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A Bicicleta no Brasil – O Livro
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Uma compilação de dados, informações e curiosidades acerca dos usos e da cultura da bicicleta em 10 capitais brasileiras. Esse é o livro “A Bicicleta no Brasil”, que será lançado simultaneamente em 8 cidades no dia 07 de maio de 2015.
Parceria entre a associação Aliança Bike, a rede Bicicleta para Todos, a rede Bike Anjo e a UCB – União dos Ciclistas do Brasil com o apoio do Itaú. “O livro é o início de uma série importante de publicações que romperão com muitos paradigmas e preconceitos sobre a mobilidade por bicicletas no Brasil”, declara Daniel Guth, líder da rede Bicicleta para Todos e diretor de participação da Ciclocidade.
Além dos organizadores, também participaram da elaboração do livro grupos, entidades e organizações de dez cidades diferentes. São elas: Ameciclo (Recife-PE), BH em Ciclo (Belo Horizonte-MG), Ciclocidade (São Paulo-SP), Cicloiguaçu (Curitiba-PR), Ciclourbano (Aracaju-SE), Ciclovida (Fortaleza-CE), Pedala Manaus (Manaus-AM), Rodas da Paz (Brasilia-DF), Transporte Ativo (Rio de Janeiro-RJ) e ViaCiclo (Florianópolis-SC).
Organizado por André Geraldo Soares, Daniel Guth, João Paulo Amaral e Marcelo Maciel, a publicação tem fotografias de Felipe Baenninger e diagramação, design e ilustrações de Giovana Pasquini. “O maior resultado deste livro é ver que o Brasil já é um país das bicicletas e que diversas cidades já estão se mobilizando para dar ainda mais espaço às magrelas”, afirma João Paulo Amaral, articulador da rede Bike Anjo.
No mesmo dia do lançamento, o livro também estará disponível em versão digital, nos sites das organizações participantes.
Lançamentos simultâneos confirmados do livro “A Bicicleta no Brasil”
Dia 07 de Maio (5ª feira)
- Recife: 18h30
Local: Reciclo Bikes do Impacto Hub – Rua do Bom Jesus, 180 (Bairro do Recife) - Rio de Janeiro: 18h30
Studio X – Praça Tiradentes, 48 (Centro) - Aracaju: 19h
Local: Sociedade Semear – Rua Leonardo Leite, 148 (São José) - Belo Horizonte: 19h
Local: Casa do Jornalista – Av. Álvares Cabral, 400 (Centro) - Brasília: 19h
Balaio Café – CLN 201 – Bloco B – Loja 19/31 - São Paulo – 19h
Local: Biblioteca Mario de Andrade – Rua da Consolação, 94 (Centro) - Curitiba: 19h30
Bicicletaria Cultural – Rua Presidente Faria, 226 - Manaus: 20h
Anfiteatro do Parque dos Bilhares – Av. Djalma Batista, s/n (Chapada)
Uma política cicloviária para o Rio de Janeiro
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ITDP, Transporte Ativo e Studio X têm acompanhado a elaboração do documento, e gostaríamos de convocá-los para participar ativamente do processo, construindo em conjunto um documento com diretrizes para a política cicloviária a serem consideradas na elaboração do Plano. O objetivo é consolidar um relatório e entregá-lo à Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e ao consórcio contratado para apoiar o processo de elaboração do PMUS.
Para discutir sobre a visão que gostaríamos que fosse adotada no planejamento cicloviário no Rio e coletar contribuições das principais organizações, movimentos, coletivos e indivíduos interessados em mobilidade por bicicleta da cidade, estamos organizando um encontro no dia 16 de maio (sábado). A proposta é realizar um workshop nos moldes do que foi o encontro “Que mobilidade queremos para a nossa cidade?”, no qual debatemos de forma abrangente a visão de mobilidade para o PMUS e consolidamos um relatório que foi entregue à Prefeitura e ao consórcio. Algumas temáticas serão pré-selecionadas para nortear a discussão, que se dará em grupos. Ao final teremos uma rodada geral de apresentações e discussões.
Bicicletas e ciclovias, da sala de aula para a rua
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O esforço para trazer mais bicicletas para as ruas das Laranjeiras e Cosme Velho começou na sala de aula, com estudantes que fizeram o planejamento cicloviário da região para um trabalho acadêmico da escola.
Alunos de 15 e 16 anos, do 1º e 2º ano do Ensino Médio do Liceu Franco-Brasileiro, resolveram ir além da insatisfação com o trânsito e buscar uma solução. No fim de 2010, o grupo Franco Droid, formado na turma de Robótica do colégio, criou um projeto de ciclovia para a região de Catete, Largo do Machado, Laranjeiras e Flamengo.
Além de apresentar o trabalho na Noruega, o resultado foi apresentado à prefeitura. Na sequência, a comunidade se mobilizou para aferir o fluxo de ciclistas e com apoio popular e um plano esboçado, era hora do poder público agir.
Aos poucos o resultado do que começou nos bancos escolares começa a aparecer.

Foto: Luzia De Aguiar London
Tal como o óleo da corrente da bicicleta, a sociedade civil contribuiu para que o movimento seguisse mais macio. Por hora são as ruas que serão retomadas para as pessoas, mas nada impede imaginar e planejar para que também os rios possam correr livres e limpos pelos espaços que lhes foram suprimidos.
O rio Carioca desce do maciço da Tijuca até a praia do Flamengo serpeteando pelo Cosme Velho e as Laranjeiras. As águas hoje poluídas que deram nome à população do Rio de Janeiro estão em grande parte submersas, mas a fluidez hidrográfica ainda pode se sentir nas curvas do asfalto que passam por cima da canalização.
Ainda falta um longo caminho para devolver à cidade a beleza de seu mais famoso curso d´água, mas ao menos o sinuoso aclive que liga o mar à montanha já começa a contar com uma malha cicloviária para permitir que flua mais gente pelas ruas.

Foto: Alceu Nobre Jr
Saiba mais:
– Proposta para criação de infraestrutura cicloviária no Cosme Velho e Laranjeiras
– Estudantes cariocas participam de competição de robótica na Dinamarca
– A contagem de bicicletas em Laranjeiras
– Rio vai ganhar ciclovia de 10,4 km entre Cosme Velho e Botafogo após pedido de estudantes
Vaga viva, do ativismo à política pública
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Parklet em sorveteria paulistana
A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou em 13 de abril de 2015 a criação da “Parada Carioca”. Trata-se basicamente de um programa que concede uma licença renovável de instalação para uma vaga viva permanente.
Instalar no espaço público de estacionamento nas vias um espaço de convivência é uma idéia que nasceu na Califórnia como intervenção artística, chegou no Brasil em 2006, se espalhou pelo país e agora ganha contornos definitivos. São Paulo já autorizou a criação de “parklets” (nome original em inglês), Fortaleza também tem iniciativa similar e agora é a vez dos cariocas de poderem requalificar o espaço público adjacente às calçadas.
História das vagas vivas
Era preciso acordar cedo, reservar um espaço, trazer móveis, grama artificial, armar um bicicletário. Era necessário também obter uma autorização junto à prefeitura e também fazer uma política de boa vizinhança junto ao guardador de carro responsável pela área. Tudo isso para apenas um dia em que no lugar de dois ou três carros estacionados haveria um pequeno espaço de convivência.
A comparação para quem frequentava a área era sempre marcante. Ao invés de um espaço intransponível com veículos grudados uns aos outros, sem espaço para atravessar a rua, havia a possibilidade de fluxo livre e pausa para descansar.

Crianças, bicicletas e cães
Desafios futuros para o uso do espaço público
Quando uma iniciativa artesanal, feita por pessoas apaixonadas por uma causa vira política pública surgem alguns desafios. A criatividade torna-se mais necessária para provocar reflexão e mudança de comportamento. Além disso, o espaço para o estacionamento em via pública ainda segue em disputa. Já é cada dia mais fácil visualizar uma cidade com mais locais para pessoas, o desafio passa a ser o de reconquistar de maneira permanente espaços urbanos adequados ao fluxo, descanso e interação humanos.
Duas novas disputas estão postas. Quem instala um vaga viva permanente (ou parklet, ou parada carioca) em frente ao seu estabelecimento comercial ganha um diferencial de atração e induz uma mudança na comunidade ao redor. O ativismo com isso deixa de ser necessário no aspecto imediato, mas torna-se ainda mais urgente para catalizar mudanças permanentes.
Um manual para ocupar o espaço público
Para as cidades que ainda não tem a regulamentação para vagas vivas permanentes, é possível consultar o manual de como fazer uma vaga viva (PDF), trabalho conjunto da Transporte Ativo com o blog Quintal. Trata-se de uma adaptação para o Brasil do original em inglês.
Sigamos em frente por mais pessoas, em mais e melhores espaços públicos, mais vezes.
Saiba mais:
– Vagas vivas cariocas para lembrar… 2007, 2008 e 2012
– Prefeitura do Rio cria programa Paradas Cariocas – site da prefeitura
– Espaços públicos como políticas públicas – Quintal
Prêmio Visionários à pé – Viena
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Cada jornada começa nos primeiros passos. E quem tiver as melhores idéias que promovam a mobilidade à pé nas cidades, tem até o dia 30 de abril para se inscrever no Walking Visionaries Awards (Prêmio Visionários à pé, em tradução bem livre).
Serão ao menos 30 iniciativas agraciadas com isenção de inscrição no maior encontro global de mobilidade à pé e cidades para pessoas, a conferencia Walk 21 que acontecerá em outubro de 2015 em Viena, Áustria.
As inscrições são aceitas exclusivamente através do formulário online (em inglês) e podem ser feitas nas seguintes categorias:
- Advocacy, Campaigning and Social Projects;
- Walking 2.0 and Future Mobility;
- Walking and the Arts;
- Fashion and Walking Gear;
- Planning and Design for Liveable Public Spaces.
Saiba mais:

