Bicicletas, eletricidade e sustentabilidade

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A bicicleta é um veículo a propulsão humana¹ por pedais. Ao adaptar ou construir um similar com um motor acionado por acelerador, seja elétrico ou a combustão, sua classificação muda para ciclomotor², ainda que tenha pedais que também a movimentam. Já os modelos com pedal assistido³ por motor, mas sem acelerador, ainda se enquadram na categoria de bicicletas, embora sem a simplicidade e eficiência originais.
Essas diferenças entre os tipos de veículos com e sem motor, com e sem acelerador tem levado a uma confusão de conceitos e mau uso das definições, tanto ambientais quanto legais. É importante diferenciar para evitar que se utilize a boa reputação da bicicleta para emprestar empatia e virtudes que os ciclomotores elétricos não têm. Dependendo do uso, os pedais dos ciclomotores servem apenas de apoio para os pés.

Vamos analisar a sustentabilidade do uso de motores elétricos em veículos de duas rodas, sejam eles a pedal assistido ou ciclomotores. A ideia é discutir o perfil do usuário da motorização elétrica, bem como a coerência das definições e do marketing dos fabricantes, que não deveriam classificar de sustentável um produto que não é de fato. A indústria automobilística é craque nessa prática.
Veículos com motores elétricos, seja pedal assistido ou não, tem suas vantagens especificamente em relação aos motores a combustão. São mais baratas de adquirir e de se manter, além disso não poluem durante o uso e são silenciosas. As de pedal assistido são mais amigáveis a quem quer fazer exercício enquanto se desloca e não tem preparo ou condições físicas mínimas. Além disso, levam mais peso e sobem aclives com menos esforço devido à ajuda do motor. Contribuem ainda para humanizar o trânsito, pois os condutores de bicicletas e ciclomotores elétricos compartilham da mesma posição na hierarquia das ruas. Transporte de carga, de passageiros e necessidade de vencer ladeiras íngremes ou grandes distâncias são algumas das demandas ideais para a motorização elétrica como opção vantajosa aos veículos com motores a combustão. Entretanto, na comparação, a sustentabilidade verdadeira é uma qualidade mais adequada às bicicletas puras.

A sustentabilidade é uma condição exclusiva daquilo que é ao mesmo tempo ambientalmente correto, economicamente viável e socialmente justo. Sempre os três juntos, pois se atender somente um ou dois aspectos, não é sustentável.

Quanto mais complexo o veículo menor a chance de atender aos três requisitos acima.
Então, analisando sob a luz da definição correta de sustentabilidade e da eficiência das bicicletas convencionais temos algumas considerações:

– Bicicletas e ciclomotores elétricos são mais caros que bicicletas convencionais, tanto para aquisição quanto na manutenção, e isso restringe a democratização desses veículos. A troca da bateria é cara, e mesmo a manutenção de peças comuns às bicicletas será mais custosa ao longo do tempo, já que as elétricas são mais pesadas e atingem maiores velocidades, o que reduz a vida útil de freios, rodas e pneus;

– Alguns fabricantes ainda oferecem ciclomotores com baterias de chumbo, como as de carro. Considerada uma tecnologia ultrapassada estas baterias são recicláveis, mas apenas no ano passado o setor assinou acordo com o IBAMA para organizar a logística reversa no Brasil e sua reciclagem ainda é uma atividade potencialmente poluidora.  São bem mais pesadas e mais baratas (R$ 500 e R$ 600) que as de Íons de Lítio, mas tem vida útil menor, em torno de 300 ciclos de recarga, enquanto as de lítio são mais leves, mais caras (R$ 800 a R$ 1.500) e aguentam 600 recargas;

– A suposta vantagem das baterias de lítio é confrontada com o alto custo social e ambiental de sua produção. As extrações de lítio e de cobalto são socialmente injustas, impactam o meio ambiente e, diante da perspectiva de explosão de demanda por veículos elétricos, suas reservas mundiais podem se encerrar em algumas décadas (2030 para o cobalto e 2037 para o lítio). O desenvolvimento de tecnologias de reciclagem ou de novos tipos de baterias ainda é lento demais para equacionar a sustentabilidade com a demanda atual e futura.

– Ao contrário da suposta evolução econômica e ambiental da migração dos motores a combustão dos carros para elétricos, no caso das bicicletas com a adição de um motor elétrico essa seria uma involução já que a tríade custo-benefício-eficiência da Bicicleta é imbatível em relação a um veículo similar eletrificado, como no exemplo acima sobre o custo de troca de baterias. Além disso, se a legislação federal que equipara ciclomotores elétricos aos que tem motor até 50cc fosse seguida, seria exigido dos condutores uma ACC (Autorização para Condução de Ciclomotor) ou CNH A, o que significa um custo de aproximadamente R$ 2.300,00 em aulas teóricas, práticas, exames de saúde e documentação;

– O ciclomotor elétrico é uma opção melhor em relação ao veículo de uso individual, seja carro ou motocicleta movidos a combustão. No entanto, até agora esse tipo de migração não é tão volumoso a ponto de representar uma contribuição significativa para a melhoria das cidades através da mobilidade eletrificada. A porcentagem de participação na matriz de transportes teria que ser muito maior. Ainda assim, ambientalmente ajudaria apenas na qualidade do ar nas cidades, e ainda que isso seja muito importante, a ajuda ocorre de uma forma muito menos prática, rápida e barata que o uso das bicicletas já faz há muitos anos.

– O impacto ambiental global da fabricação, manutenção e descarte de um ciclomotor ou bicicleta elétrica é bem maior do que de uma bicicleta. Emissões de gases poluentes, demanda de energia e de matéria-prima são muito relevantes e pesam mais do que se imagina na pegada de carbono da dupla motor+bateria ao longo de sua vida útil. A energia para movê-lo tem apenas uma fração da responsabilidade por seu alto impacto ambiental;

– A matriz elétrica brasileira é composta predominantemente de fontes renováveis como hidrelétrica, biomassa, solar e eólica. No entanto, o sistema de transmissão ainda é ineficiente com desperdício de cerca de 20% do que é gerado por uso de tecnologias ultrapassadas e os impactos ambientais das hidrelétrica são subestimados.

Então todo e qualquer aumento na demanda por energia deve ser muito bem justificado, o que nem sempre se aplica no caso da eletrificação das bicicletas.

A humanidade é ótima em criar soluções para reduzir problemas e ampliar sua capacidade de desenvolvimento. A mobilidade por bicicletas atende muito bem a vários aspectos desse desafio. Os veículos com motores a combustão trouxeram avanços, mas por diversos motivos o modelo tem acumulado problemas importantes. Trocar a tecnologia é uma das alternativas, mas ela precisa ser feita com responsabilidade e bom senso para que as pessoas entendam suas qualidade e imperfeições, e consigam escolher corretamente. O motor elétrico e a bateria representam melhorias em alguns aspectos, mas tal qual o motor a combustão ainda tem limitações significativas.

A bicicleta usa tecnologia simples, mas que segue cumprindo muito bem o papel de ajudar na mobilidade humana sendo ao mesmo tempo prática, eficiente, ecológica e acessível. Uma invenção ímpar, forte aliada da sustentabilidade que pode servir de inspiração aos que buscam revolucionar o transporte, com o cuidado de não tentar reinventar a roda e ignorar que, muitas vezes, menos é mais.

Devagar e sempre… se vai mais longe.

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Links:
· Saiba mais sobre vida útil, preço e troca da bateria:
E-bike: Reposição da bateria – Revista Bicicleta
· Impactos ambientais e sociais da exploração e exposição ao cobalto:
Cobalto: um ingrediente necessário, mas tóxico para a sociedade e os negócios –  Época Negócios
Gigantes da tecnologia não conseguem refutar alegações de trabalho infantil em cadeia de fornecimento de cobalto – anisitia.org
Ficha de Informação Toxicológica – Cobalto – CETESB
· Outras facetas das Bicicletas Elétricas
Bike elétrica é a resposta neoliberal à resistência do ciclismo – Revista Bicicleta
· Divulgação positiva, consciente e sem artifícios da Caloi

Legislação:
· Resolução CONTRAN nº 465, de 27/11/2013
Dá nova redação ao art. 1º da Resolução nº 315, de 8 de maio de 2009, do Contran, que estabelece a equiparação dos veículos ciclo-elétrico, aos ciclomotores e os equipamentos obrigatórios para condução nas vias públicas abertas à circulação e dá outras providências.
· Resolução CONTRAN nº 315 de 08/05/2009
Estabelece a equiparação dos veículos ciclo-elétricos aos ciclomotores e os equipamentos obrigatórios para condução nas vias públicas abertas à circulação.

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¹ Conhece-se como propulsão humana aquela que se gera através da força dos músculos de uma pessoa. Segundo o Código de trânsito Brasileiro a Bicicleta é: veículo de propulsão humana, dotado de duas rodas, não sendo, para efeito deste Código, similar à motocicleta, motoneta e ciclomotor.
² O ciclomotor, por definição do Anexo I do Código de Trânsito Brasileiro, é o “veículo de duas ou três rodas, provido de um motor de combustão interna, cuja cilindrada não exceda a cinquenta centímetros cúbicos (3,05 polegadas cúbicas) e cuja velocidade máxima de fabricação não exceda a cinquenta quilômetros por hora”.
De acordo com as Resoluções do Conselho Nacional de Trânsito n. 315/09 e 465/13, a bicicleta elétrica é equiparada a ciclomotor, EXCETO se, cumulativamente, apresentar as seguintes características:
I) potência até 350 watts;
II) velocidade máxima de 25 km/h;
III) sem acelerador;
IV) motor somente funcionar quando condutor pedalar.
Se cumprir todos esses requisitos, deve ser tratada como bicicleta. Caso contrário, aplicam-se as mesmas normas dos ciclomotores.
Requisitos para Conduzir: Ser habilitado em ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor) ou ser portador de CNH na categoria A.
³ Pedal Assistido é o que distingue a bicicleta elétrica de uma comum. O motor elétrico entra em ação quando se pedala, ao parar de pedalar ou acionar o freio, o motor se desliga automaticamente.

Pedalarás Sempre • Alfredo Sirkis 1950 – 2020

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O título deste post é o primeiro dos Mandamentos do Planejamento Cicloviário de Alfredo Sirkis, ambientalista, político, escritor, jornalista, usuário da bicicleta como meio de transporte e um dos mais importantes promotores desse modal no Rio de Janeiro. Infelizmente um veículo motorizado o levou nesta sexta feira. Descanse em paz e siga pedalando.

Sirkis foi Secretário de Meio Ambiente e Urbanismo no Rio de Janeiro e as bicicletas sempre estiveram presentes em suas gestões. Colaborou para a inclusão das ciclovias cariocas nos projetos Rio Orla e lutou bravamente pela sua implementação, que no inicio dos anos 90 removeu centenas de vagas de carros na orla para dar espaço às bicicletas e à mobilidade ativa. Sirkis também participou/organizou a primeira “bicicleata” que se tem notícia no país, no final da década de 80. Desde então sempre defendeu as bicicletas. Ele foi um dos que convidou o Zé Lobo para fazer parte do Grupo de Planejamento Cicloviário do Rio de Janeiro no início de 2003 e dessa relação nasceu a Transporte Ativo em dezembro daquele ano.

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Sempre disposto a colaborar com a mobilidade ativa, sua promoção e daqueles que a promovem, Sirkis aceitou todos os convites para participações em atividades da TA. Como para apresentar seu conhecimento na conferência Velo-city Rio 2018 e no III Workshop A Promoção da Mobilidade por Bicicleta no Brasil “Desbravando novas fronteiras – como alcançar novos públicos e ampliar o debate sobre a bicicleta na cidade” onde apresentou seus 10 Mandamentos do Planejamento Cicloviário. Nas fotos acima, de Michele Castilho, um pouco de sua participação no workshop e uma homenagem àquele que tanto incentivou o uso da bicicleta como meio de transporte no Rio e além!

Obrigado Sirkis!
Pedalaremos sempre!

Mobilidade por bicicletas vencendo a crise


Muitas cidades mundo afora vem pensando em soluções viárias para enfrentar os desafios de mobilidade impostos pelo Coronavírus. A bicicleta vem se destacando muito nesta busca por soluções, principalmente na Europa, que já percebeu seu potencial e vem investindo nesta modalidade de transporte. A ECF – European Cyclists Federation elaborou uma página com o que vem sendo planejado e realizado em território europeu.

O painel navegável, apresentado abaixo, nos mostra um belo panorama das iniciativas. Com diversos gráficos de fácil compreensão, é possível  conhecer as medidas europeias de enfrentamento à Pandemia, que envolvem as bicicletas.

Veja o painel acima na publicação original clicando aqui e o painel aqui (o mapa aparece melhor no painel)
Veja outras práticas para superar os desafios do Coronavírus clicando aqui,

Bicicletas evitando mortes por Covid-19

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No atual cenário mundial de pandemia, o caos provocado na economia mundial, no cotidiano dos indivíduos e nos sistemas de saúde tem na morte das pessoas sua face mais angustiante. Ainda que o índice de mortes em relação ao número de infectados seja relativamente baixo toda vida é valiosa e zero era o único número aceitável. Infelizmente isso não aconteceu e a luta agora é para salvar vidas reduzindo ao máximo a taxa de mortalidade pela doença.
A ciência tem se dedicado a entender rapidamente todos os aspectos do vírus, algo fundamental para encontrar vacina, definir tratamentos, chegar à cura. A reação é fundamental para acelerar o enfrentamento, mas não resta dúvida que ainda teremos muitos meses de combate ao Covid-19. Cada dia, cada medida conta.
Neste sentido o uso da bicicleta pode ser uma aliada ainda mais relevante.

Estudo recente relaciona a poluição do ar a taxas de mortalidade bem mais altas em pacientes com Covid-19
Em estudo recente, pesquisadores da Escola de Saúde Pública T. H. Chan da Universidade de Harvard nos EUA cruzaram os dados de óbitos e poluição de 3080 condados daquele país e descobriram que a maior concentração do fino e perigoso material particulado conhecido como PM 2,5 estava associado às mais altas taxas de mortalidade por coronavírus.

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Imagens de satélites capturadas na internet, com poluição do ar antes e durante as quarentenas. (NASA/BBCESA)

Este particulado tem origem na queima de combustíveis fósseis e nas grandes cidades o transporte motorizado é o principal responsável pela sua emissão. Piora quando se analisa que os engarrafamentos, que geram ainda mais consumo de combustível e poluição do ar ocorrem em grande parte pela baixa taxa de ocupação dos carros que entopem as ruas com um número de veículos maior do que o necessário.

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Imagem: Diego Hemkemeier (Bem estar – G1)   .

Pedalar salva vidas
Pedalar sempre foi um meio de deslocamento mais humanizado, por ser silencioso, emissão zero, ocupar pouco espaço, conectar as pessoas entre si e com suas cidades e por ajudar a saúde de quem pedala. Não se deve esperar que a bicicleta resolva todos os impactos ambientais e socioeconômicos da poluição urbana, mas é fato que sua contribuição sempre foi e sempre será relevante, ainda mais com o mundo em tempos de crise pandêmica.
Além de sua ajuda imediata nos deslocamentos essenciais durante a quarentena o uso da bicicleta pode ter efeito direto na redução de mortes pela doença a partir de agora, tendo em vista a provável longa duração dessa crise.
Também com isso em mente algumas cidades estão aumentando a infraestrutura cicloviária e para pedestres de modo a incentivar o uso de transportes ativos inibir os motorizados poluentes e, de quebra, aumentar o espaço para permitir que nestes deslocamentos ciclistas e pedestres possam manter distância maior entre si.
A falsa percepção de normalidade que leva muitas pessoas a retomar suas rotinas é ajudada em parte pelo trânsito de automóveis, portanto pedalar quando o deslocamento for inevitável reduzirá essa cilada social e continuará a incentivar as pessoas a ficarem em casa, medida mais eficiente para conter o avanço da epidemia.

Não custa repetir: fique em casa!
Mas se precisar sair vá de bicicleta, sempre que possível, sabendo que estará ajudando a manter a sensação de importância do estado de quarentena e reduzindo a poluição do ar para que menos pessoas padeçam de doenças respiratórias graves, entre elas a Covid-19.

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Leia também:
Bicilogística na pandemia do novo coronavírus
Bicicletas na Quarentena

Sustentabilidade e Futuro para o Dia Seguinte

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Aconteceu na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, a exposição O Dia Seguinte, uma experiência imersiva sobre mudanças climáticas e cidades. Durante um mês, mais de 30 mil pessoas visitaram o espaço e tiveram contato com informações relevantes sobre as mudanças climáticas, o futuro das cidades, Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e principalmente, dicas sobre o que fazer e como se comportar em busca de um futuro mais limpo, justo e sustentável.
A Transporte Ativo, parceira desde a concepção, esteve presente com uma breve fala na abertura, Jogos de Bicicleta ao longo do mês e duas apresentações, com Zé Lobo e Eduardo Bernhardt, em várias rodadas, no último dia.

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As apresentações foram “Do Aqui e Agora para o Futuro” com Zé Lobo e “Da Ecologia para a Sustentabilidade” com Eduardo Bernhardt. Na primeira o que já acontece hoje em nosso dia a dia, as tendências para o futuro, para além da tecnologia e acordos governamentais. Na segunda a visão de ecologia do Século XX e sua migração à Sustentabilidade no Século XXI. Na Sala de Leitura, para um público pequeno mas muito bem informado, aconteceram três rodadas das apresentações, sempre recheadas com excelente bate papo e troca de ideias no final.

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A tônica das apresentações e das trocas que houveram em seguida, foi a sustentabilidade amparada em seus pilares: Ambientalmente Correta, Socialmente Justa e Economicamente Viável, tudo em busca de um Dia Seguinte mais limpo, justo e viável! Sim é possível, depende apenas das atitudes de cada um de nós em nosso dia a dia.
Enquanto isso, lá fora rolavam os Jogos de Bicicleta! Apresentando o Veículo do Futuro para a criançada e seus parentes. Os Jogos aconteceram durante os finais de semana da exposição. Mais de 300 crianças participaram e tiveram um ótimo contato com o veiculo que será muito comum em seus dias no futuro. Como podemos ver nas fotos à direita, muitos super-heróis estiveram presentes, nos garantindo que há esperanças de um futuro tranquilo e seguro!

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Quanto a nós, continuamos prontos para seguir com a missão de apresentar as possibilidades das bicicletas e dos transportes ativos para o mundo! Sempre em busca de um futuro mais limpo e um trânsito mais seguro!

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Parabéns a equipe da exposição que conseguiu fazer de uma ideia uma realidade, que com certeza ajudou muitas pessoas a conhecer melhor as possibilidades que nos cercam para que possamos no futuro comemorar como a Turma de Turismo que comemorou a formatura em plena exposição!

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