Pedalarás Sempre • Alfredo Sirkis 1950 – 2020

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O título deste post é o primeiro dos Mandamentos do Planejamento Cicloviário de Alfredo Sirkis, ambientalista, político, escritor, jornalista, usuário da bicicleta como meio de transporte e um dos mais importantes promotores desse modal no Rio de Janeiro. Infelizmente um veículo motorizado o levou nesta sexta feira. Descanse em paz e siga pedalando.

Sirkis foi Secretário de Meio Ambiente e Urbanismo no Rio de Janeiro e as bicicletas sempre estiveram presentes em suas gestões. Colaborou para a inclusão das ciclovias cariocas nos projetos Rio Orla e lutou bravamente pela sua implementação, que no inicio dos anos 90 removeu centenas de vagas de carros na orla para dar espaço às bicicletas e à mobilidade ativa. Sirkis também participou/organizou a primeira “bicicleata” que se tem notícia no país, no final da década de 80. Desde então sempre defendeu as bicicletas. Ele foi um dos que convidou o Zé Lobo para fazer parte do Grupo de Planejamento Cicloviário do Rio de Janeiro no início de 2003 e dessa relação nasceu a Transporte Ativo em dezembro daquele ano.

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Sempre disposto a colaborar com a mobilidade ativa, sua promoção e daqueles que a promovem, Sirkis aceitou todos os convites para participações em atividades da TA. Como para apresentar seu conhecimento na conferência Velo-city Rio 2018 e no III Workshop A Promoção da Mobilidade por Bicicleta no Brasil “Desbravando novas fronteiras – como alcançar novos públicos e ampliar o debate sobre a bicicleta na cidade” onde apresentou seus 10 Mandamentos do Planejamento Cicloviário. Nas fotos acima, de Michele Castilho, um pouco de sua participação no workshop e uma homenagem àquele que tanto incentivou o uso da bicicleta como meio de transporte no Rio e além!

Obrigado Sirkis!
Pedalaremos sempre!

Mobilidade por bicicletas vencendo a crise


Muitas cidades mundo afora vem pensando em soluções viárias para enfrentar os desafios de mobilidade impostos pelo Coronavírus. A bicicleta vem se destacando muito nesta busca por soluções, principalmente na Europa, que já percebeu seu potencial e vem investindo nesta modalidade de transporte. A ECF – European Cyclists Federation elaborou uma página com o que vem sendo planejado e realizado em território europeu.

O painel navegável, apresentado abaixo, nos mostra um belo panorama das iniciativas. Com diversos gráficos de fácil compreensão, é possível  conhecer as medidas europeias de enfrentamento à Pandemia, que envolvem as bicicletas.

Veja o painel acima na publicação original clicando aqui e o painel aqui (o mapa aparece melhor no painel)
Veja outras práticas para superar os desafios do Coronavírus clicando aqui,

Bicicletas evitando mortes por Covid-19

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No atual cenário mundial de pandemia, o caos provocado na economia mundial, no cotidiano dos indivíduos e nos sistemas de saúde tem na morte das pessoas sua face mais angustiante. Ainda que o índice de mortes em relação ao número de infectados seja relativamente baixo toda vida é valiosa e zero era o único número aceitável. Infelizmente isso não aconteceu e a luta agora é para salvar vidas reduzindo ao máximo a taxa de mortalidade pela doença.
A ciência tem se dedicado a entender rapidamente todos os aspectos do vírus, algo fundamental para encontrar vacina, definir tratamentos, chegar à cura. A reação é fundamental para acelerar o enfrentamento, mas não resta dúvida que ainda teremos muitos meses de combate ao Covid-19. Cada dia, cada medida conta.
Neste sentido o uso da bicicleta pode ser uma aliada ainda mais relevante.

Estudo recente relaciona a poluição do ar a taxas de mortalidade bem mais altas em pacientes com Covid-19
Em estudo recente, pesquisadores da Escola de Saúde Pública T. H. Chan da Universidade de Harvard nos EUA cruzaram os dados de óbitos e poluição de 3080 condados daquele país e descobriram que a maior concentração do fino e perigoso material particulado conhecido como PM 2,5 estava associado às mais altas taxas de mortalidade por coronavírus.

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Imagens de satélites capturadas na internet, com poluição do ar antes e durante as quarentenas. (NASA/BBCESA)

Este particulado tem origem na queima de combustíveis fósseis e nas grandes cidades o transporte motorizado é o principal responsável pela sua emissão. Piora quando se analisa que os engarrafamentos, que geram ainda mais consumo de combustível e poluição do ar ocorrem em grande parte pela baixa taxa de ocupação dos carros que entopem as ruas com um número de veículos maior do que o necessário.

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Imagem: Diego Hemkemeier (Bem estar – G1)   .

Pedalar salva vidas
Pedalar sempre foi um meio de deslocamento mais humanizado, por ser silencioso, emissão zero, ocupar pouco espaço, conectar as pessoas entre si e com suas cidades e por ajudar a saúde de quem pedala. Não se deve esperar que a bicicleta resolva todos os impactos ambientais e socioeconômicos da poluição urbana, mas é fato que sua contribuição sempre foi e sempre será relevante, ainda mais com o mundo em tempos de crise pandêmica.
Além de sua ajuda imediata nos deslocamentos essenciais durante a quarentena o uso da bicicleta pode ter efeito direto na redução de mortes pela doença a partir de agora, tendo em vista a provável longa duração dessa crise.
Também com isso em mente algumas cidades estão aumentando a infraestrutura cicloviária e para pedestres de modo a incentivar o uso de transportes ativos inibir os motorizados poluentes e, de quebra, aumentar o espaço para permitir que nestes deslocamentos ciclistas e pedestres possam manter distância maior entre si.
A falsa percepção de normalidade que leva muitas pessoas a retomar suas rotinas é ajudada em parte pelo trânsito de automóveis, portanto pedalar quando o deslocamento for inevitável reduzirá essa cilada social e continuará a incentivar as pessoas a ficarem em casa, medida mais eficiente para conter o avanço da epidemia.

Não custa repetir: fique em casa!
Mas se precisar sair vá de bicicleta, sempre que possível, sabendo que estará ajudando a manter a sensação de importância do estado de quarentena e reduzindo a poluição do ar para que menos pessoas padeçam de doenças respiratórias graves, entre elas a Covid-19.

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Leia também:
Bicilogística na pandemia do novo coronavírus
Bicicletas na Quarentena

Sustentabilidade e Futuro para o Dia Seguinte

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Aconteceu na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, a exposição O Dia Seguinte, uma experiência imersiva sobre mudanças climáticas e cidades. Durante um mês, mais de 30 mil pessoas visitaram o espaço e tiveram contato com informações relevantes sobre as mudanças climáticas, o futuro das cidades, Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e principalmente, dicas sobre o que fazer e como se comportar em busca de um futuro mais limpo, justo e sustentável.
A Transporte Ativo, parceira desde a concepção, esteve presente com uma breve fala na abertura, Jogos de Bicicleta ao longo do mês e duas apresentações, com Zé Lobo e Eduardo Bernhardt, em várias rodadas, no último dia.

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As apresentações foram “Do Aqui e Agora para o Futuro” com Zé Lobo e “Da Ecologia para a Sustentabilidade” com Eduardo Bernhardt. Na primeira o que já acontece hoje em nosso dia a dia, as tendências para o futuro, para além da tecnologia e acordos governamentais. Na segunda a visão de ecologia do Século XX e sua migração à Sustentabilidade no Século XXI. Na Sala de Leitura, para um público pequeno mas muito bem informado, aconteceram três rodadas das apresentações, sempre recheadas com excelente bate papo e troca de ideias no final.

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A tônica das apresentações e das trocas que houveram em seguida, foi a sustentabilidade amparada em seus pilares: Ambientalmente Correta, Socialmente Justa e Economicamente Viável, tudo em busca de um Dia Seguinte mais limpo, justo e viável! Sim é possível, depende apenas das atitudes de cada um de nós em nosso dia a dia.
Enquanto isso, lá fora rolavam os Jogos de Bicicleta! Apresentando o Veículo do Futuro para a criançada e seus parentes. Os Jogos aconteceram durante os finais de semana da exposição. Mais de 300 crianças participaram e tiveram um ótimo contato com o veiculo que será muito comum em seus dias no futuro. Como podemos ver nas fotos à direita, muitos super-heróis estiveram presentes, nos garantindo que há esperanças de um futuro tranquilo e seguro!

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Quanto a nós, continuamos prontos para seguir com a missão de apresentar as possibilidades das bicicletas e dos transportes ativos para o mundo! Sempre em busca de um futuro mais limpo e um trânsito mais seguro!

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Parabéns a equipe da exposição que conseguiu fazer de uma ideia uma realidade, que com certeza ajudou muitas pessoas a conhecer melhor as possibilidades que nos cercam para que possamos no futuro comemorar como a Turma de Turismo que comemorou a formatura em plena exposição!

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7º Fórum de Bicicletas Manaus

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Pelo sétimo ano consecutivo o Pedala Manaus realiza o Fórum de Bicicletas Manaus desta vez em parceria com a Fundação Amazonas Sustentável – FAS e pela sexta vez a TA esteve presente. Desta vez com o tema “A Bicicleta e os 17 ODS da ONU: Uma nova agenda de desenvolvimento urbano sustentável”, o Fórum foi muito além da bicicleta alertando aos presentes sobre necessidades urgentes para manutenção do ecossistema amigável ao ser humano em nosso planeta.

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Com palestrantes como Renata Falzoni, Aline Cavalcante, Suzana Nogueira e Zé Lobo o conteúdo foi repleto de informações para que possamos nós mesmos iniciar as mudanças tão necessárias, sem ficarmos sentados esperando que esforços governamentais solucionem a questão. Outro ponto de destaque nesta edição do Fórum foi a participação efetiva da Academia através da UFAM e da indústria, através da ABRACICLO e diversos de seus associados. Sentimos falta da participação importante do poder público, para que com as quatro esferas; Sociedade Civil, Academia, Indústria e Poder Público, possamos alavancar mudanças e tornar Manaus uma cidade mais segura e amiga do Ciclista.

Para encerrar em grande estilo, uma apresentação extra do filme Elo Perdido de Renata Falzoni, para a criançada da comunidade Redenção, no Cine Calçada.

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Fica aqui o agradecimento ao Pedala Manaus e seus coordenadores e mentores, que além de fazer um belo evento inspiram ciclistas pelo Brasil afora a seguirem buscando soluções efetivas para a circulação das bicicletas nas cidades brasileiras.