Lançamento CARtoons em SP

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A modelo de desenvolvimento do Século XX, trouxe muitos problemas para o Século XXI e ninguem como Andy Singer para interpretar essas situações com irreverência e humor.

“Existem carros demais.” É assim que começa o livro CARtoons – atropelando a ditadura do automóvel, do cartunista Andy Singer, que será lançado nesta sexta em São Paulo. O autor viaja dos Estados Unidos para o Brasil a convite da Fundação Rosa Luxemburgo para apresentar seu trabalho, debater mobilidade urbana e participar do Fórum Social Mundial de 2018 na Bahia.

O livro CARtoons, é uma análise crítica e bem humorada de como o planeta vem sendo moldado para o uso de automóveis, com o ser humano asfaltando e atropelando tudo no caminho em uma rota sem saída de consumo exagerado e desperdício.

V Prêmio A Promoção da Mobilidade por Bicicletas no Brasil

Untitled-2Estão abertas as incrições para a quinta edição do prêmio “A Promoção da Mobilidade por Bicicleta no Brasil”.
As categorias serão as mesmas de sempre:
· Ação educativa e de Sensibilização
· Levantamento de dados e pesquisas
· Empreendedorismo

Desta vez, os nove finalistas receberão ingressos para a conferência Velo-city 2018 no Rio de Janeiro e o prêmio principal de cada uma das 3 categorias será o custeio integral para vir ao Rio participar do evento.

Além da participação no Velo-City 2018, a maior conferência mundial para quem promove o uso da bicicleta, cada premiado irá ainda ter um encontro com especialista(s) em suas determinadas áreas. Ou seja, além da oportunidade de de participar do Velo-City, representantes do que se faz de melhor em prol da bicicleta no Brasil poderão construir pontes com iniciativas internacionais em suas áreas e, esperamos, expandir seus caminhos para fazer mais e melhor por quem pedala.

Fique atento, as inscrições vão até 25 de março e os resultados serão divulgados logo em seguida.
A entrega da premiação acontecerá durante o Bicicultura Rio.

Clique aqui para ir para a página do evento e nos vemos no Rio.

Bike Rio, 4ª Geração já está nas ruas

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Há quase dez anos era lançado o primeiro sistema de bicicletas compartilhadas do Hemisfério Sul. O Pedala Rio foi a 1ª geração das bicicletas compartilhadas do Rio de Janeiro. Na inauguração, em dezembro de 2008, eram apenas dezenove estações cinza, com 190 bicicletas prateadas distribuídas por poucos bairros da Zona Sul Carioca. Na época publicamos o post Pedalemos no ritmo de Samba.

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Após um período sem conseguir patrocínio para manter o sistema, ele foi se deteriorando. Quando surgiu um possível patrocinador a frota de bicicletas chegou a ser pintada de azul. Era a 2ª Geração, no início de 2010, quando fizemos esta postagem: E o Samba voltou. Mas a parceria não seguiu adiante e as bicicletas logo sumiram das ruas.

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No final de 2011, com patrocínio do Banco Itaú, nascia o Bike Rio, 3ª Geração das bicicletas compartilhadas cariocas, que passaram a ser conhecidas como Laranjinhas (A ordem é Samba). Inicialmente o sistema cresceu para 60 estações, mas foi entre 2013 e 2015 que houve uma grande expansão, com a instalação de 200 novas estações. Isso ampliou o número de bairros atendidos e aumentou a densidade do sistema, diminuindo a distância entre algumas estações.

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Em 2015, o sistema atingiu seu auge com uma média de 8 mil viagens por dia ou 240 mil por mês. Os números eram impressionantes:
– Mulheres eram 48% dos usuários;
– Distância média percorrida em cada viagem era de 3,3Km;
– Tempo médio de viagem: 44 minutos.
Com picos nos dias de semana e no mês de agosto, esses dados consolidaram o Bike Rio como um meio de transporte significativo no cotidiano carioca.

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Mas o sucesso do sistema o derrubou. Com uma demanda maior que a capacidade de oferta, dificuldades para fazer a manutenção das bicicletas e lidar com problemas físicos e tecnológicos o Bike Rio foi entrando em colapso. Até que em junho de 2017 houve a troca na concessionária operadora do sistema, saía a Serttel e entrava a TemBici, com a missão de fazer funcionar algo que já estava “quebrado”. O desafio foi grande, houve uma breve melhora, mas o foco da empresa já estava nas novas bicicletas e estações que estavam por vir.

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E agora elas já estão nas ruas do Rio! O novo sistema é o canadense Public Bike System Company (PBSC), um dos mais confiáveis e utilizados do mundo presente em 24 cidades, como Londres, Nova Iorque, Chicago, Washington, Melbourne, Guadalajara e Toronto. Agora no Brasil em parceria com o Banco Itaú, a TemBici opera as bicicletas no Rio de Janeiro, Recife e São Paulo. O sistema é mais robusto, com uma bicicleta pensada para essa função, que oferece mais segurança e prazer na pedalada. Além disso, permite uma variedade maior de formas para se retirar a bicicleta e adquirir os passes.

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A 4ª Geração do Bike Rio foi lançada no dia 20 de fevereiro de 2018 e já começou movimentada. Apesar de inaugurada sem a cerimônia, a pompa e o alarde de outras cidades, logo no primeiro dia já teve mais de 900 viagens e mais de dois mil cadastros. No segundo dia, por volta das 21 horas o número de viagens já era o dobro em relação ao dia anterior, chegando perto de duas mil viagens. O carioca já abraçou o Bike Rio, viu, aprovou e está usando. Em breve aqueles números de 2015 serão coisa do passado e as bicicletas públicas mais do que nunca farão parte do cotidiano, da cultura e do visual da cidade.

Assista a seguir um pouquinho do que vimos ontem à noite, em alguns minutos na Orla de Copacabana.

Para saber mais sobre o novo Bike Rio, acesse o site do sistema clicando aqui.

4Gen_BR_A Transporte Ativo vem acompanhando de perto o desenvolvimento das Bicicletas Compartilhadas Cariocas, em todos os seus momentos, bons ou ruins, sempre em busca de um sistema que atenda aos cariocas com a qualidade que eles merecem.

Bicicultura 2018

bicicultVem aí o Bicicultura 2018 no Rio, coladinho no Velo-city, no Encontro Latino Americano de Bicicletas Compartilhadas e no 100 gurias 100 medo! Serão uma série de atividades envolvendo as bicicletas, tomando a cidade por 10 dias. Tudo está caminhando bem, o tema que direcionará a montagem do programa ja foi escolhido em votação nacional “O uso da bicicleta e seu impacto na vida cotidiana”, os locais e logomarca já estão sendo definidos e a abertura da chamada de trabalhos, atividades e apoio já estão abertas. Estamos negociando apoio financeiro e já existem uma série de parceiros locais prontos pra ação. Participe você também, de mais essa edição da maior festa brasileira da promoção do uso urbano das bicicletas.

 

 

 

As Bicicletas de Paraty

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Sabe o que combina perfeitamente com uma cidade litorânea bucólica e um dos principais destinos turísticos do estado do RJ? Isso mesmo: Bicicleta! E Paraty é uma cidade que tem muita gente usando a bicicleta diariamente. É possível atravessar a cidade toda de bicicleta, de uma ponta à outra em menos de 30 minutos. De fato, as pessoas costumam levar apenas 10 minutos em seus trajetos diários. E como a economia local se baseia no turismo receptivo (há cerca de 800 hotéis e pousadas) o uso massivo da bicicleta é ideal para garantir que Paraty não sofra tanto com terríveis engarrafamentos, comuns em cidades pequenas com arquitetura antiga, que não foram planejadas para receber grande volume de motorizados. Ainda mais no verão quando a cidade recebe um enorme volume de turistas e visitantes, chegando a triplicar a população. Claro que existem congestionamentos, afinal de contas a cultura nacional ainda usa o transporte individual motorizado com as ultrapassadas justificativas do século passado. E há muitos ajustes em ruas e ciclovias para tornar a cidade ainda mais amiga da bicicleta. Mas esse destino turístico está disposto a melhorar nesse aspecto e reduzir ainda mais o trânsito, com ajuda de incentivos ao uso da querida magrela.

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A TA esteve lá por 3 dias este mês fazendo levantamentos de dados e entrevistas com ciclistas para entender como é a dinâmica do uso da bicicleta e o que pode ser melhorado. A iniciativa é da Secretaria de Turismo, que felizmente é capitaneada por gestores públicos que estão à frente de seu tempo e já sabem que quanto mais pessoas pedalarem a trabalho, lazer ou turismo melhor será o desenvolvimento da economia local e da qualidade de vida das pessoas. Paraty pode se tornar um excelente exemplo de como é possível equacionar problemas urbanos modernos, com baixo custo e rápido retorno. A economia agradece, a saúde e o meio ambiente também. Vamos pedalar em Paraty?

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