Ficam proibidos os capacetes para ciclistas

Será que promover o capacete é promover a segurança?

Será que promover o capacete é promover a segurança?

O capacete para ciclistas é e deveria continuar a ser uma opção pessoal de cada ciclista. Mas infelizmente a fé de alguns contamina a percepção e faz com que diversos ciclistas acreditem que é possível promover o uso da bicicleta e ao mesmo tempo os capacetes de isopor para os ciclistas.

Por isso é fundamental que seja extinto o capacete de qualquer peça publicitaria em favor da bicicleta. Alguns motivos:

  1. Não retrata a realidade, afinal nas contagens de ciclistas realizadas Brasil afora, nem 1% dos ciclistas hoje nas ruas usam.
  2. Estigmatiza a bicicleta e o ciclista, afinal se a promoção ao uso da bicicleta é sempre focada no capacete, quem não usa (a maioria dos ciclistas brasileiros) é colocado de fora do modelo divulgado.
  3. O vínculo entre bicicleta e capacete reforçado em peças publicitárias comunica ao público não ciclista que a bicicleta é perigosa e por isso precisa de equipamentos de proteção.
  4. O capacete carrega a noção de que pedalar é coisa de atleta (que normalmente usa capacete).
  5. A presença do capacete na publicidade ajuda a culpabilizar os ciclistas “sem equipamentos de proteção” nas ruas.

Fica portanto o marketing e a promoção ao uso do capacete como função exclusiva dos fabricantes de capacete e não dos que esperam que nossas ruas estejam cada vez mais repletas de ciclistas. Sem distinção de equipamentos.

Ps.: 

Aos amantes do capacete que aqui expressaram suas opiniões pessoais.

Indicamos dois links da European Cyclists Federation (Federação Européia de Ciclistas) – ECF, sobre o assunto:

Porque o capacetes não são eficientes na redução de ferimentos em ciclistas” (em inglês).

Porque a Federação Européia de ciclistas defende o capacete como opção individual e é contra a promoção do medo na publicidade de capacetes (em inglês).

154 comentários em: “Ficam proibidos os capacetes para ciclistas

          1. Caro Judson, algumas perguntas:
            Vc acredita realmente q um capacete de bike te protege numa queda a 45km/h?
            Vc acha que uma pessoa que tem uma barra-forte ou bicicleta similar, e a utiliza diariamente para ir ao trabalho, e outras tarefas corriqueiras, vai, alguma vez na vida dela, passar dos 15km/h?
            Vc crê que essa pessoa deva usar um capacete?
            Exigir dessa pessoa o uso do capacete, nao vai aumentar sua segurança, só vai tirar seu meio de transporte.

      1. o capacete n vai te proteger a n ficar paraplegico, ele protege os pontos vitais da sua cabeça e n sua coluna , uma queda pra te deixar paraplegico o capacete nesse ponto eh inutil mas numa queda besta que vc pode morrer por bater a cabeça na guia o capacete ira te proteger e eu sei disso pq ja tive traumatismo craniano por n usar capacete , no caso se eu estisse de capacete as coisas seriam diferentes

    1. Deveríamos então fazer com que os pedestres usassem tornozeleiras, joelheiras e proibir mulheres de salto, já que o número de “acidentados” em calçadas péssimas é brutal?

      O que o texto fala é sobre a promoção do uso de bicicletas, ou seja, fazer com que tenhamos mais ciclistas nas ruas, porque mais ciclistas nas ruas geram mais segurança. Mais segurança coletiva do que o uso individual do capacete.

      E se você quer ter mais ciclistas nas ruas, você não deve dizer “cuidado, é perigoso, você precisa de uma armadura, ser jovem e homem para fazer isso”.

      1. Thiago, o nosso corpo é preparado para receber impactos em velocidades que podemos atingir a pé. Dificilmente uma pessoa vai morrer por cair andando, seja qual for a condição da calçada. Já os ciclistas, multiplicam e muito essa velocidade, além de não andarem nas calçadas, protegidos. Os ciclistas dividem vias com veículos mais pesados, mais fortes, mais rápidos… Foi uma comparação infeliz…

        Eu quero ver mais ciclistas nas ruas e quero vê-los equipados. Usar capacete não protege apenas dos perigos impostos por outros carros, por desrespeitos etc… protege também caso você caia vítima de um problema na bike, uma manobra mal feita etc…

        Mostrar ciclistas usando capacete em propagandas não passa a ideia de que o ciclismo é perigoso, passa sim a ideia de uso responsável de um veículo!

  1. Absurdo, bobagem, paraplegia, estado vegetativo. Ora amigos, andemos pelas ruas com coletes à prova de balas, máscaras respiratórias descartáveis e luvas de látex! Continuem sendo coniventes com a falta de respeito às bicicletas no trânsito e a falta de estrutura nas nossas cidades a partir desta imagem míope de periculosidade do uso da bicicleta como meio de transporte. Deixo esta foto como incentivo a mudança a partir de um outro ponto de vista. http://dc.streetsblog.org/wp-content/uploads/2010/11/dutch-bike-lanes.jpg

        1. Esses paralelos são totalmente sem noção. itens de segurança para carros (cinto de segurança, freios ABS e AirBags) COMPROVADAMENTE reduzem lesões em acidentes envolvendo carros, assim como o capacete de motociclismo. Os capacetes de ciclismo reduzem, no máximo, escoriações (ralados e cortes) no couro cabeludo e face.

    1. Li o estudo ao qual a matéria se refere (http://www.bmj.com/content/346/bmj.f2674) e me parece que as conclusões a que o estudo chegaram são:

      – Redução de 54% em internações por acidente ciclístico com trauma na cabeça nos estados que adotaram legislação que obrigue o uso do capacete, contra apenas 33% nos estados que não têm essa legislação.

      – Capacetes reduzem o risco de danos ao cérebro em 88%, à cabeça em 85% e à face em 65%.

      – Na divisão geográfica Canadense, utilizada para separar a amostra da pesquisa, somente nos Territórios Canadenses se observou um aumento de intercações por acidente ciclístico com trauma na cabeça, e foi exatamente nos Territórios onde a legislação que obriga o uso de capacete não existe. Em todos os outros estados e províncias se observou queda nas estatísticas.

      – As maiores reduções nas taxas de internação por acidente ciclístico com trauma na cabeça foram observadas nas províncias com legislação de capacete.

      1. Fernando, leia com mais atenção o texto. Vou deixar aqui a conclusão dos autores:

        “Using segmented regression analysis, we did not detect a statistically significant effect of helmet legislation on the rate of hospital admissions for cycling related head injuries per total admissions for cycling related injuries among young people in the year after legislation was implemented”

        Ou seja: não há diferença…

  2. Tal informação, certa ou errada deveria vir a ser postada com pelo menos um LAUDO TÉCNICO dado por um instituto, universidades ou Defea Civil sobre o tema. Uso contumazmente e ainda acho que tem que ser obrigatório o Capacete com QUEICHEIRA, tipo os usados por motociclistas, evitaria muito traumatismo, tais como quebra de mandíbulas, nariz, dentre outros. Agora levantar uma questão hipotética sem alguma razão que justifique, verifica-se uma primariedade absurda de quem nunca foi ciclista. Qualquer tema, mesmo hipotético para que seja analisado tem que se ouvir a técnica e neste faz-se necessario . Marcos Pomenta – Brasília/DF.

  3. O capacete reflete o nivel de seriedade e comprometimento do ciclista. Se è alguèm que usa a bike sò pra pagar de gatao ou ir na esquina comprar pao, pra que capacete? Ja que as ruas sao lugar super seguros, ninguèm morre de bicicleta no transito e cabeça dura nao quebra, pra que capacete? Quem vai levar a vò na ciclovia de domingo, realmente nao precisa. Quem tem filho, usa pra dar o exemplo. Quem ja perdeu a memòria caindo de bike, tambèm usa. Quem começou a andar agora, e tem uma dificuldade em usar um capacete leve e ventilado maior do que a motivaçao pra usar a bicicleta, prefere nao desarrumar o cabelo. As leis do homem a gente muda, discute, gera polemica. As leis da fisica sempre foram e vao continuar sendo as mesmas pra todos.

    1. Leonardo, não entendi direito o lance da seriedade e comprometimento, pode explicar melhor? Um ciclista com capacete que pedala que nem um idiota é mais sério do que um que pedala de maneira mais prudente e não usa capacete?

      Me parece que a sua visão de “seriedade” está muito associada à imagem e eu sinceramente acho isso bem complicado.

      As outras razões que você cita, ok, elas são uma opção individual. Se você tem convicção de que te traz uma segurança efetiva, beleza, use. Mas saiba que nem isso é comprovado.

  4. Só estou escrevendo isso aqui hoje, graças ao meu CAPACETE que impediu que eu tivesse o crânio rachado no asfalto, fui fechado por um veículo e voei por cima do capô do carro batendo no chão, de costas e com a parte de trás da cabeça. O capacete de uma polegada rachou e meu crânio saiu ileso.
    Isso de dizer que a porque a maioria não usa não quer dizer que estão corretos, a maioria dos ciclistas anda na contra-mão também, e estão errados.
    Não quer usar capacete, problema seu, mas saiba você que crânio não pega solda.

  5. Que texto confuso… não consegui entender a essência da crítica! Foi alguma propaganda estimulando o uso do capacete? Qual o link da propaganda? Quem promoveu? Se foi, qual o motivo do ataque? Deveria estar reclamando o autor se virasse obrigatoriedade, e não o contrario! Me desculpe João Lacerda, mas não vi fundamento algum na sua crítica.

  6. Por mim deveria ser obrigatório, sei que é incomodo, desconfortável de usar e de carregar por aí, mas se acontecer algo sem capacete, provavelmente você irá para o hospital, e será tratado com o dinheiro publico, e ainda poderá ocupar a vaga de alguém, que pode não ter tido, a escolha de usar capacete ou não, mas também acho que que os capacetes deveriam ser de melhor qualidade, e não uma peça de isopor que quebram no manuseio, e também deveriam ser mais baratos, assim como todas as peças de bicicletas, mas uma peça de segurança deveria ser mais acessíveis.

  7. Eu quase sofri um acidente porque a presilha que ajusta a fixação do capacete na nuca enroscou na alça da minha mochila e impediu que eu movesse a cabeça.
    Porém eu ainda acho que ele é muito necessário!
    Tá certo que não dá tempo para pensar nisso durante uma queda, mas você já fica mais preocupado em proteger outras partes do corpo…

  8. A discussão não é Eu uso x Não uso, ou Acho importante x Não acho. Usar capacete é uma escolha individual, cada um usa se quiser e ninguém tem nada a ver com isso.

    A discussão é que essa pressão para que os outros usem capacete influencia na imagem negativa da bike como veículo perigoso. Quanto mais a gente bate na tecla do capacete, mais afastamos pessoas que poderiam começar a pedalar. E inúmeros estudos já comprovam que a medida mais eficiente para a segurança de ciclistas nas ruas são mais ciclistas nas ruas.

    Você não dá bronca no seu colega porque o carro dele não tem airbag.

  9. Como protagonista de várias quedas, algumas delas com impacto direto no cranio, não posso deixar de pensar que se estivesse sem capacete em duas delas, provavelmente não estaria aqui redigindo estas linhas. Se você atingir mais que 15 km/h de velocidade recomendo fortemente o uso do capacete. Me passa pela mente, também, que quanto mais se usar e quanto mais forem vendidos mais acessíveis eles serão.

  10. O que direi já foi dito em comentário acima como “impacto visual”. Em outras palavras: tentar passar uma boa imagem para o motorista. Esperar ser tratado, menos mal, por usar o capacete.

    Eu faço essa merda, conscientemente.

    Certa vez no trânsito, percebi que “matei a carreira” de um motoqueiro (motoboy) e fiquei literalmente esperando um ataque raivoso (olha meu preconceito).

    Mas não veio ataque raivoso (aliás, só recebo ataque raivoso no transito dos que se denominam motociclistas). O motoqueiro, no lugar de ataque, sorriu para mim, depois disse com firmeza: Cara, use o capacete. Não dê mais um motivo para os motoristas lhe escurraçarem! Os motoristas me tratarão menos mal? NÃO. Com certeza não. Mas eu não consigo sair sem capacete, desde aquele dia. Talvez para me punir e me lembrar sempre o mal juízo que fiz do cara.

  11. Discordo dos argumentos deste artigo. Mas posso estar errado, pois não sei o que poderia ter acontecido caso eu não estivesse usando capacete em um acidente que sofri a algum tempo, onde o mesmo capacete “meio coco de isopor” partiu em 3 partes com o impacto. Pode ser que eu tivesse morrido, ou ficasse paraplégico, ou sofresse um corte na cabeça, ou apenas um inchaço, ou nada… mas como foi o capacete que se quebrou em 3, melhor a “proteção” do que eu.

  12. Gosto muito deste blog e geralmente concordo com as opiniões aqui expressas, mas acredito que este tema é bastante delicado e não concordo com a abordagem. Promover a bicicleta sem o uso do capacete é exatamente a mesma coisa que promover dirigir carros sem o usar o cinto de segurança. A mesma coisa. Sem por nem tirar. Um trauma causado por um impacto na cabeça a 10 km/h pode ser fatal sem capacete. Aquele “capacete” de isopor que você citou acima (isso pode até ser verdade para modelos que custam R$ 20,00 e não passam disso mesmo, mas não pode ser generalizado para todos os capacetes), salvou a vida de diversos amigos meus e infelizmente por falta de uso, provavelmente condenou uma amiga minha a menos de um ano em um acidente estúpido a menos de 15 km/h. Eu já dividi dois capacetes ao meio em tombos e minha cabeça ficou inteira. O capacete funciona sim.

    Andar de bicicleta, assim como andar a pé, subir e descer escadas, cortar um pão ou mexer na rede elétrica de casa, oferece riscos. Mas existe um agravante que não pode ser ignorado. A maioria das pessoas que usa a bicicleta para a mobilidade pessoal ou lazer nas cidades, geralmente utiliza ela no transito, compartilhando vias publicas com carros, motos, caminhões e ônibus, o que aumenta exponencialmente o risco envolvido e não permite ao ciclista controlar todas as variáveis a sua volta. O capacete não vai garantir que o ciclista sobreviva a um atropelamento ou a uma queda, mas vai sim aumentar tremendamente as suas chances de que em caso de impactos diretos na cabeça, ele tenha chance de uma boa recuperação e que volte a andar de bicicleta e levar uma vida normal.

    Atletas usam o capacete, porque geralmente são ciclistas mais avançados em termos de técnica e cultura de bicicleta e entendem que estão correndo riscos ou já tomaram tombos que os deixaram assustados o suficiente para entender que cair acima de 30 km/h de bicicleta é algo muito sério. Não entendo a ligação entre o capacete e seu uso apenas por atletas. Quem anda de moto e usa capacete é piloto? Talvez entre o ciclista habitual e o eventual. Mas não ao esporte. Esta ligação é fruto de preconceito também. Brasileiro tem uma tendência a achar que se você usa equipamentos de segurança, você é bobo, profissional ou não sabe andar de bicicleta. Você nunca é visto como cauteloso, prudente, etc…

    Deixando claro: concordo que o uso do capacete deve sim ser uma opção pessoal. Não acredito na imposição como forma de promover o uso e acho que isso prejudicaria o futuro da bicicleta no país. Mas promover a bicicleta e não aproveitar a chance de promover o uso capacete como um habito saudável e recomendável, é uma tremenda perda de oportunidade e na minha opinião, algo irresponsável.

    1. Perfeita sua colocação, não entendo porque tentam desestimular o uso do capacete.

      Eu mesmo fui atropelado por uma moto e fui jogado de costas uns três metros aonde bati com a parte de trás da cabeça e ainda arrestei aproximadamente um metro. Senti um forte impacto neste momento e a primeira coisa que pensei foi “ainda bem que estava de capacete”.

      Eu tenho certeza que teria grandes chances de ter tido uma fratura craniana não tivesse usando o capacete, e mesmo que não tivesse chegado à esse extremo, teria tido sérias escoriações e provavelmente perderia parte do couro cabeludo na parte de trás da cabeça pois como falei arrastei aproximadamente um metro no asfalto.

      Acho que pode até ser uma opção pessoal, mas também acho uma irresponsabilidade esta discussão tentando desmerecer e desestimular o uso do capacete, pois apesar de não ser milagroso, pode sim fazer a diferença em caso de acidente.

      Um conhecido não estava usando o capacete por preguiça pq o capacete estava no carro e ele não quis pegar, além do que seria “apenas uma voltinha”. Moral da história, levou um tombo besta e está com a cabeça toda machucada a toa e totalmente arrependido de não estar usando o capacete.

      Usar capacete (decente) pode sim salvar uma vida ou pelo menos diminuir muito os ferimentos de alguém, não querem usar tudo bem, mas não sejam irresponsáveis em dizer o contrário.

  13. Entre bater a cabeça sem nada e bater a cabeça com o capacete de ciclista, prefiro a segunda opção. Que fique livre ao ciclista escolher. Só quem já tomou uns tombos em que o capacete ajudou a diminuir os danos pode sentir a diferença.
    Ando muito em trilhas e single-tracks, cair e bater em árvore faz parte… eu uso capacete, óculos e luvas na trilha e na cidade.

    Abraços!
    fb.com/EvandroBiker

  14. é importante sim…qualquer proteção ainda que não seja suficiente é importante,fui ciclista federado e ja sofri diversos acidentes,na trilha e na cidade,aonde o capacete me protegeu e em um especificamente salvou minha vida,de certo que era um equipamento diferenciado e não os que vendem aí a preço de banana e feitos só pra constar.

  15. O nosso organismo evoluiu ao longo de milhares de anos criando uma caixa toráxica para proteger o nosso cérebro. O natural é que, em condições aonde um impacto possa causar dano nele, que de alguma forma a gente de um reforço nesta proteção. Simples assim.

    É como diz o ditado: é preferível ler asneiras como esta do que ser cego.

  16. Uso a bicicleta diariamente, e o uso do capacete me salvou recentemente de um acidente no qual saí apenas com um braço quebrado, em uma situação tranquila de trânsito. Sinceramente, este texto é a maior imbecilidade que já tive oportunidade de ler. É como dizer, não use camisinha, pois associa sexo á algo perigoso.

    Baseado em quais dados, pesquisas e testes este texto foi escrito? Ou é baseado no “achismo” de um “ciclochato” que quer se promover causando polêmica.

    Como ciclista, e como cidadão, tenho vergonha de um texto destes dizer que representa a “a maioria dos ciclistas brasileiros”.

    Onde está a pesquisa feita “pelo mundo afora” ? Posta o link para podermos avaliar.

    E onde estão os testes que demonstram que a espuma de poliestireno expandido ( que nosso grande e ilustre autor do texto chama vulgarmente de isopor) e a forma como os capacetes são produzidos não reduz o risco de lesões ?

    Sinceramente João Lacerda, compre uma bicicleta de uma roda só e pedale sem capacete. Mas pedale no circo, onde é lugar de palhaços como você.

  17. Concordo plenamente com o autor deste trabalho. Muitos, ou quase todos os comentadores que defendem o uso do capacete no dia a dia, em trabalho ou lazer, não andam de bicicleta ou então pensam pela cabeça dos publicitários e fabricantes de capacetes. O uso do capacete deve ser opcional e não obrigatório: usa quem quer! Nem se pode criticar quem usa como quem não usa. Deve ser uma opção individual. Vejam o exemplo do povo mais ciclista do mundo em que essa opção é voluntária.Se fosse assim tão perigoso andar de bicicleta há muito que a lei da obrigatoriedade do uso de capacete
    tinha sido publicada…

    1. “(…) Muitos, ou quase todos os comentadores que defendem o uso do capacete no dia a dia, em trabalho ou lazer, não andam de bicicleta” ….?????????? Que afirmação infundada… Ridícula até. Eu tenho um capacete de 13 anos atras e outros 2 mais recentes ( todos cheios de adesivos de eventos e campanhas sobre bikes durantes os anos q pedalo)…….E se os novos ciclistas q adentram no movimento usa, eles estão corretos. SEGURANÇA VEM ANTES da PREPOTÊNCIA. ( ñ preciso usar pq sei andar de Bike e os carros devem nos respeitar!)

  18. APOIO FORTEMENTE O USO DO CAPACETE. SE EXISTE 1% DE CHANCE DE EVITAR DANOS MAIORES USANDO CAPACETE, PORQUE EVITAR?

    RIDÍCULA a Tese semiotica que sugere que aos ñ ciclistas q o uso do capacete é sinal que bike é perigosa!!! Neste sentido a semiótica pode ilustrar tb que usar capacete é segurança. É Precaução.

    Comparar o uso deste equipamento na Europa com o uso deste no Brasil (ou Asia) é dizer algo como “Soluções Européias em Condições Africanas” o que é de uma inocência polyanesca.

    Pessoalmente Já vi pelo menos 3 tombos ( A última na semana passada) em que o ciclista estava de capacete e simplesmente Rachou o casco e manteve a cabeça integra.

    Esta discussão é um diversionismo adolescente.

  19. tô esperando a hora de vir um e comparar capacete com camisinha.

    só que o uso universal da camisinha (e as campanhas de “Use Camisinha!”) são altamente questionáveis e ineficientes elas mesmas…

    por que? Porque nem todo sexo é penetrativo, a maioria não é. (e sobre o capacete poder-se-ia dizer o mesmo: a maior parte das viagems são Dona Cotinha indo comprar pão, cheia de bob, mise-en-plies, e lenço na cabeça).

    É preciso uma visada mais epidemiologica, menos intuitivoide; mas também uma visada que, sendo epidemiologica, seja crítica, leve em conta o binômio moderno Medo-Esperança (e sua atualização moderna, Desespero-Segurança) como formas opressivas de bioboder, não ignore os teoricos da anti-medicina (um dos quais é fundamental também nos movimentos anti-carro: Ivan Ilich)

  20. Vou deixar o meu ponto de vista. Sou um ciclista que usa o capacete, mas também não uso em todos os lugares. Eu uso o capacete quando estou no meio de um single track que posso cair e me machucar, eu uso o capacete quando estou no meio do trânsito caótico do Rio de Janeiro(Mas eu sei que ser for atropelado não vai me salvar, pois o impacto do carro vai me ferrar muito mais), mas num local tranquilo quando estou passeando eu não uso o capacete. E antes que outros falem, sim o capacete já evitou algumas vezes que ralasse ou machucasse a cabeça, mas em todos os momentos eu estava conduzindo a bicicleta em locais que é necessário o uso de equipamentos de segurança ou habilidades que a maioria dos ciclistas urbanos não necessitam possuir. Os meus piores machucados de bike não foram ocasionados pela falta de capacete e sim porque na época eu não possuía o conhecimento ou habilidade necessária para conduzir a bicicleta com segurança. Capacete pode até salvar vidas, mas a falta de conhecimento, capacitação e educação no trânsito não tem capacete que salve.

  21. Não concordo com o ponto de vista! O ciclista precisa de proteções minimas para garantir sua integridade física. Em muitos país o ciclista urbano é obrigado a utilizar não só o capacete como também as luzes de sinalização para garantir transito livre e seguro em meio ao transito de veículos auto-motores. Como sabemos o transito de veículos auto-motores não é muito amistoso no Brasil! Conscientização e prevenção é tudo para a criação de uma cultura de ciclismo urbano adequada e segura…

  22. Absurdo!!! O capacete já salvou a minha vida duas vezes. Uma quando fui atropelado e bati com ele (e não a cabeça) na coluna do carro; ele ficou destruído e a minha cabeça intacta. Outra vez foi num tombo em que embolei com a bike e a coroa dela deixou as marcas na parte traseira do capacete, se estivesse sem capacete, ela teria cravado na minha nuca. Essa campanha é no mínimo irresponsável!!!!

  23. O seu blog traz uma foto de patinadores com joelheiras. Vai proibir isso também?
    Não achei nenhum dos motivos relatados realmente importante para se desestimular o uso de capacete. Capacete é um item de segurança e seu uso deve ser estimulado. Eu mesmo levei um tombo de bike e recebi mais de 100 pontos na testa e rosto que poderiam ser evitados se estivesse de capacete. Tenho um colega que sofreu traumatismo craniano e ambos não estávamos competindo ou em velocidade alta. Estávamos passeando na rua e andando devagar.
    Só faltou incluir como “motivos” para não estimular o uso de capacete dizer que desmancha o cabelo e que deixa o ciclista com cara de nerd.

    1. Fera, evidência anedótica. Sabe o que é isso? Não é engraçado. É basear uma política em um episódio isolado. Sem desmerecer suas histórias pessoais, estudos científicos são muito importantes também:
      http://www.timeshighereducation.co.uk/news/cyclists-wearing-helmets-at-greater-risk-car-drivers-keep-their-distance-from-bare-headed-cyclists-especially-if-theyre-women/205323.article

      Abraços.

      1. Fred,

        O tema de capacete já foi abordado diversas vezes nesse espaço. O texto em questão fala especificamente do uso do acessório em peças publicitárias:

        “É fundamental que seja extinto o capacete de qualquer peça publicitaria em favor da bicicleta.”

        Um texto mais profundo sobre o tema pode ser lido aqui: http://abicicletanacidade.blogfolha.uol.com.br/2015/07/16/capacete/

  24. Caro João Lacerda, converse com ciclistas de verdade antes de publicar algo assim. Ando de bike todo dia em são Paulo e quase nao vejo ciclistas sem capacete, tanto quando motociclistas sem o mesmo. Desvincular o equipamento de proteção a um meio de transporte é a mesma coisa do que vc achar que nao há necessidade do cinto de segurança em veículos. Desculpe, mas nao foi feliz no seu texto.

  25. Mesmo de isopor, o capacete deveria ser obrigatório. Não é por causa dele que a bicicleta é ou não perigosa. Carro tem cinto de segurança por que é perigoso? ônibus possui saídas de emergência por que ele é uma armadilha? Ah, e o que dizer desses edifícios com portas contra fogo? Deveriam prender engenheiros por projetarem coisas que “podem” dar errado!

  26. Realmente o Brasil é o pais das aparências. Não mostrar o uso do capacete para não relacionar o fato de ser uma atividade que fornece riscos é hilário. Sou ciclista e praticante de Cross Country (XC) e acho lamentável tapar o sol com a peneira através destes tipos de matérias tendenciosas. Pena que no Brasil a regulamentação da atividade não seja como no EUA aonde é obrigatório o uso deste acessório tão importante.

  27. Como alguém se presta a escrever contra um equipamento de segurança que se presta a proteger a vida de pessoas???? Isso vai na contra mão de TODAS as campanhas mundiais pela segurança e paz do trânsito!!!!
    Vai agora também dizer que a publicidade e campanhas pelo cinto de segurança não devem ser veiculadas?
    Divulgar coisas boas e importantes fortalece a posição (correta) daqueles que já são conscientes da importância do capacete para ciclistas;
    Demonstra àqueles ainda não concientes de que estão fazendo algo errado;
    Ensina à novas gerações a importância do capacete (quando eu era criança, há 35 anos atrás, isso era bobagem, e eu mesmo já arrebentei a cabeça um par de vezes…).
    Concordo com o comentário do Rafael aqui acima, nas ciclovias de São Paulo, a grande maioria das pessoas já usa capacete, e isso vai salvar as cabeças de muitos pais, filhos, esposas, irmãos, amigos…
    USE CAPACETE! E CUIDADO COM A COISAS QUE LÊ POR AÍ!!!

    1. Não, fera. Não é por aí.
      Ciclovia não é esporte. Ciclovia, principalmente em uma cidade como São Paulo, é para ser usada com convívio com pedestre, com cadeirante. Com calma.

      Isso é um conceito muito importante, muito mais importante do que o chapéu de isopor: civilidade, respeito.

      Fique aqui com um vídeo de um lugar onde bicicleta como meio de transporte é levada a sério:

      https://www.youtube.com/watch?v=n-AbPav5E5M

      Conte os capacetes pra nós.

      Abraços.

  28. O texto é de uma ignorância absurda!!! Capacete só é opcional para gente estúpida que não sabe o que é segurança no transito. Bicicleta não é só brinquedo, longe disso! como uma pessoa pode opinar sobre uso de capacete!? parece coisa de adolescente!!! Os argumentos usados são infantis ! Então eu nao vou usar cinto de segurança no carro porque amarrota a roupa? andar de bicicleta no transito tem sim sua dose de perigo, não é a mesma coisa que andar numa parque. Uma simples queda com a cabela num meio fio é fatal !!! Esse texto é mais perigoso que a falta do capacete. se apenas 1% usa capacete, apenas 1% está certo ! Campanha pelo capacete já ! Os motoristas respeitam muito mais um ciclista de capacete, isso é simples, se vc andasse de capacete, saberia disso.

    1. Galera, Anderson… acho importante que mantenhamos o cuidado e respeito no diálogo. Eu não uso capacete e não admito ser chamado de estúpido só porque alguém discorda de mim. Ao invés de qualificar negativamente a pessoa que escreve (infantil, estúpido e outras “qualidades”), o melhor é dialogar as idéias.

      FATO: As pessoas precisam
      1) APRENDER A CAIR
      2) APRENDER A PEDALAR COM CALMA, ANTECIPAR MOVIMENTOS

      Com ou sem capacete, as pessoas que andam de bicicleta vão cair em algum momento. Em muitos casos, caem de queixo, e nem capacete adianta.

      O problema é que o capacete dá a falsa impressão de que ele é o ítem mais importante da segurança de um ciclista. E NÃO É.

      Boa parte dos impactos na cabeça são evitáveis com uma queda “bem caída”. Mas isso envolve um treinamento, sim.
      Boa parte dos acidentes são evitáveis se a pessoa está numa velocidade razoável e se antecipa os movimentos.

      Eu quero poder não usar o capacete. Quem quiser, use, mas ciente de que nem mesmo o INMETRO tem gerência sobre a qualidade dos que circulam no Brasil, logo não há segurança garantida na maioria dos modelos vendidos.

      A questão também é política: colocar a segurança do trânsito na conta de um equipamento de segurança é um contrasenso. Não dá para comparar motos e carros a bicicletas, pela velocidade que alcançam. O rigor da lei tem que se voltar ao poder público antes de mais nada, que se mantém ausente desde sempre.

      1. cara esta foi demais…kkkkk.entao para andar de bike agora temos que fazer judo….sinceramente que voce tenha a sorte de nunca cair e bater a cabeça no chão..te deixar um trauma grave ou até mesmo coisa pior….pesquise na internet sobre as quedas de bike, voce vai ficar assustado..ai vai dizer mais isto acontece mais com profissional..eu so profissional e ando em trilhas com grupos para passear também..e nestes grupos ja vi muitos e muitos tombos que se não fosse o uso do capacete ja era….VAMOS FAZER ENTAO UMA PASSEATA: ANTES DE COMPRAR UMA BIKE PRATIQUE JUDO…KKKKKKKKK….

  29. esse argumento é um falso paralelismo: motocicletas têm motor, velocidade e massa sobrehumanas – bicicletas e pedestres não.

    Não obstante, cabe elencar dois fatos:

    1) a maior parte dos atropelamentos acontecem em faixas de pedestres; e por outro lado, áreas com pouca informação visual para o motorista redundam em menos velocidade e menos acidentes, menos graves;

    2) o cinto de segurança não exatamente diminui riscos, ele os externaliza: quem tá dentro do carro fica mais protegido, sob as expensas de quem está fora ficar menos protegido. E eu nem estou considerando a auto-compensação sistêmica (motoristas com cinto de segurança tendem a realizar velocidades mais altas, que não realizariam sem cinto de segurança, etc.)

    (aliás, a mesma auto-compensação sistêmica aparece com capacetes: quem pedala usando capacete tende a planejar menos suas rotas, a ter comportamento mais “motorizado”, etc. Isso aliás se vê bem nos comentários aqui expostos…)

  30. Obrigar o uso de capacete para qualquer modo de transporte não motorizado é tão importante quanto criminalizar a maconha porque a cocaína também precisa ser ilegal.

    (fiquei com esse koanzinho pra meditar.)

    (por mim descriminaliza cocaína, também. Mas nesse caso sou taticamente etapista…)

    (não, não uso nem nunca usei maconha. O cheiro me dá nausea. Motivo pelo qual nunca comi sarapatel, também).

  31. Por isso é fundamental que seja extinto o capacete de qualquer peça publicitária em favor da motocicleta. Alguns motivos:

    Não retrata a realidade, afinal nas contagens de ciclistas realizadas no interior do Brasil, nem 1% dos motocicleta hoje nas ruas usam.
    Estigmatiza a motocicleta e o motociclista, afinal se a promoção ao uso da motocicleta é sempre focada no capacete, quem não usa (a maioria dos motociclistas brasileiros) é colocado de fora do modelo divulgado.
    O vínculo entre motocicleta e capacete reforçado em peças publicitárias comunica ao público não ciclista que a motocicleta é perigosa e por isso precisa de equipamentos de proteção.
    O capacete carrega a noção de que andar de moto é coisa de atleta (que normalmente usa capacete).
    A presença do capacete na publicidade ajuda a culpabilizar os motociclistas “sem equipamentos de proteção” nas ruas.

    Fica portanto o marketing e a promoção ao uso do capacete como função exclusiva dos fabricantes de capacete e não dos que esperam que nossas ruas estejam cada vez mais repletas de motociclistas. Sem distinção de equipamentos.

  32. Concordo com tos os comentários anteriores, porém não seria um ponto a ser discutido: melhor não cair, mas se cair que seja com um capacete preso a cabeça, MAS E A QUALIDADE DESSES ACESSÓRIOS DE SEGURANÇA, SÃO MESMO CONFIÁVEIS? Não estaria na hora de agitar os órgãos competentes que averiguam a qualidade e eficiência dos produtos para nos orientar melhor? Se alguém tiver alguma matéria que ateste isso, seria bom divulgar…

  33. Que texto mais idiota e sem fundamento. Claramente escrito por alguém que não entende absolutamente nada do uso da bicicleta seja para locomoção seja para treinos e competições de velocidade E que nunca sofreu uma queda e bateu a cabeça no chão, eu já e mais de 2 vezes. Acho que esse sem noção só queria causar e não ajudar os leigos que estão pensando em começar a pedalar. USE CAPACETE SEMPRE!!

  34. Putz……sem fundamento nenhum este texto. Eu Já fui salvo 2 vezes por usar capacete, um andando no asfalto e outro na trilha (destruí a lateral de um, e o outro partiu em 2 assim que tirei da cabeça) fora outras quedas em que, mesmo me antecipando, a cabeça pegava no chão facilmente. Capacete não é pra atleta somente, é questão de segurança pessoal. USE SEMPRE O CAPACETE. Como o ciclista é a peça mais vulnerável no trânsito nunca é demais qualquer tipo de proteção, principalmente o capacete!.
    “…3 – O vínculo entre bicicleta e capacete reforçado em peças publicitárias comunica ao público não ciclista que a bicicleta é perigosa e por isso precisa de equipamentos de proteção….”

    O ciclismo É O 3º ESPORTE MAIS PERIGOSO DO MUNDO em número de mortes, só perde para o alpinismo e vôo livre. USE SEMPRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO, PRINCIPALMENTE O CAPACETE.

    Agora se vc quer andar de bike só com o bonezinho na cabeça, boa sorte!

  35. “…Boa parte dos impactos na cabeça são evitáveis com uma queda “bem caída”…”

    Como se faz uma “Queda bem caída”!? se a tendência intuitiva do corpo e permanecer sempre de pé. Ainda mais de bike, onde o movimento da queda é praticamente imprevisíveis. O pescoço foi feito para suportar o peso da cabeça na vertical, na horizontal os músculos do pescoço não tem a mesma eficiência de segurar a cabeça, somando a isto a velocidade e a inércia que a queda apresenta, você terá 80% de chance de levar a cabeça no chão. Uma “queda bem caída” não existe, o que existe é o fator SORTE.

    “…..Quem quiser, use, mas ciente de que nem mesmo o INMETRO tem gerência sobre a qualidade dos que circulam no Brasil….”

    Discordo PLENAMENTE, todo bom capacete, importado legalmente para o Brasil, tem OBRIGATORIAMENTE que passar pelo teste do INMETRO, Tenho um capacete Specialized e ele tem o selo do Inmetro (além do selo tem o registro da patente no Brasil e o Nº do ‘ensaio’). Além de todo o manual e etiquetas internas terem traduções para o PORTUGUÊS.

    Talvez vc não saiba porque não usa o capacete :

  36. Gozado… o blog sempre teve poucos comentários, e foi só postar algo mais controverso, que vem esta chuva de pedras em cima do autor? Menos né povo! O cara defendeu um ponto de vista, e aposto que a maioria que ta comentando aqui sai pouco de bicicleta ou pior, nem bicicleta tem!

    Concordo que os motoristas acabam respeitando mais quem está de capacete, passa a sensação do ciclista ser mais responsável, ou algo assim.

    Pedalo desde meus 13 anos e nunca usei capacete. Nunca. Mas sempre fiquei atento ao menor movimento de um motorista desatento ou irresponsável no trânsito. Isso também ajuda a evitar acidentes. A educação no trânsito deve vir do pedestre, ciclista, motociclista, motorista… de todos! Se puder usar capacete, ótimo, pode ajudar numa queda. Agora condenar e xingar quem não o usa pra mim é estupides!

    1. Cara, releia o que voce escreveu.
      E leia o que os amigos ai estão dizendo!
      Capacete protege uma porcentagem dos acidentes ocorridos com bicicleta(mesmo que minima, reduz a estatistica). Segundo a educação é sim a mais eficiente, porem a mais dificil de ser implantada a curto prazo! E outra as pessoas erram, e é neste momento que deve se diminuir a chance de ser um acidente grave.

      Logo discordo totalmente da colocação do João,pessimamente fundamentada!

      1. Mesmo assim acho que a discussão sobre segurança de ciclistas está indo pro lado errado. Nem mesmo em países como Holanda e Dinamarca (fortíssimos no uso da bicicleta como transporte) obrigam os ciclistas a usarem capacete. Lá a estrutura é completa e voltada para a segurança de pedestres e ciclistas. Motorista lá é punido pesadamente caso as desrespeite. Enquanto isso aqui… tem um projeto de lei correndo em SP que obriga o licenciamento e emplacamento de bicicletas que circulam na cidade de São Paulo! E mais, o projeto de lei determina obrigatoriedade de capacete, óculos, luvas e “calçados de sola antiderrapante”! Tá errado!!! É absurdo! Estamos olhando pra ponta contrária do problema!

        1. Rapaz, estupidez pra mim é se gabar por nunca ter usado capacete e achar que os acidentes só dependem de vc para acontecer. E quem diz isso não é ciclista sem experiência como vc citou e sim alguém que pedala 250km por semana. Se o blog não tinha tantos acessos, muito provavelmente é pelo que o autor tem pra dizer…

  37. Tem nego que lê dois artigos e virou expert em acidentes de bicicletas! Mesma coisa existe um artigo do Peltzman que mostra a relação entre segurança do veículo e acidentes fatais e não fatais, a relação é uma resultante positiva. E nem por isso deve se reduzir o investimento nesse tipo de segurança. Segundo, os artigos são apenas analises estatísticas sobre os dados.Terceiro, sem o capacete a pequena efetividade contra machucar em acidentes é reduzida para ZERO! Então ou você inventa uma forma mais efetiva, ou me apresente um argumento que preste e pare de falar futilidades( em que mundo capacete é sinal de esporte???Moto é esporte???). Se informe.

    1. Eduardo,

      Não me considero especialista em nada. Certamente muito menos em “acidentes de bicicleta”. Apesar de já ter levado meus tombos. O texto fala sobre como isso que você definiu como “resultante positiva” é utilizada como argumento para justificar que ciclistas devem usar armaduras e “se adequar”. Quando deveríamos justamente trabalhar com a idéia, mais correta a meu ver, que a bicicleta em si é bastante segura e que os demais atores no trânsito é que deve respeitá-la e proteger o ciclista. 🙂

      1. João,
        Acho que você entendeu errado, “resultante positiva” significa que quanto mais seguro as pessoas estão mais propensas a se arriscar, porem existe o fator de fatalidades e acidentes graves!
        Já que cada um da um valor diferente ao risco, e é muito dificil voce inibir todos para que passem a prestar mais atenção. Além disso tudo ,existe o fator erro.
        Logo não vejo porque inibir a promoção do uso do capacete e a educação no convivio social.
        O uso do capacete não causa nenhuma externalidade negativa, apenas um custo em troca de um bem.

  38. Rapaz, estupidez pra mim é se gabar por nunca ter usado capacete e achar que os acidentes só dependem de vc para acontecer. E quem diz isso não é ciclista sem experiência como vc citou e sim alguém que pedala 250km por semana. Se o blog não tinha tantos acessos, muito provavelmente é pelo que o autor tem pra dizer…

  39. Há muita gente que confunde desporto e lazer com mobilidade sustentável. Uma coisa é praticar ciclismo seja em que vertente for, com toda a segurança, capacete, luvas, joelheiras, cotoveleiras, etc, outra coisa é trocar o transporte individual motorizado pelo uso diário da bicicleta: ir para o trabalho, ir para a escola, ir às compras, enfim, usar a bicicleta como meio de transporte alternativo ecológico. Ora mudar essa mentalidade é muito difícil porque andar de bicicleta é muito mais cansativo do que andar de carro, de moto ou outro veículo motorizado. Andar de bicicleta faz suar, é mais lento, é preciso muita vontade. Se estes motivos são já um impedimento natural contra o uso da bicicleta para quê meter mais entraves como seja a obrigatoriedade do uso do capacete? O uso do capacete deve ser opcional, livre. Usa quem quer! Quem aqui vier e ler a maioria dos comentários anteriores, se estiver com vontade de trocar o seu automóvel pela bicicleta acham que o vai fazer? Nem pensar! Andar de bicicleta é a coisa mais perigosa do mundo!! Já contaram o número de mortes que aqui foram relatadas? Sendo assim, e ainda bem que não sou eu só, penso que a maioria destes comentadores bota-abaixo, derrotistas e pessimistas, não andam de bicicleta e possivelmente, nem bicicleta têm…

  40. o paradoxo do Discurso do Medo (que aqui grassou & abundou, e não passa de uma teologia) é o seguinte:

    “Em nome de não morrer, se deixa de viver”

    Ainda que não houvesse contradição interna nesta assertiva, haveria numa que logicamente a antecede: a suposição de que morte e vida são opostos descontinuos – não são: são continuos, e exatamente neste momento só estamos vivos porque estamos morrendo, e só estamos morrendo porque estamos vivos.

    (Spinoza mandou-lhes um cheiro…!)

    como qualquer koan, só se sai dele pela afirmação total de seus opostos – e não por um bagulho (feio de doer, aliás) que se amarra na cabeça. Não confundam jamais o espírito (no sentido do século XIX) com um chapeu (idem).

  41. é interessante ainda, nesta teologia (do mal, porque uma teologia do bem é sobretudo uma não-teologia – sobre isso vale ler O Papalagui) do capacetismo (a maioria das pessoas que usam capacete que eu conheço seriam CONTRA a obrigatoriedade do uso e não fazem qualquer discurso de terror, jamais), como todo o léxico, o vocabulário, parece saido do cristianismo patristico, pré-ambrosiano: para além de uma fetichização da morte e da imolação (em tudo parecido com a Adoração das Chagas & Estigmas), o que mais se ouve é “fui salvo!”.

    Não é tanto um horror a idéia de Salvação (que é uma benesse do Outro, cheia de dívida – não confundir com o Dom, de Marcel Mauss) em detrimento a de Libertação (só o sujeito pode des-alienar-se sozinho, e isso a bicicleta faz como nada neste mundo), mas sim uma idéia de transcendência: seja lá do que o capacete “salve” é de algo futuro e que não é deste mundo.

    Mas, ora, a bicicleta serve para “salvar” (na verdade libertar, sem dívida, e com dádiva) de algo que é bem deste mundo e do aqui-agora: a espoliação de tempos e espaços numa metrópole.

    (o espírito de Milton Santos passou por aqui pra dizer que nos anos em que morou em Strasbourg, historicamente e ainda hoje o maior indice cicloviário da França, ia pra orientação com Pierre Monbeig de bike. No inverno. E sem capacete. Eita, negão estiloso!)

    (Yves Lacoste gritou que isso era coisa de burguês. Que ele, anarquista, ia pra escola em Fes não só sem capacete, mas sem freio: freiava na chinela. Geografia só serve pra fazer guerra se for assim…)

  42. Não ia me meter na discussão, mas não resisto. Sou ciclista e médico e não uso capacete por alguns motivos simples:
    – o capacete de ciclismo não é resistente o suficiente para amortecer uma queda a velocidades moderadas.
    – o capacete de ciclismo poderia ser útil se vc, ao descer da sua bike (com ela parada, lógico), caísse de cabeça no chão.

    Apesar disso o capacete de ciclismo tem um lado positivo: protege sua cabeça e face contra escoriações (cortes e ralados) caso vc caia com o rosto ou a cabeça diretamente no chão.

    Dito isso, fica a escolha de cada um.

    O maior problema que eu vejo qto a generalizar ou não o uso é que, geralmente (por favor, eu disse GERALMENTE) o capacete dá uma falsa sensação de segurança e o ciclista se torna mais “ousado” e assim acaba fazendo mais bobagens..

    1. caracas um medico escrever isto..sem comentarios..acho que voce deveria pesquisar antes de escrever asneira, um isopor que salva vidas sim..pois se voce é medico deveria saber que dependendo de onde a batida acerta a cabeça ja era..meu vai estudar mais antes de escrever isto..e certeza que voce nem é ciclista, pode ser um bicicleteiro , 25 anos como profissional, primeira vez que leio tão grande baboseira, nao denigra os ciclistas..

      1. Marco, como disse: sou ciclista e médico.
        Como médico, minha opinião é pautada em fatos científicos: estudos mostram que a maioria dos traumas em ciclistas não atinge a cabeça (cerca de 6% dos traumas em ciclistas acometem crânio e/ ou face). Dos traumas na região da cabeça, a maioria são escoriações! Dos traumas mecânicos no crânio, o capacete não protegeu em nada. São dados estatísticos! Não da pra argumentar contra fatos.
        Como ciclista, vi o Pirata ganhar o tour só de bandana na cabeça. A obrigatoriedade do uso de capacete em provas de ciclismo não resultou em redução na mortalidade no esporte!
        Na Franca, na Suécia, na Espanha e na Holanda o uso de capacete é opcional. Na Florida também (cito apenas esses locais pois foram locais aonde já pedalei).
        Respeito seus 25 anos de ciclista profissional, mas como traumatogista você é um ciclista!

        1. Eu costumo andar em grupo e vejo que o respeito de motoristas a ciclistas com capacete é maior do que ciclistas que não usam capacete. Além disso, vejo mais ciclistas sem capacete em São Paulo “ousados” do que os usuários de capacetes e acredito existir uma correlação com o perfil psicológico de tais pessoas, mais adeptas do risco (a maioria dos ciclistas não tem conhecimento sobre a eficácia – ou não – do uso do capacete e os que não usam simplesmente não se importam com eventuais riscos).

          Respeito sua opinião como médico, mas é controversa e prefiro me pautar em pesquisas e mais opiniões para chegar à minha conclusão (não é porque você é médico que necessariamente é detentor de uma verdade absoluta). Veja o que pensa Dirceu Rodrigues Alves, médico especialista em medicina de tráfego e diretor da Abramet, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, que recomenda e ainda faz outras observações:
          “O capacete é essencial. Esse capacete deveria ter uma proteção, um almofadamento na parte posterior, quer dizer, na nuca. Poderia ter eventualmente uma viseira para proteger a face de corpos estranhos que possam advir. Além disso, a luva de proteção de um tecido que dê respiro e acolchoada na região palmar e ainda o uso do tênis ou um calçado que não deslize nos pedais”.
          Fonte:
          http://g1.globo.com/sao-paulo/respirar/noticia/2011/06/uso-de-capacete-por-ciclistas-nao-e-obrigatorio-mas-recomendado.html

          No entanto, esse estudo específico sobre o tema (muito interessante inclusive!) cita diversas pesquisas e argumentos favoráveis, contrários e parciais ao uso do capacete:
          http://www.ta.org.br/site2/Banco/3seguranca/Capacete.pdf

          Tenho o caso pessoal de um amigo que considero cômico: ele faz downhill e trilhas com grande frequencia e nunca se acidentou gravemente, nunca quebrou nenhum osso sequer. Um dia no trabalho, em horário de almoço, foi “pular” uma roda de bike que estava na calçada, tropeçou e acabou quebrando o braço. Estou citando esse caso para dizer que algumas quedas bobas podem resultar em algo mais grave e equipamentos de proteção ajudam nesses casos (mas é claro que ele não usava e nem deveria usar equipamentos de segurança com roupa social no trabalho rs).

          Minha conclusão é: em acidentes em baixa velocidade (principalmente os que não tem um veículo motorizado envolvido!) o capacete pode sim ajudar a proteger de um trauma. Em grande parte do tempo estou pedalando em velocidades abaixo dos 20km/h, velocidade que os fabricantes de capacetes de ciclismo em geral atestam eficácia. No entanto, contra carros, em grandes velocidades ou em uma queda de rosto no chão, a eficiencia do capacete é limitada ou nula. O respeito aos ciclistas por motoristas, prudencia dos ciclistas e uma infraestutura urbana adequada (caso da Holanda e Dinamarca) garantem maior segurança ao ciclista do que o uso do capacete. Um abraço.

  43. Sábias palavras Ricardo. A maioria não enxerga o que HÁ DE FATO por trás do apelo em uso dos capacetes. Só para exemplificar. A OMS recomenda seu uso. ONDE fica a OMS ? Na europa mas é parte da ONU. ONDE está a ONU? Nos EUA. EM QUANTAS CIDADES norte americanas seu uso é obrigatório para ciclistas? Respondam essa. E para terminar… QUAL país detém a maioria das marcas de fabricantes de capacete no mundo?

  44. “O vínculo entre bicicleta e capacete reforçado em peças publicitárias comunica ao público não ciclista que a bicicleta é perigosa e por isso precisa de equipamentos de proteção.” Lembro que vi em um filme que contava a historia dos carros, o cinto de segurança nao era colocado nos carros para não dar a sensação de insegurança aos motoriststas…

  45. Eu não usava capacete até eu quase bater a cabeça em cheio num objeto que estava na calçada (nem sei o que era pra falar a verdade). Tive reflexo e só raspei a lateral da minha cabeça, não doeu muito. Mas andar de bicicleta sem capacete em cidade grande, como SP, com rua cheio de buraco, ladeiras e entulho nas calçadas é dar chance pro azar.

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