Destaques
Pontes Paulistanas
Posted onAuthorJoão LacerdaLeave a comment
O planejamento urbano e viário para o pedestre na cidade de São Paulo não está a altura da grandeza da metrópole, haja vista o número expressivo de viagens a pé segundo a pesquisa Origem/Destino do Metrô. Em mais de um terço das viagens realizadas na região metropolitana diariamente, o paulistano caminha.
Mesmo sendo um “meio de transporte” largamente utilizado, o ato de caminhar tem alguns pontos em que são necessárias melhorias urgentes. Recentemente a repórter Renata Falzoni afirmou em seu blog que não existe nenhuma ponte paulistana sobre os rios Tietê ou Pinheiros onde o pedestre possa cruzar com segurança. Os rios nesse caso acabam representando verdadeiras barreiras geográficas para quem vai a pé ou de bicicleta em São Paulo.
A falta de atratividade para se caminhar de uma margem a outra nos grandes rios paulistanos contribui para aumentar a pressão sobre o sistema de transporte de ônibus, já sobrecarregado e também incentiva um número maior de viagens motorizadas.
Repensar as pontes paulistanas é uma solução que irá trazer enorme benefícios para a mobilidade urbana da cidade. Priorizar o fluxo de pedestres e ciclistas que cruzam diariamente os grandes rios paulistanos é resolver um grande nó para o fluxo dos transportes ativos. Ao mesmo tempo irá passar a clara mensagem para toda a população sobre o valor que o pedestre e o ciclista tem para a cidade.
Mais:
– Álbum de fotos na Ponte Cidade Universitária – ta.org.br
– O Valor Econômico de Andar a Pé – blog.ta.org.br
As reportagens no blog da Renata Falzoni:
– Boas Noticias do Cicloativismo
– Tecnologia a serviço da cidadania
Espaço Compartilhado na Floresta
Posted onAuthorJoão Lacerda6 Comments

Meca dos subidores de montanha, cariocas, as estradas Dona Castorina e da Vista Chinesa são rotas bastante utilizadas por ciclistas há muitos anos. As ladeiras íngremes em meio a Mata Atlântica dentro da Floresta da Tijuca atraem atletas amadores, profissionais e muitos turistas. O asfalto que corta a maior floresta urbana do mundo é um grande facilitador para que cariocas e visitantes possam desfrutar e aprender a valorizar esse espaço verde.
O movimento de ciclistas em todas as estradas da Floresta da Tijuca é intenso, a maioria deles está lá por esporte ou por lazer. Nos dias de semana o fluxo é menor, mas aos finais de semana fica bastante movimentado. Por ser uma via estreita de mão dupla e sem calçada, a Estrada da Dona Castorina e a da Vista Chinesa são necessariamente “espaços compartilhados”. No entanto esse conceito ainda é novo tanto para pedestres e ciclistas, quanto principalmente para os motoristas.
A velocidade máxima permitida nas estradas dentro do parque sempre foi de 40km/h ainda que ocasionalmente desrespeitada. A falta de sinalização indicando a presença de ciclistas e existência da faixa divisória de pista, favoreciam um deslocamento mais livre para os automóveis. Para promover a segurança viária e ordenar o uso desse espaço compartilhado, a prefeitura optou por instalar uma nova sinalização horizontal e vertical. Inicialmente serão demarcados os 7,5km do Horto até a Gávea Pequena. Felizmente, a direção do Parque já pediu à Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) que a sinalize todas as áreas do Parque Nacional da Floresta da Tijuca.
Uma Solução Pronta
Posted onAuthorJoão Lacerda2 Comments
São Paulo já tem alguns bairros que tem toda a infraestrutura preparada para o compartilhamento seguro das vias entre o trânsito motorizado e os ciclistas. No Jardins, basta apenas sinalizar e divulgar rotas por dentro do bairro. Será um enorme incentivo para os ciclistas acessarem o parque do Ibirapuera, interligando a região de Pinheiros com o bairro de Moema e outros. Uma solução expansível por toda a baixada do rio Pinheiros, uma região perfeita para deslocamentos de bicicleta e que conta com diversas rotas seguras que não envolvem percursos por grandes avenidas.
O Rio de Janeiro tem investido em um programa piloto de sinalização viária em prol das bicicletas. Algo simples, rápido e que traz grandes resultados para a mobilidade urbana. Basta sinalizar algumas rotas ciclísticas em ruas por onde já se pedala e avisar a todos. Naturalmente mais ciclistas serão induzidos a ir pelos caminhos sinalizados e o trecho vai se tornar cada dia mais popular e por isso mesmo seguro para pedalar.
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Dispositivos de acalmia de trânsito já estão implantados e um projeto simples na região tem grande potencial de mostrar a viabilidade e os benefícios da bicicleta na cidade de São Paulo. Seguindo o modelo sugerido pelo Alfredo Sirkis no Rio de Janeiro durante os anos 1990: “Na hora de começar o faça sempre pelo ponto de maior visibilidade da cidade.”
O que foi feito em Berkeley na Califórnia e está exemplificado no vídeo abaixo merece uma tradução a altura na maior cidade brasileira. Certamente um exemplo capaz de inspirar o país inteiro.
Revolução Urbana em 72 horas
Posted onAuthorJoão Lacerda5 Comments
Via StreetFilms
Uma única rua foi aberta para as pessoas em apenas 72 horas. Os comerciantes foram contra, haviam muitas incertezas. O prefeito da cidade era Jaime Lerner, o ano 1972. Hoje, o calçadão da Rua XV de Novembro é rota preferencial para quem caminha no centro de Curitiba e passeio obrigatório para o turista.
Coragem e determinação foram responsáveis por uma pequena revolução urbana que colocou a cidade de Curitiba como um importante exemplo mundial na promoção a qualidade de vida. Somados aos corredores de ônibus, um transporte de massa rápido e fácil de ser implantado, a capital paranaense inspirou o mundo. Os sistemas de “canaletas” como dizem os curitibanos ou Bus Rapid Transit (BRT) na versão estrangeiras, se espalharam para diversas cidades do planeta.
Uma atitude inicial, tomada há mais de três décadas revolucionou Curitiba. Por lá os desafios hoje são outros e um dos motivos para que a cidade tenha crescido tanto, foi justamente a capacidade de atrair moradores. Todos atraídos a irem morar em um lugar cuja qualidade de vida ganhou fama mundial. Em pleno século XXI, o que era revolução em 1972, tornou-se uma necessidade urgente em quase todas as grandes cidades do mundo.
Bicicletas na Rede Pública de Ensino
Posted onAuthorZe LoboLeave a comment
Em parceria com a Cet-Rio, a Transporte Ativo ministrou o curso de Introdução ao Mundo Cicloviário (IMC) para crianças na zona oeste. Foi um momento especial, já que a região é onde mais se utiliza a bicicleta. Valorizar esse veículo tão presente na população da região é colaborar para que ele continue cada vez mais sendo utilizado e sejam reforçadas as consequências positivas desse uso.
As crianças conheceram um outro lado das bicicletas que desconheciam, aprenderem sobre a história das magrelas e sua relação com as cidades. Além disso, receberam noções básicas de mecânica e direção. Tudo para que sigam pedalando sempre, agora e nos anos por vir.

Palestra em ação.

Demonstração dos equipamentos de segurança.

Para entender a bicicleta e seu funcionamento.

Pedalar se aprende com os pés nos pedais.
