Conexão Rio-Medellín

Medellín e Rio de Janeiro, duas capitais localizadas a mais de 7 mil quilômetros de distância sob diferentes latitudes.

Agosto de 2018, nossa quinta visita a esta cidade que é símbolo de resiliência. Desta vez viemos a convite do coletivo Más Urbano, que assim como a Transporte Ativo, atua promovendo o uso da bicicleta como meio de transporte.

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O convite foi para participar de duas atividades de socialização e intercambio entre projetos e experiências. Um bate-papo realizado a céu aberto em espaço público ao lado de uma das principais estações de metrô da cidade. Outro realizado no terraço de um espaço de co-working com a participação de representantes instituições públicas e coletivos que trabalham com o tema.

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Foram dois momentos onde tivemos a oportunidade de conhecer mais sobre a cidade seus projetos e processos e contar um pouco sobre o que acontece no Rio e como atuamos frente a promoção do uso da bicicleta como meio de transporte. Entre tantos temas abordados, a Pesquisa Perfil Ciclista foi um dos destaques no segundo bate-papo realizado em Medellín.

E como irem além das metas previamente estabelecidas também é nossa meta, propusemos uma intervenção na rua, para que com a participação dos ciclistas da cidade, ajudássemos a pensar conjuntamente uma solução de infraestrutura cicloviária para um cruzamento que é um dos principais pontos críticos da região metropolitana. Inspirados na metodologia do Ciclo Rotas Centro, levamos mapas para a rua, para que os ciclistas que circulam por esse ponto pudessem opinar sobre o tipo de solução que lhes parecia mais adequado. Além da interação através dos mapas, realizamos um exercício de contagem e filmamos a ação.

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Das semelhanças entre as cidades podemos dizer que o fato de que as políticas de promoção do uso da bicicleta em ambas as cidades estar ligado as questões ambientais, é a principal. No Rio as ciclovias surgem junto com a Eco 92 e avançam dentro da Secretaria de Meio Ambiente, em Medellín a crise gerada pelo ar altamente contaminado impulsiona o sistema de bicicletas públicas e infraestrutura ciclista da cidade.

Duas capitais Latino-americanas cheias de contradições e que, com suas diferentes características, são muito favoráveis aos deslocamentos em bicicletas.

Conexão Transporte Ativo – Más Urbano. O que nos conecta? O desejo de promover e construir cidades mais ciclaveis, justas e equitativas em relação ao uso do espaço público.

Por mais pessoas, em mais bicicletas, mais vezes!

América Latina e os Sistemas de Bicicletas Públicas

ELASBPC-1024x768Depois do encontro realizado em Medellín em outubro de 2016 e de 2 oficinas realizadas na Cidade do México e em Rosario na Argentina, foi a vez do Rio de Janeiro, receber mais uma atividade internacional sobre Sistemas de Bicicletas Públicas e Compartilhadas.ELABPC_marca_2

A Transporte Ativo realizou, nos dias 9 e 10 de junho de 2018, o quarto Encontro Latino-americano de Sistemas de bicicletas Públicas e Compartilhadas. O evento aconteceu no Galpão de operações do Sistema Bike Rio e contou com a participação de 90 pessoas das Américas do Sul e Norte, Europa e Africa. Entre representantes do poder público, sociedade civil, ONG´s e empresas privadas.

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Durante os dois dias de evento foram debatidas inovações e tendências dos sistemas a nível mundial, campanhas, níveis de serviço, sistemas dockless, uso de dados e troca de tecnologia além apresentados casos de sistemas brasileiros e latinos.

O evento também foi marcado pela apresentação da Plataforma LatinoSBP.org . Projeto da Transporte Ativo, que também com o patrocínio do Banco Itaú.

Painel de Encerramento e lançamento da Plataforma LatinoSBP.org com a participação de representantes da PEBSS e NACTO.

Painel de Encerramento e apresentação da Plataforma LatinoSBP.org com a participação de representantes da PEBSS e NACTO.

Esses espaços vêm gerando inquietudes e necessidades por novos encontros com acúmulo de conteúdo e envolvimento de novos atores estratégicos ao tema. Em 2019 o encontro será em Guadalajara, no México.

Junho é o mês da bicicleta no Rio e do Velo-city 2018

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Faltam poucos dias para o início da Conferência Velo-city 2018 Rio. O mês de junho já se inicia respirando bicicletas com os preparativos, logo na primeira semana do mês as atividades ja se iniciam, com diversos eventos paralelos, esquentando a cidade para a Conferência.

O programa está pronto, repleto de excelentes iniciativas e participantes dos cinco continentes que estarão presentes mostrando o que fazem pelas bicicletas em suas cidades. Muitos daqueles que decidem o futuro do planeta e das cidades estarão por aqui também, organizações como UITP, UN Habitat, C40 Cities, World Bank, CAF, OECD, WHO, UCI dentre outras, além de Prefeitos e Ministros de diferentes cidades e países, com diferentes níveis de uso da bicicleta, como Copenhague na Dinamarca, Bruxelas na Bélgica e Quelimane em Moçambique que nos mostrarão o que vem funcionando para a promoção efetiva das bicicletas no dia a dia de suas cidades. Com muito conteúdo latino americano, o programa se apresenta bem diverso e abrangente, buscando descrever o tema do evento Acesso à Vida e seus subtemas; Aprenda a Viver, Integrando a Vida ao Transporte, Uma Economia Viva e Felicidade e Qualidade de Vida.

Conheça os palestrantes das plenárias e assuntos que serão expostos e debatidos como Inclusão Social, Tecnologia, Gênero, Cicloturismo, Logística, Saúde, em painéis com abordagens interesantes como “High Tech vs Low Tech” que abordará resultados vindos tantos de “Big Data”, quanto de ações totalmente analógicas, com resultados semelhantes ou mesmo o painel TOD vs HOD, o que funciona melhor, o TOD desenvolvimento orientado pelo transporte ou HOD desenvovlimento orientado pela felicidade. Um verdadeiro mundo sobre as bicicletas se descortinará para interessados no assunto, mas principalmente para muitos técnicos de muitas cidades brasileiras que já confirmaram presença. Que a Conferência seja um marco no amadurecimento da mobilidade por bicicletas em nosso país.

As vagas são limitadas, faça já sua inscrição e garanta o seu lugar! Ano que vem, só em Dublin na Irlanda, vamos aproveitar essa oportunidade única de em casa nos aprofundarmos no conhecimento deste tema que a cada dia se mostra mais importante para as mudanças que o Século XXI necessita. Nos vemos no Rio!

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Ciclo Rotas – Cinco anos promovendo cidades melhores.

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Fazem cinco anos que o Projeto Ciclo Rotas Centro foi apresentado ao Rio de Janeiro, desde então já passeou pelo mundo no III Fórum Mundial da Bicicleta em Curitiba, Urban Age da London School of Economics, Bienal de Design em Shezen na China, Velo-city em Adelaide na Australia, Habitat III em Quito no Equador, Medelin na Colombia, Taipei em Taiwan e até na 15ª Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza. Sempre sendo reconhecido como exemplo de projeto colaborativo “de baixo pra cima” feito através de parceria público privada sem verba dedicada.

Passeou também pelo Brasil, com rodadas em diversas cidades, com destaque pra Juiz de Fora – MG que além de fazer, implantou e a mais recente experiência, em Manaus.

Cd18Agora o projeto Bicicleta nos Planos, lança um lindo infográfico apresentando a Tecnologia Social Certificada pela Fundação BB, como metodologia fácil e produtiva para a implementação de uma rodada do projeto em sua cidade ou mesmo em seu bairro. Com o título Bicicleta na Escala do Bairro, o infográfico de autoria de Natália Garcia, ficou lindo e de fácil compreensão. Está disponível no site Bicicleta nos Planos ou clicando na imagem acima.

Mão na massa, pé no pedal e bora fazer um Ciclo Rotas local. Precisando de algum suporte, entre em contato.

Bike Rio, 4ª Geração já está nas ruas

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Há quase dez anos era lançado o primeiro sistema de bicicletas compartilhadas do Hemisfério Sul. O Pedala Rio foi a 1ª geração das bicicletas compartilhadas do Rio de Janeiro. Na inauguração, em dezembro de 2008, eram apenas dezenove estações cinza, com 190 bicicletas prateadas distribuídas por poucos bairros da Zona Sul Carioca. Na época publicamos o post Pedalemos no ritmo de Samba.

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Após um período sem conseguir patrocínio para manter o sistema, ele foi se deteriorando. Quando surgiu um possível patrocinador a frota de bicicletas chegou a ser pintada de azul. Era a 2ª Geração, no início de 2010, quando fizemos esta postagem: E o Samba voltou. Mas a parceria não seguiu adiante e as bicicletas logo sumiram das ruas.

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No final de 2011, com patrocínio do Banco Itaú, nascia o Bike Rio, 3ª Geração das bicicletas compartilhadas cariocas, que passaram a ser conhecidas como Laranjinhas (A ordem é Samba). Inicialmente o sistema cresceu para 60 estações, mas foi entre 2013 e 2015 que houve uma grande expansão, com a instalação de 200 novas estações. Isso ampliou o número de bairros atendidos e aumentou a densidade do sistema, diminuindo a distância entre algumas estações.

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Em 2015, o sistema atingiu seu auge com uma média de 8 mil viagens por dia ou 240 mil por mês. Os números eram impressionantes:
– Mulheres eram 48% dos usuários;
– Distância média percorrida em cada viagem era de 3,3Km;
– Tempo médio de viagem: 44 minutos.
Com picos nos dias de semana e no mês de agosto, esses dados consolidaram o Bike Rio como um meio de transporte significativo no cotidiano carioca.

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Mas o sucesso do sistema o derrubou. Com uma demanda maior que a capacidade de oferta, dificuldades para fazer a manutenção das bicicletas e lidar com problemas físicos e tecnológicos o Bike Rio foi entrando em colapso. Até que em junho de 2017 houve a troca na concessionária operadora do sistema, saía a Serttel e entrava a TemBici, com a missão de fazer funcionar algo que já estava “quebrado”. O desafio foi grande, houve uma breve melhora, mas o foco da empresa já estava nas novas bicicletas e estações que estavam por vir.

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E agora elas já estão nas ruas do Rio! O novo sistema é o canadense Public Bike System Company (PBSC), um dos mais confiáveis e utilizados do mundo presente em 24 cidades, como Londres, Nova Iorque, Chicago, Washington, Melbourne, Guadalajara e Toronto. Agora no Brasil em parceria com o Banco Itaú, a TemBici opera as bicicletas no Rio de Janeiro, Recife e São Paulo. O sistema é mais robusto, com uma bicicleta pensada para essa função, que oferece mais segurança e prazer na pedalada. Além disso, permite uma variedade maior de formas para se retirar a bicicleta e adquirir os passes.

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A 4ª Geração do Bike Rio foi lançada no dia 20 de fevereiro de 2018 e já começou movimentada. Apesar de inaugurada sem a cerimônia, a pompa e o alarde de outras cidades, logo no primeiro dia já teve mais de 900 viagens e mais de dois mil cadastros. No segundo dia, por volta das 21 horas o número de viagens já era o dobro em relação ao dia anterior, chegando perto de duas mil viagens. O carioca já abraçou o Bike Rio, viu, aprovou e está usando. Em breve aqueles números de 2015 serão coisa do passado e as bicicletas públicas mais do que nunca farão parte do cotidiano, da cultura e do visual da cidade.

Assista a seguir um pouquinho do que vimos ontem à noite, em alguns minutos na Orla de Copacabana.

Para saber mais sobre o novo Bike Rio, acesse o site do sistema clicando aqui.

4Gen_BR_A Transporte Ativo vem acompanhando de perto o desenvolvimento das Bicicletas Compartilhadas Cariocas, em todos os seus momentos, bons ou ruins, sempre em busca de um sistema que atenda aos cariocas com a qualidade que eles merecem.