Destaques
CTB de Bolso, versão impressa
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O Código Brasileiro de Trânsito está em vigor desde 1997 e nesses 15 anos muito do que foi escrito permanece desconhecido de muitos. O CTB de Bolso nasceu como uma palestra da Claudiléa Pinto para informar ciclistas sobre seus direitos e deveres no código, foi adaptado em um arquivo para download e mais recentemente ganhou uma versão móvel.
Agora em parceria com o Banco Itaú, a Transporte Ativo imprimiu milhares de cópias do CTB de Bolso para ser distribuídas aos ciclistas Brasil afora. As cópias já começaram a circular nas mãos de ciclistas, lojistas, em eventos e em repartições públicas.
Quem tiver interesse em distribuir cópias do CTB de Bolso, entre em contato através dos comentários.
Bicicleta na Rio+20
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A Rio+20 é mais do que uma conferência, um momento de reflexão conjunta e criação de pontes entre grupos e entidades. Além dos líderes de Estado, a sociedade civil se fará presente.
Para difundir informações, jovens jornalistas vieram de diversas partes do Brasil e do mundo. A ONG Viração trouxe um grupo de 80 adolescentes e jovens de 12 estados brasileiros, da Europa, África, América Latina e América do Norte, para promover uma Agência Jovem de Notícias Internacionais da Rio+20.
Para facilitar o deslocamento de todos, nada melhor do que bicicletas e transporte público. Com o apoio da Transporte Ativo, Programa Rio Estado da Bicicleta e da Supervia, os jovens poderão contar com 25 bicicletas para serem utilizadas livremente por todos da Agência Jovem. Elas serão utilizadas pelos quase 100 jovens e sorteadas entre eles ao final da Rio+20. Além disso, todos receberam também Bilhetes Únicos para os deslocamentos no transporte público.
Resíduos à tração humana
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Tudo que se compra mais cedo ou mais tarde vira resíduo. Tudo é questão de tempo, embalagens são descartadas rapidamente já um pneu da bicicleta demora alguns bons quilômetros até ser descartado. Com tanto estímulo para comprarmos mais e mais, é natural que aumente a quantidade de resíduos.
Os resíduos sólidos podem parecer uma questão dissociada da mobilidade, muito pelo contrário. Mobilidade urbana, desigualdades sociais e resíduos sólidos estão intimamente conectados. Há transporte em cada produto que chega para ser comprado e mais transporte tem de ser feito quando chega a hora do descarte.
Nessa equação um elemento da logística de transporte de resíduos está presente, mas constantemente desvalorizado, é a figura do catador. Herdeiro histórico do garrafeiro, aquele que cruzava as ruas entoando “Olha o garrafeiro, olha o ferro-velho!” Hoje o catador não entoa músicas, mas vasculha e vive das sobras e dos excessos da sociedade de consumo. Cruza a cidade carregando toneladas no braço, segurando sua carroça ladeira abaixo, puxando com força ladeira acima.
A logística reversa é mais complexa e requer esforços maiores do que os que são capiteneados diariamente pelos catadores nas ruas das cidades brasileiras. No entanto em meio a caminhões de lixo, cooperativas de catadores e empresas de coleta seletiva transitam, movidos pelas próprias forças, os catadores.
Os catadores são um impulso espontâneo de uma sociedade que precisa aprender a lidar melhor com o que produz. Fazem o trabalho fundamental de encaminhar para a reciclagem o que iria entulhar aterros sanitários e lixões. No entanto a produção sustentável precisa mimetizar a natureza, que, tal e qual a bicicleta, é eficiente e está sempre girando toda a energia que produz.
As imagens que ilustram esse post foram feitas durante a intervenção “Pimp My Carroça” no Vale do Anhangabaú. A iniciativa foi certamente um marco na valorização da profissão de catador e mais um passo para discutir a sociedade que queremos e também valorizar a invisibilidade de quem se desloca pelas próprias forças, levando nas costas o que muitos chamariam de lixo.
As laranjinhas paulistanas
Posted onAuthorJoão Lacerda3 Comments
Na cidade de São Paulo engarrafamento é quase atração turística. Mas certamente uma paisagem da qual ninguém se orgulha. Talvez pelos excessos no que refere a imobilidade motorizada, o cidadão paulistano tenha menos motivos para amar sua cidade. Ruas entupidas de motoristas solitários, transporte público repleto de desconhecidos próximos demais uns dos outros.
Felizmente o paulistano tem agora mais um motivo para amar a cidade onde vive. Uma maneira de desbravar seu bairro, sentir-se parte da rua onde mora, do trajeto por onde se desloca. São as cariocamente famosas laranjinhas. As bicicletas de aluguel paulistanas patrocinadas pelo Banco Itaú e operadas pela Serttel/Samba. Ao primeiro olhar, pode parecer pouco para uma cidade tão grande. Mas a bicicleta só é gigante por ser pequena.
Em um sistema de bicicletas de aluguel, mais importante do que o número de estações, é a densidade em que elas estão distribuidas e nisso o sistema BikeSampa aprendeu com o BikeRio. São Paulo é gigante, mas seus bairros estão alheios a esse gigantismo e a bicicleta é o veículo perfeito para circular dentro dos bairros.
A pedalada inicial foi na região da Vila Mariana e para ser bem sucedido, o sistema terá de ser melhorado de forma constante. Aos poucos, como um ciclista que aprende a pedalar e vai ganhando experiência com a bicicleta. São Paulo está assim, aprendendo a pedalar. Falta um pouco de auto-confiança, acreditar que há equilíbrio possível no movimento constante, ver que é possível abrir espaço nas ruas de forma sutil e firme para garantir os deslocamentos ágeis que só a bicicleta é capaz.
Lançamento é sempre hora de festa. A partir de agora começam os desafios maiores. E o maior deles será a infraestrutura para a circulação segura dos ciclistas novatos que são esperados nas ruas. Em um primeiro momento, haverá apenas sinalização horizontal e vertical indicando ciclorrotas, uma demanda antiga dos cicloativistas. Mas a lição do Rio de Janeiro é que o sistema de bicicletas de aluguel é sempre mais popular e bem sucedido onde há infraestrutura segura e
exclusiva para a circula de bicicletas.
Dados objetivos:
- Quem já for cadastrado no sistema BikeRio pode utilizar o mesmo login e senha, mas os passes são independentes
- O sistema BikeSampa cobra R$ 10,00, chamado de depósito de garantia de uso
- O aplicativo exclusivo pode ser baixado para celulares e tablets com sistemas Android o iOS
- Viagens de até 30 minutos são gratuitas, desde que sejam realizadas com intervalo de pelo menos 15 minutos entre elas
- Viagens com duração de mais de 30 minutos serão tarifadas à parte, no valor de R$ 5,00 pora cada 30 minutos de utilização
- As bicicletas tem 3 marchas internas no cubo traseiro, solução que se traduz em baixa manutenção e durabilidade
- O sistema funciona todos os dias das 6 às 22hAcesse www.bikesampa.com, saiba mais e cadastre-se.
As laranjinhas prontas para a degustação durante o lançamento.
Os três ‘Es’ de uma cidade ciclável
Posted onAuthorJoão Lacerda3 Comments
Portland, no gélido estado de Oregon, é a cidade mais ciclável dos Estados Unidos segundo o censo daquele país. Ao ser perguntado sobre qual é o segredo, o prefeito Sam Adams destacou três pontos que podem ser traduzidos para o português como:
– Educação, Engenharia, Execução.
1) Educação: Trata-se da familiaridade das pessoas com a bicicleta desde a mais tenra idade. Ou seja, uma parcela considerável da população conhece desde muito jovem os prazeres de pedalar.
2) Engenharia: Além de ter uma população familiarizada com a bicicleta, uma cidade ciclável precisa ter um desenho urbano que seja inclusivo. Precisa facilitar que todo e qualquer cidadão que queira optar pela bicicleta, possa fazê-lo em segurança. E essa segurança se contrói com ciclovias, ciclofaixas, faixas compartilhadas, estacionamentos e o que mais for necessário em termos de infraestrutura para a bicicleta.
3) Execução: Basicamente garantir que a legislação seja cumprida e os conflitos no trânsito sejam resolvidos da melhor maneira possível para que todos os cidadãos que circulam nas ruas da cidade sintam-se seguros. Trata-se não só de multar, mas de investigar as ocorrências de trânsito, ter clareza na punição dos infratores e comunicar-se melhor com a população sobre as regras de circulação.
Veja a íntegra da entrevista do prefeito Sam Adams que serviu de base para esse post:



