Espaço público em debate

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Almoço grátis não existe. E no uso do espaço público, tudo que é de graça na verdade tem seu custo dividido por todos. Um exemplo clássico é o estacionamento gratuito de automóveis particulares nas vias. Um espaço que pertence à sociedade é utilizado livremente pelo dono de uma propriedade particular.

No nobre bairro de Moema, em São Paulo, a prefeitura, reduziu o espaço para o estacionamento gratuito visando benefícios para a fluidez do trânsito. Além disso, para compensar a redução dos espaços para estacionar, implantou o estacionamento rotativo nas ruas. Tudo para gerenciar de maneira mais eficiente o território limitado das ruas.

A medida, infelizmente, gerou descontentamento junto a um grupo de moradores e comerciantes da região. Um caso claro de confusão entre interesses privados e o bem maior.

Reverter o cenário de imobilidade motorizada em São Paulo envolve uma série de medidas, muitas vezes polêmica. A restrição ao estacionamento em locais públicos é uma delas.

Isso implica na readequação da circulação de moradores e visitantes do bairro. Comerciantes precisam depender mais da clientela local que aos poucos terá mais incentivos para deixar o carro na garagem e circular a pé ou de bicicleta pelo próprio bairro.

Para qualificar o debate, estão sendo promovidas audiências públicas na Assembléia Legislativa:

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Serviço:
Audiência Pública
Terça-feira, dia 25 – às 19h
Local: Plenário José Bonifácio
Assembleia Legislativa de São Paulo
Avenida Pedro Álvares Cabral, 201, 1 andar
Em frente ao Parque do Ibirapuera

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Quando vagas vivas tornam-se política pública, o resultado é impressionante. O espaço coberto de asfalto, de uso exclusivo para circulação e estacionamento de veículos motorizados, ganha uma enorme variedade de usos. Gera-se um círculo virtuoso em que o comércio local tem benefícios imediatos e também a longo prazo.

Nossas cidades devem comportar a maior diversidade de usos possível e incentivar que o asfalto vire praça e estacionamento mesa de bar é estimular cidades melhores. Para as pessoas e para os comerciantes.

Leia mais na categoria “Vaga Viva“.

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Fundamentos do equilíbrio

Mover-se em uma bicicleta costuma estar associado ao ato de pedalar, mas o princípio fundamental que possibilita ao ciclista manter-se em movimento é o equilíbrio. E esse se conquista até mesmo antes de se aprender a pedalar.

Para crianças, o desenvolvimento motor pode vir acompanhado de diversão, como no vídeo das bicicletas de madeira abaixo:

A criança começa caminhando com os pés no chão e conforme vai desenvolvendo o equilíbrio ela pega impulso e tira os pés do chão. Caso ela perca o equilíbrio basta colocar os pés novamente no chão e ela vai sentir segura.

Para mais informações sobre a bicicleta infantil de madeira, visite o site de venda.

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Bicicletas na tela

Gostamos tanto de pedalar, que mesmo agora, na frente do computador, estamos pensando em bicicletas.
Por isto, fizemos papéis de parede exclusivos para personalizar nossos computadores. O tema é… bicicleta!, com as ilustrações incríveis que o Lelis fez para a TA.

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Sabemos que você também gosta de bicicletas, por isto os papéis podem ser baixados no saite da TA ou diretamente aqui. Os wallpapers são gratuitos, para monitores normais ou widescreen.

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Para repensar a hora do rush

Utrecht, capital da província holandesa homônima é assim durante a hora do rush. Um mar de bicicletas e muito transporte público. Vale a pena ouvir o silêncio e ver a harmonia do trânsito. Vale a pena pensar os caminhos que levaram a cidade a ser o que é hoje.

A Holanda do século XXI é um modelo mundial de mobilidade urbana. A participação das bicicletas é de aproximandamente 30% das viagens em todas as cidades do país. Ser um país pequeno com cidades médias certamente facilitou a implementação de uma política cicloviária que rendeu frutos e tornou-se exemplo mundo afora.

No entanto, a realidade de hoje não é fruto do acaso ou de intervenção divina, foram uma opção política construída desde os anos 1970, depois da crise do petróleo. Os reflexos macroeconomicos são claros, uma menor dependência energética holandesa possibilitou ao país construir um horizonte melhor para os seus habitantes, sem ter de mobilizar tantos recursos financeiros para queimar combustíveis fósseis.

Por conta do círculo virtuoso que a bicicleta é capaz de colocar em movimento, os holandeses não sofrem com epidemia mundial de obesidade e puderam manter suas cidades dentro da escala humana.

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