Cegos pedalando, cadeirantes e muita história pra contar

Já imaginou uma pedalada com cegos, cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida? Foi isso que aconteceu na tarde de sábado, dia 13, no entorno do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

O evento, batizado de Mauá 360, contou com participação de aproximadamente 30 pessoas e a presença de um historiador especializado na região. Deslizando pelo Boulevard Olímpico, todos descobriram fatos e curiosidades sobre a região, famosa por seus prédios do período colonial que marcaram a história do nosso país.

Exclusivamente nessa postagem, estamos utilizando um recurso para descrição das imagens, a hashtag #pracegover,  que serve para mostrar o conteúdo das fotos para pessoas com deficiência visual.

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#pracegover – Imagem 1 – Grupo de pessoas reunidas para dar início à pedalada. O grupo já está pronto para começar o roteiro, com os participantes posicionados nas bicicletas e nas cadeiras de roda. Nesse momento, recebem orientações iniciais sobre a atividade

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#pracegover – Imagem 2 – Imagem final da atividade, com os participantes reunidos, com cadeiras de roda posicionadas à frente das bicicletas e o prédio do Museu Histórico Nacional ao fundo.

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#pracegover – Imagem 3 – Foto com grupo de pessoas que conduziu a pedalada, a partir da esquerda temos o voluntário Rodrigo Souza, do projeto Pedala Junto, que conduziu a bicicleta tandem, ao lado do cego Álvaro, que foi seu companheiro na atividade. Seguido por Fábio Nazareth, representando os Pedalentos, que cedeu a bicicleta tandem para a atividade. Na sequência temos Zé Lobo e Erika Cordeiro, da Associação Transporte Ativo, que em parceria com o Museu do Amanhã, promoveram a pedalada. Fechando com Maurício, Tati e Mônica, Bike Anjos, que estavam com a bicicleta ODKV, sigla para o projeto “O de cá, vê” que usa duas bicicletas conectadas lateralmente, onde um condutor pedala ao lado de um deficiente visual.

Estiveram conosco nessa pedalada, funcionários e colaboradores do Museu do Amanhã, representantes do Kit Livre, Pedala Junto, Bike Anjo Rio e Pedalentos.

Conexão Rio-Medellín

Medellín e Rio de Janeiro, duas capitais localizadas a mais de 7 mil quilômetros de distância sob diferentes latitudes.

Agosto de 2018, nossa quinta visita a esta cidade que é símbolo de resiliência. Desta vez viemos a convite do coletivo Más Urbano, que assim como a Transporte Ativo, atua promovendo o uso da bicicleta como meio de transporte.

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O convite foi para participar de duas atividades de socialização e intercambio entre projetos e experiências. Um bate-papo realizado a céu aberto em espaço público ao lado de uma das principais estações de metrô da cidade. Outro realizado no terraço de um espaço de co-working com a participação de representantes instituições públicas e coletivos que trabalham com o tema.

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Foram dois momentos onde tivemos a oportunidade de conhecer mais sobre a cidade seus projetos e processos e contar um pouco sobre o que acontece no Rio e como atuamos frente a promoção do uso da bicicleta como meio de transporte. Entre tantos temas abordados, a Pesquisa Perfil Ciclista foi um dos destaques no segundo bate-papo realizado em Medellín.

E como irem além das metas previamente estabelecidas também é nossa meta, propusemos uma intervenção na rua, para que com a participação dos ciclistas da cidade, ajudássemos a pensar conjuntamente uma solução de infraestrutura cicloviária para um cruzamento que é um dos principais pontos críticos da região metropolitana. Inspirados na metodologia do Ciclo Rotas Centro, levamos mapas para a rua, para que os ciclistas que circulam por esse ponto pudessem opinar sobre o tipo de solução que lhes parecia mais adequado. Além da interação através dos mapas, realizamos um exercício de contagem e filmamos a ação.

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Das semelhanças entre as cidades podemos dizer que o fato de que as políticas de promoção do uso da bicicleta em ambas as cidades estar ligado as questões ambientais, é a principal. No Rio as ciclovias surgem junto com a Eco 92 e avançam dentro da Secretaria de Meio Ambiente, em Medellín a crise gerada pelo ar altamente contaminado impulsiona o sistema de bicicletas públicas e infraestrutura ciclista da cidade.

Duas capitais Latino-americanas cheias de contradições e que, com suas diferentes características, são muito favoráveis aos deslocamentos em bicicletas.

Conexão Transporte Ativo – Más Urbano. O que nos conecta? O desejo de promover e construir cidades mais ciclaveis, justas e equitativas em relação ao uso do espaço público.

Por mais pessoas, em mais bicicletas, mais vezes!

TA na América Latina

Após nossa participação na oficina sobre Sistemas de Bicicletas Públicas em Rosario, na Argentina, e na “Semana de Movilidad Humana Y Sostenible” em Medellín, tivemos a oportunidade de participar, desta vez como assistentes, do “Seminario de Formación en Seguridad Vial” organizado por Área Metropolitana Valle de Aburrá (AMVA) e também do “Primer Foro Latinoamericano de Peatones” organizado por FundaPeaton y Consejo Municipal del Voluntariado Medellín, ainda na cidade de Medellín.

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Além disso, fomos convidados, pela AMVA, a colaborar no processo de socialização (intervenção urbana e diálogo com moradores e transeuntes) do projeto denominado “Corredor Verde de La Picacha” onde contribuimos (e aprendemos) no processo de construção de métricas qualitativas para avaliar o impacto do projeto após sua implementação. Aproveitamos também para conhecer Bello, uma das cidades da região metropolitana de Medellín, que também faz parte da Pesquisa Perfil Ciclista 2017, durante uma intervenção realizada pelo coletivo Bellocicleta.

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Bello, Antioquia

Para completar nossa jornada em terras colombianas viajamos, a convite do coletivo Más Urbano, até Popayán (capital do departamento de Cauca) cidade que conta com um percentual de 6% de viagens realizadas em bicicleta. Mais uma cidade participante da Pesquisa Perfil Ciclista 2017 onde nos reunimos com os coordenadores locais da pesquisa, Personaje Ciclista e Centro de Estudios Urbanos – Instituición Universitaria Colégio Mayor del Cauca, para conversar sobre nossas experiências e percepções.

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Ainda participamos de uma conversa com estudantes de arquitetura com o objetivo de socializar um pouco sobre nosso trabalho e forma de atuação para construção de melhores cidades a partir de iniciativas cidadãs e participativas.

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Foram dias intensos recheados de muito aprendizado e trocas com os mais diversos atores. Que venham muito mais oportunidades de intercambio de conhecimento e práticas com nossos vizinhos latino-americanos!

Ciclo Rotas, tecnologia social em favor da bicicleta

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Inovação em favor da bicicleta o projeto “Ciclo Rotas – Metodologia cidadã de planejamento cicloviário” passa a ser uma tecnologia social certificada pela Fundação Banco do Brasil.

O “Ciclo Rotas – Metodologia cidadã de planejamento cicloviário” nasceu da necessidade de criar um mecanismo de participação pública capaz de ajudar o poder público a construir mais infraestrutura para bicicleta e ao mesmo tempo estabelecer as bases para a interlocução e futuras parcerias entre a administração municipal e a sociedade civil.

Trata-se da união de diversos grupos de interesse, moradores, ciclistas, população flutuante e demais pessoas interessadas para a produção de um projeto pronto de melhoria viária voltada a circulação de bicicletas. Através da tecnologia social utilizada na elaboração das Ciclo Rotas é possível (re)pensar todo uma área da cidade em acordo com as diferentes necessidades de circulação e apresentar um resultado pronto para ser executado pelo poder público, seja diretamente ou em parceria com a iniciativa privada.

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Com a certificação, a tecnologia passa a compor o Banco de Tecnologia Social (BTS) da Fundação BB, que agora conta com 995 iniciativas aptas para reaplicação. O BTS é uma base de dados online, que reúne metodologias reconhecidas por promoverem a resolução de problemas comuns às diversas comunidades brasileiras. Neste banco, todas as tecnologias sociais podem ser consultadas por tema, entidade executora, público-alvo, região, UF, dentre outros parâmetros de pesquisa. Para consultar o banco basta acessar o endereço eletrônico: tecnologiasocial.fbb.org.br. Também é possível consultar este banco de dados por meio do aplicativo de celular “Banco de Tecnologias Sociais”, disponível para aparelhos Android e IOS.

Esta edição tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Saiba mais:
Mais sobre o Ciclo Rotas Centro.
Mais informações sobre a certificação no site da Fundação Banco do Brasil.

Monitoramento da Poluição do Ar com bicicletas

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Podemos passar uns 30 dias sem comida, apenas 7 sem água, mas poucos conseguem ficar mais que 2 minutos sem respirar. Sim, nossa respiração é fundamental e ao mesmo tempo que o ato involuntário de respirar nos mantém vivos, também é a porta de entrada de poluentes para o nosso corpo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a poluição do ar é um dos mais importantes perigos à saúde humana. Os veículos são as principais fontes de poluição atmosférica e quanto mais pessoas deixam o carro em casa para usar a bicicleta em seus deslocamentos diários, melhor será a qualidade do ar. No entanto, os mesmos usuários da bicicleta que ajudam o planeta se expõem à fumaça dos motores e a uma série de doenças decorrentes da inalação de poluentes, em especial o Dióxido de Nitrogênio (NO2) e o Monóxido de Carbono (CO). Saiba mais sobe esses compostos na página do Ministério do Meio Ambiente.

Numa parceria com a Swissnex no Brasil, recebemos um BeMap sensor de poluição para bicicletas desenvolvido na Escola Politécnica Federal de Lausanne na Suíça. Simples e prático, o aparelho instalado no guidon da bicicleta mede a concentração de CO, NO2, além de temperatura e umidade. Dotado de um GPS interno esses dados são geolocalizados e podem ser visualizados através de um software instalado no computador pessoal do ciclista. Assim ele pode descobrir quais ruas são menos poluídos e traçar uma rota mais saudável para seus deslocamentos diários.

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Nosso sensor BeMap devidamente personalizado e instalado na bicicleta

No alto um dos mapas e gráficos de poluição atmosférica criados com a ajuda do aparelho. Os mapeamentos ainda estão no início mas em breve teremos dados suficientes para indicar não só as rotas mais seguras como as menos poluídas. Esperamos contribuir para uma experiência de deslocamento urbano mais saudável e prazerosa, afinal de contas pedalar é uma atividade tão gratificante para quem pratica quanto para a cidade. Nada mais justo que a saúde de ambos seja igualmente melhorada.