Receita para SAMBA

SaMBA

As bicicletas públicas cariocas fazem parte de uma grande receita para oferecer mais opções e variedade para quem precisa ir e vir na Cidade Maravilhosa.

Para pedalar são necessários os seguintes ingredientes:

– Um computador com acesso a internet
– Um cartão de crédito
– Um telefone celular

Para sair pedalando o usuário deve se cadastrar no portal mobilicidade.com.br e escolher um passe diário, semanal, semestral ou anual.

Após o pagamento utilizando o cartão de crédito o novo ciclista deverá seguir para a estação mais próxima. Ao chegar lá, basta ligar para a central telefônica do sistema. Quem ligar do telefone cadastrado é automaticamente reconhecido pelo sistema. Para quem ligar de outro telefone, uma gravação irá pedir que o usuário digite alguns dados. Depois, basta informar o número da estação e a bicicleta escolhida. Esse passo requer atenção. É sempre bom conferir se está tudo em perfeito estado na magrela. A pressão dos pneus e os freios são os detalhes fundamentais.

Cada preparo com o telefone celular rende uma porção sem custo adicional de 30 minutos para pedalar. Os minutos seguintes são tarifados. Para devolver a bicicleta após o uso, basta seguir até uma estação e prender a magrela. Uma luz verde irá acender. Quinze minutos depois o usuário já pode pegar qualquer outra bicicleta.

Rendimento: Preparar a sua própria bicicleta de aluguel irá render porções generosas de satisfação ao usuário. Tudo sem custo com manutenção e a disponibilidade de bicicletas de qualidade para pedalar sem se preocupar com estacionamento.

Efeitos Colaterais: As bicicletas públicas funcionam com o um enorme incentivador para mais e mais pedaladas nas cidades. E são imbatíveis para distâncias curtas dentro dos bairros e integradas ao transporte público possibilitam ainda mais mobilidade para a população.

Compartilhar a Rua

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Claro que ciclovias são bem vindas, mas sempre inseridas dentro do “Planejamento Cicloviário”. Esse conceito ainda é novo no Brasil, mas é o que possibilita que grandes cidades européias sejam amigáveis a bicicleta. Seja na Dinamarca, na França, na Alemanha, na Inglaterra, na Holanda, etc…

Por exemplo, Munique na Alemanha tem aproximadamente 1.200 km de pistas para bicicletas, dentre essas estão as ciclovias. Mas existem ciclofaixas, ruas de trânsito compartilhado, etc. O mais importante é que lá as magrelas são uma alternativa séria de transporte, uma maneira de ir de casa para qualquer lugar. Essa medida contribui para que o trânsito seja melhor, assim como o trânsito também tem melhorado em Londres ou Paris por exemplo. A mobilidade tem sido pensada em função da fluidez das pessoas e não dos veículos motorizados. Com isso acaba sobrando mais espaço nas ruas e avenidas, diminuindo assim os engarrafamentos.

A fluidez do tráfego nas cidades brasileiras só vai melhorar quando houverem alternativas de deslocamento. Uma delas é a bicicleta e para que mais pessoas utilizem a bicicleta mais vezes é necessário encarar as reais necessidades dos ciclistas que já pedalam em nossas ruas. E na maioria das vezes o que o ciclista mais precisa é de respeito pelas leis de trânsito brasileiras. Leis que preveem que nas ruas o maior deve zelar pelo menor e todos pela segurança dos pedestres.

Quando cada motorista olhar para um ciclista como uma aliado, maior será a segurança no trânsito e mais pessoas terão a excelente idéia de pedalar sempre que possível. A realidade hoje ainda é difícil, mas não podemos depositar nossas esperanças apenas na infraestrutura de pistas segregadas para bicicletas (as ciclovias). Temos de pensar em como tornar nossas ruas mais amistosas para as pessoas.

Paris está repensando suas ruas e está em um caminho a ser seguido.

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Mais:
– Carta ao blog do Jamildo.
– Prioridade Absoluta para Bicicletas
– Dilema das Ciclovias

Quem Pedala Vive Mais

Pesquisadores britânicos publicaram no jornal BioMed Central Endocrine Disorders mais uma pesquisa confirmando a importância dos exercícios no combate à diabetes. O melhor da notícia é que a pesquisa se concentrou no uso da bicicleta.
O assunto foi tema de notícia n’O Globo:

O diabete tipo 2, que afeta cerca de 246 milhões de adultos em todo o mundo e é responsável por 6 por cento de todas as mortes, é uma condição na qual o corpo perde aos poucos a capacidade de usar a insulina de forma apropriada para converter alimentos em energia. Dieta muito estrita e exercícios vigorosos, regulares e constantes podem reverter o diabete tipo 2, mas isso pode ser difícil para muitas pessoas. A condição é fortemente associada à inatividade. (…) “A idéia básica é se você faz contrações musculares tensas enquanto corre ou anda de bicicleta você melhora a capacidade da insulina de remover a glicose da corrente sanguinea”, disse Timmons [James Timmons, da Heriot-Watt University, em Edimburgo, que chefiou o estudo].
Timmons e sua equipe mostraram que apenas sete minutos de exercício por semana ajudaram um grupo de 16 homens na faixa dos 20 e poucos anos a controlar a sua insulina.
Os voluntários, que a não ser pelo fato de estarem um pouco fora de forma eram saudáveis, pedalaram uma bicicleta ergométrica quatro vezes por dia em séries de 30 segundos duas vezes por semana.

Os resultados apontam uma maneira para pessoas que não têm tempo de se exercitar durante algumas horas por semana, como o recomendado, melhorarem a sua saúde, acrescentou ele.

Mas acreditamos que é preciso maiores mudanças de hábito e mais força de vontade para usar uma ergométrica do que a bicicleta comum. Você pode encontrar tempo em sua agenda diária indo de bicicleta para o trabalho, por exemplo, ou substituindo pequenos trechos feitos de carro por uma boa pedalada. Se o trabalho é muito longe, numa primeira etapa de mudança de hábitos, vá de carro até certa altura e depois siga de bicicleta.

Os benefícios para sua saúde começarão a surgir em poucos dias.

Carta Aberta aos Correios

Os Correios são uma instituição muito importante para o Brasil. É a única empresa presente em todos os municípios. A ECT também se destaca pelo fato dos carteiros usarem meios não-motorizados para cumprirem sua importante missão social. A pé ou de bicicleta, eles completam a capilaridade dos Correios, atingindo não apenas todos os municípios, mas todas as casas do Brasil.

Por causa desta capilaridade, a ECT tem em mãos uma grande oportunidade de confirmar sua responsabilidade social e demonstrar suas preocupações sócio-ambientais. Mais do que dar o exemplo com carteiros ciclistas, a ECT pode incentivar o uso de meios não-motorizados de transporte, ao adotar as seguintes providências:

– instalar bicicletários nas agências dos Correios. Bons e adequados estacionamentos para bicicletas serão usados pelos próprios carteiros, mas são importantes e úteis também para os clientes dos Correios que usam a bicicleta como meio de transporte. Hoje, as agências dos Correios são um centro de encontro social, aonde as pessoas vão colocar cartas, receber encomendas, pagar contas. O acesso a elas deve ser facilitado e atraente para todos. Um modelo adequado de bicicletário pode ser visto neste folheto informativo.

– fazer dos carteiros agentes multiplicadores de segurança no trânsito, onde a prudência e o respeito são fatores críticos. Andar na contramão dos carros é tão perigoso quanto não usar capacetes. Pedalar sobre calçadas coloca o ciclista em conflito com pedestres e também pode ser causa de acidentes graves, no momento em que o ciclista, por exemplo, desce da calçada para atravessar uma rua. A ECT, em seus produtos e serviços, pode ela mesma agir rumo a uma educação para um trânsito seguro – abordando o assunto numa série de selos, por exemplo.

– promover campanha interna para incentivar o uso da bicicleta pelos funcionários dos Correios. Colocamos à disposição a série de cartazes sobre incentivos ao uso da bicicleta como transporte para o trabalho, traduzidos de original inglês, e o guia De bicicleta para o trabalho.

Além dos benefícios ótimos para a saúde das pessoas, ao incentivar o uso da bicicleta com campanhas e facilidades, a ECT contribuirá positivamente no combate à poluição e ao caos urbano.

A Transporte Ativo coloca-se à disposição para iniciarmos uma parceria neste sentido. Por favor, visite nossa página www.ta.org.br, com ampla diversidade de material informativo/educativo. Temos disponibilidade também para apresentar palestras sobre as vantagens e benefícios do uso da bicicleta nas cidades.

Sobre a Necessidade do Verde

A Organização Mundial da Saúde estabelece que cada cidade deve ter ao menos 12 metros quadrados de área verde por habitante. Os números são frios e não explicam porque cada cidadão deve ter um mínimo de verde para chamar de seu.

Por mais que muitas pessoas sejam reticentes em admitir, somos apenas mais uma forma de vida que habita esse planeta. Moramos em cidades há muito pouco tempo, por volta de 5 mil anos. Enquanto demoramos centenas de milhares de anos para evoluirmos em meio a natureza. Dentro dessa lógica portanto, a cidade não é nosso habitat. Trata-se apenas de uma maneira conveniente de vivermos, face ao número enorme de seres humanos no mundo.

Cidades são de certa forma nosso zoológico. Dependem de alimento vindo de fora e apresentam uma densidade populacional sem precedentes e impossível de ser repetida na natureza. Sendo um zoo, temos de mimetizar alguns aspectos do mundo natural que não encontramos normalmente.

Parques e áreas verdes são agradáveis por um motivo bem simples, nos levam as nossas reais origens. Áreas verdes tem um valor por si só, mas tem também o valor utilitário de trazer prazer aos moradores de uma cidade. Um prazer ancestral que remete ao que realmente somos.

Qualidade de vida não é um dado objetivo, medido com uma régua, no entanto, pode-se trabalhar para sua melhoria. Pacientes efermos recebem alta mais rápido em hospitais com vista para o verde. Esse dado deveria ser levado em conta também no planejamento urbano. Uma população mais saudável objetiva e subjetivamente precisa ter contato com a natureza, seja em parques urbanos ou florestais. Afinal, áreas verdes nos fazem mais felizes e ao mesmo tempo garantem nossa saúde. Parques são “externalidades positivas“, um bem de valor inestimável.

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Paulistanos carentes de áreas verdes – O Eco