Minha cidade, minha casa

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Aglomerar pessoas em espaços limitados, sem qualquer tipo de problema ou conflito, é um enorme desafio. Desde que a
humanidade deixou o modo de vida errante, para viver em comunidades com
residências fixas, a percepção de que o coletivo precisa funcionar para manter a qualidade da vida privada foi afetada.  Hoje, a maior parte
da população mundial vive em ambientes urbanos e muitos se tornaram
grandes, imensos. A vida nas cidades tem um ritmo muitas vezes frenético e, nesse contexto, questões do cotidiano, que poderiam ser facilmente resolvidas, vão se acumulando e causando transtorno a toda população. Como a remoção de um poste de sinalização de uma calçada, que aparentemente pode ser algo irrelevante, mas que se não for feita com a devida atenção, pode deixar resíduos ou pedaços de estrutura, capazes de causar ferimentos graves a quem passar distraído pelo local.

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As administrações municipais usam impostos e outras fontes de recursos para prover os cidadãos as condições de vida nas cidades. Claro que é tarefa muito complicada, mas mesmo assim isso não exime prefeituras de responsabilidades e justas cobranças por cumprir seu papel. E mesmo quando executam as obras, consertos e manutenção preventiva  necessárias muitas falhas acontecem. A maioria dos cidadãos que identifica uma dessas falhas costuma reclamar para os outros ou nem isso, raramente para a prefeitura, mas de um modo geral a idéia é de que alguém é pago para manter a cidade em ordem. Sim, é verdade e como as ruas podem (e deveriam) ser entendidas como uma extensão de nossas casas cabe também uma ação individual ou coletiva para cuidar desse espaço público que não tem um dono, mas tem usuários.

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Claro que graves problemas como o rompimento de uma tubulação de água/esgoto, vazamento de gás, afundamento de calçada estão distantes da ação popular, mas um pequeno conserto pode ajudar muitos a custo zero e sem gastar tanto tempo. E de fato nos aproxima da rua como espaço público de uso coletivo, ajudando a perceber o seu valor para si e para os outros. Quem ama cuida e isso não significa tomar para si a responsabilidade da prefeitura, mas ajudar ao próximo participando da cidade mais como um protagonista que como um coadjuvante. O espaço público é de todos mas ninguém é proprietário.

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Sabe lá quantas pessoas já se machucaram nessa ponta de poste exposta ou quantas deixaram de se machucar depois que foi rapidamente amassada com uma simples marreta? Muitas ou poucas não importa. O que importa é que a cidade é nossa e podemos cuidar dela como se fôssemos seus donos legítimos.

Velo-city 2018 Rio de Janeiro – Chamada de Trabalhos

http://velo-city2018.rio

A próxima parada da Série de Conferências Velo-city será no Rio de Janeiro, Brasil. Pela primeira vez na América do Sul, a Velo-city 2018 terá como tema principal Acesso a Vida, vinculado ao objetivo geral da inclusão social promovida pela bicicleta. Com base nos temas de conferências Velo-city anteriores, como Saúde, Infra-estrutura, Tecnologia, Governança e Dados, a Velo-city 2018 no Rio de Janeiro explorará a fusão desses discursos.

Com o tema principal Acesso à Vida, os temas abrangentes de Saúde, Infra-estrutura, Tecnologia, Governança e Dados são utilizados para se adequar aos quatro subtemas: Aprenda a Viver, Felicidade e Qualidade de Vida, Integrando Vida e Transporte, Economia Viva.

O envio de trabahos está aberto e convidamos especialistas de todo o mundo para compartilhar suas pesquisas, experiências e idéias. Inscreva seu trabalho no hotsite do evento.

http://velo-city2018.rio

Pesquisa Grupos de Pedal RMRJ

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Em 2016, a Ciclocidade, Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo, parceira da TA, realizou a pesquisa Grupos de Pedal SP, com o objetivo de traçar o perfil dos ciclistas que participam destes grupos e mapear os grupos locais. Agora, a Transporte Ativo lança no Rio a pesquisa Perfil dos Grupos de Pedal da RMRJ para conhecer os ciclistas e Grupos de Pedal da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Para o coordenador da pesquisa em São Paulo, o diretor de Cultura e Formação da Ciclocidade, Michel Will, os grupos de pedal são uma importante manifestação cultural urbana, e a pesquisa aprofunda o conhecimento sobre ela, além de qualificar o debate. “As informações são fundamentais para conceituar e promover políticas públicas voltadas ao uso da bicicleta”, por isso buscamos essas informações também para o Rio.

A pesquisa carioca que se inicia hoje, permanecerá aberta para respostas online até o dia 30 de abril. São dois questionários diferentes, um para os organizadores / líderes destes grupos e outro para participantes dos mesmos.

Acesse o formulário para os organizadores / líderes dos Grupos de Pedal clicando aqui.

Acesse o formulário para participantes de grupos de Pedal clicando aqui.