Buscando Transformar o Rio de Janeiro

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Tivemos nossa inscrição aceita para participar do processo de elaboração da revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Sustentável e da lei de parcelamento, uso e ocupação do solo da cidade do Rio de Janeiro. Conheça as organizações participantes. Ao mesmo tempo, fomos convidados para voltar a fazer parte do Conselho da Cidade, excelentes oportunidades para influenciar medidas pró bicicletas, acalmamento do trânsito e consequentes deslocamentos mais seguros em nossa cidade. A tarefa é difícil, mas o Rio tem um ótimo momento para se transformar, com excelentes equipes em diferentes áreas, como Urbanismo, Planejamento, Transportes, Engenharia de Tráfego e Meio Ambiente, todos com uma visão moderna de cidades mais saudáveis e tranquilas. Com todas essas secretarias trabalhando com Bicicletas e Pedestres na cabeça, a esperança por melhorias efetivas na Cidade é grande. Vale citar que no Meio Ambiente temos coordenando o Programa Cicloviário Carioca, nada mais nada menos que Viviane Zampieri do Bike na Pista. Na Presidência da CET Rio, Simone Costa, que a mais de dez anos incentiva o uso de bicicletas, tendo inclusive, sido uma super parceria nos tempos do saudoso ICE- Interface for Cycling Expertise, programa holandês que muito influenciou o planejamento cicloviário Carioca e de diversas cidades brasileiras. E liderando o Urbanismo, Washington Fajardo, curador escolhido pela Fundação Bienal de São Paulo para escolher os exemplos brasileiros a serem mostrados na Bienal de Arquitetura em Veneza, na mostra “JUNTOS” que compôs o Pavilhão do Brasil na Bienal de 2016. Com um time desses, podemos esperar por boas soluções para a cidade.

Que este cenário ajude na construção de uma cidade mais justa e inclusiva, onde o Plano Diretor Cicloviário se torne também uma realidade, quem sabe levando o Rio novamente ao status de Capital da Bicicleta no País.

Painel de Controle para o Perfil do Ciclista

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As pesquisas Perfil do Ciclista, 2015 e 2018, nos trouxeram muitos dados sobre os ciclistas brasileiros e suas preferências, anseios e necessidades. Dados que vão além do que está nos livretos publicados e que permitem uma infinidade de cruzamentos, para cada cidade e entre elas. Um dos desafios após a pesquisa, sempre foi como utilizar estes dados com tudo que eles podem nos oferecer. Uma das estratégias foi o lançamento do livro Mobilidade por Bicicletas no Brasil, com resultados da pesquisa 2015, explorados por mais de 30 pesquisadores de 9 das dez cidades participantes, que escreveram 12 artigos sobre a Mobilidade por Bicicletas no Brasil. A publicação foi elaborada pela TA em parceria com Labmob e Observatório das Metrópoles, mas queríamos explorar estes dados ainda mais.

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Recentemente fomos procurados pela Ana Paula Kasznar, que faz parte do programa Local Pathways Fellowship da UN Sustainable Development Solutions Network (SDSN). Ela se dispôs a colaborar com a TA e foi muito bem recebida. Ana Paula desenvolveu para nós um painel de controle para os resultados cariocas da Pesquisa, que nos ajudou muito a visualizar os cruzamentos e diferentes leituras possíveis do Banco de Dados. Indo além, ela brindou a equipe da TA e parceiros com um treinamento para que nós mesmos possamos “pilotar” novos painéis de controle no futuro. Pretendemos fazê-lo na próxima pesquisa Perfil do Ciclista, incluindo essa ferramenta junto aos resultados.

Veja abaixo uma imagem do Painel de Controle. Em breve disponibilizaremos uma página com todas as funcionalidades do Painel de Controle onde será possível clicar nos filtros para visualizar diferentes comparações dos resultados.

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Vias emergentes para Cidades Resilientes

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A busca por soluções viárias que ajudem no enfrentamento à pandemia segue firme. Um novo guia para estimular o caminhar e o pedalar durante a pandemia, foi publicado pelo BID Guía de vías emergentes para ciudades resilientes, sendo que este vai além e sugere que as soluções sirvam também para outras situações de emergência. Mais informação para que possamos preparar nossas cidades para reagirem rapidamente quando necessário ou até mesmo, já irem se preparando para qualquer situação inesperada. Clique aqui ou na imagem acima para baixar seu exemplar.

Em nosso Banco de Dados, estamos com uma seção chamada “Enfrentando os Desafios do Coronavírus“, onde estamos publicando os guias sobre o tema que temos conhecimento. Confira lá, já são oito opções vindas de diferentes países, uma delas genuinamente nacional realizada pela Cicloiguaçu.

Por uma boa Gestão Cicloviária no Rio de Janeiro

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Novembro vem aí! Mês de eleições municipais e oportunidades para que a próxima gestão dê às bicicletas a importância que elas merecem, ajudando as cidades a melhorarem em diversos aspectos! Escolha bem pra quem vai o seu voto, confira o que pensam sobre os temas de seu interesse e se a mobilidade ativa está entre as suas prioridades urbanas. Busque candidatas ou candidatos que compreendam a importância dos modais ativos.
A Transporte Ativo é uma organização genuinamente Carioca, que desde 2003 busca soluções que favoreçam o uso de bicicletas e similares, sendo assim, preparamos o texto abaixo para ser divulgado àqueles que pretendem tomar as rédeas da direção da Cidade.

Tendo em vista os Marcos Legais e compromissos da Cidade do Rio de Janeiro:

  • Lei nº 5.248/2011 Mudança do Clima e Desenvolvimento Sustentável;
  • Carbon Neutral Cities Alliance 2015 – Corte de Emissões de GEE em 80% até 2050;
  • Compromisso C40 2017 – Neutro em emissões até 2050 com Reduções a partir de 2020;
  • Decreto Rio 46079/2019 – Cidade pelo Clima – Plano de Ação Climática;
  • Compromisso C40 2019 – Declaração das Cidades com ar limpo;
  • Decreto Rio nº 46.081 de 11 de junho de 2019 que declara a adesão da Cidade do Rio de Janeiro ao objetivo de promover ruas verdes e saudáveis, com ações planejadas para cumprimento de prazos de redução de emissões de gases de efeito estufa GEE.

E ainda, tendo em vista:

  • Melhoria da saúde da população;
  • Melhoria da qualidade de vida na cidade;
  • Melhoria da integração modal e das escolhas de meios de transporte;
  • Fomento a economia em suas vertentes além do esporte e lazer da população.

Criar um ambiente favorável ao uso da bicicleta e caminhadas é uma forma de se alcançar estes compromissos, metas e objetivos, pois:

As bicicletas podem proporcionar uma economia de até 19% no SUS e ganho de até R$ 525 milhões no PIB devido ao tempo economizado, segundo o documento Impacto Social da Bicicleta no Rio de Janeiro (CEBRAP). Podem também melhorar a qualidade de vida e saúde da população, alimentando o transporte público ao mesmo tempo em que evita aglomeração em tempos de pandemia. Podem promover a economia pessoal e empresarial através do esporte, lazer, turismo, entregas. São aliadas na prestação de serviços como patrulhamentos, manutenção em geral, limpeza urbana e mobilidade corporativa dentre outras.

 A Cidade do Rio de Janeiro pode retomar o protagonismo cicloviário que deteve por muitas décadas e se perdeu ao longo desta década, voltando a se destacar neste quesito, ficando ao lado de muitas cidades europeias, americanas, latino americanas e até mesmo brasileiras, que vem encontrando nas bicicletas soluções para diversos problemas que as cidades do século XXI encontram.

O Rio tem mais de 4 milhões de bicicletas, 2,5% da divisão modal com números semelhantes ao Metrô 2,9% e trens 2,5% (dados pré-pandemia) o dobro de táxis 1,13% (PDTU 2014). Tem um dos maiores volumes de entrega por bicicletas do mundo (Consultoria Dinamarquesa Copenhagenize), o sistema de Bicicletas Compartilhadas mais ativo do País, com 5 vezes mais viagens que qualquer outro sistema no Brasil e a estação mais movimentada da América Latina, na Central do Brasil. Hoje com aproximadamente 3% de divisão modal, as viagens em bicicletas já representam uma economia de 1% nas emissões de GEE (Gases do Efeito Estufa), se todas as viagens até 8km fossem feitas em bicicletas essa economia seria de 18% (CEBRAP), sendo assim o Rio estaria mais próximo de alcançar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU e o Acordo de Paris dos quais é signatário, e também das metas de atividade física para a década da Organização Mundial de Saúde.

Hoje com 458 Km de Infraestruturas para Bicicletas construídas e mais de 4 mil bicicletários, apenas 19% da população carioca mora próxima às infraestruturas cicloviárias (ITDP). Segunda a pesquisa Perfil do Ciclista 2018, houve um aumento do uso de bicicletas como meio de transporte de 132,5% entre 2013 e 2018 e dentre os pesquisados seus principais destinos eram: ida ao trabalho 77,3%, compras 53,7%, estudo 27,7% e deslocamentos sociais 56,9%. Pouco mais da metade deles, 57,1%, levam de 10 a 30 minutos (entre 2 e 6 Km) em seus deslocamentos e 34,3% faz integração com outros modais como ônibus, barcas, metrô e trens.

Hoje as bicicletas fazem parte do cenário da Cidade e planejar para elas pode ser de grande valia, pois o sucesso da mobilidade urbana depende da combinação de diversas opções de transporte e do uso de menos energia. Cidades que investem em facilidades para pedestres e ciclistas são beneficiadas com mais qualidade de vida, saúde da população, redução da poluição, dinamismo e diversificação econômica e oferecem mais alternativas de transporte urbano.

Para alcançar esse sucesso é necessária a criação de ambientes favoráveis ao uso da bicicleta e dos modos ativos de transporte.

Sugerimos algumas ações de fácil implementação, baixo custo e grande retorno para a cidade.

  • Conexão entre as infraestruturas existentes e integração com terminais de transporte público;
  • Qualificação das ciclovias, qualidade do piso e das transições como rampas, por exemplo;
  • Redução dos limites de velocidade em algumas vias, visando aumento da segurança viária como um todo;
  • Priorizar recapeamento asfáltico e nivelamento de bueiros em vias muito utilizadas por ciclistas;
  • Bicicletários públicos de alta capacidade.

Caso você conheça alguma candidata ou candidato a Vereador ou Prefeito na Cidade do Rio de Janeiro, ou mesmo tem um candidato preferido mas não o conhece, encaminhe este texto para que tomem conhecimento das possibilidades que planejar para bicicletas e pedestres podem trazer para o sucesso da gestão! Copie e cole, faça como preferir mas faça esse documento chegar lá! O Rio precisa retornar à seriedade no planejamento cicloviário.

E lembre-se: Vá votar a pé ou de bicicleta! 🙂

Planejamento Cicloviário e os Desafios da Mobilidade no Enfrentamento ao Coronavírus

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Diversas cidades em diferentes países, seguem buscando soluções para a mobilidade em tempos de pandemia e pós quarentenas. Neste cenário as bicicletas tem se destacado e temos apresentado aqui parte dessa busca por alternativas e resultados de pesquisas e levantamentos. No Brasil, embora com intensidade bem menor, cidades também estão planejando neste sentido: Vitória – ES antecipou a implementação de ciclorrotas com o objetivo de incentivar o uso de bicicleta no período pós-pandemia. Belo Horizonte – MG implantou cerca de 30 km de ciclofaixas ligando as regiões leste e oeste da cidade e conectando ciclovias existentes, oferecendo uma opção segura neste momento de pandemia. Niterói – RJ requalificou ciclofaixas, iniciativa pensada como uma resposta aos desafios relacionados à mobilidade.

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Niterói – RJ ……….……….. Vitória – ES ………..………… Belo Horizonte – MG

Na seção “planejamento cicloviário” de nosso Banco de Dados, temos incluído novos manuais que vem surgindo sobre o  assunto. Pra facilitar, estamos publicando estes manuais aqui também.

Brasil – Curitiba – Infraestruturas Provisórias para Mobilidade Ativa – Cicloiguaçu. 
Berlim – Alemanha – Criando Espaços Seguros para Bicicletas em 10 Dias.
Lisboa – Portugal – Plano de Transformação do Espaço Público.
Cidade do México – Ciclovias Emergentes.
Estados Unidos – NACTO · Streets for Pandemic Response & Recovery.
Reino Unido – Gear Change: A bold vision for cycling and walking.
Proposta para NY – The Five Borough Bikeway NY.