Bicicletas nas férias do Museu do Amanhã

mdajdb4“Hoje tem marmelada?
Tem, sim sinhô.
Hoje tem goiabada?
Tem, sim sinhô.”
Tem bicicleta nas férias do Museu do Amanhã?
Teve, sim sinhô!

Mais uma vez os Jogos de Bicicleta fizeram parte da programação de férias do Museu do Amanhã. Encerramos nessa terça, uma série que contou com três edições dos jogos, envolvendo famílias e mais de 100 crianças, que participaram das atividades ao longo da programação.

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“É hora de brincar, e este ano vamos ter variedade, vai ser um barulho na cidade” versos da famosa canção de Carlos Galhardo, com trechos também citados acima. Nesse clima de alegria e brincadeiras, levamos aos visitantes do Museu, um pouco sobre a importância da bicicleta nas cidades e sua integração com as pessoas, suas famílias e compartilhamos técnicas para aprender a pedalar usando as bicicletas de equilíbrio.

Dessa forma, acreditamos que é possível construir cidades melhores, com mais qualidade vida, com mais brincadeiras e alegria, com mais pessoas usando mais bicicletas, mais vezes! Em outubro, mês das crianças, tem muito mais! Até a próxima.
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Roda de Conversa Velo-city 2019

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Para que o conhecimento e as experiências adquiridas durante a viagem à conferência Velo-city 2019, em Dublin na Irlanda, pudessem ser conhecidas por mais pessoas, preparamos um encontro, onde sete dos Brasileiros que estiveram na conferência pudessem compartilhar o que foram fazer lá e um pouco de suas experiências. Estavam presentes Marcela Kanitz – PROURBE UFRJ, Rodrigo Rinaldi – FAU/UFRJ e Eduardo Bernhardt – TA, do Rio; Ana Carboni – UCB, Filipe Simões – Niterói de Bicicleta, de Niterói, Carlos Leandro – Pedala Queimados, de Queimados e ainda Gisele Valle E.E. Zilah Ferreira, de São José dos Campos – SP. Cada um expôs por 10 minutos suas impressões sobre a conferência a viagem e depois durante pouco mais de uma hora houve troca de ideias e respostas às perguntas do público presente, que em um belíssimo sábado de sol optou por participar da roda de conversa, que aconteceu no Terreiro de Curiosidades do Museu do Amanhã.

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Dos sete presentes, 5 apresentaram trabalhos na conferência, o conteúdo da roda de conversa se assemelhou à um painel da conferência, tamanha a qualidade do que foi exposto. Além de aumentar a interação, em terras brasileiras, de parte do grupo que participou da conferência, aproximou pessoas que não estiveram em Dublin, do que se passou por lá. Vale citar que 22 brasileiros estiveram na conferência, dentre eles 17 apresentando 19 trabalhos. Destes 4 representavam empresas, 4 eram do poder público de apenas duas cidades, Fortaleza com 3 representantes e Niterói com 1, os outros 14 brasileiros na conferência, dentre este 9 da delegação TA, eram da sociedade civil. Esse perfil de participantes, tem sido semelhante em diferentes edições o que nos mostra que a sociedade civil está se capacitando mais sobre o assunto mobilidade por bicicletas do que o poder público, que deveria estar lá, em busca de uma melhor compreensão das transformações que as bicicletas tem proporcionado em cidades ao redor do planeta.

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Outras rodas de conversa, vão acontecer, sempre aos segundos sábados de cada mês, até novembro. Fique atento, o próximo será dia 10 de agosto com o tema Cicloturismo e seu potencial no Brasil e no Rio de Janeiro.

Cegos pedalando, cadeirantes e muita história pra contar

Já imaginou uma pedalada com cegos, cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida? Foi isso que aconteceu na tarde de sábado, dia 13, no entorno do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

O evento, batizado de Mauá 360, contou com participação de aproximadamente 30 pessoas e a presença de um historiador especializado na região. Deslizando pelo Boulevard Olímpico, todos descobriram fatos e curiosidades sobre a região, famosa por seus prédios do período colonial que marcaram a história do nosso país.

Exclusivamente nessa postagem, estamos utilizando um recurso para descrição das imagens, a hashtag #pracegover,  que serve para mostrar o conteúdo das fotos para pessoas com deficiência visual.

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#pracegover – Imagem 1 – Grupo de pessoas reunidas para dar início à pedalada. O grupo já está pronto para começar o roteiro, com os participantes posicionados nas bicicletas e nas cadeiras de roda. Nesse momento, recebem orientações iniciais sobre a atividade

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#pracegover – Imagem 2 – Imagem final da atividade, com os participantes reunidos, com cadeiras de roda posicionadas à frente das bicicletas e o prédio do Museu Histórico Nacional ao fundo.

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#pracegover – Imagem 3 – Foto com grupo de pessoas que conduziu a pedalada, a partir da esquerda temos o voluntário Rodrigo Souza, do projeto Pedala Junto, que conduziu a bicicleta tandem, ao lado do cego Álvaro, que foi seu companheiro na atividade. Seguido por Fábio Nazareth, representando os Pedalentos, que cedeu a bicicleta tandem para a atividade. Na sequência temos Zé Lobo e Erika Cordeiro, da Associação Transporte Ativo, que em parceria com o Museu do Amanhã, promoveram a pedalada. Fechando com Maurício, Tati e Mônica, Bike Anjos, que estavam com a bicicleta ODKV, sigla para o projeto “O de cá, vê” que usa duas bicicletas conectadas lateralmente, onde um condutor pedala ao lado de um deficiente visual.

Estiveram conosco nessa pedalada, funcionários e colaboradores do Museu do Amanhã, representantes do Kit Livre, Pedala Junto, Bike Anjo Rio e Pedalentos.

Dublin, Velo-City e Bicicletas

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A experiência de visitar Dublin e participar da Conferência Velo-City 2019 foi única para a delegação brasileira. Ao vivenciar uma cidade européia e o evento no continente de origem todos puderam expandir seus horizontes sobre a sociedade e o uso da bicicleta como meio de transporte. De um modo geral o evento e a cidade incitaram o pensar e o refletir sobre os prós e contras de cada iniciativa pela mobilidade ativa, o que foi realmente engrandecedor.
Observamos que os cidadãos de Dublin usam muito a bicicleta, seja a própria ou dos dois sistemas de aluguel. Moradores e turistas encaram o uso da bicicleta no cotidiano com facilidade, embora nem toda a infraestrutura cicloviária seja ideal, algo que a cidade está buscando nos últimos 10 anos com mais força, mas que ainda encontra resistência por conta da sólida cultura de uso de veículo motorizado particular como meio de transporte.
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A Conferência foi bem organizada, mas como todo grande acontecimento com dezenas de palestrantes/debatedores e 1400 participantes alguns detalhes prejudicaram o pleno aproveitamento das atividades, que eram muitas, talvez em excesso. Decidir qual sessão ou atividade paralela para prestigiar era difícil e por vezes surgia o sentimento de arrependimento de uma escolha em detrimento de outra. As visitas técnicas ocorreram ao mesmo tempo que as sessões e não tinham vagas nem para 20% dos inscritos. O espaço da feira de exposição teve temática pouco diversificada sendo a maior parte dos expositores ligados às bicicletas elétricas e à tecnologia, mas foi o melhor local para intercâmbio de contatos e experiências.
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O saldo geral é muito positivo, com muitos especialistas, pesquisadores e ativistas ajudando os delegados da conferência a compreenderem melhor o passado, o presente e o possível futuro para o uso da bicicleta como transporte de pessoas e de carga. De um modo geral ficou evidente que não há uma fórmula mágica, válida para qualquer cidade, nem tão pouco a Europa é um paraíso para o uso da bicicleta. Mesmo na Holanda ou Dinamarca, consensualmente países excelentes para a bicicleta há desafios imensos e que se renovam de tempos em tempos. Em várias sessões ficou claro que é necessário ter dados de qualidade, estudos científicos, ativismo, mas principalmente coerência para cobrar, investir e construir com sabedoria, sempre reavaliando qualquer iniciativa com frequência.
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Os brasileiros que foram a Velo-City também aproveitaram muito os contatos, plenárias, sessões e pedaladas pela cidade. Em vários momentos os brasileiros foram vistos participando dessa semana de imersão com muito anseio por absorver e trocar o quanto fosse possível, mesmo para aqueles que não dominavam a língua inglesa. Não houve reclamações sobre o evento, a cidade ou mesmo por eventuais imprevistos e contratempos. Havia uma clara intenção de usufruir ao máximo a experiência, especialmente dos novatos na Conferência. Nas conversas em grupo ficou bem evidente que a semana em Dublin superou as expectativas da turma.
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Promovendo a Mobilidade por Bicicletas – Entrega dos Prêmios

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Hoje pela manhã, em Dublin na Irlanda, em plena Conferência Velo-city 2019, foram entregues os Troféus do VI Prêmio Promovendo a Mobilidade por bicicletas no Brasil. Lívia Suarez da Casa La Frida, de Salvador, Daniel Guth da Aliança Bike, de São Paulo e Gisele Valle da Escola Estadual Professora Zilah Ferreira V. P. de Campos, de São José dos Campos receberam seus troféus e diplomas. O complemento da premiação, foi a participação na Conferência com todas as despesas pagas.

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É uma honra para nós poder proporcionar isso aos vencedores, que vem realizando excelentes trabalhos em prol da uso das bicicletas. Agradecimentos especiais àqueles que tornaram possível a realização deste projeto, que contou com o patrocínio do Itaú e apoio da Tembici, a participação de ambos tornou isso possível.

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Conheça mais sobre o prêmio e sobre os vencedores.