VII Prêmio Promovendo a Mobilidade por Bicicletas – Entrega de Prêmios

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A entrega dos Prêmios Promovendo a Mobilidade por Bicicleta no Brasil este ano, foi diferente! Em geral, ela acontece dentro de algum evento para onde levamos os vencedores. Nos últimos anos, aconteceu durante a Conferência Velo-city em 2017 e 2019 e em 2018 no Bicicultura Rio.

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Esse ano, com a pandemia e o cancelamento de diversos eventos, dentre eles a Conferência Velo-city 2020 na Eslovênia, onde seriam entregues os Prêmios, tivemos também que mudar nossa estratégia para a entrega. Desta vez, a premiação está sendo feita via correio! O troféu em madeira de demolição para os vencedores e os kits com bolsa, camiseta, adesivos, bordado e certificados já estão a caminho e alguns já estão chegando aos destinatários, os nove finalistas. O participantes do comitê de avaliação do prêmio também estão recebendo um kit mais simples, com camiseta e bolsa, uma forma de agradecer o tempo dedicado à leitura e avaliação de todos os projetos enviados.

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A premiação maior deste ano, seria a ida para a Conferência Velo-city em Ljublijana, capital da Eslovênia mas devido a impossibilidade de serem realizadas algumas viagens devido a pandemia e ao cancelamento da Conferência em 2020, os projetos vencedores das três categorias tiveram a premiação alterada e  terão  ida garantida à Conferência em 2021 em Lisboa.

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Pedalarás Sempre • Alfredo Sirkis 1950 – 2020

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O título deste post é o primeiro dos Mandamentos do Planejamento Cicloviário de Alfredo Sirkis, ambientalista, político, escritor, jornalista, usuário da bicicleta como meio de transporte e um dos mais importantes promotores desse modal no Rio de Janeiro. Infelizmente um veículo motorizado o levou nesta sexta feira. Descanse em paz e siga pedalando.

Sirkis foi Secretário de Meio Ambiente e Urbanismo no Rio de Janeiro e as bicicletas sempre estiveram presentes em suas gestões. Colaborou para a inclusão das ciclovias cariocas nos projetos Rio Orla e lutou bravamente pela sua implementação, que no inicio dos anos 90 removeu centenas de vagas de carros na orla para dar espaço às bicicletas e à mobilidade ativa. Sirkis também participou/organizou a primeira “bicicleata” que se tem notícia no país, no final da década de 80. Desde então sempre defendeu as bicicletas. Ele foi um dos que convidou o Zé Lobo para fazer parte do Grupo de Planejamento Cicloviário do Rio de Janeiro no início de 2003 e dessa relação nasceu a Transporte Ativo em dezembro daquele ano.

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Sempre disposto a colaborar com a mobilidade ativa, sua promoção e daqueles que a promovem, Sirkis aceitou todos os convites para participações em atividades da TA. Como para apresentar seu conhecimento na conferência Velo-city Rio 2018 e no III Workshop A Promoção da Mobilidade por Bicicleta no Brasil “Desbravando novas fronteiras – como alcançar novos públicos e ampliar o debate sobre a bicicleta na cidade” onde apresentou seus 10 Mandamentos do Planejamento Cicloviário. Nas fotos acima, de Michele Castilho, um pouco de sua participação no workshop e uma homenagem àquele que tanto incentivou o uso da bicicleta como meio de transporte no Rio e além!

Obrigado Sirkis!
Pedalaremos sempre!

Vagas Vivas no enfrentamento ao Coronavírus

Dentre as diversas soluções encontradas para a volta das atividades comerciais, estão os espaços destinados aos restaurantes do lado de fora do estabelecimento. Seja nas calçadas ou em vagas de automóveis, como uma extensão do salão ou um local de espera para receber clientes, já que há limitação na quantidade de pessoas aceitas na área interna.

Diversas cidades nos Estados Unidos e na Europa, como Paris, Londres, Bruxelas e Dublin, já estão implementando esta medida e o Rio de Janeiro segue esta tendência. Uma edição extra do Diário Oficial, em 26 de junho, apenas com medidas para a reabertura de comércios e retorno ao novo normal, o decreto nº 47.550 dizia: Dispõe sobre condições de colocação de mesas e cadeiras em Iogradouros públicos, em caráter extraordinário, por restaurantes, bares, lanchonetes e estabelecimentos congêneres, até 31 de dezembro de 2020, e dá outras providências.

Já começou! Abaixo um restaurante em Copacabana e sua área de espera. Que mais bares e restaurantes venham a aderir à ideia, que com certeza ajudará a tornar nosso bares e restaurantes mais seguros e nossas ruas mais agradáveis!
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E que as Paradas Cariocas, voltem a ser licenciadas de forma definitiva pela atual gestão!

Mobilidade por bicicletas vencendo a crise


Muitas cidades mundo afora vem pensando em soluções viárias para enfrentar os desafios de mobilidade impostos pelo Coronavírus. A bicicleta vem se destacando muito nesta busca por soluções, principalmente na Europa, que já percebeu seu potencial e vem investindo nesta modalidade de transporte. A ECF – European Cyclists Federation elaborou uma página com o que vem sendo planejado e realizado em território europeu.

O painel navegável, apresentado abaixo, nos mostra um belo panorama das iniciativas. Com diversos gráficos de fácil compreensão, é possível  conhecer as medidas europeias de enfrentamento à Pandemia, que envolvem as bicicletas.

Veja o painel acima na publicação original clicando aqui e o painel aqui (o mapa aparece melhor no painel)
Veja outras práticas para superar os desafios do Coronavírus clicando aqui,

Bicicletas humanizam o patrulhamento por proximidade

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A bicicleta é sem dúvida uma invenção fascinante e muito útil. Por suas qualidades como baixo custo, simplicidade de uso, manutenção e estacionamento; capacidade de carga etc, naturalmente se tornou um veículo de importantes contribuições para a humanidade. Ela tem grande sucesso no uso para mobilidade, esporte, lazer, saúde, trabalho. Suas diversas qualidades multiplicam a utilidade e expandem as aplicações. Assim, a bicicleta também serve à segurança seja pública ou privada. Deslocamento rápido, fácil e aumento da distância percorrida pelos agentes são algumas das virtudes para adoção do nossa querida bicicleta pela polícia, por exemplo. Seja patrulhando, perseguindo criminosos ou atuando em eventos ela é aplicada como uma ferramenta multitarefa dos policiais.
Infelizmente ela também sofre com as falhas de julgamento e desvio de conduta que muitas pessoas praticam e eventualmente é mal utilizada, seja por policiais como por bandidos que as utilizam para assaltar.

A morte de um cidadão norte americano numa ação policial nos EUA motivou protestos intensos em várias cidades americanas. E as imagens do enfrentamento de guardas e manifestantes mostraram algo que muito incomodou quem gosta de pedalar: as bicicletas foram usadas pelos agentes da lei para agredir alguns manifestantes.

Pensando além dos motivos para a reação dos policiais é preciso entender que a bicicleta é utilizada mundialmente como um veículo para o patrulhamento de proximidade. Ao tornar o patrulheiro mais acessível à população incentiva-se uma relação mútua de confiança e parceria com os cidadãos que não se consegue com o uso de veículos motorizados, usualmente mais segregadores e opressores que as bicicletas.

Por outro lado, como os demais dispositivos destinados ao “servir e proteger”, ela infelizmente também pode ser empregada para agredir e oprimir. Não porque ela tenha sido projetada para isso, mas porque em toda decisão há espaço para escolhas boas e ruins.

Com treinamento adequado a bicicleta pode ser uma aliada dos profissionais que ajudam a manter a lei e a ordem combatendo os crimes cometidos pelos bandidos. Mas em uma sociedade mundial que ainda enfrenta o desafio de aumentar a justiça social; a equidade de gênero, raça, credo e os direitos humanos universais, usar bicicletas como arma contra manifestantes é vergonhosamente explicado. Mas não justificado! As imagens dos EUA ilustram bem o erro de julgamento e de metodologia para dispersar aqueles manifestantes.

Cabe a todos multiplicar as boas práticas, reprimir e condenar o mal, sem importar quem o pratica e com qual objeto para evoluirmos como cidadãos e como sociedade. A imagem carismática da bicicleta não será maculada pela violência cometida com ela. Se houvesse um placar mundial ela certamente estaria vencendo no quesito de bom uso. Quem pedala quando pode está sempre fazendo o bem sem olhar a quem.