Pela Estrada Afora…

Seria a Chapeuzinho Vermelho de Bicicleta?

A Banda é Bat For Lashes e a música é “What´s a Girl To Do”. Qualquer comentário além disso pode comprometer a emoção para os ciclistas de assistir a esse belíssimo videoclipe. Aos mais curiosos que dominam o inglês, segue a letra da música.

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    Prêmio de Incentivo

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    O IPB – Instituto Pedala Brasil está lançando este ano a primeira edição do Prêmio Pedala Brasil de Melhores Iniciativas em Prol da Mobilidade por Bicicleta.

    Poderão concorrer: técnicos municipais, profissionais de trânsito e mobilidade urbana, arquitetos, consultores e especialistas no setor que tenham projetos, obras ou sistemas cicloviários implantados, ou trabalhos de educação e comunicação.

    A cerimônia de premiação ocorrerá no dia 18 de outubro de 2007, durante o Salão das Duas Rodas, no Expo Center Norte, em São Paulo.

    Os documentos para inscrição ou indicação de indicado estão disponíveis no site da Transporte Ativo.

    Projeto e Regulamento
    Formulário I – Indicação
    Formulário II – Relatório de Inscrição

    Todos aqueles que tenham bons trabalhos para concorrer ou queiram indicar alguém, podem também entrar em contato diretamente com o IPB pelo www.pedalabrasil.com

    Bicicletas e Aviões

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    “Ciclistas não voam Gol”¹

    Foto Zé Lobo

    Dizem que só se conhece um local quando se vai pessoalmente e viajar é a maneira que o ser humano usa pra descobrir lugares. Aventurar-se por outro mundo e conhecer outras pessoas não só aumenta a cultura, como ajuda a refletir sobre a vida de uma maneira que a rotina impede.

    Usar a bicicleta para viajar é uma maneira especial de conhecer um lugar, as pessoas e a cultura local. É mais uma situação em que este fascinante veículo tem sua imagem colocada à prova. É possível colecionar histórias de apreço e desprezo, respeito e desrespeito, amor e ódio.

    Não há como negar que uma bicicleta no saguão de um aeroporto é uma bagagem inusitada. Mais ainda quando já está acomodada numa mala apropriada. Olhares curiosos e cochichos especulativos sobre o conteúdo da mala são notados com frequência.

    Um primeiro incômodo: ao despachar o mala-bike com a magrela a Polícia Federal pode pedir para abrir a bolsa, pois o trambolho não passa no raio X de bagagens. Tudo bem, é mais uma oportunidade de mostrar a versatilidade da bicicleta e bater um papo sobre o uso dela em qualquer situação.

    No desembarque carregadores e seguranças vão ficar mais curiosos com a sua bicicleta que com aquele violoncelo que passa na esteira. Mas a mesma simpatia não será revelada pela administração do aeroporto que vai preferir que você e seu veículo sumam o quanto antes.

    O mesmo tratamento é esperado dos taxistas. Afinal, será um passageiro a menos caso o ciclista decida usufruir de seu veículo logo na saída do terminal.

    Para os familiares e amigos, chegar de bicicleta certamente não será algo usual e a iniciativa será motivo de debate e assunto recorrente durante alguns dias.

    Mesmo com seus altos e baixos e as reações dúbias, foi um enorme prazer pedalar de casa para o aeroporto e do aeroporto para casa. Mais um ponto pra bicicleta, veículo capaz de transformar-se em bagagem e meio de transporte. Cidade de origem e cidade destino tornam-se assim a extensão uma da outra.

  • Mais:
  • ¹A Gol Transportes Aéreos é a opção menos indicada para os ciclistas. Consideram as magrelas “bagagem especial” e cobram R$ 100,00 independente do peso. Confira as normas de transporte da Gol.

    A importância dos bicicletários

    “Eu iria de bicicleta para o trabalho se lá encontrasse um local seguro para estacioná-la”.

    A frase acima pode ser vista na capa do Guia para Bicicletários da Association of Pedestrian and Bicycle Professionalsapbp e sintetiza um dos principais problemas enfrentados por quem usa a bicicleta como meio de transporte.

    Fala-se em ciclovias, ou a falta que elas fazem e os bicicletários vão para segundo plano. Seria como se os motoristas tivessem vias largas e seguras, mas não encontrassem lugar para estacionar seus automóveis. Certamente não haveria tantos carros nas ruas.

    Uma curiosidade, no Japão por exemplo, para adquirir um carro é obrigatório apresentar um certificado de estacionamento com o qual comprova-se a existência de vaga própria para o automóvel na residência e no local de trabalho.

    [photopress:bici_caida.jpg,resized,centered]Foto do autor

    A falta de um local seguro para estacionar impede muitas pessoas de usarem suas bicicletas como meio de transporte básico. (Guia da apbp)

    Além da falta de bicicletários nas cidades, também são raros os textos técnicos sobre eles. Pensando nisto, a Transporte Ativo obteve autorização e acaba de traduzir para o português o guia da apbp. Com diretrizes para escolha e instalação do melhor bicicletário, o original em inglês [PDF] e a versão em português [PDF] estão disponíveis em nossa página. Ambos podem ser usados livremente, citando-se as fontes.

    Nossa biblioteca sobre bicicletários conta também com a versão traduzida do folheto informativo FF37 da Sustrans. Além disso, nesta semana, foram acrescentados dois novos textos técnicos, em inglês, produzidos pela Prefeitura de Londres. Um dos documentos foi trazido pelo ciclista brasileiro e presidente da TA que esteve na Europa junto com a delegação brasileira que participou do VeloCity 2007 em Munique. Confira!

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    Foto Zé Lobo

    Deixar uma bicicleta sem vigilância, mesmo por curtos períodos, pode facilmente resultar em danos ou roubo. Encontrar um bicicletário que não seja adequado ou que não esteja convenientemente localizado pode provocar uma experiência frustrante. (Guia da apbp)

    A Transporte Ativo, ao fazer estas traduções ou coletando textos técnicos atualizados, busca reafirmar que a existência de bicicletários seguros e bem localizados é essencial para incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte.

    • Mais:

    > Estacionamento para bicicletas – Sustrans [PDF]
    > Workplace Cycle Parking Guide, Transport for London – TFL [PDF]
    > O dilema das ciclovias

    Patrulha Ciclística

    A bicicleta é famosa pelos benefícios à saúde das cidades e de seus habitantes, mas ela também é capaz de ser um veículo para emergências. Bombeiros, policiais, guardas de trânsito ou o patrulhamento comunitário.

    Os custos são muito menores além de outras vantagens. Um agente do Estado que esteja numa bicicleta está necessariamente mais disponível para o contato direto com a população civil. Certamente um excelente maneira de aumentar a tão desejada “sensação de segurança” nas cidades é a presença discreta e cotidiana de policiamento.

    Um excelente texto da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores da Bicicleta (FPCUB) ilustra:
    A importância do patrulhamento em bicicleta.”

    A bicicleta permite uma maior proximidade física e até emocional entre agentes e cidadãos. Estando visíveis mais vezes estão efectivamente mais perto, mas também mais disponíveis para qualquer necessidade, criando maior sensação de segurança entre os cidadãos. Esta sensação real de segurança trará por si só outras vantagens: cidadãos mais descansados para prosseguírem as suas tarefas quotidianas e impacto na exclusão das intenções de eventuais prevaricadores.

    Um benefício indireto portanto do patrulhamento ciclístico é encorajar que mais pessoas saiam as ruas, a pé ou de bicicleta, condição necessária para a efetiva segurança de uma área. Afinal, locais desertos são justamente os mais propícios para a ação de criminosos e “prevaricadores” em geral, como definem os portugueses.

    • Mais:

    > International Police Mountain Bike Association

    Quadriciclo a Pedal - Bombeiros
    Foto wiccked
    “Caminhão” dos bombeiros movido a pedal. Veículo do início do século XX.