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Pedala, Coelhinho!
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Decoração de Páscoa dos Supermercados Zona Sul, no Rio.

Além de lembrar a data, os coelhinhos retratam o dia-a-dia da cidade, que já incorporou a bicicleta como meio de transporte – para carregar as crianças, a prancha de surfe, as compras.

Na verdade, só mesmo indo de bicicleta o Coelhinho da Páscoa consegue entregar todos os ovos de chocolate. Tudo na maior tranquilidade, sem engarrafamentos.
Boa Páscoa a todos!
Buenos Aires, Europa Sulamericana
Posted onAuthorJoão Lacerda2 Comments
Buenos Aires apresenta características marcadamente européias. Uma mistura de Barcelona, Madri e Paris. Os prédios, as amplas avenidas, os parques. Até mesmo os portenhos são fisicamente mais europeus do que a população brasileira.
O perfil histórico é complexo mas estão lá os traços europeus no urbanismo, na fisionomia das pessoas e em suas roupas. Mas nada disso é “puro” ou simples mimetismo. Só a presença de imigrantes italianos e espanhóis em um mesmo território já traria características únicas. Mas a mistura com os nativos e entre os imigrantes aconteceu. Ainda que tenha sido bastante diferente da que ocorreu no Brasil.
Talvez o caracter tão europeu da população seja o motivo da melancolia Argentina, dos tangos, da rebuscada arquitetura. A necessidade de aproveitar o sol nos parques no outono também é comum na Europa. E aí está a interseção entre o urbanismo portenho e o caráter majoritariamente europeu dos seus habitantes.
Buenos Aires é uma cidade que tem espaços públicos de grande valor. Um cidade que se desenvolveu ao longo dos anos e hoje é o centro da segunda maior região metropolitana da América do Sul. Mas ao mesmo tempo soube preservar espaços de qualidade para as pessoas.
Não são só os parques que impressionam, mas as amplas avenidas e o traçado das tranquilas e arborizadas ruas secundárias. A cidade durante anos foi capaz de preservar um caráter fundamental de uma grande metrópole, ser um local agradável de estar e de circular.
O Brasil, maior pais do continente, tem duas cidades de nível mundial. No entanto em diversos aspectos tanto São Paulo, quanto o Rio de Janeiro tem muito a aprender com Buenos Aires. A construção das “cidades globais sulamericanas” é certamente fundamental para fortalecer aos países e também ao Mercosul.
Toda e qualquer cidade de projeção mundial precisa ser um ambiente que possibilite a realização de negócios, mas precisam acima de tudo serem lugares em que se possa circular e que seja agradável viver, trabalhar, ou visitar.
Como Fazer Bicicletários
Posted onAuthorDenir5 Comments
Um bom local para estacionar é condição fundamental para incentivar e valorizar o uso das bicicletas como meio de transporte diário.
Bicicletários bem construídos, contudo, precisam seguir certos padrões mínimos. Os manuais para estacionamento de bicicletas, da APBP-USA e Sustrans-UK, traduzidos pela TA, trazem recomendações que devem ser seguidas. O suporte precisa apoiar a bicicleta em dois pontos, permitindo também prender as rodas e o quadro. O bicicletário deve estar próximo da entrada do edifício, em lugar sinalizado, se possível coberto e bem iluminado.
A TA lança agora Bicicletários: diagramas para construção e instalação. Este manual é um conjunto de desenhos técnicos indicados como guia para o momento decisivo de escolher o melhor modelo e instalar o bicicletário da melhor maneira.
O guia, disponível em PDF, pode ser usado livremente, encaminhado para empresas, órgãos públicos e prefeituras. Solicitamos apenas que citem a fonte. O arquivo em versão vetorial, para edição de plantas-baixas, entre em contato.
Bicicletas Portenhas
Posted onAuthorJoão LacerdaLeave a comment
Buenos Aires é uma cidade planejada, com amplas avenidas e ruas transversais arborizadas. Sofisticada e cheia de personalidade a capital Argentina está também repleta de bicicletas. Trancadas em postes, circulando pelas ruas tranquilas e nas grandes avenidas. Nas pistas preferenciais para bicicletas ou dentro dos parques.
Assim como no Brasil, aparentemente as magrelas ainda são novidade para os portenhos e precisam ser incluídas no planejamento urbano da cidade. Fazem falta principalmente os bicicletários. E como os ciclistas não são bobos, as trancas sólidas em U são maioria absoluta.
Confira mais mensagens curtas e links sobre Buenos Aires no twitter da Transporte Ativo.
Um túnel e muitas bicicletas
Posted onAuthorEdu5 Comments

O mapa indica o ponto exato da contagem de bicicletas no Túnel Velho
No dia 11 de março a Transporte Ativo realizou uma contagem fotográfica de bicicletas numa das principais vias de ligação entre Botafogo e Copacabana, dois dos mais populosos bairros do Rio de Janeiro. Mesmo sendo um túnel mal iluminado e sem faixa para bicicletas o movimento destes veículos é intenso durante todo o dia.
Entre 7 e 18 horas 711 ciclistas cruzaram o túnel nos dois sentidos, pela rua ou pela calçada, na mão e na contra-mão, com os mais diversos tipos de bicicletas e com diferentes objetivos.
Em 2004 a prefeitura divulgou dados sobre o trânsito de bicicletas através do PDTU (plano Diretor de Transporte Urbano). Neste documento copacabana tem só 1588 viagens de bicicleta no sentido casa – trabalho – casa. A contagem de outros meios de transporte como carros, metrô e ônibus não tem esta distinção. Curiosamente a contagem do Túnel Velho e a do Corte do Cantagalo realizada no ano passado, somam 1490 viagens de bicicleta um sólido indicativo de que há muito mais bicicletas nas ruas do que indicam os documentos oficiais.
Os dados podem ajudar as autoridades na elaboração das futuras políticas públicas em relação ao trânsito de bicicletas e mostram a todos que a bicicleta já é um meio de transporte significativo no Rio de Janeiro, mesmo que haja um túnel no meio do caminho.
Veja o Relatório completo da contagem no Túnel Velho.
Veja o álbum de fotos completo.
Assista um vídeo da travessia do túnel.
