Junho será o mês das Bicicletas no Rio

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O mês de junho de 2018 está repleto de atividades envolvendo as bicicletas no Rio de Janeiro. Nesse período, a cidade fará jus ao título de Capital da Bicicleta. O mundo da mobilidade por bicicletas estará de olho na capital carioca. Serão diversos eventos evolvendo nossas queridas bicicletas, dos mais variados tipos, alguns confirmados e outros ainda por vir. Já confirmados estão o Bicicultura 2018; Velo-city Rio; IV Encontro Latino-americano de Sistemas de Bicicletas Públicas e Compartilhadas; Audax Rio Brevet 200km; 100gurias100medo. E vem muito mais por aí! Muitas parcerias e articulações com diversos grupos, empresas, organizações, estão sendo feitas para ver as bicicletas tomarem conta de nossa cidade. Espera-se que toda essa movimentação abra os olhos do poder publico e dos cidadãos para as reais possibilidades da mobilidade ativa na construção de cidades melhores!

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O Rio pedala independente de esforços governamentais, fazendo com que a cidade a cada dia tenha mais bicicletas em suas ruas. E apesar dos percalços o carioca, seus visitantes e empresas amigas das bicicletas seguem pedalando, cada vez mais, mostrando que um Rio de Bicicletas é possível e real!

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Metrô Rio estação Uruguai.

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Metrô Rio estação Jardim Oceânico


                                                              Embarque estação Barcas Praça XV.

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Horti Fruti – Copacabana

Barcas e Bicicletas

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Foto: CCR Barcas

A Transporte Ativo, vem atuando sempre em busca de tornar o melhor possível os serviços prestados para as bicicletas no Rio de Janeiro e as Barcas, vem há muito tentando fazer o mesmo, melhorar a qualidade dos serviços que presta para os ciclistas. Tarefa nem sempre fácil, devido a uma série de fatores que envolvem o transporte aquaviário. Na mais recente incursão da CCR-Barcas pelo mundo cicloviário, estava prevista a instalação de novos biciceltários embarcados e em uma apresentação organizada pela SETRANS-RJ, tomamos conhecimento do projeto e imediatamente nos colocamos a disposição para indicar algo que atendesse melhor aos ciclistas que se utilizam desta importante integração modal.

O Modelo em questão não atendia às bicicletas com o carinho que elas merecem, então sugerimos novo design e distribuição do espaço, que foi imediatamente acatado e implementado. Tornado a vida do ciclista que faz integração com as barcas bem mais prática, mantendo as bicicletas mais seguras.

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Aproveitamos e pedimos ao Mauro Tavares, coordenador do Programa Rio Estado da Bicicleta, que está sempre pronto à ajudar as bicicletas e tornou o encontro citado acima possível, que escrevesse algumas linhas sobre o assunto para nós, segue abaixo:

O Programa Rio – Estado da Bicicleta/SETRANS tem como um dos seus objetivos o fomento à utilização de bicicletas e a integração com os outros modos de transportes, é um fator que deve ser estimulado e aprimorado. Nesse sentido, temos atuado com as concessionárias estaduais de transportes no desenvolvimento de ações que contribuam para o crescimento no uso da bicicleta integrada aos outros sistemas.

A Transporte Ativo tem sido referência e parceira nessa nossa busca constante de avançarmos no oferecimento de condições mais adequadas e seguras aos ciclistas dentro dos sistemas de transportes.

CCR Barcas instalou recentemente 08 (oito) bicicletários nas proas dos catamarãs que fazem a travessia Rio/Niterói, sendo que cada embarcação pode transportar hoje até 45 bicicletas com segurança. Segundo dados da CCR Barcas, houve um aumento no transporte de bicicletas da ordem de 166% se comparado a 2013, quando o transporte de bicicletas deixou de ser cobrado. Hoje já são 25 mil ciclistas/mês que utilizam as barcas.

Cabe registar o papel fundamental da Transporte Ativo nessa ação. Quando chamada a avaliar o projeto até então em elaboração, contribuiu com propostas que permitiram ajustes/aperfeiçoamento no modelo que veio a ser adotado.

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As parcerias com concessionárias, são como a integração modal, tornam a vida do ciclista bem mais agradável e eficiente.

 

Encontro Latino-americano de Sistemas de Bicicletas Públicas e Compartilhadas

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Depois do encontro realizado em Medellín em outubro de 2016 e de 2 oficinas realizadas na Cidade do México e em Rosario na Argentina, eventos em que a Transporte Ativo esteve presente. Agora é a vez do Rio de Janeiro, receber mais uma atividade internacional sobre Sistemas de Bicicletas Públicas e Compartilhadas.

Importante destacar que esses espaços veem gerando inquietudes e necessidades por novos encontros com acúmulo de conteúdo e envolvimento de novos atores estratégicos ao tema, por isso a Transporte Ativo se propôs a receber mais uma atividade com objetivo de debater sobre o sistemas de bicicletas públicas e compartilhadas, com foco especial as questões latinas, gerando capacidade técnica e pensamento crítico sobre a temática.

Saiba mais sobre o evento Clicando Aqui!

DSC05085Junho definitivamente será o mês das bicicletas na cidade do Rio de Janeiro. Fique atento a nossa agenda!

As Bicicletas de Paraty

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Sabe o que combina perfeitamente com uma cidade litorânea bucólica e um dos principais destinos turísticos do estado do RJ? Isso mesmo: Bicicleta! E Paraty é uma cidade que tem muita gente usando a bicicleta diariamente. É possível atravessar a cidade toda de bicicleta, de uma ponta à outra em menos de 30 minutos. De fato, as pessoas costumam levar apenas 10 minutos em seus trajetos diários. E como a economia local se baseia no turismo receptivo (há cerca de 800 hotéis e pousadas) o uso massivo da bicicleta é ideal para garantir que Paraty não sofra tanto com terríveis engarrafamentos, comuns em cidades pequenas com arquitetura antiga, que não foram planejadas para receber grande volume de motorizados. Ainda mais no verão quando a cidade recebe um enorme volume de turistas e visitantes, chegando a triplicar a população. Claro que existem congestionamentos, afinal de contas a cultura nacional ainda usa o transporte individual motorizado com as ultrapassadas justificativas do século passado. E há muitos ajustes em ruas e ciclovias para tornar a cidade ainda mais amiga da bicicleta. Mas esse destino turístico está disposto a melhorar nesse aspecto e reduzir ainda mais o trânsito, com ajuda de incentivos ao uso da querida magrela.

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A TA esteve lá por 3 dias este mês fazendo levantamentos de dados e entrevistas com ciclistas para entender como é a dinâmica do uso da bicicleta e o que pode ser melhorado. A iniciativa é da Secretaria de Turismo, que felizmente é capitaneada por gestores públicos que estão à frente de seu tempo e já sabem que quanto mais pessoas pedalarem a trabalho, lazer ou turismo melhor será o desenvolvimento da economia local e da qualidade de vida das pessoas. Paraty pode se tornar um excelente exemplo de como é possível equacionar problemas urbanos modernos, com baixo custo e rápido retorno. A economia agradece, a saúde e o meio ambiente também. Vamos pedalar em Paraty?

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Transporte Ativo é finalista do PrêmioTecnologias Sociais

Ciclo-Rotas

O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017 divulgou recentemente as 18 iniciativas finalistas das seis categorias nacionais e três internacionais. Nove das selecionadas para a fase final são do estado de São Paulo, dentre as outras metodologias, três são da Bahia, duas do Ceará, duas do Distrito Federal, uma da Paraíba e uma do Rio de Janeiro.  Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio

Todas as tecnologias inscritas foram avaliadas por comissão composta por assessores da Fundação BB e representantes da Unesco, Banco Mundial, Ministério do Desenvolvimento Social, Secretaria da Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário e o Governo do Distrito Federal.

As categorias da premiação estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela Organização das Nações Unidas para a Agenda 2030. O Prêmio tem como objetivo promover as tecnologias sociais como ferramentas de baixo custo e com envolvimento das comunidades para o desenvolvimento sustentável.

Antes de ser classificada para a fase final, cada tecnologia foi avaliada conforme os parâmetros de mérito da transformação social, efetividade, reaplicabilidade, interação com a comunidade, inovação social, respeito aos valores de protagonismo social, cultural, cuidado ambiental e solidariedade econômica, e ainda, com validação dos documentos exigidos noregulamento ato de inscrição.

“Identificar e reconhecer tais metodologias é muito importante, pois as tecnologias sociais constituem-se em valioso instrumento de transformação social”, declarou Asclepius Soares, presidente da Fundação BB.

Esta edição do Prêmio tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Este prêmio contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

Postagem original e mais sobre o prêmio, clicando aqui.