Destaques
Grande Fluxo, Baixo Impacto
Posted onAuthorJoão Lacerda1 Comment

As contagens fotográficas feitas pela Transporte Ativo visam acima de tudo dar visibilidade as bicicletas. Durante as tradicionais 12 horas em fotos, estivemos agora na esquina das Ruas Figueiredo de Magalhães e Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Muitas bicicletas eram esperadas e muita gente pedalou por lá. Exatamente 1420 ciclistas computados em uma média de 118 por hora.
Os cliques foram constantes, mas a surpresa maior ficou na comparação com os dados da CET-Rio para o número de deslocamentos em automóvel.
No pico da manhã (para os automóveis) (de 8 às 9 horas)
– pessoas se deslocando por automóvel (considerando 1,4 pessoa por automóvel): 1364
– por bicicleta: 72
– relação ciclistas / automobilistas : 5%
No pico da tarde (para as bicicletas) (17 às 18 horas):
– pessoas se deslocando por automóvel (considerando 1,4 pessoa por automóvel): 1552
– por bicicleta: 192
– relação ciclistas / automobilistas :12%
Ficou muito claro o potencial para o uso da bicicleta. São duas ruas muito movimentadas com trânsito pesado de ônibus e automóveis e sem qualquer tratamento cicloviário. Mas a infraestrutura para as bicicletas está a caminho e 3 meses depois de sua instalação a Transporte Ativo estará de volta, máquinas fotográficas em punho.

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Mais:
– Leia o relatório da Contagem na Figueiredo. (PDF)
– Albúm de fotos.
– Conheça outras contagens fotográficas de ciclistas.
As Amarelinhas já Chegaram
Posted onAuthorJoão Lacerda5 Comments
Está funcionando desde Junho, na Universidade de Brasília, um sistema de bicicletas comunitárias gratuitas. O Projeto de Extensão que nasceu dentro da Faculdade de Educação Física da UnB, é inspirado nos moldes do “Plano das Bicicletas Brancas”, que aconteceu a década de 60, em Amsterdã e que culminou em grandes mudanças políticas e de relações interpessoais naquele lugar.
A idéia era bem simples: Fazer uma grande campanha de doação de bicicletas usadas, reformá-las, padronizá-las e soltar as magrelas livremente pelo campus, para uso de alunos e funcionários. Em torno dessa idéia, juntou-se um bom grupo de alunos e outros voluntários que não tem nenhuma relação com a Universidade.
Este ano, o Projeto Bicicleta Livre recebeu uma grande doação de bicicletas da ONG Rodas da Paz em parceria com a rádio Transamérica. As bicicletas foram captadas, numeradas e enviadas para uma sala de aula, onde atualmente funciona a oficina. Todos os sábados a partir das 10:00, os voluntários do projeto chegam e botam a mão a graxa.
O processo pode parecer simples: Desmontar, pintar e remontar as bicicletas, para em seguida, liberar para a utilização. E deveria mesmo ser bem simples, não fosse a escassez de peças e muitas vezes até mesmo de mão de obra para a manutenção, já que são os próprios voluntários que consertam as bicicletas sem a ajuda de nenhum mecânico profissional.
Mesmo com esses contratempos, o Bicicleta Livre segue firme na sua proposta e desde o seu lançamento, vem agregando mais e mais pessoas.
O Projeto Bicicleta Livre, impulsionado pela simplicidade e praticidade de seu sistema, prima pelo pioneirismo, afinal não existe no Brasil nenhum outro sistema similar em funcionamento. Atualmente mantém diálogos com alunos de outras universidades, como a UNICAMP e a USP, no sentido de trocar informações e experiências para que projetos similares sejam implementados também nessas universidades.
Além disso, o sucesso do projeto despertou grande interesse da comunidade acadêmica e apoio indiscriminado por parte da Reitoria.
Vale lembrar ainda que, desde o lançamento, as bicicletas se encontram completamente soltas pelo campus Darcy Ribeiro. O grande sucesso do projeto se reflete na consciência das pessoas: Apesar das dificuldades com a manutenção, nenhuma bicicleta sumiu e esse que num primeiro momento era motivo de grande preocupação, é agora motivo de orgulho para os voluntários do projeto.
O Pedal do Knog

Para quem estiver no Rio de Janeiro nesse domingo, fica o convite para pedalar com os australianos da marca de acessórios Knog. Vai ser em frente ao posto 9 às 11h. Vá bem vestido e divirta-se.
No Brasil a Knog comercializa luzes para bicicleta. Confira o modelo Bullfrog com 5 leds no vídeo abaixo.
Mudança Volumosa
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Ônibus e bicicletas rotineiramente compartilham espaço pelas ruas de qualquer cidade. O código de trânsito brasileiro estabelece que o ciclista deve seguir pelos bordos da pista, exatamente por onde circulam os coletivos no para e anda do embarque e desembarque de passageiros.
A diferença de massa e volume dos veículos coloca essa disputa por espaço em condições desfavoráveis para quem vai de bicicleta. Cria-se assim a necessidade de um maior respeito do motorista pelo ciclista. Foi justamente com essa intenção que o André Pasqualini do Ciclobr ministrou palestras para multiplicadores. A mensagem era simples e visava sensibilizar os motoristas dos ônibus urbanos para compartilhar a rua com os ciclistas.
A idéia é mostrar ao motorista as diferentes posturas do ciclista no trânsito, seu comportamento e as situações que os levam a tomar certas atitudes. Não é uma defesa parcial do ciclista, não é uma classificação de melhor ou pior, mas um estudo para que o motorista, ao cruzar com um ciclista, possa prever suas ações e com isso, tomar ações defensivas mais adequadas.
Entre os ciclistas, as histórias de respeito dos motoristas sempre impressionam e tem sido cada vez mais comuns. Reflexo do treinamento ministrado inicialmente pelo Pasqualini e multiplicado pelas garagens? Fruto da presença constante e crescente de ciclistas nas ruas? Seja como for, os ciclistas agradecem. Seguindo invariavelmente em uma velocidade média maior do que a dos ônibus.
Na parábola da lebre e da tartaruga, a primeira era leve e ágil e a segunda pesada e lenta. Nas ruas a bicicleta é uma lebre que segue devagar e sempre e o ônibus com seu grande casco atinge velocidades mais altas. No entanto nas ruas de qualquer grande cidade não há bandeira quadriculada no final da disputa, apenas semáforos, pontos de ônibus e cruzamentos que dividem os rumos.
– Mais:
– Notícia sobre a “Palestra aos Motoristas de Ônibus de São Paulo” – ciclobr.com.br
As palestras estão disponíveis para consulta e replicação.
Debate sobre Pedestres em São Paulo
Posted onAuthorJoão Lacerda1 Comment
A mobilidade dos pedestres em São Paulo precisa ser pensada e repensada. Inserir o caminhar como o importante meio de locomoção que é, deve ser cada vez uma vontade política dos paulistanos. Como forma de contribuir para o debate, a Associação Nacional dos Transporte Públicos (ANTP), convidou o arquiteto Gustavo Partezani para uma palestra. A iniciativa em parceria com a Universidade Cruzeiro do Sul visa divulgar o curso de pós graduação lato sensu de Mobilidade Urbana.
Gustavo Partezani afirma que a cidade de São Paulo, maior metrópole da América Latina, tem promovido uma série de iniciativas para a melhoria de seu sistema de mobilidade. Tal desafio vem sendo enfrentado por meio de uma série de iniciativas que combinam a infra-estrutura, o transporte e o desenho urbano. (…) Partezani vai explicar por que a cidade de São Paulo precisa encorajar modos seguros de transporte dentro de uma política em que o pedestre deve ter prioridade. E por que, em complementação a isso, é também necessário criar um ambiente urbano em que os diferentes modos de transporte possam co-existir, sendo a aplicação do desenho universal a principal ferramenta para alcançar estes objetivos.
Proposto o debate, resta aos interessados comparecer para conhecer o que tem sido feito e principalmente reforçar a importância de que cada vez mais a cidade de São Paulo dê a importância merecida para quem caminha. Afinal a única condição permanente para todos os cidadãos é ser pedestre. Ainda que muitos possam estar eventualmente na condição de motoristas, ciclistas, passageiros.
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Local e data: dia 23 de julho de 2009, a partir das 19h30, na Unidade Liberdade da Universidade Cruzeiro do Sul (Rua Galvão Bueno, 868, Liberdade. Próximo a Estação São Joaquim do Metrô).
