Novo Mapa Rio Metropolitano de Transportes

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Muitas vezes nos deparamos com belos mapas de Transporte Público no exterior, o do London Underground é um dos mais famosos e serve de referência para muitos ao redor do mundo. Agora o Rio também tem seu próprio mapa no estilo londrino, o Mapa Rio Metropolitano de Transportes, que pode ser visualizado acima e baixado em PDF ao clicar na imagem.

O mapa mostra as opções de transporte na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e as respectivas integrações disponíveis aos passageiros. O mapa passa a ter exposição obrigatória, com QR Code para acessar a versão online, em todos os modais de transporte público, estações e terminais rodoviários sob competência do Estado.

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Para nós, uma boa notícia, que pode ser observada acima e no destaque da legenda abaixo. As estações de bicicletas compartilhadas Bike Rio e bicicletários  internos e externos nos terminais, fazem parte do mapa. Mais um sinal de que as coisas estão mudando e as bicicletas conquistando seus espaços.

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Em busca de Culturas de Bicicletas de Carga: Rio e Além

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Sue Knaup da organização americana One Street, esteve no Rio para o Bicicultura e Velo-city 2018, se surpreendeu com as bicicletas cargueiras que encontrou por aqui e publicou o post traduzido abaixo em seu blog Defying Poverty With Bicycles. Autorizados pela autora e com muita honra, reporduzimos o texto aqui.

“Quando voei para o Rio de Janeiro em junho para participar da conferência Velo-city, fiquei ansiosa para me reconectar com meus colegas da promoção ao uso de bicicletas de todo o mundo. O que eu não esperava era a descoberta de uma cultura de bicicletas tão profunda e orgulhosa quanto os ciclistas de carga do Rio de Janeiro.

Nos meus primeiros passos em uma rua do Rio, encontrei uma bicicleta de carga. Estava coberta de engenhocas para os turistas, mas meu olhar pousou nas molas sob a caixa de carga dianteira, que parecia com a mola de um carro. Não muito longe, em uma praça aberta e sem carros, vi outra bicicleta de carga. Essa tinha molas em folhas, também de carro.

Enquanto caminhava pela praça, verifiquei as armações e acessórios de cada bicicleta de carga que encontrei. Desde as molas até as gancheiras, passando pelas caixas de carga, cada um desses triciclos era único, construído ou, pelo menos, consertado localmente! E cada um dos ciclistas sentava-se orgulhoso em seus selins. Na minha primeira hora no Rio, encontrei uma extraordinária cultura de bicicleta.

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Desde que retornei ao Arizona, tentei encontrar qualquer coisa por escrito ou por vídeo sobre a cultura de bicicleta de carga do Rio. Os defensores prestativos da Transporte Ativo me enviaram alguns documentos como este que demonstram os benefícios das bicicletas de carga de sua cidade. Você também pode encontrar alguns desses números postados no site Velo-city Rio. Pesquisas e documentos como esses são extremamente importantes para influenciar políticas públicas que permitam que as bicicletas de carga funcionem bem em uma cidade. Esses estudos claramente ajudaram a aumentar as bicicletas de carga na Europa. Encontre muitos destes estudos aqui.

O que eu não consigo encontrar é qualquer coisa a partir das perspectivas dos construtores e ciclistas de cargueiras do Rio. Existe uma cultura silenciosa para construir, cuidar e dirigir esses veículos. Com esse tipo de cuidado, segue o desejo de fazer parte desta cultura, incluindo pedalar e incorporar a bicicleta aos negócios locais. Esse é um sistema que nenhuma política ou financiamento governamental pode causar.

Minha experiência pessoal com tal cultura foi como mensageira de bicicleta em San Francisco nos anos 80. É onde a entrega de bicicleta nasceu nos EUA. E os anos 80 foram o auge dos mensageiros de bicicleta, logo antes da máquina de fax e, em seguida, os computadores pessoais. Eu fui Bike Messenger na crista da onda e serei eternamente grata.

No mês passado, enquanto andava e pedalava em meio às bicicletas de carga do Rio de Janeiro, foi meu primeiro encontro desse nível de cultura de bicicletas desde os meus dias de Bike Messenger. Eu sei que existem outros grupos orgulhosos de ciclistas e fabricantes ao redor do mundo também. Talvez os ciclistas de carga da Europa sejam assim, embora suas bicicletas e megaempresas extravagantes causem um pouco de dúvida. Eu suspeito que Cuba poderia ser outro enclave, depois de descobrir esta história, que eu postei há alguns anos atrás.

Pedicabs e ciclo-riquixás parecem criar suas próprias culturas orgulhosas em algumas partes do mundo. Um exemplo é o Rickshaw Bank na Índia. Este vídeo dá uma boa visão geral. Espero que o Rickshaw Bank esteja inspirando empresas sociais semelhantes em outras partes do mundo.

Pense em suas próprias experiências com trabalhadores ciclistas. Você já recebeu um pacote entregue por alguém que foi de bicicleta? Você viu os carteiros entregando correspondências em bicicletas? Você assistiu da janela de um avião enquanto os trabalhadores do aeroporto pedalavam com bicicletas pesadas sob as asas e através de um oceano de asfalto? Você já encontrou micro-empresários em calçadas vendendo mercadorias ou pedalando máquinas de bicicleta que afiam facas, moem milho ou misturam bebidas?

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A Cultura de ciclistas trabalhadores são muito valiosas para mim porque eu fazia parte de uma. Mas deveriam ser valiosas para todos nós, porque são os sistemas de apoio que permitem que esses ciclistas e fabricantes prosperem, mesmo em lugares onde o transporte motorizado ainda domina. Eles estão mudando silenciosamente o transporte de caminhões barulhentos, poluentes e perigosos para veículos silenciosos cheios de pessoas que se orgulham de suas ocupações autopropulsadas.

Silêncio é um termo infeliz aqui. Não consigo encontrar nada sobre os fabricantes ou ciclistas das bicicletas de carga do Rio. Por falar nisso, além de alguns livros e filmes sobre mensageiros de bicicleta e algumas entrevistas em vídeo com pilotos de riquixás no Rickshaw Bank, não encontrei quase nada do lado humano dos ciclistas em atividade.

Você conhece algum? Se sim, por favor envie-os para mim em sue{at}onestreet.org. Se eu puder reunir diversas informações, vou usá-las em um post complementar e, quem sabe, talvez algo ainda maior.”

Para ver o post original, clique aqui.
Mais sobre bicicletas de carga e logística em bicicletas no Rio, clicando aqui.

Velo-city 2018

Após 8 anos de negociações, realizamos o sonho de receber a Velo-city no Brasil, o maior encontro sobre mobilidade por bicicletas do mundo voltado para agentes do poder público, técnicos, pesquisadores, empresas do setor e organizações da sociedade civil.

O painel de abertura contou com a presença dos brasileiros Márcio Deslandes, da Federação Européia de Ciclismo (ECF), entidade responsável pela Velo-city, e as representantes da Casa La Frida, organização que recebeu neste ano o V Prêmio Mobilidade por Bicicleta da Transporte Ativo.

Com o tema “Acesso à Vida”, a cidade do Rio de Janeiro é a primeira a sediar uma edição do encontro na América Latina. Realizado na região portuária do Rio, área que passou nos últimos anos por um processo de revitalização e redesenho do espaço viário, o encontro contou com 1165 participantes, entre palestrantes (199) e inscritos, municiou técnicos e gestores do Rio, Brasil e América Latina.

Com muita informação, as apresentações surpreenderam os europeus em relação aos trabalhos que vêm sendo realizados na América Latina. Além, é claro, do excelente intercâmbio entre os presentes que já começam a realizar parcerias e atividades pós conferência.

A Velo-city é um momento para trocas, aprendizado e renovação das forças na promoção da bicicleta e seu uso na cidade. Tivemos a honra de, além de participar de todas as tratativas, realizar também a curadoria dos trabalhos selecionados e das plenárias da conferência.

As próximas edições da Velo-city serão em Dublin, na Irlanda em 2019 e na Cidade do México em 2020.

Abaixo, vídeo de Rachel Schein com um resumo do que aconteceu durante a conferência.

 

 

 

Bicicultura 2018

O Bicicultura 2018, Encontro Brasileiro de Mobilidade por Bicicleta e Cicloativismo da União de Ciclistas do Brasil (UCB), aconteceu no Rio de Janeiro entre os dias 8 e 10 de junho no Museu do Amanhã realizado pela Transporte Ativo em parceria com organizações locais.

O tema escolhido para a edição 2018 foi “O uso da bicicleta e seu impacto na vida cotidiana”. Com 423 inscritos, reunindo 95 palestrantes, de 21 cidades das cinco regiões do país, o Bicicultura 2018 apresentou diversos cenários sobre a bicicleta no pais, como políticas públicas sobre ciclomobilidade, questões de gênero, relatos de pesquisa, bicicleta no comércio, cicloturismo, entre outros.

O Museu do Amanhã fica na Praça Mauá, região que passou por um processo de transformação onde um gigantesco viaduto, exclusivo para veículos motorizados, foi removido para dar lugar ao Boulevard Olímpico e a revitalização do seu entorno. Desse modo, a região passou a ser usada para lazer, recebendo turistas de diversas partes do mundo. Com isso, pessoas que circulavam nos arredores do Museu puderam interagir com as atividades do Bicicultura.

Na área externa, estavam instaladas a BiciFeira e uma tenda, especialmente construída em bambú, para a programação ao ar livre, Nesse espaço foram realizadas oficinas, palestras e atividades exclusivas para crianças.

Prêmio A Promoção da Mobilidade por Bicicleta no Brasil

Realizamos, durante as atividades do Bicicultura, a entrega da quinta edição do prêmio A Promoção da Mobilidade por Bicicletas no Brasil, que contempla iniciativas e organizações em três categorias; Ação educativa e de Sensibilização, Levantamento de dados e pesquisas e Empreendedorismo.

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Agradecemos a todos os parceiros e parceiras, às equipes que colaboraram conosco nessa empreitada e em especial ao Museu do Amanhã. Agora é arrumar as malas pois as próximas edições serão em Maringá (2019) e Belém do Pará (2020).

Por mais pessoas, usando bicicletas, mais vezes!

Assista ao vídeo produzido pela Raquel Shein, especialmente sobre o Bicicultura 2018.

Junho será o mês das Bicicletas no Rio

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O mês de junho de 2018 está repleto de atividades envolvendo as bicicletas no Rio de Janeiro. Nesse período, a cidade fará jus ao título de Capital da Bicicleta. O mundo da mobilidade por bicicletas estará de olho na capital carioca. Serão diversos eventos evolvendo nossas queridas bicicletas, dos mais variados tipos, alguns confirmados e outros ainda por vir. Já confirmados estão o Bicicultura 2018; Velo-city Rio; IV Encontro Latino-americano de Sistemas de Bicicletas Públicas e Compartilhadas; Audax Rio Brevet 200km; 100gurias100medo. E vem muito mais por aí! Muitas parcerias e articulações com diversos grupos, empresas, organizações, estão sendo feitas para ver as bicicletas tomarem conta de nossa cidade. Espera-se que toda essa movimentação abra os olhos do poder publico e dos cidadãos para as reais possibilidades da mobilidade ativa na construção de cidades melhores!

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O Rio pedala independente de esforços governamentais, fazendo com que a cidade a cada dia tenha mais bicicletas em suas ruas. E apesar dos percalços o carioca, seus visitantes e empresas amigas das bicicletas seguem pedalando, cada vez mais, mostrando que um Rio de Bicicletas é possível e real!

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Metrô Rio estação Uruguai.

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Metrô Rio estação Jardim Oceânico


                                                              Embarque estação Barcas Praça XV.

HF

Horti Fruti – Copacabana