O Rio e as Bicicletas

rb1Independente dos esforços governamentais para promover o uso das bicicletas ou da falta deles, as bicicletas seguem cada dia mais presentes nas ruas do Rio.

rb4Ao mesmo tempo em que o sistema de bicicletas compartilhadas carioca, o Bike Rio, faz mais de meio milhão de viagens por mês, com picos de mais de 18 mil viagens dia e com a necessidade de criar bolsões de bicicletas para atender a demanda, estações seguem sendo instaladas e novas bicicletas injetadas no sistema.

rb3Sistemas de entrega por aplicativo, como Uber Eats e Rappi dentre outros, a cada dia tem mais entregadores circulando em bicicletas, inclusive as do Bike Rio!

rb2Nesta semana, a Petrobras voltou a instalar calibradores para pneus de bicicletas em relógios digitais pela cidade e o Metrô Rio lançou o cartão Giro, que funciona tanto para o Metrô, quanto para as bicicletas compartilhadas e ainda oferece descontos e benefícios. Confira no vídeo abaixo.

Sigamos pedalando que tem muita coisa boa, vindo por aí!

Mês da Mobilidade

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Setembro, o Mês da Mobilidade, passou. Foram muitas atividades por todo o país, em busca de um trânsito mais humano e seguro e de uma mobilidade mais justa e segura. Ao longo deste mês, em que participamos de diversos eventos em diferentes cidades, foi muito gratificante ver atividades que iniciamos há mais de 10 anos atrás, como o Desafio Intermodal, Vaga Viva e Contagens de Tráfego de Bicicletas, sendo replicadas em diversas cidades do país, em busca de cidades melhores. Momentos como estes, muito nos motivam e nos levam a seguir adiante, sempre em busca de um futuro mais limpo e um trânsito mais seguro.

Em busca de Culturas de Bicicletas de Carga: Rio e Além

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Sue Knaup da organização americana One Street, esteve no Rio para o Bicicultura e Velo-city 2018, se surpreendeu com as bicicletas cargueiras que encontrou por aqui e publicou o post traduzido abaixo em seu blog Defying Poverty With Bicycles. Autorizados pela autora e com muita honra, reporduzimos o texto aqui.

“Quando voei para o Rio de Janeiro em junho para participar da conferência Velo-city, fiquei ansiosa para me reconectar com meus colegas da promoção ao uso de bicicletas de todo o mundo. O que eu não esperava era a descoberta de uma cultura de bicicletas tão profunda e orgulhosa quanto os ciclistas de carga do Rio de Janeiro.

Nos meus primeiros passos em uma rua do Rio, encontrei uma bicicleta de carga. Estava coberta de engenhocas para os turistas, mas meu olhar pousou nas molas sob a caixa de carga dianteira, que parecia com a mola de um carro. Não muito longe, em uma praça aberta e sem carros, vi outra bicicleta de carga. Essa tinha molas em folhas, também de carro.

Enquanto caminhava pela praça, verifiquei as armações e acessórios de cada bicicleta de carga que encontrei. Desde as molas até as gancheiras, passando pelas caixas de carga, cada um desses triciclos era único, construído ou, pelo menos, consertado localmente! E cada um dos ciclistas sentava-se orgulhoso em seus selins. Na minha primeira hora no Rio, encontrei uma extraordinária cultura de bicicleta.

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Desde que retornei ao Arizona, tentei encontrar qualquer coisa por escrito ou por vídeo sobre a cultura de bicicleta de carga do Rio. Os defensores prestativos da Transporte Ativo me enviaram alguns documentos como este que demonstram os benefícios das bicicletas de carga de sua cidade. Você também pode encontrar alguns desses números postados no site Velo-city Rio. Pesquisas e documentos como esses são extremamente importantes para influenciar políticas públicas que permitam que as bicicletas de carga funcionem bem em uma cidade. Esses estudos claramente ajudaram a aumentar as bicicletas de carga na Europa. Encontre muitos destes estudos aqui.

O que eu não consigo encontrar é qualquer coisa a partir das perspectivas dos construtores e ciclistas de cargueiras do Rio. Existe uma cultura silenciosa para construir, cuidar e dirigir esses veículos. Com esse tipo de cuidado, segue o desejo de fazer parte desta cultura, incluindo pedalar e incorporar a bicicleta aos negócios locais. Esse é um sistema que nenhuma política ou financiamento governamental pode causar.

Minha experiência pessoal com tal cultura foi como mensageira de bicicleta em San Francisco nos anos 80. É onde a entrega de bicicleta nasceu nos EUA. E os anos 80 foram o auge dos mensageiros de bicicleta, logo antes da máquina de fax e, em seguida, os computadores pessoais. Eu fui Bike Messenger na crista da onda e serei eternamente grata.

No mês passado, enquanto andava e pedalava em meio às bicicletas de carga do Rio de Janeiro, foi meu primeiro encontro desse nível de cultura de bicicletas desde os meus dias de Bike Messenger. Eu sei que existem outros grupos orgulhosos de ciclistas e fabricantes ao redor do mundo também. Talvez os ciclistas de carga da Europa sejam assim, embora suas bicicletas e megaempresas extravagantes causem um pouco de dúvida. Eu suspeito que Cuba poderia ser outro enclave, depois de descobrir esta história, que eu postei há alguns anos atrás.

Pedicabs e ciclo-riquixás parecem criar suas próprias culturas orgulhosas em algumas partes do mundo. Um exemplo é o Rickshaw Bank na Índia. Este vídeo dá uma boa visão geral. Espero que o Rickshaw Bank esteja inspirando empresas sociais semelhantes em outras partes do mundo.

Pense em suas próprias experiências com trabalhadores ciclistas. Você já recebeu um pacote entregue por alguém que foi de bicicleta? Você viu os carteiros entregando correspondências em bicicletas? Você assistiu da janela de um avião enquanto os trabalhadores do aeroporto pedalavam com bicicletas pesadas sob as asas e através de um oceano de asfalto? Você já encontrou micro-empresários em calçadas vendendo mercadorias ou pedalando máquinas de bicicleta que afiam facas, moem milho ou misturam bebidas?

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A Cultura de ciclistas trabalhadores são muito valiosas para mim porque eu fazia parte de uma. Mas deveriam ser valiosas para todos nós, porque são os sistemas de apoio que permitem que esses ciclistas e fabricantes prosperem, mesmo em lugares onde o transporte motorizado ainda domina. Eles estão mudando silenciosamente o transporte de caminhões barulhentos, poluentes e perigosos para veículos silenciosos cheios de pessoas que se orgulham de suas ocupações autopropulsadas.

Silêncio é um termo infeliz aqui. Não consigo encontrar nada sobre os fabricantes ou ciclistas das bicicletas de carga do Rio. Por falar nisso, além de alguns livros e filmes sobre mensageiros de bicicleta e algumas entrevistas em vídeo com pilotos de riquixás no Rickshaw Bank, não encontrei quase nada do lado humano dos ciclistas em atividade.

Você conhece algum? Se sim, por favor envie-os para mim em sue{at}onestreet.org. Se eu puder reunir diversas informações, vou usá-las em um post complementar e, quem sabe, talvez algo ainda maior.”

Para ver o post original, clique aqui.
Mais sobre bicicletas de carga e logística em bicicletas no Rio, clicando aqui.

Junho é o mês da bicicleta no Rio e do Velo-city 2018

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Faltam poucos dias para o início da Conferência Velo-city 2018 Rio. O mês de junho já se inicia respirando bicicletas com os preparativos, logo na primeira semana do mês as atividades ja se iniciam, com diversos eventos paralelos, esquentando a cidade para a Conferência.

O programa está pronto, repleto de excelentes iniciativas e participantes dos cinco continentes que estarão presentes mostrando o que fazem pelas bicicletas em suas cidades. Muitos daqueles que decidem o futuro do planeta e das cidades estarão por aqui também, organizações como UITP, UN Habitat, C40 Cities, World Bank, CAF, OECD, WHO, UCI dentre outras, além de Prefeitos e Ministros de diferentes cidades e países, com diferentes níveis de uso da bicicleta, como Copenhague na Dinamarca, Bruxelas na Bélgica e Quelimane em Moçambique que nos mostrarão o que vem funcionando para a promoção efetiva das bicicletas no dia a dia de suas cidades. Com muito conteúdo latino americano, o programa se apresenta bem diverso e abrangente, buscando descrever o tema do evento Acesso à Vida e seus subtemas; Aprenda a Viver, Integrando a Vida ao Transporte, Uma Economia Viva e Felicidade e Qualidade de Vida.

Conheça os palestrantes das plenárias e assuntos que serão expostos e debatidos como Inclusão Social, Tecnologia, Gênero, Cicloturismo, Logística, Saúde, em painéis com abordagens interesantes como “High Tech vs Low Tech” que abordará resultados vindos tantos de “Big Data”, quanto de ações totalmente analógicas, com resultados semelhantes ou mesmo o painel TOD vs HOD, o que funciona melhor, o TOD desenvolvimento orientado pelo transporte ou HOD desenvovlimento orientado pela felicidade. Um verdadeiro mundo sobre as bicicletas se descortinará para interessados no assunto, mas principalmente para muitos técnicos de muitas cidades brasileiras que já confirmaram presença. Que a Conferência seja um marco no amadurecimento da mobilidade por bicicletas em nosso país.

As vagas são limitadas, faça já sua inscrição e garanta o seu lugar! Ano que vem, só em Dublin na Irlanda, vamos aproveitar essa oportunidade única de em casa nos aprofundarmos no conhecimento deste tema que a cada dia se mostra mais importante para as mudanças que o Século XXI necessita. Nos vemos no Rio!

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