Jogos de Bicicleta em São Paulo

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Dois anos após os Jogos de Bicicleta na Exposição o Dia Seguinte no Rio de Janeiro, os Jogos voltam à Expo, agora em sua edição de São Paulo, no Museu Catavento! As rodinhas giraram com mais de 200 crianças e suas famílias participando das atividades e brincadeiras para aprender a equilibrar. Com essas rodadas em SP, alcançamos a marca de mais de 1000 crianças que brincaram e aprenderam a pedalar conosco.

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Os jogos foram realizados na área externa do museu, tivemos sessões com sol, outras com chuva e vento, com variações de clima num único dia, como é bem comum em São Paulo. Nesse cenário, nossas conversas sobre as mudanças climáticas, tema da Expo O Dia Seguinte, se tornaram mais interativas entre as crianças e suas famílias. Foi um tira casaco, bota casaco, tira casaco, bota casaco muito parecido com aquela cena clássica do filme “Karatê Kid”. Foi nesse clima de diversão que muitas pessoas conheceram as técnicas para equilibrar e formas diferentes de estimular crianças na prática dos exercícios, que associados às brincadeiras, fazem do aprendizado uma atividade tranquila, suave e com muitas risadas.

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Aproveitamos para agradecemos ao Itaú, Fern e Decathlon, pelas bicicletas que nos cederam para tornar essa atividade uma realidade que pretendemos levar adiante, apresentado às crianças, com total segurança, o veículo que usarão no futuro!

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As técnicas mirabolantes e infalíveis para aprender a pedalar estão aqui e o folheto com os Jogos de Bicicleta, nesse link.

 

Bicicletas na COP26

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Carta aberta: Coalizão global pede aos governos na COP26 que aumentem os níveis de uso de bicicletas para reduzir as emissões de carbono e alcançar as metas climáticas de forma rápida e eficaz

A Federação Européia de Ciclistas (ECF) e uma coalizão global de organizações pró-ciclismo estão publicando uma carta aberta apelando aos governos que participam da COP26 em Glasgow para se comprometerem a aumentar significativamente o número de pessoas que pedalam em seus países, a fim de alcançar as metas climáticas globais de forma rápida e eficaz.

 O mundo precisa de muito mais uso de bicicletas se quisermos combater as mudanças climáticas. Sem uma ação mais rápida e determinada por parte dos governos em todo o mundo para reduzir as emissões de carbono no transporte, estaremos condenando as gerações presentes e futuras a um mundo que é mais hostil e muito menos habitável.

 As emissões de CO₂ do setor de transporte continuam a aumentar. Enquanto isso, a transição para carros e caminhões com emissão zero levará décadas para ser concluída e não resolverá outros problemas como congestionamento de tráfego e estilos de vida sedentários. Apesar disso, o Transport Day  na COP26, em 10 de novembro, tem como foco exclusivo a eletrificação de veículos rodoviários como uma solução para a crise climática que enfrentamos hoje.

 A ECF e seus aliados acreditam que o uso da bicicleta representa uma das maiores esperanças da humanidade para uma mudança em direção a um futuro zero carbono. O uso da bicicleta produz emissões zero, oferece impactos sociais positivos de longo alcance e – o mais importante – é uma tecnologia que já está amplamente disponível hoje. O mundo não pode se dar ao luxo de esperar décadas para que os carros movidos a combustíveis fósseis sejam totalmente eliminados e substituídos por veículos elétricos. Devemos alavancar urgentemente as soluções que a bicicleta oferece, ampliando radicalmente seu uso.

 Os signatários da carta aberta conclamam os governos e líderes participantes da COP26 a declararem compromissos para aumentar significativamente os níveis de ciclismo em casa e se comprometerem coletivamente a atingir uma meta global de níveis mais elevados de ciclismo. A carta foi enviada aos governos e ministros dos transportes antes da COP26.

 “Jill Warren, CEO da European Cyclists ’Federation:“ Não há maneira concebível para os governos reduzirem as emissões de CO₂ com rapidez suficiente para evitar o pior da crise climática sem significativamente aumnetar o uso de bicicletas. Os efeitos devastadores da aceleração do aquecimento global devem ser claros para todos, e aumentar os níveis do uso de bicicletas é a melhor maneira de cortar rapidamente as emissões de carbono do transporte em grande escala.

  ” Henk Swarttouw, presidente da European Cyclists ’Federation e da World Cycling Alliance:“ O uso de bicicletas deve ser a pedra angular das estratégias globais, nacionais e locais para atingir as metas de carbono zero líquido. Na COP26, os governos devem se comprometer a fornecer o financiamento e a legislação para um espaço seguro e equitativo para o ciclismo em todos os lugares. Os cidadãos estão prontos para a mudança; agora nossos líderes precisam habilitá-lo.

Leia a carta aberta aos governos na COP26: www.cop26cycling.com

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Lançamento WCA em Adelaide, Austrália, 2014

Desde 2014 em Adelaide na Austrália, estávamos envolvidos com a criação de uma organização intercontinental, que pudesse representar as bicicletas e seus usuários aos grandes órgãos de fomento e lideranças mundiais, como Banco Mundial, OMS – Organização Mundial de Saúde, OCDE – Organização  para Cooperação e Desenvolvimento Econômico,  dentre outras. Na intenção de apresentar o potencial das bicicletas para o desenvolvimento humano e das cidades, sua economia e saúde, além da preservação do meio ambiente, nasceu a World Cycling Alliance – WCA. O objetivo e motivação principais, eram similares aos que buscávamos ao fundar a TA e a UCB: representatividade local, federal. Mas no caso da WCA é a representatividade mundial levando informação de qualidade para incluir a bicicleta nas discussões sobre cidades, países, planeta!

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Encontro do Conselho WCA em Taipei, Taiwan 2016.

Foram diversos anos de encontros, discussões e debates virtuais, quando isso ainda era incomum, para aos poucos elaborar estatuto, diretrizes, objetivos da organização e como alcançá-los.

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Encontro do Conselho WCA em Nijmegen, Holanda, 2017.

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Formalização e lançamento oficial da WCA no Rio de Janeiro, 2018.

Após 4 anos, chegou-se ao texto do estatuto em vigor, a WCA era lançada formalmente, com sede em Bruxelas na Bélgica e sua primeira diretoria e conselho eram oficializados, com representantes dos 7 continentes.

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Agora, em Outubro de 2021, chegou ao final o primeiro mandato, alguns diretores/conselheiros saíram, para dar espaço a novas cabeças e pensamentos que possam melhor representar seus continentes. Outros optaram por seguir em um segundo mandato, o que de certa forma é bom, para que o histórico não se perca por completo. Raluca Fiser, presidenta, Amanda Ngabirano e Zé Lobo deixaram seus cargos. sendo substituídos por um novo grupo que agora tem o desafio de levar adiante essa construção e consolidar a organização, tornando-a mais conhecida, presente e atuante.

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Novos participantes da diretoria/conselho parecem decididos e capazes de vencer o desafio! A nova representante da América do Sul é a atual presidenta da UCB, Ana Carboni, que teve sua candidatura indicada e aceita na Assembleia Geral que aconteceu no dia 15 de outubro. Abaixo uma breve apresentação da Ana, por ela mesma. Já nos reunimos e seguiremos apoiando-a, trazendo a memória do que já se passou e ajudando no que for possível para tornar a Aliança Global pela Bicicleta uma organização que faça jus ao que ela representa.

IMG_5181Com certeza chegaremos aonde desejamos, pode levar tempo, mas é um caminho a ser seguido. Uma história muito parecida com a da UCB, também fundada no Rio, em 2007, que começou tímida e pequena mas hoje, mais de uma década depois, segue crescendo, ocupando cada vez mais e melhor o espaço que busca e representando os usuários de bicicletas, em Brasília. Vemos um futuro muito parecido para a WCA, que em breve certamente alcançará seus objetivos e espaço nas decisões planetárias.

Obs.: Os desafios da Ana Carboni, são ainda maiores, pois é a única representante mulher no conselho, além das barreiras já conhecidas, terá o desafio de levar mais mulheres para decidir mundialmente sobre as bicicletas.

Obs².: Já que citamos o lançamento da UCB aqui, em breve faremos uma publicação semelhante a essa, sobre a entidade e seus caminhos!

Dia das crianças com Jogos de Bicicleta IV

As rodinhas giraram no dia dedicado às crianças no Museu do Amanhã. Os Jogos de Bicicleta aconteceram no domingo que antecedeu o Dia das Crianças, envolvendo diversas crianças e suas famílias que se divertiram com as brincadeiras no Átrio, na área central do museu. Pelo quarto ano consecutivo, mais bicicletas e mais crianças se divertindo e aprendendo. Dessa vez, como em 2020, utilizando máscaras e respeitando todos os protocolos de segurança por conta da pandemia.
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Os jogos são uma forma divertida de aprender e ensinar a pedalar, participam crianças e adultos, que recebem orientações e dicas sobre como desenvolver o equilíbrio necessário para pedalar de forma suave, divertida, respeitando o tempo de cada criança e seus processos individuais. Não existe idade certa para aprender a pedalar, mas começando cedo, a sensação de liberdade e o prazer de sentir o ventinho no rosto vão incrementar as memórias na fase adulta.

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É uma coisa incrível ver as bicicletinhas dentro do museu com suas rodinhas girando e o sorriso estampado no rosto das crianças. Esse é combustível que gostamos de ter para que cada vez mais edições dos Jogos aconteçam. Que novas edições aconteçam e mais pessoas sejam alcançadas pela magia das pedaladas.

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Em breve mais Jogos de Bicicletas 🙂 desta vez em São Paulo, na Exposição O Dia Seguinte, nos finais de semana 23/24 e 30/31 desse mês. Nos vemos lá!

Rede de Mobilidade por Bicicletas Carioca

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Faz mais de uma década que as gestões do Prefeito Eduardo Paes deixam algum legado no 22 de Setembro, data da celebração do Dia Mundial sem Carros. Desde os citados no link anterior, passando pela “Lei do Poste”,  Decreto nº 34481 de 22 de SETEMBRO de 2011 que dispõe sobre locais para estacionamento de bicicletas. Chegamos ao ano de 2021, em nova gestão, após 4 anos praticamente sem ouvirmos falar em planejamento Cicloviário. A data tem um Decreto marcante, o RIO Nº 49461 DE 21 DE SETEMBRO DE 2021 , que dispõe sobre a ampliação da Rede de Mobilidade por bicicleta (RMB) do Município do Rio de Janeiro.

Desde o início do ano que trazemos aqui as possibilidades que vem se abrindo para as bicicletas na cidade, com as publicações: Buscando Transformar o Rio de Janeiro, Participa.Rio, A Revisão do Plano Diretor do Rio está em andamento. Cariocas, participem!, Bicicletas no Plano Estratégico do Rio de Janeiro.  O decreto dá sequência ao descrito nestas postagens, assunto que já vem sendo debatido e elaborado desde 2015, como no  Encontro para discutir mobilidade urbana no Rio de Janeiro. No atual decreto, podemos encontrar uma das principais diretrizes em um documento pré eleições, que já citava os principais desafios para a construção de uma rede cicloviária Carioca: “Conexão entre as infraestruturas existentes e integração com terminais de transporte público”. É isso que contém o novo decreto, que pode ser visto aqui, a partir da página 3. São 123 trechos, descritos e mapeados no documento que, se levados a sério, poderão realmente fazer a diferença para tornar a cidade mais pedalável, com segurança e dignidade!

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É uma felicidade muito grande para nós ver este texto publicado no Diário Oficial da Cidade. Esperamos que a meta de 360 dias para se concluir o Plano Cicloviário saia do papel. A previsão é de que até 2029 a malha cicloviária aumente 35%, acrescentando 160km aos atuais 450km construidos, que também carecem de muita manutenção. Esta ampliação ajudará a tornar o uso de bicicletas, em todas as suas vertentes, mais seguro e atraente na Cidade Maravilhosa!