. Só a presença de imigrantes italianos e espanhóis em um mesmo território já traria características únicas. Mas a mistura com os nativos e entre os imigrantes aconteceu. Ainda que tenha sido bastante diferente da que ocorreu no Brasil.
Talvez o caracter tão europeu da população seja o motivo da melancolia Argentina, dos tangos, da rebuscada arquitetura. A necessidade de aproveitar o sol nos parques no outono também é comum na Europa. E aí está a interseção entre o urbanismo portenho e o caráter majoritariamente europeu dos seus habitantes.
Buenos Aires é uma cidade que tem espaços públicos de grande valor. Um cidade que se desenvolveu ao longo dos anos e hoje é o centro da segunda maior região metropolitana da América do Sul. Mas ao mesmo tempo soube preservar espaços de qualidade para as pessoas.
Não são só os parques que impressionam, mas as amplas avenidas e o traçado das tranquilas e arborizadas ruas secundárias. A cidade durante anos foi capaz de preservar um caráter fundamental de uma grande metrópole, ser um local agradável de estar e de circular.
O Brasil, maior pais do continente, tem duas cidades de nível mundial. No entanto em diversos aspectos tanto São Paulo, quanto o Rio de Janeiro tem muito a aprender com Buenos Aires. A construção das “cidades globais sulamericanas” é certamente fundamental para fortalecer aos países e também ao Mercosul.
Toda e qualquer cidade de projeção mundial precisa ser um ambiente que possibilite a realização de negócios, mas precisam acima de tudo serem lugares em que se possa circular e que seja agradável viver, trabalhar, ou visitar.