Destaques
Introdução ao Mundo Cicloviário, na Holanda.
Posted onAuthorZe LoboLeave a comment

O programa Bicycle Partnership Program do I-Ce periodicamente reúne seus membros para um intercâmbio intenso e produtivo. Na última semana de abril de 2009 não foi diferente estavam todos os parceiros em Soesterberg na Holanda. Além da anfitriã eram 12 organizações de 9 países. a chilena Ciudad Viva, as indianas IDS e Parisar, Fabio de Uganda, CCE de Gana, as brasileiras Transporte Ativo e a Viaciclo, o Ben de Botswana, e o Ben da Africa do Sul, a colombiana BiciBogota, e as equatorianas Bicicacion e Ciclópolis.
A troca durante os cinco dias do encontro foram muito valiosas, fortalecendo todas os grupos presentes e consolidando a qualidade do suporte fornecido pelo I-CE BPP à estas organizações.
No dia 28 de abril a Transporte Ativo apresentou o treinamento para ministrar o curso Introdução ao Mundo Cicloviário, a receptividade foi muito boa e esperamos que seja replicada pelo mundo afora. Colaborando para que o conhecimento sobre a bicicleta e o planejamento que elas necessitam alcance os técnicos, políticos e a todos que possam promover o uso das magrelas nas cidades.
Os países europeus já voltaram a valorizar a bicicleta há muitos anos, na Ásia ela não pode ser esquecida. Os africanos tem nas duas rodas movidas a pedal uma importante ferramenta na luta contra as dificuldades econômicas e sociais. Já na América Latina, pensar a mobilidade em bicicleta tem sido uma novidade que ganha corpo a cada dia, tanto para promover a igualdade entre ricos e pobres, como forma de viabilizar as cidades do continente como pólos regionais e globais de negócios.
A Revolução Será Pedalada
Posted onAuthorJoão Lacerda3 Comments
Uma revolução está a caminho. Cada bicicleta que ganha as ruas, deixa para trás a poeira, a escuridão das garagens. Toda bicicleta que gira e faz do ar estático vento no rosto de quem pedala é o sinal da mudança em curso. Cada caixa de papelão deixada para trás faz eco a liberdade do novo ciclista.
O elo da corrente que puxa a catraca por mais um dente faz o som do mundo que muda. A sineta tocada traz consigo as boas novas em movimento. O pedal empurrado levanta seu oposto e gera o círculo virtuoso da mudança. As rodas que giram levam em cada selim as mulheres e os homens do futuro. A revolução acontece a cada pedalada.
“Seja pela tendência estética ou pela mensagem ambientalista, as bicicletas como meio de transporte trazem consigo um estilo de vida e um discurso que irá mudar a cara da indústria (de bicicleta).”
A constatação acima foi publicada na revista Bicycle Retailer – Transportation Bikes Take Flight at Retail. A matéria mostra que a aceitação das bicicletas para transporte no mercado tem sido cada vez maior. E o aumento de vendas se traduz na criação de uma nova marca pela Specialized, na aquisição da pequena Breezer pela tradicional Fuji ou na Raleigh que deixou de lado as MTB e Speeds e se concentrou nas bicicletas urbanas em 2009.
Mudanças de paradigma demoram para acontecer e são fabricadas aos poucos. Momentos de crise costumam ser também janelas de oportunidade para os que tem mais visão comercial e sabem explorar as possibilidades de um futuro sempre incerto. A indústria mundial de bicicletas cada dia mais tem buscado se antecipar as tendências e jogar de acordo com as novas regras econômicas que estão sendo postas pelas mudanças comportamentais em curso.
Da mesma maneira que durante os anos 1990 as bicicletas todo o terreno revolucionaram o mercado. As bicicletas para transporte representam uma nova tendência comercial e uma revolução comportamental muito maior do que foi o nascimento do esporte Mountain Bike.
– via bikeportland.org
—–
Mais no blog:
– Reflexões sobre o Mercado de Bicicletas
– Mercado de Bicicletas no Brasil
Arte e Planejamento Cicloviário
Posted onAuthorJoão Lacerda1 Comment
A rua Clinton em Portland já é uma famosa rota ciclística na cidade mais ciclável dos Estados Unidos. Segundo contagem da própria agência de trânsito (PDOT) foram 1.800 bicicletas e 2.600 veículos motorizados em um único cruzamento durante um dia em 2007. Mas as condições podem ser melhoradas e serão.
Para contribuir pela “sensação de segurança” o PDOT resolveu reunir a comunidade ciclística da cidade para pensar soluções. A idéia é resolver alguns dos problemas: a quantidade e velocidade do fluxo motorizado, cruzamentos perigosos, falta de sinalização para os motoristas indicando tratar-se de um “cicloboulervard”
Com o Projeto de Melhorias da Rua Clinton, o PDOT está buscando algo novo. Eles irão trabalhar com um time de artistas locais para criar “ferramentas de comunicação poderosas e criativas que informem ao motorista que ele está em um cicloboulevard”.
Promover o uso da bicicleta e a mobilidade sustentável em geral não é um modelo que se compra, é um solução em eterna adaptação e melhora. Planejar a cidade é repensá-la e readequá-la diariamente em um ciclo incessante. Cidades para a bicicleta são como a própria bicicleta, não se pode parar nunca, ou caímos.
—-
Via:bikeportland.org
Pontes Paulistanas
Posted onAuthorJoão LacerdaLeave a comment
O planejamento urbano e viário para o pedestre na cidade de São Paulo não está a altura da grandeza da metrópole, haja vista o número expressivo de viagens a pé segundo a pesquisa Origem/Destino do Metrô. Em mais de um terço das viagens realizadas na região metropolitana diariamente, o paulistano caminha.
Mesmo sendo um “meio de transporte” largamente utilizado, o ato de caminhar tem alguns pontos em que são necessárias melhorias urgentes. Recentemente a repórter Renata Falzoni afirmou em seu blog que não existe nenhuma ponte paulistana sobre os rios Tietê ou Pinheiros onde o pedestre possa cruzar com segurança. Os rios nesse caso acabam representando verdadeiras barreiras geográficas para quem vai a pé ou de bicicleta em São Paulo.
A falta de atratividade para se caminhar de uma margem a outra nos grandes rios paulistanos contribui para aumentar a pressão sobre o sistema de transporte de ônibus, já sobrecarregado e também incentiva um número maior de viagens motorizadas.
Repensar as pontes paulistanas é uma solução que irá trazer enorme benefícios para a mobilidade urbana da cidade. Priorizar o fluxo de pedestres e ciclistas que cruzam diariamente os grandes rios paulistanos é resolver um grande nó para o fluxo dos transportes ativos. Ao mesmo tempo irá passar a clara mensagem para toda a população sobre o valor que o pedestre e o ciclista tem para a cidade.
Mais:
– Álbum de fotos na Ponte Cidade Universitária – ta.org.br
– O Valor Econômico de Andar a Pé – blog.ta.org.br
As reportagens no blog da Renata Falzoni:
– Boas Noticias do Cicloativismo
– Tecnologia a serviço da cidadania
Espaço Compartilhado na Floresta
Posted onAuthorJoão Lacerda6 Comments

Meca dos subidores de montanha, cariocas, as estradas Dona Castorina e da Vista Chinesa são rotas bastante utilizadas por ciclistas há muitos anos. As ladeiras íngremes em meio a Mata Atlântica dentro da Floresta da Tijuca atraem atletas amadores, profissionais e muitos turistas. O asfalto que corta a maior floresta urbana do mundo é um grande facilitador para que cariocas e visitantes possam desfrutar e aprender a valorizar esse espaço verde.
O movimento de ciclistas em todas as estradas da Floresta da Tijuca é intenso, a maioria deles está lá por esporte ou por lazer. Nos dias de semana o fluxo é menor, mas aos finais de semana fica bastante movimentado. Por ser uma via estreita de mão dupla e sem calçada, a Estrada da Dona Castorina e a da Vista Chinesa são necessariamente “espaços compartilhados”. No entanto esse conceito ainda é novo tanto para pedestres e ciclistas, quanto principalmente para os motoristas.
A velocidade máxima permitida nas estradas dentro do parque sempre foi de 40km/h ainda que ocasionalmente desrespeitada. A falta de sinalização indicando a presença de ciclistas e existência da faixa divisória de pista, favoreciam um deslocamento mais livre para os automóveis. Para promover a segurança viária e ordenar o uso desse espaço compartilhado, a prefeitura optou por instalar uma nova sinalização horizontal e vertical. Inicialmente serão demarcados os 7,5km do Horto até a Gávea Pequena. Felizmente, a direção do Parque já pediu à Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) que a sinalize todas as áreas do Parque Nacional da Floresta da Tijuca.
