E as contagens de ciclistas seguem nos alimentando com dados!

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Em agosto, completamos as 10 contagens realizadas em parceria com ITDP Brasil, Labmob e a CET-Rio, e ainda realizamos mais uma em parceria com a Tembici. Esse dados irão alimentar alguns projetos cicloviários em andamento na Prefeitura do Rio.

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Pelo sétimo ano consecutivo nosso contador automático de ciclistas foi para Niterói, para em parceria com o Programa Niterói de Bicicleta seguir com a série histórica de contagens. Isso propicia uma excelente leitura da movimentação dos ciclistas locais e mostra a importância das ciclovias e ciclofaixas neste processo.

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Na terça-feira, dia 10 de agosto, contagens aconteciam simultaneamente na Av. Chile no Centro do Rio e na Av. Roberto Silveira, no bairro de Icaraí em Niterói, ambas com 12 horas de duração (7 às 19 hs).

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Temos mais uma contagem agendada para setembro, os números já coletados ainda estão sendo analisados e, quando somados aos da próxima contagem, nos trarão muitos dados e novidades para apresentar e ajudar a compreender nossos ciclistas!

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Inspirar nos Motiva II + Fase de Campo Perfil Ciclista 21

Cada vez que vemos iniciativas da TA inspirando iniciativas semelhantes, sendo reaplicadas, seja usando uma metodologia na íntegra, adaptada à realidade local, ou sendo utilizadas em estudos, guias ou manuais, mais motivados ficamos para seguir adiante.

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Recentemente, as vésperas da fase de Campo da Pesquisa Perfil Ciclista 2021 brasileira, temos a grata notícia de que a Cidade de Villavicencio na Colombia, já foi à campo este ano e já finalizou sua Pesquisa Perfil Ciclista 21. Alias o fizeram também em 2019, fazendo edições bienais, ao invés de treinais, como as nossas.

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Tomamos conhecimento também, de que o caderno Mobilidade por Bicicletas, da coleção Mobilidade Urbana de Baixo Carbono, do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Ministério de Desenvolvimento Regional, utilizou dados da Pesquisa Perfil Ciclista 2018 no capítulo “Contexto da mobilidade por bicicletas no Brasil”. O que nos deixa muito felizes, uma vez que nosso principal objetivo ao coletar dados é torná-los conhecidos, para que possam alimentar estudos, projetos e soluções que promovam o uso de bicicletas.

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Conhecer esses desdobramentos às vésperas da fase de campo, que aliás já se iniciou em diversas cidades, como Campinas, Petrópolis e Mogi das Cruzes, nos dá certeza da importância deste projeto e seu alcance. Já em sua terceira edição, sempre em parceria com Labmob, Observatório das Metrópoles, patrocínio do Banco Itaú e parcerias e engajamento de diversas cidades que se voluntariam para a coleta de dados locais, como Organizações da Sociedade Civil, Universidades e Governos, seguiremos em busca de dados que ajudem a compreender melhor a realidade das bicicletas em nosso país, para que se possa planejar baseado em dados. Fevereiro 2022, é a previsão de publicação dos dados coletados, enquanto isso, os dados das duas edições anteriores em 2015 e 2018,  e mais informações sobre a pesquisa podem ser encontrados aqui. Boa leitura!

PS.: Existem também, quem use a metodologia ou tem ela como base, apresentam o processo, mas sequer citam a origem 😉
Isso também nos motiva!

Inspirar nos motiva!

Untitled Cada vez que vemos iniciativas da TA inspirando iniciativas semelhantes, seja usando uma metodologia na íntegra ou a adaptando à realidade local, mais motivados ficamos para seguir adiante.

Após iniciativas com o Desafio Intermodal, Contagens de Ciclistas e Ciclo Rotas dentre outras iniciativas, a Pesquisa Perfil do Ciclista, edições 2015 e 2018, trouxeram motivação para serem reaplicadas, passando por cidades pequenas como Paraty e seguindo para capitais como Maceió. Agora chega às cidades mexicanas em uma realização do ITDP México,  GIZ e Ciclociudades, que realizaram uma pesquisa Perfil do Ciclista Mexicano inspirada na nossa.
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Os resultados da pesquisa Mexicana podem ser baixados aqui e a metodologia que usaram por lá, também pode ser consultada, facilitando a reprodução da mesma, nos mesmo moldes que costumamos usar, disponibilizando tutoriais sobre todas as atividades de sucesso que realizamos.

Seguimos motivados à realizar novas atividades e que elas venham a ser replicadas e reaplicadas mundo a fora, sempre em busca de cidades melhores e mais pessoas em mais bicicletas mais vezes!

A Pesquisa Perfil do Ciclista Mexicano foi uma realização de:

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Presença Brasileira na Conferência Anual EuroVelo 2018

Por Juliana DeCastroev

Desde 2015 o Núcleo de Planejamento Estratégico de Transporte e Turismo (PLANETT/UFRJ) elegeu a mobilidade ativa e o turismo sustentável como uma de suas principais frentes de trabalho. E, mais uma vez, a bicicleta se destaca como protagonista nessas áreas por meio do cicloturismo. Dessa maneira, é natural a busca por organizações de referências na disseminação de conhecimento e boas práticas sobre o assunto.

No Brasil a Transporte Ativo (TA) é uma referência há 15 anos na disseminação e produção de conhecimento sobre mobilidade ativa. E, como o PLANETT, acredita que o território nacional oferece uma diversidade regional incrível para a promoção do turismo de bicicleta. Por isso, PLANETT e TA junto com o Programa de Pós-Graduação em Turismo da Universidade Federal Fluminense (PPGTUR – UFF) organizaram o II Encontro para o Desenvolvimento do Cicloturismo em novembro deste ano no Rio de Janeiro.

E a fonte de inspiração para a realização do evento surgiu através do contato com os estudos produzidos sobre experiências bem sucedidas para desenvolver o cicloturismo no cenário internacional, onde se destaca  o trabalho da Federação Europeia de Ciclistas (ECF) que coordena o Projeto EuroVelo para fomentar o cicloturismo na Europa e organiza a Conferência Anual mais importante nessa área.

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Atualmente o EuroVelo conta com uma rede de ciclovias de alta qualidade composta por 17 rotas integradas ao sistema de transporte, que permitem cruzar 42 países na Europa de bicicleta. A Essas rotas são utilizadas não apenas por turistas, mas também por moradores dessas regiões e até 2020 a meta é consolidar uma rede de 70.000 km, subindo para 19 o número total de rotas existentes.

Ao longo da implementação do EuroVelo diversos estudos foram produzidos para avaliar os impactos do projeto. E os resultados obtidos até o momento apontam para um crescimento contínuo na demanda na utilização das rotas e também da diversificação da oferta de produtos e serviços dedicado aos ciclistas. Em números isso representa uma movimentação de 2,3 bilhões de viagens por ano e 44 bilhões de Euros em receitas, superando a movimentação gerada com o turismo de cruzeiro na Europa no último ano.

E para melhor aproveitar as oportunidades existentes nesse cenário, foram criadas as Conferências EuroVelo e de Cicloturismo que são realizadas todos os anos desde 2012 com o objetivo de reunir todos os atores interessados na trocar experiências sobre cicloturismo, destacar as boas práticas e encorajar o desenvolvimento da própria rede EuroVelo. A estratégia para incentivar o engajamento das autoridades locais com o evento é torná-las as anfitriãs da Conferência, criando assim uma conjuntura favorável para que os participantes possam da desfrutar da experiência real de testarem infraestruturas, produtos e serviços voltados para o turista de bicicleta durante os dias do evento.

Durante os preparativos para a realização do II Encontro o Desenvolvimento do Cicloturismo, surgiu o convite da TA para que o PLANETT pudesse participar da Conferência Anual do EuroVelo 2018 com a intenção de extrair o máximo de conhecimento técnico sobre o desenvolvimento do cicloturismo na Europa. A conferência foi realizada entre os dias 26-28 de setembro em Limburg, na Bégica, ainda conseguimos liberação da ECF para participar como convidado especial da Reunião Anual dos Centros de Coordenação Regional do EuroVelo para compreender como se dá o processo de gestão e monitoramentos das 17 rotas e quais são as possibilidades de adaptação desse modelo para o desenvolvimento do cicloturismo no Brasil.

O foco da reunião era começar a desenhar a estratégia para dar continuidade ao desenvolvimento da rede EuroVelo até 2030, em especial, em relação à necessidade de melhorias enfrentar os desafios para o monitoramento do desempenho das rotas, padronização e manutenção da sinalização, a conectividade com os sistemas de transportes públicos, integração de soluções de TI para desenvolvimento de novos produtos e serviços para rede EuroVelo.

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E, de fato, participar da Conferência foi impactante. Tanto pela qualidade da troca de experiências proporcionadas pela conferência, que certamente nos ajuda a construir a visão do que pode vir a ser o nosso “BrasilVelo”, mas também pela oportunidade de vivenciar momentos únicos, testando alguns dos produtos e serviços oferecidos em aos cicloturistas em Limburg.

Este ano foi a Conferência for realizada na cidade de Hasselt, capital de Limburg, premiada como a capital do cicloturismo após o desenvolvimento do projeto Experience XL e, certamente um dos pontos altos do evento, foi incluir na programação do evento 5 opções de biketours para que os participantes pudessem conferir se a cidade faz jus ao título.

Dentro do Projeto Experience XL foi inaugurada em abril de 2016 uma trilha de ciclismo em um lago da reserva natural De Wijers em Bokrijk-Genk  denominada “Cycling through Water”. Desde a sua abertura já atraiu mais de 500.000 ciclistas, abrindo novas oportunidades para a criação de novos modelos de negócio pensados para fortalecer o desenvolvimento regional aliado à conservação ambiental.

A trilha de bicicleta através da água leva os ciclistas através de um caminho de concreto de 212 metros de comprimento e três metros de largura com água ao nível dos olhos em ambos os lados. Cisnes e outras aves aquáticas flutuam na borda e observam os visitantes com curiosidade. No entanto, você poderia pensar como eu, se a construção da infraestrutura não poderia causar um impacto negativo no ecossistema, certo?! Mas, através de um trabalho integrado entre as autoridades locais de turismo e meio ambiente, o projeto permitiu gerou resultados positivos na melhoria na qualidade da água e também no incremento significativo no habitat dos anfíbios que vivem no local.

Certamente, mais uma valiosa oportunidade de aprendizado para nós, pois o sucesso alcançado com a rota cênica “Cycling Trhough Water” é decorrente do trabalho de longo prazo que vem sendo desenvolvido em Limburg para incorporar projetos turísticos inovadores e sustentáveis capazes de proporcionar uma experiência única para o usuário. Através desta e de outras experiências em curso, de ciclismo semelhantes, Limburg vem se destacando no cenário internacional como um destino cicloturísticos que alia inovação e respeito ao seu patrimônio ambiental e histórico-cultural.

Embora seja possível constatar a diferença entre os níveis de desenvolvimento do cicloturismo entre Europa e Brasil, os desafios a serem enfrentados são precisamente os mesmos. Entre eles, podem ser destacadas as necessidades de parcerias público-privadas, a estruturação de uma agenda de governança estratégica que integre as Políticas Públicas de Transporte e Turismo para viabilizar a criação e manutenção de infraestruturas cicloinclusivas, a promoção dos destinos turísticos e a captação de recursos para o financiar todo o processo.

Se você é um entusiasta do turismo de bicicleta e compartilha conosco da certeza sobre o potencial que o Brasil oferece para essa atividade, convidamos você a se juntar a nós. A cada dois anos será promovido um encontro para o desenvolvimento do cicloturismo em uma macrorregião diferente do Brasil para seguirmos avançando. Sem dúvida que existe um caminho viável para desenvolvermos o nosso “Brasil Velo”, aliás o trabalho já começou. Se você estiver interessado em participar, está mais que convidado para o III Encontro para o Desenvolvimento do Cicloturismo, que acontecerá em Blumenau em 2020. Fique ligado!

Informação que se espalha

Use2Um dos principais objetivos da Transporte Ativo é coletar e distribuir informação de qualidade e quando vemos isso ser replicado de forma espontânea e eficaz, ficamos muito felizes e orgulhosos. Em 2017 a ANTP em seu livro Mobilidade Humana por um Brasil Urbano, e a Prefeitura do Rio, em seu Plano Estratégico 2017 – 2020, usaram dados da TA, de cinco diferentes projetos para expor e validar seus conteúdos.

Use1Este ano, foi a vez do Projeto Bicicleta nos Planos da UCB, usar dados da TA em dois de seus sensacionais infográficos. Um elaborado pelo ITDP Brasil – Bicicleta e Transporte Coletivo e outro pela Natalia Garcia – Cidades para Pessoas – A Bicicleta na Escala do Bairro. Mais recentemente, foi a vez da Aliança Bike e do Labmob usarem os dados e metodologias, na pesquisa Ciclologística: entregas de bicicleta e triciclo no Bom Retiro, no livro A Economia da Bicicleta  no Brasil e no recém lançado documento Bicicletas Elétricas, como e por que incentivá-las.

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Em meio a tudo isso, no dia 8 de agosto, nossas metodologias eram citadas em três diferentes atividades, na Oficina de Contagens de Ciclistas da Ciclocidade, na Oficina sobre metodologias de para contagens de bicicletas do ITPD Brasil, ambas em São Paulo, e na Cidade do México, o ITDPMX citava a pesquisa Perfil do Ciclista.Post_2

Ainda este ano, a AMA-JB utilizou a metodologia TA para contagens de bicicletas no bairro carioca do Jardim Botânico e nos próximos dia, a SMUIH – Secretaria Municipal de Urbanismo Infraestrutura e Habitação, irá realizar contagens com a metodologia em contagens de bicicletas no Centro do Rio.

Seguimos levantando dados e fatos, assim como desenvolvendo tutoriais que permitam que a metodologia seja reaplicada em qualquer local.

As pesquisas e dados utilizados nestas publicações são:
CicloRotas Centro
Pesquisa Perfil do Ciclista 2015
Logística em Bicicletas
Guia Incluindo a Bicicleta nos Planos
Contagens de bicicletas
Estão todos à disposição para serem usados, precisando de algum suporte, entre em contato.